Na edição de 2022, três estudantes de mestrado receberão uma bolsa de R$ 23,8 mil
A 18ª edição do Prêmio ANBIMA de Mercado de Capitais já tem seus vencedores. Três projetos de tese de mestrado foram contemplados e os autores vão receber, cada um, uma bolsa no valor de R$ 23,8 mil.
Os ganhadores foram:
Nicholas Furlan Di Biase - Direito - Mestrado UERJ
Projeto: “A responsabilidade civil dos administradores e gestores de fundos de investimento perante o cotista”
Orientadores: Prof. Mauricio Moreira Menezes e Milena Donato Oliva
Renata Carreiro Avila -Economia - Mestrado PUC-RJ
Projeto: “Risco Fiscal e Curva de Juros: uma Métrica Alternativa”
Orientadores: Prof. Carlos Viana e Marcelo Medeiros
Yasmin Fernandes Reis - Direito - Mestrado FGV Direito - SP
Projeto: “A liquidez do mercado secundário de ações no Brasil e o papel da regulação”
Orientadora: Prof. Viviane Muller Prado
A comissão julgadora decidiu não premiar nenhum projeto de tese de doutorado neste ano.
SOBRE O PRÊMIO
O Prêmio ANBIMA de Mercado de Capitais reconhece alunos de mestrado e doutorado das áreas de Economia, Administração de Empresas e Direito desde 2005. Desenvolvido em parceria com o IEPE/CdG (Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças), tem como objetivo incentivar a produção acadêmica sobre o desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil.
Mercado de capitais brasileiro aumentou quatro vezes em 25 anos
Nossos rankings classificam as instituições que atuam no segmento desde 1997
As operações no mercado de capitais brasileiro quadruplicaram nos últimos 25 anos. É o que mostra a evolução dos nossos rankings, criados em 1997 com o objetivo de classificar o desempenho das instituições que atuam no segmento. No primeiro ano em que foram divulgados os dados do setor, o grupo analisado reunia 92 instituições, que movimentaram R$ 19,3 bilhões. Em 2022, apesar da redução de 33% no número de casas que participam da classificação, as emissões somam, até o momento, R$ 365,2 bilhões, considerando instrumentos de renda variável, renda fixa e híbridos. “Os rankings da ANBIMA revelam parte da história do mercado financeiro no Brasil. Analisando a trajetória dos dados, podemos visualizar momentos importantes da economia brasileira, como a mudança no perfil das instituições e a diversidade dos instrumentos emitidos e distribuídos”, avalia José Eduardo Laloni, nosso vice-presidente.
Uma das características do mercado que pode ser verificada a partir dos rankings é o grau de concentração das emissões de títulos corporativos e valores mobiliários nas instituições que ocupam o topo da classificação. Até a crise financeira internacional de 2008, as operações de renda variável eram as mais concentradas, considerando-se os cinco maiores originadores. Atualmente, a renda fixa tem maior convergência: os cinco primeiros colocados do ranking desses papéis representam 75% do volume negociado, contra 60% na renda variável.
Considerando a lista de distribuidores, também há concentração expressiva na renda fixa. Na média histórica, os cinco primeiros colocados desse ranking representam 70% do volume distribuído, sendo que em 2008 esse percentual chegou a 87% do total.
Captação por meio da renda fixa predominou ao longo do tempo
Quando se observam os volumes emitidos por tipo de instrumento ao longo do tempo, a movimentação dos títulos de renda fixa é predominante em comparação às ações, sobretudo nos períodos de juros mais altos. O volume de ações ultrapassou o da renda fixa apenas entre 2007 e 2010 — exceto em 2009, quando foram sentidos os efeitos da crise financeira internacional — e em 2020, quando os juros atingiram o menor patamar da história recente.
No momento do auge dos IPOs, em 2007, por exemplo, o montante emitido em ações foi três vezes maior que o dos papéis de renda fixa. A partir de 2011, a captação por meio da renda fixa foi sistematicamente maior.
Diversificação de instrumentos financeiros é a marca dos últimos 25 anos
Outra característica do mercado nos últimos 25 anos que pode ser observada por meio dos rankings é o surgimento e a consolidação de novos instrumentos financeiros no Brasil. Eram quatro tipos de ativos considerados em 1997 (ações, debêntures, fundos imobiliários e notas promissórias) e hoje são 13. Em 2000, foram incorporados os BDRs (Brazilian Depositary Receipts, certificados de ações emitidas em outros países). Em 2005 entraram os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e, no ano seguinte, os Cepac (Certificados de Potencial Adicional de Construção), alternativa de financiamento para obras públicas realizadas pelos municípios.
Já os CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e os CRAs (Certificado de Recebíveis Agrícolas) entraram para a estatística em 2008 e 2011, nesta ordem. Por conta da isenção de imposto de renda para pessoas físicas que investem nesses papéis, sua atratividade tem sido crescente ao longo dos anos. No caso dos CRAs, isentos desde 2005, a distribuição dos papéis colocados em mercado chegou a 63,2% em 2020. Já os CRIs, que tiveram isenção a partir de 2014, a relação entre emissões originadas e distribuídas saiu de 5% em 2008 para 60% neste ano.
Em 2013 houve o retorno dos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) ao ranking, desta vez classificados como operações híbridas. Esse instrumento havia sido retirado da categoria de renda variável em 2001. Em 2022, foram incluídas as notas comerciais, desburocratizadas com a edição da Lei 14.195, além dos FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e dos Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais).
+ Baixe o estudo completo sobre os 25 anos do ranking de mercado de capitais
Conheça os rankings
Divulgamos há 25 anos três rankings referentes às instituições que atuam no mercado de capitais:
Ranking de Renda Fixa e Híbridos: classifica as casas que participam de emissões de renda fixa e operações com empresas ligadas ou híbridas. Os dados são divulgados a partir do 16º dia útil do mês seguinte à coleta dos dados.
Ranking de Renda Variável: traz os dados consolidados das operações de renda variável no mercado doméstico, incluindo IPOs e ofertas subsequentes. É divulgado a partir do 14º dia útil.
Ranking de Emissões no Mercado Externo: classifica os maiores coordenadores de emissões de renda fixa e variável no exterior, tanto do setor público quanto do privado. A divulgação é feita no 14º dia útil.
Nova versão do Código de Ofertas Públicas entra em vigor em 2 de janeiro de 2023
Documento passou por consulta do mercado entre outubro e novembro. Mudanças visam adaptação às novas regras das Resoluções CVM 160 e 161
A nova versão do Código de Ofertas Públicas já está disponível para consulta e entra em vigor a partir de 2 de janeiro de 2023. O documento foi revisado para adaptar seus conceitos e regras às novas normas da CVM para o tema (Resoluções 160 e 161), visando o alinhamento entre a regulação e a autorregulação.
+ Baixe a nova versão do Código de Ofertas Públicas
As mudanças passaram por consulta do mercado entre outubro e novembro e tiveram o objetivo de aprimorar e simplificar a redação do código. A partir de agora, o texto contempla as mesmas definições sobre ofertas trazidas na Resolução 160, bem como as informações sobre destinação de recursos e relacionamento entre coordenadores e ofertantes. Também foram substituídas menções às ofertas restritas (ICVM 476) por “ofertas destinadas exclusivamente a investidores profissionais”, uma vez que a nova resolução consolida em uma única norma as Instruções 400 e 476.
O Código de Ofertas Públicas conta hoje com 103 aderentes. A atualização de seu texto não altera o escopo dos documentos e das regras que são objeto de atuação da nossa Supervisão de Mercados e, portanto, não haverá um período de adaptação para as instituições.
CVM responde principais dúvidas do mercado sobre a nova norma de ofertas
Compilamos as principais dúvidas do mercado sobre a nova norma de ofertas públicas, a partir das interações durante a reunião aberta realizada em 17 de agosto com representantes da autarquia. Clique aqui para baixar o documento com as respostas do regulador.
Fonte: Anbima, em 20.12.2022.