Expansão das regras de identificação de fundos sustentáveis e exigências para fundos que investem em criptoativos passam a valer em julho deste ano
A nossa autorregulação de fundos de investimento ganhou novas regras relacionadas a criptoativos e a ESG (ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês). A principal mudança na frente de ativos sustentáveis está relacionada à possibilidade de novas classes se identificarem como fundos IS (Investimento Sustentável) ou fundos que integram questões ESG. Em relação aos fundos que investem em criptoativos, as instituições participantes do nosso Código de Administração de Recursos de Terceiros têm novas exigências que visam a transparência de informações para o investidor.
As normas foram aprovadas em audiência pública em maio deste ano. Na ocasião, acatamos sugestões que trouxeram maior clareza aos textos e alinhamento com o novo marco de fundos de investimento, mas foram mantidos os conceitos e critérios estabelecidos anteriormente para ambas as frentes. As regras, que estão em linha com a Resolução 175 da CVM, entram em vigor no dia 13 de julho.
Fundos IS
Com a vigência, fundos multimercados, FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), FICs (fundos de cotas que investem no mercado local ou no exterior) e ETFs (Exchange Traded Funds) terão que identificar no regulamento a qual categoria de identificação sustentável pertencem: fundos IS ou fundos que integram questões ESG. A partir de conversas com o mercado, também disponibilizamos novos formulários que devem ser utilizados pelas instituições para descrever a metodologia do fundo e reportar as ações realizadas para atingir o objetivo ESG.
+ Confira as regras para identificação de fundos sustentáveis
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Antes da novidade, somente fundos de ações e de renda fixa podiam usar essa classificação em seus materiais de venda. Segundo Cacá Takahashi, nosso vice-presidente, “estamos trabalhando para dar mais visibilidade à pauta de sustentabilidade. Como próximos passos, vamos trabalhar para incorporar outras categorias de fundos, como os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e os FIIs (Fundos Imobiliários), que já estão previstas na agenda da Associação”.
Fundos e carteiras administradas que investem em cripto
Já para os fundos ou carteiras administradas que investem em criptoativos, a norma prevê que seja informado no regulamento do fundo ou contrato da carteira administrada os riscos que englobam o segmento. No entanto, para aqueles cujos principais fatores de risco do portfólio não sejam relacionados a cripto, poderá haver apenas um disclaimer simplificado nestes mesmos documentos.
“Esse é um passo importante para consolidarmos o Brasil como uma referência de mercado na América Latina, especialmente em setores de inovação”, comentou Zeca Doherty, nosso diretor-executivo.
+ Confira as regras para fundos e carteiras administradas que investem em cripto
Emissões de Fiagros superam volume registrado no primeiro semestre de 2022
Entre janeiro e maio deste ano, setor levantou R$ 4,48 bilhões em ofertas públicas
Em maio, os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) levantaram R$ 628 milhões em ofertas públicas de seis novos fundos. No acumulado do ano, o volume alcançado é de R$ 4,48 bilhões, cerca de 44% maior do que o registrado ao fim do primeiro semestre de 2022 (R$ 3,12 bilhões).
Do total de ofertas públicas de Fiagros realizadas em maio, 87% foram destinados às pessoas físicas. O grupo dos investidores institucionais ficou com 6%. O restante foi dividido entre intermediários ligados às ofertas e fundos de investimentos.
Desde o início do ano, os Fiagros focados em ativos imobiliários têm contribuído para aumentar o volume de emissões. Entre os seis novos fundos registrados em maio, cinco têm foco em ativos imobiliários (Fiagro-FII).
“A recuperação dos ativos do setor imobiliário e o interesse maior dos investidores em relação ao agronegócio têm favorecido os Fiagro-FII. Estes fundos foram destaque nas ofertas públicas nos primeiros cinco meses do ano”, afirma Sergio Cutolo, nosso vice-presidente.
Com os resultados alcançados em maio, as emissões de Fiagros somam R$ 12,9 bilhões desde agosto de 2021, quando o produto começou a ser comercializado.
Em relação ao patrimônio líquido, o acumulado segue em ascensão. Até maio, o patrimônio líquido do Fiagros corresponde a R$ 13,2 bilhões. A captação líquida no mês foi de R$ 475,2 milhões.
+ Confira os dados de emissões de Fiagros na íntegra
+ Confira os dados de patrimônio líquido e de captação líquida de Fiagros na íntegra
Fonte: Anbima, em 16.06.2023.