Relatório mostra que moedas, criptomoedas e ações estão entre os produtos mais abordados
A renda variável é a menina-dos-olhos dos influenciadores digitais e domina 95% dos vídeos e postagens que abordam produtos de investimento no Twitter, Facebook, YouTube e Instagram. A audiência, por outro lado, se mostra mais interessada no universo da renda fixa, com uma média de interações por publicação, medida por comentários, curtidas e compartilhamentos, 207% maior.
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As informações fazem parte da terceira edição do nosso relatório FInfluence – quem fala de investimentos nas redes sociais. A pesquisa, feita em parceria com o IBPAD (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados), identificou os produtos financeiros mais citados e os que geraram mais engajamento do público entre janeiro e junho de 2022.
“Apesar dos finfluencers alcançarem uma base cada vez maior de seguidores, as preferências em relação a produtos apresentam certa desconexão em algumas ocasiões. O grosso dos investidores conhece a renda fixa, então um dos nossos palpites é que é mais fácil interagir com o que está mais perto da sua realidade”, afirma Amanda Brum, nossa gerente-executiva de Comunicação, Marketing e Relacionamento com Associados.
A pesquisa identificou que 246 dos 255 influenciadores monitorados citaram produtos de investimento específicos, em um total de 52,8 mil menções – ou 8,8 mil por mês. A média de interações nesses vídeos e postagens (1.604 por publicação) foi 23% maior do que o engajamento médio considerando todos os tipos de postagens, revelando que os seguidores têm mais interesse sobre essa seara.
Produtos mais abordados
Em um cenário de instabilidade econômica global, que favorece investimentos em ativos considerados seguros, como o dólar, as moedas foram os produtos mais discutidos pelos influencers e constaram em 26,3% das publicações.
Totalizando 23,4% das postagens sobre produtos, as criptomoedas ganharam destaque por causa das fortes variações nas cotações ao longo do primeiro semestre de 2022. As NFTs (tokens não fungíveis) e o aumento no número de empresas que aceitam as moedas digitais como meio de pagamento também foram citados nos vídeos e postagens.
Com 21,9% das menções, as ações receberam atenção por conta dos cenários econômico e político e a influência deles nas cotações. No primeiro semestre, foram 15,7 mil citações a papéis de empresas listadas, feitas por 174 influenciadores, com média de 1.074 interações por postagem. De forma inédita, a pesquisa detectou que foram mencionados 69 setores da economia, como exploração e refino, energia elétrica e bancos.
Produtos que mais geram engajamento
Do lado dos seguidores, a poupança liderou em engajamento, com média de 5.866 interações por postagem. O contraponto é que o investimento mais popular entre os brasileiros responde por apenas 1,6% do volume de publicação dos influencers, que frequentemente criticam a caderneta pelos retornos tímidos na comparação com outros produtos de investimento.
Com 5.820 interações por publicação, o Tesouro Direto é o segundo produto com maior média de engajamento, impulsionado no primeiro semestre pelo ciclo de aperto monetário que levou a taxa Selic de volta ao patamar de dois dígitos em 2022.
Em terceiro lugar em média de interações (3.988 por postagem) aparecem os imóveis, considerados um investimento seguro pelos brasileiros.
Sobre o relatório
A ANBIMA monitora e acompanha os influenciadores digitais que falam sobre investimentos desde setembro de 2020 com o apoio do IBPAD. A partir da análise de postagens públicas feitas por esses players, foram identificados os temas e produtos financeiros mais abordados, as categorias de influenciadores e os principais porta-vozes em cada rede. Para a terceira edição do FInfluence – Quem fala de investimentos nas redes sociais, foram mapeadas 188.091 publicações de 255 influenciadores, responsáveis por 581 perfis no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. Pela primeira vez, foram analisados os trabalhos de 74 desses personagens no TikTok. Os dados foram coletados a partir de postagens públicas entre 1° de janeiro e 30 de junho de 2022.
IIFA realiza conferência anual em Londres e elege novo presidente
Zeca Doherty se despede da presidência da entidade e faz balanço das atividades durante dois anos sob sua gestão
Tendências regulatórias globais na gestão de recursos, o futuro da indústria de fundos mundo afora, ESG (ambientais, sociais e de governança) e inovação nos investimentos são alguns dos temas que pautam a 35ª Conferência Anual da Associação Internacional de Fundos de Investimento (IIFA, em inglês) realizada, nesta semana, em Londres, no Reino Unido.
A primeira conferência da IIFA com neutralização de carbono, marca também a retomada dos encontros presenciais, após dois anos limitados pela pandemia, e a eleição de um novo board. Zeca Doherty, nosso superintendente-geral, que ocupava a presidência da IIFA desde 2020, passa o bastão para Chris Cummings, diretor executivo da associação de investidores do Reino Unido. A presidência da IIFA, com sede no Canadá, é alternada a cada dois anos, promovendo um rodízio entre as 41 associações locais ou regionais de fundos de investimento de países dos cinco continentes.
Em seu discurso de despedida, Zeca Doherty destacou as principais conquistas da IIFA sob seu comando, como a criação do grupo de trabalho sobre ESG, que visa o alinhamento da indústria global de fundos de investimento em torno dessa questão. Ele também falou do aprimoramento das atividades de comunicação com maior abrangência do grupo de mídias sociais e o debate sobre liquidez durante a pandemia.

“A pandemia trouxe muitos desafios, mas como grupo pudemos compartilhar todos os eventos e preocupações de cada região, sem deixar de lado todas as outras discussões importantes. Por tudo isso, gostaria de fazer um agradecimento especial a todos os líderes e participantes do grupo pelo tempo dedicado à construção de uma indústria de fundos melhor”, disse nosso superintendente-geral.
Zeca Doherty ainda participará de um painel sobre tendências regulatórias globais na gestão de investimentos ao lado dos dirigentes de entidades do Canadá e Dinamarca. Paralelamente, Tatiana Itikawa, nossa superintendente de Representação Institucional, participará de reuniões técnicas de grupos de trabalho sobre gestão de recursos e serviços fiduciários.
+ Encontros internacionais debatem os rumos dos mercados de capitais, ESG e influenciadores digitais
+ Sustentabilidade, criptoativos e finanças descentralizadas pautam reunião anual da IOSCO
Grupo Consultivo Macroeconômico projeta queda na Selic a partir de junho de 2023
Para economistas de instituições associadas, os juros devem encerrar o próximo ano em 10,50%
A taxa de juros deve começar a cair a partir de junho de 2023, segundo o nosso Grupo Consultivo Macroeconômico. Para os economistas que fazem parte do colegiado, o primeiro corte da Selic será de 0,50%, seguido de três reduções sucessivas de 0,75% em agosto, setembro e novembro, além de um corte adicional de 0,50% em dezembro, encerrando o ano com uma taxa de 10,50%.
Para a inflação, a projeção de 2022 foi revisada de 6%, apontada no relatório de setembro do grupo, para 5,5%. Também foi reduzida a estimativa para 2023, de 5,1% para 4,9%, acima da meta prevista de 3,25%.
Em relação à atividade econômica, a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 subiu mais uma vez: de 2,70%, apontada no relatório anterior, para 2,80%. A melhora na percepção do crescimento doméstico também teve reflexos na estimativa para 2023, que foi revisada para cima, de 0,53% para 0,80%.
No cenário externo, os economistas ressaltaram a possibilidade de perda de dinamismo da economia global para 2023. Já a taxa de câmbio teve estimativa revisada para baixo, de R$ 5,25 para R$ 5,20, o que corresponde a uma valorização de 6,82% do real.
+ Confira o Relatório Macroeconômico
Grupo
O Grupo Consultivo Macroeconômico é composto por 25 economistas de instituições associadas. Eles se reúnem a cada 45 dias, em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.
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Fonte: Anbima, em 25.10.2022.