Anbima firma termo de compromisso com instituição que segue seu código de autorregulação
Associação também emitiu uma carta de recomendação
Firmamos um termo de compromisso e emitimos uma carta de recomendação para instituições que seguem voluntariamente nossos códigos de autorregulação. As medidas tratam de ajustes em processos, controles internos e estruturas de governança relacionados à atividade de companhia securitizadora e à administração fiduciária de FIDCs.
+ Confira as instituições que seguem voluntariamente nossos códigos
Termo de compromisso
O termo de compromisso foi firmado com a Riza Securitizadora no âmbito do Código de Ofertas Públicas. O instrumento está relacionada à atividade de securitização, considerando aspectos relacionados à gestão dos patrimônios separados.
Para tratar os apontamentos, a instituição assumiu compromissos voltados ao aperfeiçoamento de suas rotinas de controle e governança. Serão implementados testes periódicos do enquadramento dos patrimônios separados, alçadas para movimentação dos recursos das emissões e a criação de comitês de controle e compliance.
O termo prevê ainda contribuição financeira de R$ 665 mil, destinada ao custeio de eventos e ações educacionais promovidos pela Anbima.
Confira o termo de compromisso:
Carta de recomendação
Emitimos carta de recomendação à Finaxis Corretora de Títulos e Valores Mobiliários e ao Banco Finaxis, em conjunto denominados Grupo Finaxis, no âmbito do Código de Administração e Gestão de Recursos de Terceiros e das regras aplicáveis a FIDCs.
A medida está relacionada a indícios identificados na administração fiduciária desses fundos, com foco nos critérios e controles utilizados para a apuração da provisão para devedores duvidosos. Os apontamentos envolvem os critérios de análise dos direitos creditórios e a aplicação do chamado efeito vagão.
Para tratar os pontos identificados, o Grupo Finaxis se comprometeu a revisar sua política de provisão e aprimorar a metodologia aplicada aos FIDCs sob sua administração.
A carta prevê ainda o envio de relatório assinado pelo diretor estatutário responsável por controles internos ou compliance, atestando o cumprimento das recomendações da Anbima.
Confira a carta de recomendação:
O termo de compromisso não representa confissão de fatos nem reconhecimento de irregularidades. A adoção das medidas previstas em carta de recomendação sana eventual irregularidade e extingue, por consequência, a punibilidade pela suposta infração.
Indústria de fundos tem resgates líquidos de R$ 18,1 bilhões em abril
Renda fixa concentra a maior parte das saídas, com captação líquida negativa de R$ 19,3 bilhões
Os fundos de investimento encerraram abril com resgates líquidos de R$ 18,1 bilhões, movimento puxado principalmente pela classe de renda fixa, que registrou captação líquida negativa de R$ 19,3 bilhões no mês, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
“A cautela do investidor em relação ao crédito privado continuou em abril e isso pode ter se refletido nos fundos. Como a renda fixa vem de um trimestre muito forte, é natural que aconteça algum ajuste no curto prazo. Vamos monitorar para avaliar se esse foi um movimento pontual ou uma tendência” afirma Pedro Rudge, diretor da associação.
> Confira todos os resultados no Boletim de Fundos
Além da renda fixa, outras classes também apresentaram saídas líquidas em abril. Os fundos multimercados tiveram resgates líquidos de R$ 5,4 bilhões, enquanto os fundos de previdência encerraram o mês com R$ 3,4 bilhões no vermelho.
Apesar do saldo negativo, parte relevante da indústria seguiu atraindo recursos. Os FIDCs lideraram as entradas líquidas, com R$ 4,5 bilhões. Na sequência, os ETFs somaram R$ 4 bilhões, reforçando o crescente interesse dos investidores por produtos passivos. Também fecharam o mês no positivo os fundos cambiais (R$ 711,2 milhões), os FIPs (R$ 377,2 milhões), os Fiagros (R$ 210,7 milhões) e os fundos de ações, que registraram R$ 187,3 milhões de captação líquida positiva após três meses no vermelho.
RENTABILIDADE
No caso de ações, fundos do tipo investimento no exterior (que possuem mais de 40% de sua carteira alocada em ativos no exterior) apresentaram rentabilidade positiva de 3,37% no mês; enquanto os fundos multimercados com investimento no exterior tiveram ganhos de 0,85%.
Já na renda fixa, o tipo duração baixa grau de investimento, que investe no mínimo 80% da carteira em títulos públicos de curto prazo, rendeu 1,07% no mês.
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Fonte: Anbima, em 11.05.2026.