Chapa da Assembleia da Anbima é divulgada e a votação começa nesta sexta-feira (24)
O sistema de votação ficará aberto até 30 de abril, às 18h
Foram divulgados nesta quinta-feira (23), os nomes que compõem a chapa candidata à eleição da Diretoria, do Conselho Fiscal e do Conselho de Ética da Anbima. A votação online começa nesta sexta-feira, 24 de abril, e segue até 30 de abril, às 18h. Os representantes Anbima das instituições associadas receberão por e-mail o link e o código de acesso ao sistema de votação.
Além da eleição, a AGOE 2026 inclui a aprovação das contas e das demonstrações financeiras de 2025 e a proposta de alteração do estatuto social.
Os mandatos da Diretoria e do Conselho Fiscal são de dois anos, para o biênio 2026/2028. Já os membros do Conselho de Ética têm mandato de quatro anos, com renovação de um terço de seus integrantes a cada dois anos.
Confira a composição da chapa:
Presidente
Roberto Paris (Bradesco)
Diretores e diretoras
Adriano Koelle (BNY Mellon)
Alessandro Chagas Farias (Santander)
Andrés Kikuchi (Nubank)
Aquiles Mosca (BNP Paribas Brasil)
Carlos Takahashi (BlackRock)
César Mindof (ABC Brasil)
Daniel Bassam (UBS)
Eduardo Azevedo (Tullett Prebon)
Eric Altafim (Itaú Unibanco)
Fernanda Camargo (Wright Capital)
Fernando Rabello (Banco Safra)
Flavia Palacios (Opea Securitizadora)
Giuliano De Marchi (JP Morgan)
Gustavo Pacheco (Banco do Brasil)
Julya Wellisch (Vinci Partners)
Luiz Sorge (XP Investimentos)
Pedro Rudge (Leblon Equities)
Roberto Paolino (Citibank)
Rodrigo Azevedo (Ibiúna Investimentos)
Rubens Henriques (BTG)
Sergio Bini (Caixa)
José Carlos H. Doherty (Diretor-executivo da Anbima)
Conselho Fiscal
Ana Carolina Silva Moreira Lima (Opportunity)
Arnaldo Alves dos Santos (Itaú Unibanco)
Fabio Rey (Banco ABC)
Para o Conselho de Ética, serão eleitos os seguintes membros, com mandato até 2030:
Alenir Romanello
Carlos André
Ricardo Humberto Rocha da Silva
E, como novo presidente, o atual conselheiro José Eduardo Laloni.
Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail
Serviço
Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária 2026
Período de votação: de 24 a 30 de abril, até as 18h
Pauta: eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal para o biênio 2026/2028; eleição de 1/3 dos membros do Conselho de Ética, com mandato até 2030; aprovação das contas e das demonstrações financeiras de 2025; e proposta de alteração do estatuto social
Quem vota: representante Anbima (login e senha enviados por e-mail)
Mais informações: https://anbi.ma/assembleia2026
Anbima lança a nona edição do Raio X do Investidor Brasileiro: 36% da população aplica em produtos financeiros
Pesquisa mostra avanço dos títulos privados nas carteiras e potencial de 23 milhões de novos investidores para 2026
A 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, nossa pesquisa anual realizada em parceria com o Datafolha, revela que 36% da população tem algum investimento financeiro – um aumento de cinco pontos percentuais em relação a 2021.
Baixe aqui o relatório completo da pesquisa
Em 2025, um quarto dos brasileiros fez algum tipo de aplicação financeira, alta de seis pontos percentuais na mesma base de comparação. A pesquisa é o principal termômetro do país sobre comportamento financeiro, mapeando como a população lida com dinheiro, além de sua capacidade de poupança e investimentos.
Entre os produtos mais utilizados, o Raio X aponta que a caderneta de poupança segue na liderança, presente nas carteiras de 22% das pessoas, apesar do ligeiro recuo frente a 2024 (23%). Já os títulos privados cresceram pelo quarto ano consecutivo, atingindo 7% dos entrevistados, mais que o triplo do que em 2021 (quando eram 2%). Já a participação em ações na bolsa de valores caiu para 2% ante 3% em 2024. Destaque ainda aos fundos de investimento e às moedas digitais, usados por 5% e 4% do público, respectivamente.
O relatório apresenta, ainda, que média de idade do investidor brasileiro é de 43 anos, com equilíbrio nos percentuais de investidores em todas as faixas etárias: 36% pertencem à geração Z (16 a 29 anos em 2025), 38% são millennials (30 a 44 anos), 35% estão na geração X (45 a 64 anos) e 33% são Boomers+ (65 anos ou mais).
“O Raio X vem mostrando, ano após ano, um avanço consistente da cultura de investimentos no Brasil. Os dados também deixam claro que ainda há um grande espaço para inclusão financeira. Embora as pessoas estejam mais atentas às possibilidades de investimento e busquem retorno e segurança para suas economias, persistem barreiras importantes para transformar o dinheiro poupado em investimentos. Nesse contexto, informação de qualidade, educação financeira e confiança seguem sendo decisivas”, afirma Marcelo Billi, nosso superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação.
Outros destaques do Raio X do Investidor Brasileiro:
- Reserva financeira: um terço dos brasileiros (33%) conseguiu poupar em 2025, focando na redução de gastos externos, controle de despesas e corte de supérfluos. No entanto, apenas 12% desse grupo transformaram poupança em investimentos, revelando que haveria um potencial de mais 35 milhões de investidores entre a população.
- Potencial de crescimento recorde: o Brasil soma 60,6 milhões de investidores ativos (e 107,7 milhões de pessoas ainda não investem). Para 2026, a projeção é otimista: mais de 23 milhões de brasileiros pretendem passar a aplicar em produtos financeiros.
- Investidor consciente: a busca por retorno (37%) e segurança (26%) são os principais motivos para investir, ambos em alta – quatro e três pontos percentuais, respectivamente.
- Domínio do ambiente digital: o conhecimento sobre bancos e carteiras digitais saltou de 24% (2022) para 46% (2025). Quase a totalidade da população (97%) conhece ao menos uma instituição financeira, com os bancos tradicionais liderando a lembrança espontânea (91,5%).
- Gênero e educação financeira: embora 31% das mulheres já sejam investidoras, o índice ainda é inferior ao dos homens (41%). O levantamento aponta uma lacuna educacional: 69% das mulheres desconhecem ou não utilizam aplicações financeiras, contra 53% do público masculino.
A 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro retrata a população com 16 anos ou mais, o que equivale a mais de 168 milhões de pessoas, sendo 48% homens e 51% mulheres economicamente ativas, com uma média de idade de 44 anos. O estudo ouviu 5.832 pessoas em todo o país e revela que 24% da população brasileira diz ter feito algum tipo de investimento em 2025.
O relatório completo do Raio X do Investidor Brasileiro está disponível em https://anbi.ma/raiox9.
Mercado de capitais registra recorde no 1º trimestre impulsionado por títulos híbridos e ações
Volume de ofertas chegou a R$ 180,1 bilhões, com expansão de 15,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Anbima
O mercado de capitais movimentou R$ 180,1 bilhões em ofertas encerradas no primeiro trimestre, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O resultado representa uma alta de 15,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e foi impulsionado pelo desempenho dos títulos híbridos e da renda variável. O valor foi distribuído em 689 operações, número 13,0% superior ao observado nos três primeiros meses do ano passado.
Considerando apenas março, os R$ 73,4 bilhões das 239 operações representam um aumento de 15,6% no volume e de 13,8% na quantidade.
“Os dados mostram um mercado de capitais diversificado e com capacidade de acomodar diferentes demandas de captação. Isso é um sinal de profundidade e de amadurecimento, especialmente em um ambiente com taxa de juros em um patamar alto por tanto tempo e incertezas no cenário internacional”, afirmou Cesar Mindof, diretor da Anbima.
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HÍBRIDOS E AÇÕES
Os títulos híbridos foram um dos destaques do trimestre, mais que dobrando o valor captado no mesmo intervalo de 2025, com recorde de emissão para o período em ambos os instrumentos. As ofertas de FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) cresceram 146,6%, atingindo R$ 20,0 bilhões, enquanto as de Fiagros totalizaram R$ 3,3 bilhões, com alta de 97,5% na mesma base de comparação.
Na renda variável, os follow-ons alcançaram R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre, volume que corresponde a 85% do que foi registrado ao longo de 2025 inteiro. Ao todo, foram quatro ofertas de ações, com duas delas respondendo por R$ 12,4 bilhões desse montante.
RENDA FIXA
As debêntures totalizaram R$ 99,3 bilhões no primeiro trimestre, com recuo de 4,0% frente ao mesmo período de 2025, mas expansão de 20,5% na quantidade, chegando a 153 operações, o que indica maior pulverização das captações. Os títulos incentivados pela lei 12.431 responderam por 43,8% do volume total, a maior proporção já registrada para o período, reforçando o papel desse instrumento no financiamento de projetos de infraestrutura.
No mercado secundário, o volume negociado de debêntures (com e sem incentivo fiscal) atingiu R$ 236,1 bilhões, com crescimento de 20,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já em relação ao montante contabilizado no último trimestre do ano passado, houve um recuo de 20,2%.
As notas comerciais somaram R$ 9,0 bilhões em 54 operações no acumulado de janeiro a março, com uma expansão de 31,2% no volume e ainda maior, de 58,8%, na quantidade. Outro instrumento muito usado por empresas de menor porte, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) também se destacaram ao registrar R$ 21,4 bilhões no primeiro trimestre, com uma alta de 37,8%, distribuídos em 246 operações, o maior número de emissões entre todos os instrumentos nesse intervalo.
As emissões de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) somaram, respectivamente, R$ 8,2 bilhões e R$ 3,7 bilhões, com retração de 28,3% e 39,3% ante o mesmo período de 2025.
“O mercado ganhou tração em frentes diferentes, com os híbridos tendo um papel central no resultado, a renda variável voltando a aparecer com mais relevância, as notas comerciais em alta e o desempenho dos FIDCs refletindo a capacidade desse instrumento de se moldar às necessidades de diferentes setores da economia”, destaca Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.
MERCADO EXTERNO
No mercado internacional, as emissões de renda fixa totalizaram US$ 8,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, patamar 27,2% inferior ao contabilizado em igual intervalo de 2025 em um cenário marcado por um movimento global de aversão ao risco. A República respondeu por mais da metade do volume (51,6%), seguida por empresas (31,2%) e instituições financeiras (17,2%).
Fonte: Anbima, em 23.04.2026.