Painéis tratam de acesso ao mercado internacional, desafios da atividade, aprendizados na diversificação das carteiras e particularidades das classes de ativos
A primeira edição do ANBIMA Global Insights vai reunir especialistas para tratar das oportunidades de investimento no exterior, explorando temas como o acesso ao mercado internacional, os desafios da atividade, os aprendizados na diversificação das carteiras e as particularidades das classes de ativos. Voltado para gerentes, consultores e assessores, o evento gratuito acontece na manhã de 1º de outubro, no edifício World Trade Center, em São Paulo. Confira a programação:
Com o tema Além das Fronteiras, Giuliano De Marchi, head da América Latina do J.P. Morgan, vai mostrar as vantagens da diversificação de investimentos internacionais que incluem, também, a proteção de patrimônio. Uma conversa que abrirá portas para descomplicar os investimentos lá fora.
No painel É hora do negócio, Giuliano De Marchi volta ao palco ao lado de Cesar Chicayban, CEO da XP Private; Roberto Lee, CEO e fundador da Avenue Securities; e Marcelo Flora, sócio do BTG Pactual. Os especialistas vão compartilhar suas próprias experiências e desafios na trilha da internacionalização de investimentos.
Na sequência, Carlos Takahashi, chairman da BlackRock; Paulo Werneck, diretor de investimentos da Vivest; Juliana Laham, CIO Global do Bradesco; e Sylvio Castro, responsável pela gestão de investimentos do Itaú, participam do painel Como acessar o mercado internacional. No bate-papo, os executivos vão apontar as rotas, seja por meio de plataformas ou private banking, para investir no exterior.
Em três painéis individuais, especialistas vão explorar principais classes de ativos para investir lá fora. Daniel Popovich, portfólio manager da Franklin Templeton, vai abordar as ações; Luis Oliveira, vice-presidente-executivo da Pimco em São Paulo, falará sobre a renda fixa; e Daniel Celano, country head da Schroders, vai desmitificar o mundo dos investimentos alternativos. Depois, os participantes voltam ao palco para tirar dúvidas do público.
Um dos temas mais debatidos atualmente, a IA (inteligência artificial) também tem espaço no ANBIMA Global Insights. Ronaldo Lemos, advogado e especialista em tecnologia e mídia, vai abordar o seu uso na recomendação de investimentos no painel IA: a nova era da distribuição inteligente. Na sequência, ele responderá às perguntas da plateia.
Agenda
Quando: 1º de outubro de 2024, das 8h30 às 13h10
Onde: Teatro do WTC – Avenida das Nações Unidas, 12.551 – 4º andar – São Paulo
FIDC, Crédito Privado e PDD foram o foco das atividades de supervisão no primeiro semestre
A inovação dos produtos e a expansão do mercado de crédito privado são vistas como fatores que merecem atenção da autorregulação
A ANBIMA tem intensificado seus esforços na supervisão de temas relacionados aos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), produto que vem ganhando cada vez mais destaque no mercado. Nesse sentido, temas como PDD – Provisão para Devedores Duvidosos e Crédito Privado foram tratados tanto nas tradicionais atuações investigativas quanto em ações dos núcleos de dados e tendências e de ações preventivas da autorregulação. “Com o novo arcabouço regulatório, esse produto tem ganhado destaque e estamos acompanhando em todas as frentes de forma a contribuir na construção de um mercado robusto e seguro para os participantes e investidores”, afirma Guilherme Benaderet, nosso superintendente de Supervisão de Mercados.
Além dos trabalhos investigativos que ganharam força nessa frente, com a celebração de termos de compromisso e envio de cartas de alerta e de recomendações, na frente preventiva foram enviados comunicados orientando as instituições sobre PDD para os administradores de FIDCs e sobre a aquisição e monitoramento de ativos de crédito privado pelos gestores. “Nossa equipe de prevenção acompanha os diagnósticos obtidos a partir das ações investigativas e da equipe de dados, de forma a identificar os temas que geram mais dúvidas ou são mais recorrentes e, com isso, busca reduzir os índices de novos descumprimentos”, conta Benaderet.
No primeiro semestre de 2024, também foram realizadas ações (comunicados, mapeamentos e esclarecimentos de dúvidas) referentes a temas como investimento no exterior; suitability; operações negociadas e seus registros; fundos sustentáveis; influenciadores financeiros; e regras de ofertas.
Ainda com o objetivo de aumentar a aproximação da ANBIMA com o mercado, promovemos a live “No Radar da Supervisão de Fundos”, auxiliando as casas no entendimento e no cumprimento das regras de fundos de investimento – já são quase três mil visualizações no YouTube. Na conversa, abordamos o que se espera das instituições em assuntos como liquidez, enquadramento, publicidade, ESG, certificação, registro e precificação, entre outros temas.
Tecnologia
A inovação e o uso de ferramentas de tecnologia estão cada vez mais presentes nas atividades de supervisão. Nesse sentido, o destaque do semestre foi o dashboard com dados das instituições, dentro do SSM (Sistema de Supervisão de Mercados), que facilitou o acesso às informações sobre protocolos, cartas e multas enviadas às instituições, permitindo uma gestão dinâmica desse processo. “A ideia dessa ferramenta é municiar quem segue as nossas regras com dados que efetivamente auxiliem na gestão de seus processos e controles. Atendemos assim um pedido de muitas instituições”, explica Benaderet.
Acompanhando as inovações trazidas pela tecnologia, estamos aumentando e implementando iniciativas para a utilização de machine learning e inteligência artificial nas atividades de supervisão. São novidades com o potencial de poupar horas de análises diárias e auxiliar nos processos de decisão do time.
Além do uso de ferramentas tecnológicas, a ANBIMA dispõe de pontos de contato com as instituições que seguem a autorregulação, como o Fale com a Supervisão, no SSM, que neste primeiro semestre atingiu mais de mil interações desde a sua implantação, em dezembro de 2022, atendido em primeira instância pela equipe de prevenção.
Convênios com a CVM
Entre os convênios que temos com a CVM, o destaque foi o convênio para a análise de ofertas públicas, que teve seu rol de produtos passíveis de análise pela ANBIMA ampliado com o FII-Agro e os fundos incentivados de infraestrutura. No primeiro semestre, quatro operações foram avaliadas, sendo dois IPOs (ofertas iniciais de ações). A primeira oferta concluída a após a reformulação foi de um fundo imobiliário, constituído sob os termos da nova Resolução 175 da CVM. Benaderet destaca que, com o cumprimento assertivo das exigências, o rito foi concluído em cerca de metade do tempo regulamentar previsto no convênio.
+ Confira o Relatório de Supervisão do primeiro semestre de 2024
Selic deve chegar a 12% em novo ciclo de alta dos juros, segundo Grupo Consultivo Macroeconômico
Para economistas, o Copom vai elevar a taxa em 0,25 ponto percentual na reunião desta semana e seguir com mais aumentos até janeiro
O Grupo Consultivo Macroeconômico da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) projeta que o novo ciclo de alta dos juros leve a Selic ao patamar de 12%. Na avaliação dos economistas, o Copom (Comitê de Política Monetária) vai elevar a taxa em 0,25 ponto percentual na reunião desta semana, em mais 0,50 ponto percentual em novembro e em dezembro e depois ainda haveria uma subida adicional de 0,25 ponto percentual em janeiro de 2025.
Para o final do próximo ano, a mediana das expectativas indica que a taxa chegará a 10,75%, com a trajetória de queda começando no segundo semestre.
Em relação à inflação, a previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi revisada para cima, subindo de 4,0% para 4,3%. Para 2025, a projeção é de 3,8%.
“As expectativas para o IPCA neste e no próximo ano continuam próximas do limite superior da meta. A resiliência da inflação vem sendo sustentada principalmente pela expansão dos gastos fiscais”, afirma Fernando Honorato, coordenador do Grupo Consultivo Macroeconômico da ANBIMA, destacando ainda que os dados do mercado de trabalho e o resultado do PIB do segundo trimestre mostraram que a economia está mais aquecida do que o esperado, com o nível de atividade sendo puxado pela demanda.
A projeção de crescimento do PIB deste ano subiu de 2,25% para 3,0%. Para 2025, a expectativa é de um aumento de 1,90%.
Na análise do cenário externo, os economistas projetam que o Fed, o banco central americano, inicie o afrouxamento monetário nesta semana e destacam também a desaceleração da economia chinesa, puxada pelo arrefecimento do segmento imobiliário e do consumo das famílias. O menor ritmo do nível de atividade na China pode levar a uma queda adicional nos preços das commodities, prejudicando o saldo comercial dos países exportadores de bens primários, como o Brasil.
No câmbio, a estimativa para o dólar ao final deste ano passou de R$ 5,30 para R$ 5,40, mas uma possível valorização do real nos próximos meses também está no radar com o eventual aumento do diferencial de juros entre o Brasil e os EUA atraindo investimentos para o país.
Na avaliação da política fiscal, a previsão para a dívida bruta do setor público neste ano passou de 77,7% do PIB para 77,6%. Para 2025, a estimativa é atingir 80,9%, o que mostra que a dinâmica atual do crescimento dos gastos, mesmo com o arcabouço, ainda é motivo de incerteza e preocupação. Já a previsão para o déficit primário de 2024 foi reduzida de 0,63% para 0,53% do PIB e está em 0,79% para 2025.
Confira o Relatório Macroeconômico da ANBIMA
Sobre o Grupo Consultivo Macroeconômico
O Grupo Consultivo Macroeconômico é composto por 26 economistas de instituições associadas à ANBIMA. Eles se reúnem a cada 45 dias, em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.
Fonte: Anbima, em 18.09.2024.