Bate papo voltado para o mercado apresentará principais insights e percepções sobre o estudo
No próximo dia 27 de abril, às 15h, Amanda Brum, nossa gerente-executiva de Comunicação, Marketing e Relacionamento com Associados, vai compartilhar com instituições do mercado os principais dados, insights e percepções sobre a quarta edição do FInfluence – quem fala de investimentos nas redes sociais.
Feito em parceria com o IBPAD (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados), o estudo acompanhou 515 influenciadores digitais de finanças no segundo semestre de 2022 e descobriu quais são os mais relevantes, os principais temas abordados nas redes e os que geram mais interações dos seguidores no YouTube, no Instagram, no Facebook e no Twitter. Mapeamos, ainda, as parcerias deles com as instituições e a atuação de 100 finfluencers no TiKTok.
O relatório foi divulgado em 27 de março, e os dados já foram compartilhados com os influenciadores em uma reunião exclusiva para esses players. Agora é a vez de conversar com o mercado. Basta se inscrever aqui para participar.
Começar aos poucos e buscar parcerias são caminhos para inovação aberta em instituições financeiras
Conheça mais sobre a inovação aberta e como implementá-la nas empresas
Como conciliar o fomento à inovação com o dia a dia operacional da companhia? Estar antenado com o que acontece no mundo torna-se cada vez mais fundamental para que as companhias não sejam “atropeladas” pela transformação digital que está ocorrendo em um movimento bastante acelerado. Esse foi uma das questões em pauta no primeiro evento da Jornada de Inovação Aberta, realizado na última quarta-feira, dia 12.
“Inovação corporativa é criar a possibilidade de confronto com a ambidestria corporativa; é ter de lidar com o que estou vivendo agora para o negócio seguir sobrevivendo versus o que tenho para implantar de novo; e, qualquer que seja a tecnologia nova que esteja surgindo, ela vai transformar o mercado. Um dos caminhos é construir uma esteira de inovação”, salientou Naiara Corrêa, líder de open e intra innovation no Banco Carrefour, abordando a importância da inovação aberta e como implementá-la nas empresas.
Por onde começar
A trajetória para a inovação corporativa começa com um trabalho cultural e de aprendizagem. Para ter sucesso, é preciso que a liderança – presidência e diretorias – esteja engajada, porque, se não comprarem a ideia, dificilmente ela vai florescer e entregar resultados. “O CEO tem de colocar a inovação como parte da cultura da empresa. E inovação não é fazer o novo Airbnb ou levar executivos ao Vale do Silício. Às vezes, são coisas bem mais simples, como acertar processos dentro da empresa. Tem de trazer esta cultura para os times e isso passa por open innovation e intraempreendedorismo”, enfatizou Naiara.
Uma dica é incluir o tema na pauta das reuniões de diretoria, mostrando o que os times estão fazendo e o que estão testando, independentemente de estar dando certo ou não. “A inovação incremental e até mesmo a mais voltada para o operacional também é inovação. A inovação aberta não elimina a inovação fechada feita em casa pelos colaboradores. Isso e a frequência que o CEO pode colocá-la na pauta são pontos importantes”, resumiu Rafael Fiuza, head de contas da Liga Ventures e que mediou o painel.
Além disso, deve-se começar de forma simples. Isso significa estar aberto para fazer testes curtos, com um escopo pequeno e entendendo que existe a possibilidade de não dar certo. Nesse caminho, fazer benchmarking (processo de analisar outras empresas do mesmo setor como referências para identificar melhores práticas em determinados assuntos e com isso aprimorar a estratégia da própria marca) e recorrer a startups que agreguem produtos e soluções que a empresa não tem expertise tende a ser uma linha promissora.
Por exemplo, no caso do Banco Carrefour, a área de inovação está dentro do departamento de TI (tecnologia da informação). Para que inovação não compita com implantações do dia a dia, Naiara destacou a necessidade de usar a área de TI a seu favor. “É importante definir o escopo tecnológico desde o início. Temos de criar graus de maturidade para os testes, começar simples e depois avançar. Além disso, precisamos ter balizamento na hora de definir escopo, ter padrinhos e contar com a área de inovação orquestrando para chegar ao melhor recorte do teste”, assinalou a executiva.
Desafios a transpor
A troca de informações para desenvolvimento de produtos entre grandes corporações e startups é muito valiosa. No entanto, esses modelos podem enfrentar barreiras. Afinal, ao juntar companhias robustas e veteranas a novatas startups, que têm em seus DNAs a agilidade, pode haver choque cultural e de processos. “Um exemplo: o departamento jurídico de uma corporação nos pediu, para fazer o cadastro, os balancetes dos últimos três anos – e nós tínhamos um ano de existência”, contou Bruno Loiola, cofundador da Pluggy, fintech focada em produtos de open finance para B2B (do inglês “business to business”, em que o cliente final é outra empresa).
O Banco Carrefour precisou rever seus contratos a fim de conseguir trabalhar com startups. Nai Corrêa contou que houve uma adequação de contrato de 20 páginas para somente sete, mas até chegar a esse ponto foram muitas reuniões com diversas áreas. “Precisamos do CEO envolvido, senão não dá jogo”, apontou a executiva. “E, além dele, é preciso ter um padrinho da área de negócio que vai fazer com que aquilo funcione no escalão médio e superior para fazer a validação. É importante ter escala, vários níveis para conseguir sucesso”, completou Loiola.
Na outra ponta, as startups também devem aprender a trabalhar com as grandes corporações, que precisam cumprir diversas regras e normas.
Case: parceria Banco Carrefour e Pluggy
A esteira de inovação escolhida pelo Banco Carrefour foi um programa com startups. A troca de conhecimento e o dinamismo são benefícios de projetos cocriados em parcerias como esta. O banco se juntou à Pluggy para avaliação de como usar recursos open finance.
“Fizemos um projeto no qual o Banco Carrefour queria usar dados de open finance dos requisitantes de cartão de crédito para fazer uma análise mais precisa. Precisamos fazer uma solução no-code para ver o impacto dos clientes que compartilharam os dados financeiros e que poderiam obter ou não crédito. Achamos uma forma de testar rapidamente, com validações bem bacanas”, explicou Bruno. Solução no-code significa criar aplicativos ou softwares sem usar códigos de programação, tornando o processo mais ágil e acessível e possibilitando que pessoas sem conhecimento aprofundado em TI consigam utilizá-los.
Na perspectiva das startups, Loiola disse que o mais importante desses tipos de parcerias é entender a aplicabilidade da solução. “É o product-market fit (processo de mapear a posição da empresa no mercado); é ter um produto e ver se existe mercado para ele. A Pluggy é startup B2B e como encontrar o fit? Através de grandes corporações”, explicou. Por isso, juntar-se a companhias como o Banco Carrefour faz todo sentido.
É por meio da inovação aberta e de parcerias com as empresas que as startups corroboram suas estratégias, validam produtos e serviços e alcançam novos mercados. “Um ponto importante é o branding (gestão do posicionamento da marca); é ganhar reputação como startup. Hoje, a Pluggy carrega credibilidade porque tem um case com o Banco Carrefour, é um selo”, complementa o cofundador.
A Jornada
Com seis encontros virtuais na agenda, a Jornada de Inovação Aberta começou na última quarta, dia 12, abordando a importância da inovação aberta e como implementá-la nas empresas.
“A tecnologia que temos visto, com novos players e novos modelos de negócios, vem transformando a sociedade como um todo e no mercado de capitais não é diferente. A ANBIMA vem acompanhando esta transformação e temos o compromisso de apoiar nossos associados, que são agentes de mercados nesta revolução”, disse Zeca Doherty, nosso superintendente-geral, na abertura do evento.
+ Confira a agenda completa da Jornada e inscreva-se para os próximos eventos!
A iniciativa compõe a agenda estruturante do ANBIMA em Ação, conjunto de atividades que elegemos como prioritárias para o biênio 2023/2024. Em breve, será lançada também a Rede ANBIMA de Inovação. “Queremos, por meio da Rede ANBIMA de Inovação, ajudar a definir a nossa estratégia de inovação que, no fim do dia, será a estratégia de inovação do mercado de capitais brasileiro. Queremos um ambiente de colaboração, aberto, de ideias e perguntas”, contou Doherty.
Conheça o ANBIMA em Ação
ANBIMA em Ação é o conjunto das principais iniciativas da Associação para este e o próximo ano. Esse planejamento estratégico foi elaborado a partir de uma ampla consulta aos nossos associados, instituições parceiras, reguladores e lideranças da ANBIMA e resultou em três grandes agendas de trabalho: Agenda de Desenvolvimento de Mercado, Agenda de Serviços e Agenda Estruturante. Confira cada uma aqui.
Pitch day terá seis startups com soluções para open banking e consolidação de portfólio de investimentos
Segundo encontro da Jornada de Inovação Aberta acontece no dia 27 de abril às 10h; inscreva-se para participar
O segundo encontro da nossa Jornada de Inovação Aberta tem data marcada: no dia 27 de abril, às 10h, conheceremos seis startups que desenvolvem soluções relacionadas ao open banking e à consolidação de portfólio de investimentos. Será um pitch day, formato de evento em que empresas apresentam os próprios produtos ou negócios para possíveis investidores e clientes.
Os temas foram escolhidos pelos nossos associados em uma pesquisa feita no ano passado. O encontro é online e gratuito – para participar, basta se inscrever neste link. A iniciativa faz parte da Rede ANBIMA de Inovação e compõe a agenda estruturante do ANBIMA em Ação, conjunto de atividades que elegemos como prioritárias para o biênio 2023/2024.
Conheça as startups que estarão conosco:
Sobre open banking:
Klavi: plataforma SaaS (Software as a Service) de open finance, solução de compartilhamento de dados financeiros de diferentes instituições com uso tecnologia de analytics e inteligência de dados. Foco é ajudar as empresas a terem um perfil mais assertivo do consumidor, entendendo hábitos e renda, além de criar oportunidades de inovações em produtos e serviços.
Belvo: Solução de captura e enriquecimento de dados, incluindo 15 categorias e 94 subcategorias que determinam o comportamento do usuário em termos de fluxo de caixa e comportamento de gastos. Atua no México, Colômbia e Brasil.
Quanto: Soluções de open banking e open finance que capturam dados e enriquecimentos para análise do usuário para tomar decisões baseadas em dados. Possuem cases de uso soluções de onboarding do cliente, análise de crédito e planejamento financeiro pessoal.
Sobre consolidação de portfólios:
Investtools: possui diversas soluções, entre elas a Performit, sistema de gestão de fundos que visa organizar as operações back-to-font. Realizam sincronização direta com administradores, reduzindo processos operacionais de input, previsão de caixa em D+1, e entrada de informações com processos automatizados que requerem apenas validações.
Carteira global: solução de consolidação de ativos com pré-cadastramento de configuração de rotina para otimizar processos de boletagem de back-office de instituições de investimento. As variáveis de acompanhamento dos ativos são realizadas de forma automática, apenas alguns inputs são feitos manualmente. Possuei soluções complementares de backtesting, análise de risco e comparação de ativos.
Smartbrain: possui plataforma SaaS que promove ferramentas de consolidação de portfólio, incluindo automatização de processos e sincronização de dados. Oferece integração usando APIs e disponibiliza a sincronização de dados de carteiras validados em grandes instituições financeiras de produtos financeiros.
Conheça a Jornada de Inovação Aberta
A jornada é uma série de eventos online e gratuitos que pretende disseminar conteúdo sobre o assunto e apoiar a transição das instituições do mercado em relação às novas tecnologias, players e modelos de negócios. Os encontros começaram no dia 12 de abril e terminam em 28 de junho no formato de showcases (painéis com especialistas para discussões voltadas às boas práticas de gestão de inovação aberta) e de pitch days (apresentação de startups em sinergia com desafios das instituições do mercado de capitais).
“A aproximação à comunidade de inovação é essencial para estarmos cada vez mais conectados às transformações no mercado financeiro, com a crescente chegada de novos modelos de negócios e de novas tecnologias”, afirma Marcelo Billi, nosso superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação. “E é por meio de iniciativas como a Jornada de Inovação Aberta que transbordamos esse conhecimento aos nossos associados”, completa.
Confira a agenda completa e garanta sua inscrição para os próximos debates – os palestrantes e startups dos demais encontros serão divulgados em breve.
27/04, às 10h – Pitchday: open banking + consolidação de portfólio de investimentos
Apresentação de startups com soluções que ajudem nos temas propostos. Inscreva-se!
Para falar de open banking, estarão conosco as empresas Klavi, Belvo e Quanto
E sobre consolidação de portfólio conheceremos, a Carteira Global, a Investtools e a Smartbrain
10/05, às 10h – Showcase: Trabalhando com startups: como planejar e executar projetos
30/05, às 10h – Pitchday: assessoria financeira e de investimentos + comunicação com o cliente
14/06, às 10h – Showcase: Cultura de inovação: como fomentar na sua empresa
28/06, às 10h – Pitchday: AI para aplicações em atividades de mercado + infraestrutura e serviços qualificados (blockchain e ambientes digitais)
Conheça o ANBIMA em Ação
ANBIMA em Ação é o conjunto das principais iniciativas da Associação para este e o próximo ano. Esse planejamento estratégico foi elaborado a partir de uma ampla consulta aos nossos associados, instituições parceiras, reguladores e lideranças da ANBIMA e resultou em três grandes agendas de trabalho: Agenda de Desenvolvimento de Mercado, Agenda de Serviços e Agenda Estruturante. Confira cada uma aqui.
Fonte: Anbima, em 13.04.2023.