As classes de FIDCs e multimercados somaram R$ 20,5 bilhões de saídas líquidas
Os fundos de investimento fecharam semana de 17 a 21 de junho com R$ 21,6 bilhões de captação líquida negativa, de acordo com nosso balanço semanal. No total, foram R$ 244,8 bilhões de saques contra R$ 223,2 bilhões de aportes.
Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e os multimercados foram responsáveis por quase a totalidade dos resgastes líquidos da indústria. Eles tiveram, respectivamente, R$ 10,4 bilhões e R$ 10,1 bilhões de saídas líquidas na semana.
No entanto, as classes não foram as únicas no vermelho. Além delas, registraram retiradas líquidas os fundos de renda fixa, com R$ 1,4 bilhão; de ações, com R$ 112,8 milhões; e os cambiais, com R$ 105,3 milhões.
Os ETFs (Exchange Traded Funds) também tiveram captação líquida negativa, com resultado de R$ 337,3 milhões no período. Da classe, R$ 395 milhões foram retirados de um único fundo.
Já os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e os fundos de previdência tiveram resultado positivo, com entradas líquidas de R$ 661,1 milhões e R$ 192,2 milhões, nesta ordem.
ANBIMA Data: transformando dados em decisões
Esses dados também podem ser encontrados no ANBIMA Data, nossa plataforma gratuita que concentra informações dos mercados financeiro e de capitais. Agilize suas análises e matérias com dados confiáveis e atualizados de títulos públicos e privados, fundos e índices em um só lugar.
Jornada de Inteligência Artificial começa com masterclass de Clara Durodié
Trilha de conhecimento contempla ainda pitch days, apresentação de cases e estudos. Participe!
Iniciaremos em julho a Jornada de IA (inteligência artificial), uma trilha de conhecimento exclusiva que contempla diversas atividades para estimular a troca de experiências e a adoção da IA. A iniciativa faz parte da Rede ANBIMA de Inovação, que compõe a agenda estruturante do ANBIMA em Ação, um conjunto de atividades que elegemos como prioritárias para o biênio 2023/2024.
“A inteligência artificial tem o potencial de mudar profundamente a nossa sociedade e traz possibilidades promissoras para o mercado de capitais. O mercado está na fase de exploração e descoberta dos potenciais e desafios da inteligência artificial generativa, também conhecida como GenAI. Estamos entrando nesse tema com uma série de iniciativas para auxiliar nessa descoberta, explorar casos de uso, discutir políticas e estimular a experimentação dessa tecnologia”, afirma Zeca Doherty, nosso diretor-executivo.
A programação de encontros da Jornada de IA conta com três formatos de evento: masterclasses, que serão aulas intensivas com grandes especialistas da área; showcases, que serão apresentações de cases e debate sobre melhores práticas; e pitch days, em que startups apresentarão soluções para os desafios do mercado. Os participantes acompanham de forma online (via Microsoft Teams), mediante inscrição.
A primeira atividade já tem data marcada: 11 de julho, às 10h. Será uma masterclass com Clara Durodié, fundadora do Cognitive Finance Institute com mais de 25 anos de experiência em tecnologia financeira. A especialista compartilhará insights sobre como líderes do mercado financeiro e de capitais podem integrar estratégias de IA eficazes, maximizando o potencial da tecnologia enquanto asseguram a proteção de dados e a integridade das operações.
Confira abaixo a agenda:
11 de julho, das 10h às 11h30 | Masterclass: Clara Durodié
06 de agosto, das 10 às 11h30 | Showcase: Inteligência artificial: desafios, oportunidades e tendências para o mercado de capitais
21 de agosto, das 10 às 11h30 | Pitch Day: inteligência artificial #01
04 de setembro, das 10 às 11h30 | Showcase: Inteligência artificial: casos de uso no Mercado de Capitais
19 de setembro, das 10 às 11h30 | Pitch Day: inteligência artificial #02
02 de outubro, das 10 às 11h30 | Inteligência artificial para hiper personalização de produtos e serviços de investimento
16 de outubro, das 10 às 11h30 | Pitch Day: inteligência artificial #03
Conheça o ANBIMA em Ação
Essa iniciativa faz parte da agenda estruturante do ANBIMA em Ação, conjunto das principais atividades da Associação para 2023 e 2024. Esse planejamento estratégico foi elaborado a partir de uma ampla consulta aos nossos associados, instituições parceiras, reguladores e lideranças da ANBIMA. Confira aqui as nossas quatro grandes agendas de trabalho: Centralidade do Investidor, Desenvolvimento de Mercado, Agenda de Serviços e Agenda Estruturante.
Raio X do Investidor: duas em cada dez pessoas se preparam financeiramente para a aposentadoria
Percentual é menor na classe D/E, em que 10% reservam recursos para essa fase da vida, de acordo com a 7ª edição da pesquisa
Em cada dez brasileiras e brasileiros não aposentados (que equivalem a 86% da população com mais de 16 anos), apenas dois (19%) já começaram uma reserva financeira para essa fase da vida. É o que mostra a 7ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, nossa pesquisa anual com o Datafolha. O percentual é ainda menor na classe D/E, em que 10% dizem se preparar para a aposentadoria, enquanto na classe A/B a fatia é de 32%.
Seis em cada dez pessoas (58%) afirmam que, apesar de não terem iniciado, pretendem poupar para o uso na aposentadoria. O destaque é a classe C, com 62%. Há ainda o grupo que não tem e não pretende começar uma reserva (23%). Nesse quesito, a classe D/E tem a maior fatia, com 33%.
“A falta de planejamento para a aposentadoria é um reflexo de fatores socioeconômicos, mas também da carência de educação financeira. Muita gente acaba postergando o que não parece ser uma necessidade imediata e não se prepara para os desafios do futuro", afirma Marcelo Billi, nosso superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação.
Metade da população não aposentada (50%) considera que a previdência pública (INSS) vai compor a maior parte de sua renda durante a aposentadoria. O resultado é seis pontos percentuais maior do que o verificado na 6ª edição do Raio X do Investidor (44%). Em segundo lugar, 17% afirmam que os recursos virão do próprio salário, pois pretendem continuar trabalhando mesmo depois da aposentadoria. O índice teve queda de dois pontos percentuais na comparação à pesquisa anterior (19%). Em seguida, com 10% de representatividade, aparecem os recursos de aplicações financeiras (como títulos públicos, ações, renda fixa, câmbio e poupança). Os planos de previdência privada, que são produtos com o propósito de uso na aposentadoria, têm 3% das respostas, empatados com os recursos provenientes de aluguéis de imóveis (3%). Já 14% das pessoas entrevistadas não souberam responder.
A classe D/E se destaca entre o público que pretende usar os recursos do INSS como principal fonte de renda na aposentadoria (59%), seguida da C (52%). Já para a classe A/B, a previdência pública tem menor representatividade (38%) – as pessoas desse grupo têm os maiores percentuais entre quem pretende usar o próprio salário (19%), as aplicações financeiras (19%), a previdência privada (7%) e a renda de aluguel dos imóveis que possuem (7%).
Expectativa x Realidade
Entre a expectativa antes de se aposentar e a realidade das pessoas que já estão aposentadas há divergências quanto aos recursos utilizados para o sustento. Enquanto 41% do público que não se aposentou espera não depender do INSS no futuro, 93% das pessoas que já chegaram nessa fase da vida declaram que a previdência pública é uma de suas fontes de renda. A diferença é mais relevante na classe A/B: metade das pessoas não aposentadas esperam não precisar contar com o INSS, mas 92% daquelas que já se aposentaram informam que a previdência pública faz parte do seu sustento.
Retrato da aposentadoria
Aproximadamente 22 milhões de brasileiros e brasileiras (14% dos entrevistados) são aposentados. A previdência pública (INSS) compõe a maior parte da renda de 88% desse público, mesmo percentual de 2021, com variação positiva de dois pontos percentuais ante a 2022 (86%). Em segundo lugar, com bastante distância do primeiro, o sustento principal vem do trabalho e de “bicos” (3%) e da previdência privada (3%). Assim como em 2022 e 2021, apenas 1% declarou que a maior fonte de renda vem do aluguel dos imóveis que possui. O uso do retorno de aplicações financeiras não chega a 1% das respostas. As pessoas aposentadas da classe D/E são as que mais dependem do INSS, com representatividade de 90% (aumento de três pontos percentuais ante a 2022). Em seguida, estão as classes C (87%) e A/B (85%).
+ Confira a íntegra da 7ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro
Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro
Esta é a sétima edição da pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela ANBIMA em parceria com o Datafolha. As entrevistas aconteceram entre 06 a 24 de novembro de 2023, com abordagem pessoal e aplicação de questionário estruturado em tablet com 20 minutos de duração média, com 5.814 pessoas das classes A/B, C e D/E, de 16 anos ou mais, nas cinco regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Fonte: Anbima, em 26.06.2024.