Gestoras podem se candidatar para testar a Taxonomia Sustentável Brasileira
Novo projeto do Ministério da Fazenda será apresentado em evento online no dia 2 de abril, às 10h
Convidamos gestoras associadas e que seguem a autorregulação a participarem do webinar "Introdução ao processo de testagem da Taxonomia Sustentável Brasileira", que será realizado no dia 2 de abril, às 10h. O evento é uma parceria entre Anbima, Ministério da Fazenda, Unep-FI (Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e GIZ (Agência Alemã para a Cooperação Internacional).
O encontro vai apresentar o novo projeto do Ministério da Fazenda, que busca testar, na prática, a aplicação da taxonomia por um grupo de gestoras. O objetivo é avaliar o uso dela e identificar possíveis pontos de aprimoramento a partir da experiência do mercado.
A programação inclui uma introdução à Taxonomia Sustentável Brasileira; explicações sobre como usá-la para alcançar objetivos climáticos; o plano de trabalho da testagem; orientações sobre o processo de inscrição e seleção das instituições; além de espaço para esclarecer dúvidas.
O webinar é voltado a profissionais tomadores de decisão e representantes técnicos que atuam com investimentos sustentáveis e práticas ESG nas gestoras.
Inscreva-se para participar do webinar.
O processo de testagem
Após a apresentação no webinar, as gestoras poderão se candidatar para o processo de testagem, que será feito com um grupo restrito de instituições selecionadas pelo Ministério da Fazenda.
As casas escolhidas terão acesso a treinamentos exclusivos, poderão contribuir com sugestões de melhorias para a taxonomia e, ao final, receberão as recomendações consolidadas pelo Portal de Monitoramento, Relato e Verificação da Taxonomia.
Atuação Anbima na taxonomia
Esse apoio é mais uma das nossas iniciativas para contribuir com o desenvolvimento da Taxonomia Sustentável Brasileira. Em 2024, entramos para o comitê consultivo que discutiu o tema a convite do Ministério da Fazenda: levamos contribuições dos nossos associados a partir de um grupo de trabalho formado por mais de 80 representantes.
Atuamos, ainda, na disseminação de conhecimento sobre a Taxonomia por meio de um webinar junto com Febraban e CNSeg para profissionais do mercado.
Conheça o ANBIMA em Ação 2026
Esse encontro faz parte da agenda Institucional, de Sustentabilidade, do ANBIMA Em Ação 2026, conjunto das principais iniciativas estratégicas da associação para este ano. Esse planejamento está ancorado em três frentes principais: desenvolvimento de mercados, institucional e transformação. Confira o plano completo.
Enviamos contribuição à consulta pública da CVM sobre o regime informacional dos FIFs
Enviamos contribuição à consulta pública da CVM que trata da simplificação do regime informacional dos FIFs (Fundos de Investimento Financeiros). De modo geral, as nossas propostas buscam ampliar a eficiência operacional e reduzir os custos regulatórios do setor, sem comprometer a transparência e a proteção do investidor.
+ Confira nossa resposta na íntegra.
Um dos principais pontos da contribuição analisa a proposta da CVM que discute a possibilidade de ocultação das carteiras dos fundos por até 12 meses. Após diálogo com participantes do mercado e estudo de como o tema é tratado, inclusive, em outras jurisdições, a entidade sugere que esse prazo seja reduzido para seis meses. A proposta está em linha com a prática já adotada pelos gestores de recursos com base na Resolução CVM 172, que autoriza a ocultação dos portfólios por até 180 dias para alguns tipos de fundo.
“Acreditamos que essa solução traz equilíbrio ao acomodar bem os interesses da indústria e dos investidores. Ela preserva a transparência, ao mesmo tempo em que protege a estratégia de gestão, reduzindo o risco de clonagem de carteiras”, avalia Pedro Rudge, nosso diretor.
Na resposta à consulta, observamos, no entanto, que, para determinadas estratégias, a possibilidade de omissão não se justifica. É o caso de fundos que investem em títulos públicos ou em cotas de outros fundos, por exemplo. Soma‑se a isso os fundos que adotam estratégias passivas, como os indexados e os cambiais, que acompanham índices, benchmarks ou moedas. Para esses casos, sugerimos a que o Anexo Normativo I da Resolução CVM 175 passe a proibir expressamente a possibilidade de omissão.
Em relação às demais propostas da CVM — relativas a ajustes no informe diário e balancete mensal —, nossas sugestões se concentram, de modo geral, em aprimoramentos voltados ao aumento da eficiência operacional nos processos de envio e de tratamento das informações.
ANBIMA em Ação
O projeto-piloto de tokenização faz parte da agenda de continuidade do ANBIMA em Ação, o conjunto das principais iniciativas da associação para este e o próximo ano. Esse planejamento estratégico foi elaborado a partir de uma ampla consulta aos nossos associados, novos players, reguladores e lideranças da ANBIMA que resultou em uma agenda apoiada em três pilares: representatividade, inteligência de dados e redução do custo de observância. Além das iniciativas sob estes três pilares indicados na consulta, o ANBIMA em Ação 2026 inclui temas que já estão em andamento, seja porque são estratégicos para o mercado ou para o futuro da Associação: sustentabilidade, investimento internacional, finanças digitais, inteligência artificial e educação. Confira cada uma aqui.
Fonte: Anbima, em 24.03.2026.