Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais é tema de reunião aberta no dia 1º de abril
Inscreva-se para debater os caminhos da agenda ESG no setor financeiro
No dia 1º de abril, às 10h30, vamos mergulhar na agenda de sustentabilidade no mercado de capitais. Teremos uma reunião aberta para debater os resultados da quarta edição da nossa pesquisa sobre o tema, em parceria com o Datafolha, e entender os rumos dessa pauta daqui para frente. O encontro é online e gratuito, basta se inscrever.
A reunião contará com Cacá Takahashi, nosso diretor e coordenador da Rede ANBIMA de Sustentabilidade; Annelise Vendramini, líder da Rede e professora da FGV; Luzia Hirata, gerente de ESG da Santander Asset Management; e Marcelo Billi, nosso superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação.

Durante o bate-papo, vamos apresentar os resultados da pesquisa, entender o que eles mostram sobre o futuro da agenda ESG no setor financeiro, debater os impactos do atual cenário macroeconômico no tema e analisar caminhos para fortalecer essa pauta no mercado.
A reunião é voltada para profissionais de instituições financeiras que atuam com gestão de ativos, sustentabilidade, ESG e áreas correlatas, além de demais pessoas interessadas no tema. Inscreva-se e participe!
Esse encontro faz parte da agenda do ANBIMA Em Ação 2026 e também está Na Trilha do ANBIMA Summit, eventos com assuntos quentes, relevantes e indispensáveis para o mercado.
A pesquisa
O levantamento mostra que a sustentabilidade segue reconhecida como tema de grande importância para o mercado de capitais, com mais da metade das casas (63%) afirmando que a pauta ganhou relevância nos últimos 12 meses. Os dados também mostram que a expectativa é positiva para o futuro: uma em cada três casas (33%) pretende estruturar ou gerir fundos sustentáveis nos 12 meses seguintes. Saiba mais sobre os resultados.
Conheça o ANBIMA em Ação 2026
O ANBIMA em Ação 2026 é o conjunto das principais iniciativas estratégicas da associação para este ano. Esse planejamento está ancorado em três frentes principais: desenvolvimento de mercados, institucional e transformação. Confira o plano completo.
Trinta e um por cento das mulheres brasileiras já investem, aponta Raio X do Investidor Brasileiro
Levantamento revela que das mulheres que já investem, 40% priorizam ganhos imediatos e liquidez total, mesmo que isso resulte em rentabilidades menores
De acordo com dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), realizado em parceria com o Datafolha, 31% das mulheres brasileiras já são investidoras. Esse dado mostra que ainda há espaço para o público feminino avançar quando o assunto é finanças, tendo em vista que entre os homens esse percentual sobe para 41%.
O levantamento aponta também que há uma lacuna de educação financeira entre os dois públicos. Enquanto 69% das mulheres ainda não utiliza ou desconhece aplicações financeiras, entre os homens este número cai para 53%.
Outro dado revelado pelo estudo é que o produto mais utilizado pelas mulheres é a caderneta de poupança, citada por 69% das investidoras. Na sequência, vêm os títulos privados, com 16% e os fundos de investimentos (10%). Entre os homens investidores, a poupança também ocupa o topo do ranking, mas com percentual bem menor (54%).
“O principal entrave para a migração das mulheres rumo a ativos mais dinâmicos e com possibilidade de rentabilidade maior é a ‘urgência pelo presente’”, explica Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima. “De acordo com nosso estudo, 40% das investidoras priorizam ganhos imediatos e liquidez total, mesmo que isso resulte em rentabilidades menores“.
Apesar dos obstáculos que ainda limitam sua participação no mercado financeiro, as mulheres que investem demonstram objetivos bem definidos para o retorno de seus recursos. A compra de imóveis aparece no topo das prioridades, citada por 32% delas. Em seguida vem a decisão de manter o dinheiro aplicado (20%), o interesse por viagens (13%) e o investimento em educação (6%), indicando uma combinação de segurança patrimonial e desenvolvimento pessoal.
Entre os homens investidores, o cenário inicial se repete: 32% também miram a aquisição de um imóvel, e 23% preferem manter o valor aplicado. Mas as curvas se separam quando o assunto é planejamento de longo prazo. A reserva para a velhice e a aposentadoria é mencionada por 13% deles – percentual significativamente maior que o das mulheres, que registram 8%.
Neste ano, a pesquisa indica que 37% das entrevistadas pretendem investir ao longo de 2026. Esse grupo é formado majoritariamente por mulheres que já são investidoras e desejam continuar aplicando (24%). Somam-se a elas 12% que ainda não investem, mas planejam ingressar no mercado financeiro em breve, e uma pequena parcela de 1% que, embora hoje invista em outros tipos de bens, pretende migrar para produtos financeiros.
“As mulheres precisam de instrumentos que permitam construir um futuro com segurança, bem-estar e proteção social. O mercado de capitais pode desempenhar esse papel ao ampliar o acesso a investimentos que fortalecem a autonomia financeira”, diz Billi. “O dinheiro empodera a mulher até para ela conseguir dizer não a situações em que se sentir vulnerável ou sob ameaça.”
Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro
A 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro retrata a população com 16 anos ou mais, o que equivale a mais de 168 milhões de pessoas, sendo 48% homens e 51% mulheres economicamente ativas, com uma média de idade de 44 anos. O estudo ouviu 5.832 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 4 e 21 de novembro de 2025. A versão completa do levantamento será apresentada em breve pela Anbima.
No recorte de gênero, a pesquisa destaca que 61% do público feminino já possuem algum tipo de renda, com uma média de idade de 44 anos. Entre as mulheres que já investem, a maior concentração está na classe C, que responde por 50%, enquanto as classes D/E somam 15% e as A/B representam 34%.
Poupança perde espaço entre mulheres investidoras, mas ainda concentra 69% do público, revela Raio X do Investidor Brasileiro
Mesmo com a preferência pela segurança da caderneta, mais mulheres começam a diversificar e buscar investimentos de maior possibilidade de retorno
Embora o uso da caderneta de poupança ainda alcance 69% das mulheres investidoras, o produto vem perdendo força: desde 2021, sua participação caiu 14 pontos percentuais, de acordo com a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha. O movimento reflete o avanço gradual da diversificação e o crescente interesse das brasileiras por outros tipos de ativos.
De acordo com o levantamento, 31% das mulheres brasileiras são investidoras. Desse grupo, 16% investem em títulos privados (crescimento de nove pontos percentuais nos últimos cinco anos) e 10% aplicam em fundos de investimentos (quatro pontos percentuais a mais em relação a 2021). Moedas digitais (7%), ações (3%), títulos públicos via Tesouro Direto (4%), previdência privada (5%) e moedas estrangeiras (3%) completam os investimentos mais populares entre as mulheres.
Essa transição reflete o dilema entre a proteção e o ganho: enquanto a poupança é valorizada pela simplicidade, liquidez imediata e percepção de segurança, os títulos, ações e fundos ganham espaço por oferecerem possibilidade de retornos superiores. Esse cenário divide as prioridades, de acordo com o Raio X do Investidor: entre as investidoras, 31% veem o retorno financeiro como a principal vantagem de aplicar o dinheiro, enquanto 27% priorizam a segurança financeira.
“O ‘medo de arriscar’ está sendo substituído aos poucos pela busca consciente por proteção contra a inflação e pela percepção de que aceitar pequenas oscilações pode ser benéfico a longo prazo”, afirma Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima. “Esse movimento é impulsionado por diversos fatores, como a redução dos tickets de entrada para grande parte das alternativas de investimentos, a emergência de arquiteturas abertas de distribuição, a crescente inclusão financeira promovida por instituições de pagamentos e bancos digitais e a democratização das fontes de informação, com a atuação dos influenciadores digitais" , completa.
Construção da reserva de emergência
Apesar desse avanço na diversificação, a formação do “colchão financeiro” continua sendo o maior desafio estrutural. Hoje, 13% das mulheres investidoras não têm qualquer reserva de emergência. Entre as principais barreiras para essa segurança estão o custo de vida: 27% das entrevistadas que investem afirmam que seus gastos superam a renda mensal e 47% vivem no “zero a zero”, com despesas equivalentes aos ganhos.
Esse desequilíbrio entre a renda e os gastos aparece como um dos principais entraves para que mais mulheres consigam investir e para que o setor cresça. O estudo revela baixa resiliência financeira entre as mulheres: somente 36% das investidoras possuem reserva para seis meses ou mais. Quando incluímos também na amostra as mulheres que não conseguem investir (ou seja, as investidoras e as que não investem), o cenário é mais crítico, com apenas 20% do contingente contando com reserva de emergência com mais de seis meses.
Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro
Em sua 9ª edição, o Raio X do Investidor Brasileiro é o maior estudo sobre o comportamento financeiro do país. Retrata a população com 16 anos ou mais, o que equivale a 168,1 milhões de pessoas economicamente ativas (48% homens e 51% mulheres), com média de idade de 44 anos. O estudo ouviu 5.832 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 4 e 21 de novembro de 2025. A margem de erro é de um ponto percentual.
Fonte: Anbima, em 11.03.2026.