IMA-B 5+ cresce duas vezes mais que a média dos títulos públicos em abril
O indicador, que acompanha os títulos públicos de longo prazo remunerados pela inflação, teve alta de 2,20%
Os títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-Bs) com vencimento superior a cinco anos, refletidos pelo IMA-B 5+, registraram a maior rentabilidade de abril entre nossos índices de renda fixa, com alta mensal de 2,2%, acumulando até abril variação de 4,55% no ano. O resultado foi quase o dobro do consolidado pelo IMA, que acompanha o desempenho de todos os títulos públicos em mercado e encerrou o mês com ganho de 1,34%. No ano, o IMA acumula rentabilidade de 4,44%.
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“A despeito das incertezas externas e domésticas, o mercado reverteu a postura das últimas semanas e mostrou maior apetite ao risco, estimulado pelos prêmios nos ativos de prazos mais longos”, afirma Marcelo Cidade, nosso economista.
Já a carteira de NTN-Bs com prazo de até cinco anos (IMA-B 5) teve rentabilidade de 1,32% no mês. Este indicador lidera a rentabilidade entre os subíndices do IMA com variação acumulada de 5,23% no ano. Enquanto o IMA-S, composto por LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), subiu 1,1% e 4,62% no mês e ano respectivamente.
Entre os prefixados, o IRF-M 1+, que contempla os papéis com vencimento acima de um ano, avançou 1,34% no mês e superou o IRF-M 1, que reúne os títulos com vencimento em até um ano, que teve alta de 0,99%. Esses dois índices acumulam variações no ano de 3,4% e 4,31%, respectivamente
Debêntures
Nos títulos corporativos, o IDA-IPCA ex-Infraestrutura registrou a maior alta do mês: 1,4%. Ele acompanha debêntures indexadas ao IPCA sem incentivo fiscal e acumula no ano variação de 4,81%.
Na sequência, vieram as debêntures remuneradas pelo DI, refletidas no IDA-DI, que apresentaram desempenho positivo de 1,23% e 3,89% no mês e no ano, nesta ordem.
Em sentido oposto, o IDA-IPCA Infraestrutura, carteira de debêntures incentivadas, teve queda de 0,62% em abril mas mantém variação positiva no ano (1,33%). O movimento pressionou o resultado do IDA Geral (Índice de Debêntures ANBIMA), que representa o desempenho médio das debêntures marcadas a mercado, e fechou o mês com alta de 0,38%, avançando 2,71% no ano.
Nova diretoria da Anbima toma posse
Cerimônia reuniu mais de 300 participantes e marcou o início da gestão 2026–2028, sob a presidência de Roberto Paris
Nesta segunda-feira, 18 de maio, a nova diretoria da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), formada por Roberto Paris, presidente, e 21 diretores, tomou posse em cerimônia realizada na Casa Fasano, em São Paulo. Mais de 300 pessoas acompanharam o evento.
Em seu discurso de posse, o novo presidente destacou o papel da Anbima como elo entre os diferentes agentes do mercado e reforçou o compromisso com o diálogo. “No fundo, o papel de uma associação é ser ponte. Hoje, posso dizer que a Anbima é mais do que a casa do mercado de capitais. Ela é a sua principal ponte — uma ponte que conecta, que aproxima visões e que ajuda a construir consensos para que o setor avance”, afirmou.

Paris também ressaltou a responsabilidade de representar a diversidade do setor. “Não estou aqui como representante de uma instituição. Estou aqui para representar o setor como um todo: ouvir todas as vozes e transformá-las em uma única”, disse.
A diretoria, eleita para o biênio 2026–2028, reflete a pluralidade do mercado de capitais brasileiro, reunindo representantes de instituições com diferentes perfis, entre bancos, gestoras, corretoras, securitizadoras e demais atividades que compõem o ecossistema do mercado de capitais.
“O diálogo entre regulador e entidades representativas tem um grande alinhamento, voltado a um mercado de capitais bem estruturado, com uma infraestrutura normativa e regulatória de qualidade, atenta à realidade do mercado”, destacou João Accioly, presidente interino da CVM.
Entre os presentes no evento, esteve a secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Elisa Leonel, que destacou a atuação conjunta entre setor público e entidades representativas. “Nesse sentido, a ANBIMA traz uma iniciativa de complementaridade: o Estado brasileiro, por meio da CVM e do Banco Central, atua junto na fiscalização, na promoção de padrões éticos, na construção de práticas sustentáveis e responsáveis e na indução da inovação”, afirmou.
Ao encerrar sua gestão, o ex-presidente Carlos André destacou o trabalho coletivo dos últimos anos e os avanços institucionais. “Foi uma gestão construída a muitas mãos, marcada por visões diversas, debates francos e, sobretudo, por um compromisso genuíno com o fortalecimento do mercado de capitais brasileiro”, afirmou.

Ele também reforçou a confiança na nova liderança. “Deixo o cargo com a convicção de que a Anbima está preparada para os desafios. A nova diretoria, agora sob a liderança do Roberto Paris, reúne competência, experiência e sensibilidade para conduzir a associação com firmeza, serenidade e capacidade de diálogo”, disse.
Entre os presentes no café da manhã, estavam autoridades do governo; membros das instituições associadas ; ex-presidentes da associação; e representantes de entidades parceiras; entre outros.
A nova gestão assume com uma agenda voltada ao aprimoramento da autorregulação, ao fortalecimento da transparência e à evolução de temas estratégicos, como ativos digitais, mercado de carbono e educação financeira, além da valorização e da popularização do mercado de capitais.

Fonte: Anbima, em 18.05.2026.