Terceira edição da pesquisa de cibersegurança trará percepções sobre mudanças decorrentes da pandemia
Nesta edição a pesquisa vai ouvir também os aderentes aos códigos de Distribuição e Administração de Recursos de Terceiros
Neste mês de julho, vamos realizar uma nova edição da nossa pesquisa de cibersegurança. O objetivo é avaliar o grau de maturidade do mercado local em relação às práticas de segurança cibernética, principalmente após as adaptações impostas pela pandemia, que levou à adoção do home office em menor ou maior grau por quase todo o mercado. Os resultados contribuirão para o posicionamento da Associação sobre o tema e adoção de iniciativas relacionadas ao assunto.
Este ano, pela primeira vez, contaremos com o apoio do Instituto DataFolha, que conduzirá o levantamento junto aos associados e instituições aderentes aos códigos de Distribuição e de Administração de Recursos de Terceiros.
A partir do dia 20 de julho, o DataFolha entrará em contato, por telefone, com as áreas relacionadas à atividade de cibersegurança nas instituições. Na sequência, enviará um questionário por e-mail. A pesquisa será aplicada de forma anônima e não haverá a necessidade de declarar nome da instituição e respondentes.
Na edição passada a pesquisa ouviu apenas os associados e constatou que 85% deles possuíam um programa formal de cibersegurança e 82% revisavam suas diretrizes anualmente. Você pode conferir os resultados da segunda edição da pesquisa clicando aqui.
Taxas das NTN-Bs de curto prazo atingem mínima histórica
Na última sexta (10), a média da carteira do IMA-B5, índice que reflete os títulos com até cinco anos, foi de 0,1%
As taxas das NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional série B) de prazos curtos atingiram patamares mínimos históricos nos primeiros dias de julho. O IMA-B5 (Índice de Mercado ANBIMA série B), que reflete a rentabilidade dos papéis até cinco anos, chegou em 0,1% na sexta-feira (10). O resultado puxou para baixo a média das NTN-Bs que compõem a carteira do IMA-B, o indicador que reúne o desempenho de todos esses papéis. No dia 10, a taxa do IMA-B chegou a 1,9%, o menor resultado da nossa série histórica (iniciada em 2003). Como comparação, antes do carnaval, a taxa do IMA-B estava próxima a 2,5%. Já no início da pandemia de Covid-19, assumiu trajetória crescente, atingindo 4,43% em 23 de março, a maior de 2020.
Os ativos de vencimentos menores foram impactados, principalmente, pelos movimentos dos juros de curto prazo e pela dinâmica de inflação. Quando observados os títulos de prazos acima de cinco anos, refletidos pelo IMA-B5+, a taxa média de rentabilidade foi maior no dia 10, de 3,55%. Essa mesma carteira havia registrado rentabilidade ainda mais alta, de 4,91%, no dia 23 de março.
As recentes baixas das taxas estão relacionadas ao aumento da procura pelas NTN-Bs nos meses anteriores, após as sucessivas reduções da Selic, que ocorreram em ritmo maior do que era previsto pelo mercado antes da pandemia, e a redução gradual da volatilidade, que impactou nas carteiras de títulos públicos marcadas a mercado. Em abril, o preço dos ativos havia iniciado movimento de recuperação, o que favoreceu o retorno dos índices. Entre abril e junho, enquanto a taxa Selic caia 1,5 ponto percentual, o IMA-B avançou 4,96%, com destaque para o índice que acompanha papéis de prazos maiores, o IMA-B5+, que registrou retorno de 5,99%.
A perspectiva é que, mantido o cenário atual, as taxas das NTN-Bs permaneçam nos patamares baixos registrados no início deste mês. Com a alta ociosidade da economia e a inflação abaixo da meta do governo, não há espaço para a reversão da trajetória dos juros, que ainda podem sofrer novas reduções nos próximos meses.

Fonte: ANBIMA, em 16.07.2020