Novidade amplia o convênio de aproveitamento de supervisão que temos com o regulador desde 2018
Neste mês, começamos a compartilhar com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) o nosso monitoramento e análises diárias dos dados de patrimônio líquido e cota dos fundos.
O fluxo de envio de dados das instituições financeiras para o regulador permanece o mesmo, mas o regulador passa a receber nossa análise e curadoria desses dados, o que inclui as inconsistências identificadas pela ANBIMA.
Segundo Alessandro Rigon, nosso gerente de Operações, "a mudança vai agilizar e otimizar o processo de monitoramento dos fundos, mitigando potenciais riscos para a indústria".
A novidade é uma ampliação do convênio de aproveitamento de supervisão que temos desde 2018 com a CVM.
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Fiagros: patrimônio líquido supera a marca de R$ 10 bilhões em 2022
A captação líquida no acumulado do ano foi de R$ 3,2 bilhões
Os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) fecharam 2022 com patrimônio líquido de R$ 10,34 bilhões. No ano, o patrimônio líquido desta indústria saltou 544%, como mostra o nosso dashboard interativo com estatísticas do produto.
“O crescimento exponencial dos Fiagros, que encerraram 2021 com patrimônio líquido de R$ 1,6 bilhão, mostra que este é um produto com grande potencial. A nossa expectativa é de que ele continue a atrair cada vez mais investidores este ano e ganhe ainda mais relevância”, afirma Sergio Cutolo, nosso vice-presidente.
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Captação líquida
Lançado em agosto de 2021, o Fiagro é dividido em três categorias: os Fiagros-FII, que investem em imóveis do agronegócio; os Fiagros-FIDC, que reúnem direitos creditórios da agroindústria; e os Fiagros-FIP, com investimentos em empresas do setor. Apenas os Fiagros-FII estão disponíveis para o varejo.
Em termos de captação líquida (diferença entre aportes e saques), o segmento teve saldo positivo de R$ 3,2 bilhões em 2022. Mais da metade desse montante (R$ 1,69 bilhão) foi levantado no último trimestre do ano, com destaque para o mês de outubro, em que a captação líquida foi de R$ 860,6 milhões.
Na comparação entre as três categorias de Fiagro, o destaque foram os Fiagros-FII, que registraram saldo líquido positivo de R$ 2,67 bilhões no acumulado do ano. Em seguida, estão os Fiagros-FIDC, com captação líquida de R$ 513,9 milhões em 2022; e os Fiagros-FIP, com R$ 19,2 milhões.
O número de fundos e de contas acompanhou esse movimento de alta: em dezembro de 2021, existiam 13 Fiagros no mercado e 14 mil contas investindo nestes fundos; em dezembro do último ano, já eram 43 Fiagros e 181 mil contas.
Regulamentação
Os Fiagros foram lançados pela CVM com uma regulação experimental, seguindo as regras dos FIIs, dos FIDCs e dos FIPs. Mas está na agenda regulatória 2023 da autarquia a publicação de normas específicas para o segmento.
“Estamos apoiando a CVM neste processo. Junto com o mercado, elaboramos uma proposta que foi enviada à autarquia em outubro do ano passado. Com uma norma própria e que atenda às características do produto, certamente será possível aproveitá-lo em toda sua eficácia e potencial”, afirma Cutolo.
+ Estatísticas sobre Fiagro estão disponíveis para o mercado
Emissões de renda fixa somam R$ 457 bi e batem recorde no mercado de capitais em 2022
Resultado é puxado pelo volume captado em debêntures (R$ 271 bi), que também é o maior da nossa série histórica
As emissões das empresas nacionais em instrumentos de renda fixa somaram R$ 457 bilhões em 2022, o que representa avanço de 6,6% sobre 2021. O volume é o maior da nossa série histórica de mercado de capitais, iniciada em 2012, e foi puxado pelas ofertas de debêntures, que totalizaram R$ 271 bilhões no período - resultado que também é recorde.
“Mesmo diante de desafios nos cenários interno e externo, a renda fixa teve um bom desempenho em 2022, o que demonstra a força e a maturidade que o mercado de capitais doméstico atingiu nos últimos anos”, afirma José Eduardo Laloni, nosso vice-presidente. “Com essa evolução, além das debêntures, vemos outros instrumentos ampliando participação no financiamento das empresas, como as notas comerciais, os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio)”, complementa.
No mercado de securitização, os CRIs totalizaram R$ 50,3 bilhões no ano, resultado que representa alta de 48,5% sobre 2021. Foram 677 operações, contra 623 no ano anterior. Os CRAs somaram R$ 40,8 bilhões, com avanço de 62,4%. O número de operações também cresceu na mesma base de comparação, passando de 185, em 2021, para 302. Os resultados dos CRIs e dos CRAs também são recordes da série histórica. Já os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) tiveram queda de 49,9% em relação a 2021, para R$ 46,2 bilhões.
“Parte desse crescimento é fruto da evolução regulatória”, afirma Guilherme Maranhão, vice-presidente do nosso Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais. “O avanço dos CRAs está relacionado ao lançamento do Fiagro (Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais), em 2021. Os fundos dessa categoria passaram a ser grandes compradores de CRAs. Ou seja, é a regulação contribuindo ao desenvolvimento do mercado de capitais”, diz. Em 2022, os Fiagros captaram R$ 7,1 bilhões.
Somam ainda aos resultados de renda fixa as notas comerciais, que chegaram ao mercado em 2021. Naquele ano, nove ofertas atingiram R$ 2,9 bilhões. Em 2022, a utilização do instrumento se acentuou: foram 115 ofertas, totalizando R$ 43,2 bilhões. “O volume de emissões de notas comerciais é o quarto mais alto do ano, o que é bastante interessante por se tratar de um produto relativamente novo”, afirma Maranhão. “As características de flexibilidade e agilidade de emissão dessas notas impulsionaram o resultado”, complementa Laloni.
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Na renda variável, o volume de operações no ano foi de R$ 55 bilhões, com queda de 57% em relação a 2021. Foram 19 follow-ons (ofertas subsequentes de ações) no período, atingindo R$ 54,6 bilhões. O resultado puxou para baixo o total de emissões no mercado de capitais em 2022, que ficou em R$ 544 bilhões, queda de 10,9% na comparação ao ano anterior.
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Associação tem novas lideranças nas áreas Representação, Sustentabilidade, Inovação e Comunicação e Relacionamento com Associados
Mudança na estrutura interna visa atender demandas e desafios previstos para o biênio 2023/24
Considerando os desafios previstos para o biênio 2023/24, promovemos uma reestruturação interna que envolve as áreas de Representação de Mercados, Sustentabilidade, Inovação e Educação, Certificação, Relacionamento com Associados, Comunicação e Marketing. O objetivo é aperfeiçoar nosso modelo atuação e avançar em pautas importantes dentro do nosso ecossistema.
A Superintendência de Representação de Mercados fica sob responsabilidade de Tatiana Itikawa, função que exercia interinamente desde outubro de 2022. Antes, ela comandava a gerência de Representação de Gestão de Recursos e Serviços Fiduciários da ANBIMA, responsável pela condução das discussões sobre os temas no mercado.
Tatiana Itikawa tem mais de 20 anos de experiência na indústria de fundos de investimento e produtos de previdência, é mestre em Economia pela PUC-SP e está na ANBIMA desde a sua fundação, em 2009. É também nossa representante no Conselho de Administração da Galgo S.A e nos grupos de trabalho no IIFA - The International Investment Funds Association. Na Fiafin - Federación Iberoamericana de Fondos de Inversiones lidera o grupo de trabalho de regulação.
Marcelo Billi assume a nova Superintendência de Sustentabilidade, Inovação e Educação, que agrega também o maior programa de certificação do país. Além das plataformas de capacitação profissional e educação continuada, ele estará à frente do desenvolvimento das agendas de ESG (ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês), diversidade e inclusão e dos projetos de inovação.

Economista formado pela Unicamp, com especialização em Finanças (Insper) e MBA Executivo (FGV), Billi está na ANBIMA desde 2010, quando ingressou na área de Comunicação e Marketing. Antes de atuar na Associação foi jornalista e assessor de comunicação por mais duas décadas. É membro do conselho de administração da Planejar - Associação Brasileira de Planejamento Financeiro no biênio 2021/23.
Já as áreas de Comunicação, Marketing e Relacionamento com Associados estão a cargo de Amanda Brum, que passa a responder diretamente ao nosso superintendente-geral Zeca Doherty. Formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, ela tem especialização pela Universidade de Navarra (Espanha) e pós-graduação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Amanda chegou à Associação em 2014, mas traz na bagagem experiência acumulada desde 1998, quando iniciou a carreira como repórter de economia e já trabalhou para grandes organizações financeiras e do mercado de capitais. Em 2022 assumiu também a posição de chair do Communication & Social Media Committee do IIFA.
Fonte: Anbima, em 18.01.2023.