Encontro realizado por IBDA, CVM e IPA tem o apoio da ANBIMA
Para aumentar a interação entre o mercado de capitais e o agronegócio, acontece em 18 de novembro o terceiro encontro neste ano do evento “O Agro e o Mercado de Capitais", realizado pelo IBDA (Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio), pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pelo IPA (Instituto Pensar Agro) com o apoio da ANBIMA.
O encontro, que faz parte da iniciativa AgroCapitais, será gratuito e aberto ao público, acontecendo na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina (PR), das 8h30 às 12h30. As inscrições podem ser feitas em direitoagro.com/eventos.
Renato Barros, coordenador do nosso Grupo de Trabalho do Agronegócio, estará presente no painel "Securitização, CRA e Fiagro”, que contará também com a participação de Bruno Gomes, superintendente de Securitização e Agronegócio da CVM.
Nosso apoio ao evento faz parte da Agenda de Desenvolvimento de Mercado do ANBIMA em Ação, um conjunto de medidas que elegemos como prioritárias para o biênio 2023/2024.
O objetivo do AgroCapitais é interiorizar o mercado de capitais, de forma a conectar agentes das cadeias produtivas do agronegócio e investidores, apresentando novas fontes de financiamento.
Confira nosso Q&A sobre transparência na remuneração dos prestadores de serviços de fundos
Esclareça suas dúvidas sobre o tema, em especial às relacionadas ao nosso sumário de taxas
Lançamos um Q&A para esclarecer dúvidas do mercado sobre as regras de transparência na remuneração dos prestadores de serviços de fundos, em especial às relacionadas ao nosso sumário de taxas. Elas entraram em vigor em 1º de novembro, em linha com a Resolução CVM 175.
Previsto na nossa autorregulação, o sumário busca padronizar as informações que devem ser divulgadas para os investidores quando o gestor optar pela utilização da taxa global.
Inicialmente, a Resolução 175 da CVM previa que os gestores deveriam divulgar separadamente, nos regulamentos dos fundos, as taxas de gestão, administração, distribuição e estruturação de previdência.
Porém, atendendo à proposta da ANBIMA, em junho deste ano, a CVM publicou ofício oferecendo uma alternativa: os gestores podem informar apenas uma taxa global (resultado da soma de todas as taxas recebidas) nos regulamentos, desde que mantenham em seu site, de forma acessível, um sumário detalhando a segregação das taxas devidas a cada prestador.
Nós falamos sobre o assunto em reunião aberta realizada em 22 de outubro. Para ver a apresentação, clique aqui.
Para consultar o Q&A e esclarecer suas dúvidas, acesse: https://anbi.ma/Q&A_transparencia_fundos
ANBIMA adere ao Pacto de Promoção da Equidade Racial
Associação firma mais um compromisso para um mercado de capitais diverso e equânime
Assinamos na segunda-feira, dia 11 de novembro, nossa adesão ao Pacto de Promoção da Equidade Racial, iniciativa que atua para diminuir a desigualdade racial nas empresas brasileiras. A iniciativa marca o compromisso da Associação em seguir um protocolo ESG (sustentabilidade ambiental, social e de governança) específico para questões raciais criado pelo Pacto, com foco em implementar ações no ambiente interno que contribuam para a transformação da realidade social.
“Como representantes do mercado de capitais, temos um papel crucial e desafiador na construção de uma sociedade mais justa e representativa", analisa Eliana Marino, superintendente de Gente, Saúde e Diversidade e Inclusão da ANBIMA. "É mais um passo dentro da nossa jornada de diversidade, que inclui uma série de ações de conscientização, grupos de afinidades sobre questões identitárias e uma meta corporativa de equidade de raça em toda a estrutura interna de funcionários, mantendo a equidade de gênero".

Eliana Marino (foto), superintendente da ANBIMA, foi uma das representantes da Associação na adesão ao Pacto de Promoção da Equidade Racial
A adesão ao Pacto inclui medir o IEER (Índice ESG de Equidade Racial) da Associação, que usa uma metodologia exclusiva para mensurar a representatividade de pessoas negras na companhia por meio da avaliação do quadro de funcionários, ocupações hierárquicas, remunerações e a distribuição racial na região em que atuamos.
“A ANBIMA impulsiona o mercado a olhar para pautas importantes, como a racial", disse Gilberto Costa, diretor-executivo do Pacto, durante a assinatura do termo de adesão. "A Associação quebrou a bolha do mercado financeiro ao rodar pelo país falando sobre investimentos e ao oferecer cursos gratuitos de qualidade para as pessoas. Quando a ANBIMA oferece bolsas para jovens negros fazerem as provas de certificação, gera inclusão, impacto e faz a diferença", afirmou, referindo-se a outras iniciativas nossas para promoção da diversidade no mercado.

Gilberto Costa (foto), diretor-executivo do Pacto, participou da cerimônia de adesão da ANBIMA ao Pacto
Saiba mais: "Falta de diversidade pode levar empresas a negligenciar erros", diz Gilberto Costa
Jornada da ANBIMA em Diversidade e Inclusão
Nossas iniciativas sobre o tema ganharam ainda mais fôlego em 2021, quando o assunto entrou para as prioridades estratégicas da Associação. Realizamos a pesquisa Diversidade e Inclusão nos Mercados Financeiro e de Capitais para entender como as instituições trabalham o tema dentro de casa e o que esperavam da ANBIMA nessa agenda.
A partir dos resultados, traçamos um plano com ações para desenvolver essa agenda. Uma delas foi o apoio institucional ao Pacto de forma a inspirar os associados a aprimorarem práticas sobre o tema ou para darem os primeiros passos em equidade racial.
Em 2022, lançamos a Rede ANBIMA de Diversidade e Inclusão, plataforma para fomentar a diversidade e a inclusão no mercado financeiro por meio de iniciativas que eduquem, instrumentalizem e estimulem as instituições financeiras a trabalharem o tema.
Acompanhe e faça parte dessa agenda: cadastre-se para participar da Rede. O foco das atividades são profissionais que atuam em instituições financeiras, associadas ou não à ANBIMA, nas áreas de gestão de pessoas, sustentabilidade, diversidade e inclusão ou que tenham poder gestor para promover a transformação em suas organizações.
Ações dentro de casa
Internamente, uma das principais iniciativas são os grupos de afinidades de raça, mulheres, LGBTQIAP+ e pessoas com deficiência. Eles têm impulsionado um olhar cada vez mais abrangente para as interseccionalidades, promovendo encontros de conexão entre colaboradores e profissionais do mercado para troca de boas práticas.
Também há um alto engajamento no programa de voluntariado, em parceria com a Fesa Croma. Nessa iniciativa, quem trabalha na Associação pode atuar como mentor ou mentora de jovens em situação de vulnerabilidade que buscam o primeiro emprego.

Equipe interna (foto) participou da cerimônia de assinatura de adesão ao Pacto
Para dar sustentação a essas e outras ações, as lideranças se comprometeram com uma jornada de liderança empática. Ela inclui treinamentos e mentorias coletivas que são cruciais para fortalecer a cultura de diversidade e inclusão dentro do escritório.
Essa tem sido a base para o alcance das nossas metas institucionais de representatividade de pessoas negras e mulheres dentro de casa. Em 2022, estabelecemos a meta de, em quatro anos, termos 52% de pessoas pretas e pardas na ANBIMA, além de avançarmos rumo à equidade de gênero. Hoje, temos 46,95% de mulheres e 37,25% de pessoas pretas e pardas, com equilíbrio de gênero (47,14% de mulheres). Entre os cargos de liderança, 21,43% são ocupados por pessoas pretas e pardas.
Em 2024, para reforçar os valores internos e guiar as atitudes das equipes, lançamos a campanha Inegociáveis. Ela destaca os comportamentos que consideramos inaceitáveis e movimenta discussões sobre como devemos construir um ambiente mais inclusivo e respeitoso para todas as pessoas, em que o colaborador é o centro da nossa estratégia.
FInfluence 7: Influenciadores de finanças postam 28% mais sobre bets em 2024
Monitoramento semestral da ANBIMA, realizado em parceria com o IBPAD, mostra que os influenciadores focam em educar o público sobre os riscos financeiros e psicológicos das apostas online
As postagens nas redes sociais sobre as bets aumentaram 28% entre os influenciadores de finanças, os finfluencers, na comparação do primeiro semestre de 2024 com o último semestre do ano passado. É o que mostram os dados da 7ª edição do Finfluence – quem fala de investimentos nas redes sociais, nosso estudo em parceria com o Ibpad (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados) que analisa a atuação dos influenciadores de finanças e investimentos nas redes sociais. Os efeitos desse conteúdo sobre as bets foram significativos, gerando uma média de 1.846 interações por publicação, o que ressalta a busca do público por informações sobre o tema.
Quase a totalidade das postagens (95%) trouxe um tom responsável e os 5% de menções positivas foram categorizados como publicidade. A maioria dos influenciadores tratou o tema de maneira educativa ou como alerta, buscando conscientizar o público sobre os perigos financeiros e emocionais das bets.
“Desde 2020, a ANBIMA monitora os influenciadores e o conteúdo postado por eles nas redes. Neste ano, nos chamou atenção o destaque que deram para as bets. A boa notícia é que eles têm se mostrado defensores da população, disseminando os riscos e as ameaças que o mal uso das apostas pode causar”, analisa Amanda Brum, nossa gerente-executiva de Comunicação, Marketing e Relacionamento com Associados.
O foco educacional é particularmente relevante, considerando que cerca de 22 milhões de brasileiros realizaram ao menos uma aposta online em 2023, de acordo com dados da edição de 2023 do Raio X do Investidor da ANBIMA. De janeiro a junho de 2024, os 175 influenciadores que fizeram postagens sobre bets transmitiram, em sua maioria, mensagens de que as apostas não são investimentos, mas uma opção de entretenimento. Eles também alertaram sobre o perigo de se deixar atrair pelas promessas de ganhos fáceis e rápidos, que podem se transformar em prejuízos financeiros na mesma velocidade.
As publicações sobre bets com maior engajamento têm em comum as discussões que relacionam as apostas com atividades criminosas, os impactos na vida financeira e saúde mental dos apostadores e os assuntos relativos à regulamentação do mercado. O FInfluence 7 mapeou sete principais temas abordados pelos influenciadores, tanto pessoas físicas quanto perfis corporativos, quando o assunto é bet: noticiário sobre apostadores com histórias de pessoas que perderam grandes quantias (19%); temas educacionais (18,1%); comparação das apostas com ativos específicos, como as ações (15%); regulamentação das apostas online (12,1%), pesquisas sobre apostas online (11,9%), comparativos entre o mercado financeiro lícito e golpes com apostas (11,7%); cassinos e outros (11,7%).
“Vamos continuar acompanhando esse tema com grande interesse. Queremos ver como será o desenrolar dessa história entre os finfluencers, especialmente com a legislação entrando em vigor”, afirma Amanda Brum.
Sobre o relatório
A ANBIMA, em parceria com o IBPAD, monitora os influenciadores digitais de finanças e investimentos desde 2020. Na sétima edição do relatório FInfluence – quem fala de investimentos nas redes sociais, foram analisadas 335 mil publicações de 571 influenciadores, que gerenciam 1.344 perfis nas quatro principais redes: Instagram, Facebook, X e YouTube. Os dados abrangem postagens públicas realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2024.
Fonte: Anbima, em 13.11.2024.