Pesquisa com associados aponta preferência por reuniões virtuais
Sem necessidade de deslocamento, encontros virtuais têm maior quórum e são mais produtivos
Pesquisa feita com membros dos nossos organismos – fóruns, comissões, grupos de trabalho, conselhos – e com representantes ANBIMA (profissional que é o nosso ponto de contato em cada instituição associada) mostrou que as reuniões online são o formato preferido de 62% dos associados. De acordo com os participantes, os encontros virtuais são mais produtivos e permitem um melhor aproveitamento de tempo. Outros 34% dos respondentes preferem reuniões mistas – com possibilidade de escolher entre a participação virtual e a presencial - e apenas 4% optam pelo formato presencial.
No total, 575 pessoas responderam o questionário, sendo 109 representantes ANBIMA e 466 membros de organismos.
Reuniões online
Nos encontros de organismos da ANBIMA realizados durante a pandemia, 70% dos entrevistados afirmaram ter participado de forma online, sendo que 87% aprovaram a modalidade. Este mesmo grupo declarou ter suas expectativas atendidas (97%), considerou as discussões mais produtivas (96%) e não teve problemas com a tecnologia (93%). Quando questionados sobre sugestões de melhorias, 79% afirmaram não ter apontamentos. Em contrapartida, 6% sugeriram a utilização de outras plataformas para a realização de reuniões e outros 6% acharam que os debates devem se ater apenas aos temas em pauta observando o tempo de fala de cada participante.
Neste período de isolamento social, identificamos também um aumento no quórum nas reuniões online. Para 98% dos respondentes, a dispensa do deslocamento da instituição até a ANBIMA é o principal motivo. Outros pontos destacados foram reuniões mais objetivas (65%), ganho de produtividade (54%) e menor tempo de duração (54%).
Reuniões mistas
Dentro do universo daqueles que preferem reuniões mistas, 77% valorizam a possibilidade de escolher se participam online ou presencialmente a cada reunião. Sobre a dinâmica deste tipo de reunião, mais da metade dos participantes (51%) acredita ser uma experiência positiva. No entanto, uma parcela dos entrevistados (15%) acredita que é necessário ter um moderador nestes casos e outra parte (6%) acredita que a participação daqueles que estão remotos será menor.
Reuniões com reguladores e autoridades
Durante o período de isolamento, temos realizado também reuniões virtuais com reguladores, autoridades e outras entidades do governo. Dentre as pessoas que responderam à pesquisa, 30% também participaram destes encontros e praticamente a totalidade delas (99%) tiveram suas expectativas atendidas e 98% classificaram as discussões como produtivas.
Mais de 80% dos associados trabalharam remotamente na pandemia
A pesquisa mostra que 83% dos entrevistados adotaram o home office em função da pandemia. Destes, 98% avaliaram a experiência como positiva. A pesquisa foi aplicada no final de junho, quando 14% dos respondentes já haviam retomado as atividades presenciais. Outros 32% tinham previsão para voltar gradualmente aos escritórios entre julho, agosto e setembro.
A retomada das atividades presenciais no escritório não significa apetite por outras atividades externas: 77% dos representantes ANBIMA indicaram que suas instituições restringem a participação dos funcionários em reuniões presenciais fora do escritório e 86% não permitem qualquer tipo de viagens de negócios.
Empresas brasileiras emitem R$ 34 bi no mercado de capitais em julho
Volume de captações é o segundo maior do ano, atrás apenas do mês de fevereiro
As emissões das empresas brasileiras no mercado de capitais totalizaram R$ 34 bilhões em julho. De acordo com o Boletim de Mercado de Capitais, o volume representa o segundo maior resultado de 2020, atrás apenas do mês de fevereiro, quando foram registrados R$ 47,3 bilhões. No acumulado do ano, o total de R$ 185,5 bilhões representa queda de 20,7% em relação ao mesmo período de 2019.
“Mesmo no início da pandemia, o mercado de capitais não parou de funcionar, ainda que tenha adotado um ritmo mais lento. Vemos agora uma retomada, principalmente das emissões de ações. Diversas empresas têm iniciado ou retomado seus processos de IPO (oferta inicial) na bolsa, buscando financiar seus projetos por meio deste instrumento”, afirma José Eduardo Laloni, nosso vice-presidente.
+ Confira a íntegra do Boletim de Mercado de Capitais
O destaque de julho ficou com a renda variável: sete ofertas foram realizadas no mês – o maior número desde o início do ano. O volume de R$ 13,9 bilhões, entretanto, ficou atrás de fevereiro, quando cinco operações totalizaram R$ 27,4 bilhões. No ano, as emissões somam R$ 50,8 bi, pouco acima do montante registrado entre janeiro e julho do ano passado (R$ 49,9 bilhões).
Na renda fixa, as emissões de debêntures totalizaram R$ 5,9 bilhões em julho, o que representa queda de 40,8% em relação a junho. Mesmo assim, o instrumento tem a maior participação no volume total de emissões no mercado de capitais este ano, de 29,5% (R$ 54,7 bi). Já as notas promissórias, cujas emissões bateram recorde mensal em abril (de R$ 13,1 bilhões), caíram para R$ 23 milhões em julho.
Os fundos imobiliários, híbridos entre renda fixa e variável, captaram R$ 4,5 bilhões em julho, acompanhando a performance positiva do segmento imobiliário neste ano, mesmo após o início da pandemia. No acumulado de 2020, as captações com estes instrumentos chegam a R$ 23,1 bilhões, o que representa aumento de 48,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No mercado externo, sete negócios foram realizados em julho, todos de renda fixa, no total US$ 3,7 bilhões (R$ 19,6 bilhões). O montante é 48,2% maior do que o verificado no mesmo período de 2019. No ano, até julho, foram 20 operações no exterior, entre renda fixa e variável, somando R$ 92,1 bilhões (US$ 19,6 bilhões).
Fundos apresentam melhor captação líquida de 2020 em julho
Ao todo, foram captados R$ 63,7 bilhões, volume 134% maior na comparação com julho de 2019
A indústria de fundos de investimento encerrou o mês de julho com captação líquida positiva de R$ 63,7 bilhões. O montante corresponde a diferença entre os R$ 761,9 bilhões aplicados e os R$ 698,2 bilhões resgatados pelos investidores. Em volume, essa é a maior entrada líquida de 2020 e contribui para o resultado positivo no acumulado no ano, que totaliza R$ 62,2 bilhões, segundo nosso Boletim de Fundos de Investimento. Na comparação com o mesmo período de 2019, o montante captado no mês de julho deste ano é 134,5% superior.
+ Confira o boletim na íntegra
“Desde junho, a indústria dava claros sinais de retomada. Os resultados de julho confirmam as perspectivas mais otimistas para o setor daqui para frente. A taxa de juros a 2% contribui ainda mais para a procura pelos fundos, dada a necessidade de diversificação e tomada maior de risco por parte dos investidores”, afirma Carlos André, nosso vice-presidente.
A classe renda fixa, que veio de sucessivas quedas durante a pandemia, apresentou a maior captação no mês, R$ 35,4 bilhões – com isso, reduziu as saídas líquidas da categoria de R$ 92 bilhões para R$ 57 bilhões no acumulado do ano. Na sequência, estão os fundos de ações com captação líquida positiva de R$ 5,2 bilhões em julho. É o melhor desempenho dos últimos quatro meses e a classe opera no azul desde janeiro de 2019. No ano, a entrada líquida é R$ 55,7 bilhões e o tipo ações livre (não têm compromisso de concentração em nenhuma estratégia específica) corresponde a 56% do total captado em 2020.
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Os multimercados tiveram entrada líquida de R$ 23,4 bilhões no mês e voltaram a ocupar liderança com a maior captação líquida positiva no ano, R$ 59 bilhões. Merecem destaque os tipos livre e investimentos no exterior (podem aplicar um limite acima de 40% do patrimônio em ativos no exterior) e juros e moedas (buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa com estratégias de risco de juros, índice de preço e moeda) com R$ 11,5 bilhões e R$ 8,2 bilhões no mês, respectivamente. Juntos, eles representam 84% de toda captação da classe no ano.
Rentabilidades
Os retornos em julho refletiram a melhora na expectativa dos investidores. Na classe renda fixa, o tipo duração alta soberano (investe 100% da carteira em títulos públicos) apresentou o melhor resultado com 3,29%. Nos multimercados, o destaque ficou com o tipo long and short direcional (faz operações de ativos e derivativos, montando posições compradas e vendidas), com 2,94%. Já na classe ações, o tipo com o maior patrimônio líquido, ações livre, teve rentabilidade de 9,02%.
Fonte: ANBIMA, em 10.08.2020