Calculadora de CRI e CRA é nova ferramenta do ANBIMA Data
Taxas e preços dos ativos poderão ser verificados gratuitamente na plataforma. Novidade faz parte das iniciativas para aprimorar nossa atividade de precificação
A partir desta quinta-feira, 10, o ANBIMA Data passa a contar com mais uma ferramenta: a calculadora de CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis Agrícolas). A nova funcionalidade será disponibilizada gratuitamente na plataforma e permitirá que profissionais do mercado e investidores façam simulações das taxas e dos preços desses ativos.
“Essa é mais uma iniciativa que lideramos para o aprimoramento das nossas atividades de precificação. A nova calculadora contribui na ampliação da transparência e no estímulo ao desenvolvimento do mercado secundário de dívida privada”, afirma Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices.
O uso da nova ferramenta é simples: o usuário faz uma busca pelo nome da empresa tomadora do crédito ou pelo código do ativo, inclui os parâmetros que deseja consultar, como as datas de operação e liquidação e a quantidade de títulos, e o sistema calcula automaticamente a taxa ou o preço do CRI ou do CRA, conforme as informações da nossa precificação de ativos. “É um instrumento que auxilia nas negociações de compra e venda dos papéis e, consequentemente, ajuda na promoção da liquidez”, completa Notini.
Outra novidade é que o ANBIMA Data disponibilizará os preços indicativos de CRIs e CRAs no mercado secundário. Os dados dos cinco últimos dias ficarão abertos gratuitamente para consultas na ferramenta. Iniciada há cerca de um ano, nossa precificação desses instrumentos de securitização já cobre atualmente 48 CRAs e 16 CRIs em mercado.
+ Acesse a calculadora de CRI e CRA no ANBIMA Data
Sobre o ANBIMA DATA
A plataforma, aberta e gratuita, dá acesso em um só lugar a informações de debêntures e fundos de investimento e, agora de CRIs e CRAs. O intuito é oferecer dados comparáveis e de qualidade aos investidores e ao mercado, aumentando a transparência e fomentando os negócios no mercado secundário. Acesse o ANBIMA Data.
Carteiras atreladas à inflação têm os melhores desempenhos em novembro
IMA-B 5+, índice que acompanha títulos públicos com essas características e vencimentos acima de cinco anos, teve retorno de 2,59% no mês
As carteiras de títulos públicos indexados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) tiveram os maiores retornos de novembro. O IMA-B5+, índice que reflete as NTN-Bs acima de cinco anos, apresentou a rentabilidade mais alta do mês, de 2,59%, reduzindo a perda acumulada no ano para -1,87%. O IMA-B5, que acompanha as NTN-Bs até cinco anos, veio em seguida com valorização de 1,32% em novembro e de 6,10% no acumulado do ano.
“A performance positiva pode ser entendida como um reflexo do aumento do risco inflacionário. Isso provavelmente contribuiu para a maior procura por títulos que protejam contra a inflação”, avalia Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices. Ele lembra que, por outro lado, foi ofertado em novembro o maior lote de NTN-Bs curtas (com vencimento em maio de 2023), em um total de cinco milhões de títulos, o que pode diminuir pressões sobre os preços dos títulos mais longos.
A carteira do IRF-M1+, que acompanha os títulos públicos prefixados acima de um ano em mercado, iniciou o mês acumulando perda de -0,16% (até 24/11), mas a recuperação dos últimos dias resultou em alta de 0,46% no período. No ano, o retorno acumulado é de 5,24%.
No mercado de títulos corporativos, representados pelo IDA (Índice de Debêntures ANBIMA), as carteiras vinculadas à inflação também retrataram rentabilidade positiva. O melhor desempenho ficou com o IDA-IPCA Infraestrutura (formado por debêntures incentivadas) que, em alguma medida, acompanha o movimento das NTN-Bs, exibindo variação de 1,90% em novembro e de 6,97% no ano. Por sua vez, o IDA-IPCA ex-Infraestrutura (índice que desconsidera as debêntures incentivadas) também mostrou entrega positiva: 1,20% no mês e 5,12% no ano.
+ Confira Boletim de Renda Fixa
CVM divulga agenda regulatória para 2021
Autarquia sinaliza que priorizará temas com audiências públicas em andamento, além de alterações discutidas conceitualmente com o mercado
A CVM informou nesta quinta, 10, sua agenda regulatória prevista para 2021, com temas de audiências públicas que serão iniciadas ou encerradas no ano e de novos estudos para apoio às discussões normativas. De acordo com a autarquia, entre as prioridades estão as conclusões das consultas em andamento ao longo de 2019 e 2020, incluindo, por exemplo, a reforma das regras para os fundos de investimento, a regulação das companhias securitizadoras e a criação do autorregulador único.
Serão trabalhadas ainda as alterações já discutidas conceitualmente com o mercado, como a revisão das regras dos agentes autônomos e a expansão das possibilidades de voto a distância. De acordo com o comunicado da autarquia, ficará para o início do próximo ano o lançamento da consulta pública para consolidação das regras de ofertas públicas.
Confira a agenda completa de temas:
Temas para novas audiências públicas em 2021:
- Revisão das regras de ofertas públicas (consolidação das Instruções 400, 471 e 476)
- Regulamentação da Medida Provisória do Doing Bussiness
- Reforma das regras para os agentes autônomos de investimento (ICVM 497)
- Expansão das possibilidades de voto a distância (ICVM 481)
- Aprimoramento das normas de BDRs, com ajustes para emissores que possuam ativos e receitas no exterior
- Atualização da norma de investidor não-residente
- Regulamentação do veto para uso de informações privilegiadas para fundos imobiliários (ICVM 472)
Audiências públicas em andamento que serão encerradas em 2021:
- Criação do autorregulador único (ICVM 461 – AP 09/12)
- Aprimoramento das ofertas de crowdfunding de investimento (ICVM 588 – AP 02/20)
- Regulamentação das companhias securitizadoras (AP 05/20)
- Aprimoramento das regras de vedação do uso de informações privilegiadas (ICVM 358 – AP 06/20)
- Alterações no regime societário dos auditores (ICVM 308 – AP 07/20)
- Reforma dos fundos de investimento e dos FIDCs, de acordo com a Lei de Liberdade Econômica (AP 08-20)
- Revisão do formulário de referência e inclusão dos aspectos ASG (ICVM 480 – AP 09/20)
Propostas de estudos normativos e de análises de impacto regulatório
- Regras de internalização de ordens (segunda etapa)
- Revisão do regime informacional dos fundos de investimento (ICVM 555 – continuidade)
- Regras e operacionalização de transferência de custódia de ativos pelas corretoras
- Padrões e disponibilização de informações voltadas à sustentabilidade (aspectos ASG)
- Mecanismos, regras e procedimentos para proteção de liquidez de OPAs.
Veja o comunicado completo no site da CVM
Dados de fundos estruturados passam a integrar o ANBIMA Feed
Plataforma disponibiliza pacote com informações cadastrais e periódicas de FIDCs, FIPs e FIIs e alcança abrangência completa do mercado doméstico de fundos
A partir de sexta-feira, 11, o ANBIMA Feed, serviço digital de distribuição dos dados que coletamos, validamos e geramos na nossa base de mercado de capitais, passa a contar com um novo pacote de informações sobre fundos estruturados. A plataforma disponibilizará dados cadastrais e periódicos de FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório), FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), incluindo características dos produtos e séries históricas de patrimônio líquido, cotas, captações e resgates.
O novo pacote é o sétimo oferecido pelo ANBIMA Feed, que já conta com dados de títulos públicos federais, debêntures, CRIs e CRAs, índices e fundos regidos pela ICVM 555. Com a entrada dos estruturados, a plataforma passa a ter abrangência completa do mercado doméstico de fundos de investimento. Para o primeiro trimestre de 2021, está prevista a inclusão dos fundos offshore. “O mercado está cada vez mais orientado a dados, o que faz aumentar a demanda por informações brutas que possam ser integradas às bases internas das instituições e consumidas da forma que elas preferirem”, afirma Rodrigo Guerrero, nosso gerente de Informações Técnicas.
Gratuito para os nossos associados, o ANBIMA Feed também pode ser assinado por pessoas físicas ou jurídicas que usam ou redistribuem os dados para acompanhamento do mercado. São oferecidas diferentes formas de contratação, de acordo com o tipo de uso e o pacote desejado. A consulta é realizada por meio de APIs (Interface de Programação de Aplicações, na sigla em inglês).
O ANBIMA Feed contém uma das maiores bases de dados sobre o mercado de capitais brasileiro e inclui informações completas, padronizadas e atualizadas, apuradas diretamente com as instituições financeiras. Para mais informações, acesse http://anbi.ma/feed e, para contratar o serviço, entre em contato pelo e-mail
Fonte: ANBIMA, em 10/12/2020