Funds Summit será dia 13 de fevereiro, em São Paulo
No dia 13 de fevereiro, às 8h, acontece o Funds Summit 2025, promovido pela MZ com o apoio da ANBIMA. O evento reunirá especialistas da indústria de fundos de investimentos para compartilhar insights e expectativas sobre o segmento em 2025, além das tendências emergentes, desafios e oportunidades no horizonte.
O evento é gratuito, mas é necessário realizar inscrição aqui no site oficial.
Serviço:
Empresas captam valor recorde de R$ 783,4 bilhões no mercado de capitais em 2024
Dezembro também atingiu um patamar inédito, registrando o maior montante mensal na série histórica da ANBIMA
As empresas captaram o valor recorde de R$ 783,4 bilhões no mercado de capitais em 2024, com um crescimento de 66,7% na comparação com o ano anterior. Apenas em dezembro, as ofertas somaram R$ 99,4 bilhões, o maior resultado mensal de toda a série histórica, iniciada em 2012.
“Os números mostram que o mercado de capitais se consolidou como fonte de financiamento para a economia real, contribuindo para viabilizar projetos estratégicos e para o desenvolvimento do país como um todo”, afirma Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da ANBIMA. “Temos agora um mercado mais maduro e mais democrático, com diversificação de tipos de ativos e de emissores”, complementa.
Debêntures, notas comerciais e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) bateram recorde no ano, contribuindo para que a renda fixa alcançasse a marca inédita de R$ 709,2 bilhões.
DEBÊNTURES
As debêntures atingiram R$ 473,7 bilhões entre janeiro e dezembro, com os recursos sendo destinados principalmente para investimentos em infraestrutura (25,7%), gestão ordinária (24,5%) e pagamento de dívidas (23,4%). Considerando apenas os papéis com benefício fiscal pela Lei 12.431, o volume também é recorde: R$ 135,0 bilhões.
O prazo médio das debêntures como um todo atingiu 7,8 anos, ante os 12,9 anos contabilizados entre os papéis incentivados.
No mercado secundário, o volume negociado de debêntures chegou a R$ 707,6 bilhões, o maior patamar da série histórica, com um crescimento de 59,2% em relação a 2023. Os papéis com incentivo fiscal responderam por R$ 278,6 bilhões desse montante, mais do que dobrando (115,8%) o valor registrado no ano anterior.
SECURITIZAÇÃO
Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) se destacaram com o segundo maior volume anual entre os instrumentos (R$ 81,4 bilhões), o que representa um aumento de 86,1% ante 2023. Em quantidade de operações (918), a alta foi de 56,4%. “Esses números mostram o maior acesso das empresas de menor porte ao mercado de capitais por meio dos recebíveis. O volume médio de R$ 88,7 milhões por ativo indica que as operações são bastante pulverizadas”, destaca Maranhão.
Ainda entre os instrumentos de securitização, as companhias captaram R$ 58,9 bilhões com CRIs, com alta de 23,4% na comparação com o ano anterior, e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) somaram R$ 41,3 bilhões, com variação negativa de 4,7%.
Já as notas comerciais registraram R$ 43,6 bilhões em ofertas encerradas em 2024, superando em 56,1% o valor de 2023. Os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) movimentaram um valor semelhante nesse período, R$ 44,3 bilhões, com um incremento de 46,1%.
Na renda variável, as operações de follow-on totalizaram R$ 25,0 bilhões em 2024, com uma redução de 20,4% na comparação com o ano anterior.
MERCADO EXTERNO
No mercado externo, as ofertas de renda fixa chegaram a US$ 20,1 bilhões, com alta de 30,2% em relação a 2023. A maior parte desse volume (68,1%) se refere a emissões com prazos entre 6 e 10 anos, seguido pela fatia referente ao intervalo superior a 15 anos (18,6%). Entre os tipos de emissores, as empresas lideraram, respondendo por 59,9% do total, com a República ficando com 31,4% e as instituições financeiras com 8,7%.
Confira todos os resultados no Boletim de Mercado de Capitais
Clique aqui e veja a apresentação divulgada na coletiva de imprensa
Estudo da CVM sobre a eficácia do suitability conta com nossos dados
Além de compartilhamento de dados, intermediamos encontro entre regulador e instituições
Colaboramos com dados e insights para o estudo Processo de Análise do Perfil do Investidor (suitability), divulgado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta terça-feira (21). Os nossos dados e insights ajudaram o regulador a concluir que a Resolução 30, que trata da obrigatoriedade da adequação dos produtos e serviços ao perfil de risco do cliente, tem “eficácia positiva, porém abaixo do seu nível potencial”.
O estudo reforça a importância da aplicação do suitability como uma ferramenta para auxiliar o investidor. Mas também mostra que ainda há espaço para desenvolver o mercado e aprimorar as regras, trazendo mais personalização para o processo.
Entre as informações que compartilhamos estão as porcentagens de laudos de suitability com irregularidades no enquadramento. Os dados, destacados no estudo, mostram que a quantidade de perfis de risco não mapeados caiu de 25% para 8% entre 2015 e 2022, ao passo que o número de perfis regulares aumentou de 62% para 70% no mesmo período.
Contribuímos também com informações da nossa autorregulação sobre irregularidades relacionadas ao suitability. Depois de um pico de 17 em 2021, o número caiu para quatro em agosto de 2024. “Os dados oriundos da ANBIMA analisados nesta seção apontam para uma melhoria recente nos indicadores de eficácia, com perspectiva de melhoria adicional na esteira da adaptação da indústria às novas Regras e Procedimentos de Distribuição de Produtos da ANBIMA. Entretanto, remanescem como fontes relevantes de ineficácia as etapas processuais de classificação do perfil de risco dos investidores e a consequente recomendação de produtos inadequados aos perfis de risco mapeados”, aponta o estudo.
Além de fornecer os dados, intermediamos um encontro entre a CVM e instituições financeiras para discutir pontos que foram abordados no estudo, como o aproveitamento do Open Finance para o suitability. As casas também compartilharam suas boas práticas de monitoramento para prevenir desvios na análise do perfil de investidor.
Para acessar o estudo completo, acesse o site da CVM.
Fonte: Anbima, em 22.01.2025.