As recomendações servem para instituições que buscam seguir os códigos de boas práticas da ANBIMA
O Conselho de Ética da ANBIMA emitiu orientação relacionada a conflito de interesse para empresas que buscam aderir a qualquer um dos códigos da nossa autorregulação ou que estejam sujeitas a outros processos analisados pelo conselho. O documento explica como situações de conflito devem ser tratadas de forma ética e diligente.
+ Confira o parecer sobre conflito de interesse na íntegra
A recomendação, focada em transparência para o investidor, é que situações de conflito de interesse sejam previamente informadas ao cliente das instituições envolvidas, assim como as medidas para contornar a situação.
São lidas como conflito de interesse situações que envolvem vínculos cruzados com assessores de investimento, securitizadoras, gestoras de recursos e consultoria de valores mobiliários, entre outros.
As recomendações estão alinhadas com as regras do nosso Código de Ética, que reúne as melhores práticas de conduta para instituições que seguem voluntariamente os códigos de boas práticas.
Empresas captam R$ 96 bilhões no mercado de capitais em julho, maior volume mensal desde 2012
Montante acumulado nos sete primeiros meses de 2024 também é recorde na série histórica da ANBIMA
As empresas captaram R$ 96 bilhões no mercado de capitais em julho, o maior volume mensal na série histórica iniciada em 2012. No acumulado dos sete primeiros de 2024, as ofertas chegaram a R$ 435,1 bilhões, montante também recorde para o período.
“Com a Selic em dois dígitos e a perspectiva de seguir assim até o final do ano, o ambiente continua propício para a renda fixa, com o desempenho sendo puxado por vários instrumentos. Em julho, tivemos um volume considerável na renda variável, mas, neste caso, com a maior parte concentrada em uma operação específica que não necessariamente reflete o apetite de mercado”, afirma Guilherme Maranhão, presidente do nosso Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais, referindo-se aos R$ 17 bilhões captados em follow-ons, o maior volume mensal nos últimos 24 meses.
DEBÊNTURES
As emissões de debêntures somaram R$ 50,1 bilhões em julho, o maior patamar da série histórica, considerando qualquer mês. O resultado levou o acumulado de 2024 a R$ 256,8 bilhões, montante recorde para esse intervalo e que já supera todo o ano de 2023.
Os investimentos em infraestrutura foram o destino da maior parte dos recursos captados pelas debêntures em julho, com 32,3% do total. Os principais subscritores nesse período foram os intermediários e demais participantes ligados à oferta, com 47,4% do volume, seguidos dos fundos de investimento, com uma fatia de 33,9%. “Interessante ressaltar que o prazo médio dos papéis subiu para 10,3 anos, o maior registrado em 2024, refletindo um mercado maduro, com perfis diferentes de participantes e um secundário cada vez mais líquido e que permite esse alongamento”, analisa Maranhão.
As notas comerciais também se destacaram entre os produtos de renda fixa, com R$ 11,4 bilhões em julho e R$ 24,4 bilhões no acumulado do ano, recordes para os respectivos intervalos.
SECURITIZAÇÃO
Entre os instrumentos de securitização, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) captaram R$ 38,6 bilhões e R$ 34,7 bilhões de janeiro a julho, respectivamente, batendo recorde para o período na série histórica.
Já os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) somaram R$ 25,4 bilhões, com aumento de 36,8% na comparação com os primeiros sete meses do ano passado.
No segmento de híbridos, as ofertas de FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) totalizaram R$ 4,4 bilhões em julho, levando o volume no acumulado do ano a R$ 31,1 bilhões, montante que já é superior ao total de 2023.
Confira todos os resultados no Boletim de Mercado de Capitais
Fonte: Anbima, em 14.08.2024.