Cresce a representatividade da precificação de títulos privados
Ampliamos a representatividade da nossa precificação de títulos privados nos últimos dois meses. Do total de negociações de debêntures durante setembro e outubro, 88% e 90%, respectivamente, foram de ativos com referência em nossa precificação. Para efeito de comparação, nos mesmos meses do ano passado, esses percentuais eram de 72% e 74%. O crescimento foi possível a partir da entrada de 80 novas séries de debêntures na nossa precificação (37 em setembro e 43 em outubro), o maior número de inclusões desde que iniciamos a atividade, em 2004.
“As debêntures vêm quebrando recordes este ano, tanto no mercado primário quanto no secundário. É um dos nossos papéis como Associação prover informações cada vez mais completas, contribuindo para a robustez do mercado de capitais”, afirma Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices.
As novas séries precificadas são resultado do aumento do escopo da atividade na ANBIMA: passamos a indicar um número maior de papéis para apuração de preços e taxas às instituições que participam da nossa amostra. “Quanto mais ativos tiverem referência de preços, maior é a transparência, o que traz impactos muito positivos ao mercado secundário”, completa Notini.
Precificação de recebíveis
Outra iniciativa que contribuiu no aumento da representatividade da precificação de ativos privados foi o a inclusão dos certificados de recebíveis na nossa base. Em agosto, passamos a precificar CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). O trabalho começou com 28 ativos precificados, sendo 24 CRAs e quatro CRIs. Em dois meses, a base foi ampliada para 34 ativos: sendo 28 séries de CRAs e seis de CRIs.
Expectativa de manutenção dos juros baixos valoriza títulos públicos em outubro
Ativos representados pelo IMA acumulam retorno médio de 12,62% no ano
As expectativas do mercado de que os juros sejam mantidos em patamares baixos pelos próximos meses refletiram na valorização dos títulos públicos federais em outubro. Representados pelo IMA-Geral, esses papéis tiveram rentabilidade média de 1,72% no mês e de 12,62% no acumulado do ano, de acordo com o nosso Boletim de Renda Fixa.
“A aprovação da Reforma da Previdência no Senado, a nova redução na Selic e as previsões de mais um corte até o encerramento do ano impulsionaram a alta dos ativos no último mês”, afirma Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices. “Com as expectativas de juros baixos por mais tempo, os papéis com prazos maiores de vencimento tiveram os maiores retornos”, completa.
Os subíndices que representam títulos mais longos tiveram as maiores altas de outubro: o IMA-B5+, que reflete as NTN-Bs com mais de cinco anos, e o IRF-M1+, que acompanha papéis pré-fixados com mais de um ano, cresceram 4,67% e 2,22%, respectivamente. No acumulado de 2019, os retornos médios foram de 32,45% e 14,38%.
Os demais subíndices também registraram variações positivas em outubro. O IMA-B5, que reflete as NTN-Bs até cinco anos, e o IRF-M1, que retrata os ativos pré-fixados de até um ano, avançaram 1,65% e 0,62% no mês e 12,09% e 5,96% no ano. Já o IMA-S, que segue a trajetória da Selic com os papéis pós-fixados, teve crescimento de 0,48% em outubro e de 5,19% em 2019.
Debêntures
O IDA-Geral, que acompanha os títulos corporativos, apresentou em outubro retorno de 0,46%. O destaque no mês é do IDA-IPCA ex-infraestrutura, que reflete os papéis atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): a variação foi de 2,20% no mês, acumulando 13,9% no ano – a melhor performance entre os subíndices do IDA.
Veja o calendário de recesso dos centros de teste que aplicam as provas de certificação
Escolas onde são realizados os exames para CPA-10, CPA-20 e CEA fecham durante as férias de dezembro e janeiro
Está disponível o calendário dos centros de teste onde são feitos os exames da CPA-10, da CPA-20 (Certificações Profissionais ANBIMA – Séries 10 e 20) e da CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA). A maior parte das escolas conveniadas para na segunda quinzena de dezembro e volta no meio de janeiro.
+ Veja o calendário do recesso dos centros de teste
São 134 escolas cadastradas para a realização das provas para as certificações. Há unidades em 114 municípios do país, incluindo todas as capitais.
+ Confira as datas para realização da CEA e da CGA em 2020
Conheça as certificações
A CPA-10 é voltada para profissionais que atuam na prospecção ou venda de produtos de investimento diretamente com o investidor, inclusive em agências bancárias ou plataformas de atendimento. Já a CPA-20 certifica quem atua na prospecção, venda de produtos de investimento ou manutenção de carteira de investimentos diretamente com os investidores do varejo alta renda, private banking, corporate e investidores institucionais.
A CEA se sobrepõe à CPA-10 e à CPA-20. Ela certifica profissionais que assessoram os gerentes de conta de clientes pessoas físicas em investimentos, podendo indicar produtos. A CGA (Certificação de Gestores ANBIMA) tem objetivo de certificar os profissionais que fazem gestão de recursos de terceiros de veículos de investimentos, com poder de compra e de venda dos ativos financeiros das carteiras destes veículos.