Nova CGA contará com módulos exclusivos para gestão de fundos 555 e de estruturados
A Diretoria da ANBIMA aprovou, no último dia 6, aprimoramentos na CGA (Certificação de Gestores ANBIMA) e o programa de atualização dela – para os profissionais cuja certificação está vencendo. O aprimoramento da certificação faz parte do nosso plano de ação de 2019.
Nova CGA
O modelo será formado por três módulos: um voltado para iniciantes na carreira de gestão de recursos de terceiros; outro para aqueles que pretendem fazer gestão de fundos mútuos; e um focado na gestão de produtos estruturados, como fundos imobiliários, FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) etc. Os candidatos que prestarem as três provas obterão a CGA completa. Para quem já é certificado, nada muda: não é necessário passar por nenhum processo.
+ Conheça todas as nossas certificações
“A divisão por módulos deixa a certificação mais abrangente, além de flexibilizar o processo de capacitação. Os profissionais podem focar em assuntos e públicos específicos, sempre de acordo com a sua atividade atual”, explica Daniel Pfannemüller, nosso gerente de Certificação.
Para chegar ao modelo ideal, foi feito um amplo processo de análise da função dos gestores para entender as atividades na prática. Um dos achados foi a falta de uma certificação para os iniciantes na área, o que motivou a criação do módulo mais básico. “É uma forma de os profissionais se prepararem para o mercado, assim como já acontece no segmento de distribuição com a CPA-10. Além disto, é uma maneira de incentivarmos a criação de novos talentos”, diz Pfannemüller.
No primeiro semestre de 2020, será divulgado o conteúdo programático das provas dos três módulos, ou seja, todos os temas que cairão nos exames. A partir daí, o mercado terá seis meses para se adaptar e as provas começarão no final de 2020.
Programa de atualização
Por ser a certificação mais recente da ANBIMA, a CGA ainda não contava com um programa de atualização. A partir do primeiro trimestre do ano que vem, aqueles que não trabalham na área de gestão e cuja certificação vence em junho de 2020 deverão passar pelo processo. Trata-se de um curso online que cobre os temas mais relevantes para a atividade de gestão. São eles: ética, legislação, regulação e compliance; modelos de precificação; finanças comportamentais; processo de gestão e políticas de investimento; gestão de carteiras; e gestão de riscos. Além destes seis que fazem parte da prova da CGA, a atualização terá um assunto extra: as novas tecnologias em finanças.
Antes de fazer o curso, o profissional passa por um mapeamento do conhecimento. Ele deverá cursar apenas os assuntos que não dominar, ou seja, que tiver desempenho inferior a 70%.
“Trata-se de um modelo mais moderno de educação a distância, que customiza o conteúdo para atender a real necessidade dos profissionais. Eles se engajarão apenas nos assuntos que são necessários”, afirma Pfannemüller.
Dúvidas
Qualquer dúvida ou esclarecimento pode ser feito diretamente com a área de Certificação pelo e-mail
Ofertas de ações somam R$ 71,4 bilhões até outubro
Volume já é o segundo maior da nossa série histórica, iniciada em 2002. Perde apenas para 2007, ano da popularização dos IPOs, em que foram movimentados R$ 75,5 bilhões
As ofertas de ações realizadas em outubro somaram R$ 13,2 bilhões e contribuíram para que o volume total de emissões em renda variável neste ano atingisse a marca de segundo maior da nossa série histórica, iniciada em 2002. De acordo com o Boletim de Mercado de Capitais, o resultado de R$ 71,4 bilhões fica atrás apenas do obtido em 2007, ano da popularização dos IPOs (ofertas públicas iniciais, na sigla em inglês), em que foram movimentados R$ 75,5 bilhões.
Mais da metade do volume alcançado entre janeiro e outubro de 2019 (R$ 36,2 bilhões) vem de operações realizadas via Instrução CVM 476, voltada a investidores profissionais. Vale lembrar que essa modalidade entrou em vigor para as ofertas de ações em 2014. “Estamos vivendo um período muito positivo para o mercado de capitais brasileiro, com as empresas buscando as melhores opções para financiarem seus projetos. Nos últimos anos, os instrumentos de renda fixa estavam superando os de renda variável, mas chegamos a um momento de avanço do mercado como um todo, o que é extremamente saudável”, afirma José Eduardo Laloni, nosso vice-presidente.
Na renda fixa, as operações realizadas em outubro somaram R$ 13,7 bilhões, acumulando R$ 214,3 bilhões no ano (alta de 17,4% em relação aos dez primeiros meses de 2018). O destaque é para as debêntures, cujas ofertas chegam a R$ 138,5 bilhões em 2019 – desse volume, R$ 20,7 bilhões são papéis de infraestrutura (regidos pela Lei 12.431). As captações com os demais instrumentos já superam os totais obtidos em 12 meses do ano passado: os FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório) chegaram a R$ 18,2 bilhões, os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) a R$ 11 bilhões e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) a R$ 10,1 bilhões.
Os fundos imobiliários, produtos híbridos entre renda fixa e variável, seguem em crescimento neste ano. De janeiro a outubro, a captação foi de R$ 26,3 bilhões, acima do resultado registrado no mesmo período de 2018, de R$ 15,6 bilhões.
No mercado externo, as operações das companhias brasileiras somaram US$ 18,3 bilhões de janeiro a outubro, sendo US$ 17 bilhões em emissões de renda fixa e US$ 1,2 bilhão em renda variável.