Iniciativa faz parte da agenda de sustentabilidade da Associação, um dos temas prioritários para o biênio 2023/2024
Firmamos uma parceria com o Ambikira, instituto de filantropia que apoia projetos de educação e assistência social. O acordo busca estimular e facilitar o comprometimento de instituições financeiras em gerar impacto social para o país e é uma das iniciativas de sustentabilidade do ‘ANBIMA em ação’, como é chamado o planejamento estratégico da Associação.
“O papel da ANBIMA na busca de contribuições positivas para a sociedade vai além do nosso papel de fomentador dos mercados financeiros e de capitais. Dessa forma, queremos incentivar essa conscientização e engajamento entre nossos associados como parte da jornada ESG de cada casa. A filantropia, quando feita de forma séria e com base em critérios bem-estabelecidos, como no Instituto Ambikira, é um forte instrumento para contribuir com a redução das desigualdades sociais no Brasil”, afirma Carlos André, presidente da ANBIMA.
Em 20 anos de existência, celebrados em 2023, o Ambikira terá investido R$ 90 milhões em mais de 200 organizações apoiadas, beneficiando a vida de mais de 700 mil pessoas. Criado pela antiga Hedging-Griffo e depois mantido pelo Credit Suisse e pela Verde Asset, o instituto adotou o nome Ambikira (que significa “broto, rebento, renovo”) em 2022, quando passou a ter uma governança mais plural e representativa do setor financeiro. Atualmente, conta com 23 instituições investidoras. A parceria com a ANBIMA busca ampliar esses números.
“Queremos colocar essa proposta à disposição de quem quiser fazer filantropia de maneira profissional. A iniciativa visa reunir casas e profissionais engajados em pensar e agir em busca de soluções para os desafios sociais do país e na promoção do acesso a oportunidades. Existe uma rede de organizações sem fins lucrativos atuante que faz um belo trabalho na ponta e que precisa de investimento financeiro e de parcerias colaborativas como é a relação com o Ambikira. Podemos colaborar para potencializar suas ações”, diz Isabel Aché Pillar, superintendente do Instituto Ambikira.
As duas áreas de atuação do instituto estão alinhadas aos ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas). Em assistência social, o foco é nos objetivos 1, 2 e 10, de erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; e redução das desigualdades, respectivamente. Na educação, o desafio é ampliá-la com qualidade (objetivo 4), de forma que seja inclusiva e equitativa para todas as pessoas.
Como funciona o Ambikira
Anualmente, o instituto publica um edital para selecionar organizações sem fins lucrativos que combatem a desigualdade social e têm alto desempenho. A escolha é feita com base na análise de quesitos como gestão, indicadores de resultado, transparência e potencial de impacto.
Entre as condições necessárias para ser selecionado, o projeto deve existir há três anos no mínimo, ter demonstrações financeiras auditadas e desenvolver atividades nas áreas de educação ou assistência social. A partir daí, são analisados quesitos de viabilidade técnica (como resultados alcançados, parcerias estabelecidas, infraestrutura adotada), de governança (regularidade, adoção de métricas de compliance, atuação dos conselhos, sustentabilidade financeira e perfil da liderança) e da relevância que ele trará para a carteira do Ambikira, considerando os desafios sociais do país, tendências e janelas de oportunidade e abertura para trabalhar de forma colaborativa.
Estabelecidas as parcerias, começa o acompanhamento dos resultados e do impacto gerado para a população. São mantidas trocas constantes entre os investidores, as entidades apoiadas e a equipe do instituto, para que essa rede de colaboração maximize os resultados do Ambikira.
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Como participar
Instituições que queiram apoiar projetos sociais por meio do instituto devem entrar em contato pelo e-mail
Atualmente, fazem parte do Ambikira as seguintes instituições: Absolute, Alphathree Capital, Base Partners, Credit Suisse, Dahlia Capital, Gávea Investimentos, Genoa Capital, Hedge Investimentos, Ibiuna Investimentos, JGP, Jive, Legacy Capital, Miles Capital, Modal, Neo, Pragma, RBR Asset Management, RPS Capital, SPX Capital, Truxt Investimentos, Velt Partners, Verde Asset Management e Vinland Capital.
Podcast #VaiFundo: os desdobramentos da estrutura multiclasses para o mercado
Mudança alinha indústria aos padrões internacionais e busca aumentar a eficiência operacional dos fundos, mas traz desafios

O tema do terceiro episódio do podcast #VaiFundo sobre a Resolução 175 promete transformar a indústria de fundos. Trata-se da nova estrutura multiclasses, que permite a criação de classes com estratégias de investimentos diferentes dentro dos fundos, cada uma com seu próprio patrimônio, direitos e obrigações. A iniciativa integra a Agenda de Desenvolvimento de Mercadodo ANBIMA em Ação, um conjunto iniciativas que elegemos como prioritárias para o biênio 2023/204.
“O nosso mercado se aproxima de estruturas presentes em outros mercados e confere mais flexibilidade para a estruturação de diferentes produtos. Essa estrutura de classes de cotas com patrimônios separados tende a conferir maior eficiência aos arranjos operacionais”, afirma Antonio Berwanger, superintendente de desenvolvimento de mercado da CVM.
Roberta Anchieta, diretora de administração fiduciária do Itaú Unibanco, também participou do debate sobre o tema. Ela concorda com Berwanger sobre a necessidade de adequar a nossa indústria às melhores práticas internacionais e destaca vantagens da nova estrutura para os gestores. “Quando a gente olha as classes e subclasses, o gestor vai ter um ganho operacional que parece muito grande, porque vai se preocupar em gerir ativos de um único veículo, que é a classe”, observa.
Por meio das subclasses, o mesmo conjunto de ativos pode estar associado a passivos diferentes, sem a necessidade de constituição de um novo fundo para cada perfil de investidor. “As subclasses vão poder diferenciar taxa de administração, taxa de gestão, taxa de distribuição, cotização, as condições para o passivo”, explica Anchieta.
Tributação dos fundos
A nova estrutura multiclasses não prevê a constituição de classes de cotas que alterem o tratamento tributário aplicável ao fundo, ou às classes nele existentes. Assim, há uma expectativa de que Receita Federal crie regras específicas para as classes. Até lá, os fundos só poderão ter classes com a mesma regra tributária.
Berwanger entende que essa questão é decisiva para o sucesso da nova estrutura e explica que a CVM priorizou o investidor na definição das regras. “Se duas classes de cotas convivessem no mesmo fundo, para fins de incidência de tributos não haveria duas classes, mas um mesmo patrimônio que, somado, seria enquadrado em algum em algum fundo existente. Isso frustraria as expectativas dos investidores não só em relação à tributação, mas também na própria rentabilidade obtida”, pondera.
Anchieta afirma que, até que a Receita Federal reconheça as classes, os administradores fiduciários não vão aderir múltiplas classes com o mesmo tratamento tributário. “Até que tenha sido pacificada essa questão e tenha uma nova lei ou entendimento publicado, os administradores não têm conforto em fazer um fundo multiclasses, ainda que de mesma a regra tributária.”
Demonstrações financeiras
O impacto da nova estrutura multiclasses nas demonstrações financeiras do fundo é outro tema importante para o mercado que também foi abordado no bate-papo. Os convidados comentaram sobre a lógica de rateio de despesas do fundo, custos diversos, transparência e as expectativas de evolução nas leis para que, de fato, os fundos passem a funcionar como uma casca, com as demonstrações financeiras diretamente nas classes.
“A regulamentação foi propositadamente menos prescritiva em relação a regras específicas do rateio, mas nada impede que a autorregulação avance nesse campo”, sugere Berwanger .
Ouça o especial do podcast #VaiFundo sobre a Resolução 175:
Já deu pra ver que esse episódio é indispensável para entender a estrutura multiclasses e os seus desdobramentos para o mercado, né? Acesse sua plataforma preferida e ouça o bate-papo para entender essa novidade: Spotify, Spreaker, Deezer, iHeartrádio, Podcast Addict, Castbox, Podchaser, Apple Podcasts e Google Podcasts.
Conheça o ANBIMA em Ação
ANBIMA em Ação é o conjunto das principais iniciativas da Associação para este e o próximo ano. Esse planejamento estratégico foi elaborado a partir de uma ampla consulta aos nossos associados, instituições parceiras, reguladores e lideranças da ANBIMA e resultou em três grandes agendas de trabalho: Agenda de Desenvolvimento de Mercado, Agenda de Serviços e Agenda Estruturante. Confira cada uma aqui.
Quase metade das pessoas cairia em golpe de investimento, aponta iniciativa educacional para alertar população
Do total de visitantes a um site feito em parceria com a CVM simulando oferta de produtos, 49% clicaram em botões que indicavam intenção de investir e foram levados a uma página com dicas para evitar cair em fraudes
Uma iniciativa educacional nossa em parceria com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mostrou que quase metade das pessoas cairia em um golpe de investimento.
Um site de uma empresa fictícia simulando a oferta de fundos de ações e garantindo lucros altos teve 884.949 visitas nos quatro meses em que ficou no ar, entre novembro de 2022 e fevereiro deste ano. Desse total, 48,8% clicaram em um dos botões da página inicial que indicavam a intenção de investir nos produtos.
Ao fazer isso, os visitantes eram levados a uma página educativa, com o alerta de que poderiam ter caído em um golpe e com orientações para não entrar em ciladas ao se deparar com sites realmente fraudulentos.
“É muito importante destacar que riscos existem e são diversos, como aspectos políticos e econômicos, riscos específicos envolvendo um setor ou companhia, dentre outros. Entretanto, existem riscos que são fraudes financeiras e que podem ser evitados pelo investidor. É fundamental sempre estar atento aos sinais: desconfie de promessas de rendimentos altos, cuidado com supostos especialistas em fóruns de internet e redes sociais, cuidado com ofertas na internet de fontes desconhecidas e verifique sempre o ofertante/intermediário. A iniciativa com a ANBIMA mostrou na prática que o risco existe e que a atenção e o cuidado são primordiais para não cair no golpe”, comentou Andréa Coelho, Chefe da Divisão de Educação Financeira e Superintendente Interina de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM.
A divulgação dos resultados dessa iniciativa ocorre na semana da Global Money Week, uma campanha mundial de conscientização sobre a importância da educação financeira.
“Os resultados mostram que as pessoas ainda estão vulneráveis a ofertas enganosas e golpes já conhecidos e que sempre têm as mesmas características. A primeira linha de defesa é sempre buscar informações isentas sobre produtos financeiros e cultivar um ceticismo saudável quando nos deparamos com ofertas que parecem ser muito boas para serem verdade. Geralmente não são mesmo”, afirma Marcelo Billi, nosso superintendente de Educação.
Essa iniciativa integra a agenda de educação do ANBIMA em Ação, conjunto de prioridades elencadas para o biênio 2023/2024.
DICAS PARA O INVESTIDOR EVITAR CAIR EM GOLPES
:: Promessas de lucros altos
Sempre desconfie de promessas financeiras milagrosas com ganhos gigantes em curto prazo.
:: Informações distorcidas ou insuficientes
Pouca informação sobre a empresa ofertante, o produto, o serviço, o suposto negócio ou o investimento = cilada! Fique de olhos bem abertos e atento ao CNPJ das empresas, procurando informações sobre a sua atuação no mercado.
:: Ofertas com alto senso de urgência
A insistência para que você feche um negócio e não perca a suposta oportunidade pode indicar um golpe. Investimentos realmente bons não precisam procurar desesperadamente por investidores.
Caso enfrente problemas e tenha alguma dúvida ou reclamação, o investidor deve procurar o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da CVM no Dúvidas e Denúncias (SAC-CVM) — Comissão de Valores Mobiliários (www.gov.br).
ANBIMA Summit 2023 acontece em 16 e 17 de agosto
Faça a sua pré-inscrição e receba as novidades sobre a programação e os palestrantes
Realizado a cada dois anos, a próxima edição do ANBIMA Summit acontecerá em 16 e 17 de agosto de 2023. O encontro será híbrido, com programação presencial na Oca do Ibirapuera, em São Paulo. As pré-inscrições já estão abertas.
O evento evoluiu para se tornar o maior encontro dos mercados financeiro e de capitais do Brasil, reunindo os principais nomes do setor para debater o cenário atual e as grandes transformações no mundo. Além de palestras, o ANBIMA Summit 2023 promoverá oficinas, workshops, masterclasses e experiências inovadoras para diferentes públicos.
Mais informações sobre palestrantes, painéis, atividades e inscrições serão divulgadas em breve. Quem deseja conhecer as novidades em primeira mão pode realizar a pré-inscrição aqui.
SERVIÇOFonte: Anbima, em 22.03.2023.