Papéis indexados à inflação tiveram o melhor desempenho de novembro, tanto na dívida pública quanto na corporativa
O IMA-Geral (Índice de Mercado ANBIMA), que reflete o comportamento dos títulos públicos em mercado, teve variação positiva de 1,8% em novembro. Esta foi a primeira valorização da carteira desde junho deste ano. Com isso, o rendimento acumulado de 2021 já se aproxima da estabilidade (0,09%).
Os títulos indexados à inflação, representados pelo subíndice IMA-B, apresentaram os maiores rendimentos de novembro (3,47%). O melhor desempenho mensal ficou com os papéis com vencimentos acima de cinco anos, refletidos pelo IMA-B5+, que atingiu 4,47%. Aqueles com prazos de até cinco anos, que compõem o IMA-B5, atingiram valorização de 2,5%. Já nos resultados acumulados do ano, a proporção é inversa: o IMA-B5 segue à frente, com 3,75%, contra desvalorização de 6,23% do IMA-B5+. “Os papéis de longo prazo são mais sensíveis às perspectivas econômicas projetadas para os próximos meses, por isso acabam ficando em uma posição de maior volatilidade”, explica Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices.
Os títulos prefixados, que têm sua carteira espelhada pelo IRF-M, tiveram valorização de 1,79% em novembro. O subíndice IRFM-1+, que reúne ativos com vencimentos acima de um ano, variou 2,19%, enquanto o IRFM-1, com papéis de prazos menores do que um ano, registrou 0,79%. Com comportamento semelhante aos papéis indexados à inflação, o rendimento acumulado no ano dos títulos de prazo mais curto (2,03%) supera os de prazo mais longo, que registram queda de 7,11%.
Os títulos indexados à taxa Selic diária seguem valorizados, refletindo a alta dos juros. Em novembro, o resultado do IMA-S (0,62%) superou o rendimento de outubro (0,58%). No ano, a carteira tem valorização de 3,86%.
Títulos privados
Os títulos da dívida corporativa também se destacaram em novembro. O IDA-IPCA, que acompanha as debêntures indexadas à inflação, apresentou 3,15% de retorno no mês. Os subíndices IDA-IPCA ex-Infraestrutura e Infraestrutura tiveram variações de 3,20% e 3,31%, nesta ordem. No ano, as rentabilidades foram de 6,91% (IDA-IPCA ex-Infraestrutura) e de 4,77% (IDA-IPCA Infraestrutura). Já o IDA-DI, que reflete uma carteira de debêntures indexadas ao DI diário, apresentou retorno de 0,65%, registrando 6,70% de variação em 2021.
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Acompanhe semanalmente tudo que acontece no mundo dos influenciadores de finanças
Novo relatório exclusivo para associados passa a ser publicado nesta sexta-feira, 10
A partir de agora ficou mais fácil de saber sobre que assuntos e produtos financeiros os influenciadores de investimentos estão falando nas redes sociais. Começaremos a divulgar, nesta sexta-feira, 10, um relatório semanal com a análise de tudo que acontece nesse universo. O material é exclusivo para associados e pode ser acessado em um grupo destinado ao tema no Workplace, um dos nossos canais dedicados a esse público.
Com publicação às sextas-feiras, o material traz uma análise geral das conversas sobre investimentos em quatro redes sociais: YouTube, Twitter, Instagram e Facebook. O material trata dos influenciadores que mais publicaram e que mais tiveram interações do público em seus conteúdos – o famoso engajamento –, com destaque para os temas e posts de sucesso no período.
O YouTube recebe uma atenção diferenciada – um dos capítulos trata da identificação dos territórios da rede. Eles são nada menos que as principais bolhas de assuntos que se formaram na plataforma naquele período, de acordo com o comportamento das audiências – por exemplo, se quem assistiu ao vídeo do tema/influencer A também viu do tema/influencer B. Por meio dela é possível identificar o poder de influência de um tema ou de um influenciador (ou até de um grupo deles). “É um olhar de fora que permite entender quando um conteúdo que parecia estar bombando nas redes, na verdade, ficou restrito a um nicho de seguidores que acompanham aquele publicador ou assunto com mais afinco”, explica Marcelo Billi, nosso superintendente de Comunicação, Marketing e Educação de Investidores.
Também são elencados os produtos de investimento e as ações que mais foram mencionados na semana. “A análise dos temas e produtos permite fazer ligações com os movimentos do mercado e os assuntos que ficam em destaque na imprensa”, comenta Billi.
Todas essas informações são apresentadas no detalhe, com gráficos e tabelas que analisam as performances de influenciadores e temas em cada rede social, por exemplo. Há, ainda, uma ficha para cada influencer, que traz informações de alcance em cada rede, termos mais citados, frequência de publicação, principais posts, relação com associados ANBIMA e produtos citados.
Como acessar
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Agora, se você já está na nossa rede exclusiva, basta procurar pelo grupo [ANB] De olho nos influenciadores. Qualquer dúvida, entre em contato com a nossa área de Relacionamento com Associado, pelo mesmo e-mail ou pelos telefones (11) 3471-5257, (11) 3471-5259 ou (11) 99762-3279 (WhatsApp).
Criptoativos, cibersegurança e fundos sustentáveis são destaques do Radar ANBIMA
A 32ª edição destaca também regras para listagem de SPACs no Reino Unido e os resultados da ação de supervisão da ESMA
As práticas e recomendações para a regulação de fundos sustentáveis ao redor do mundo, o alerta dos reguladores sobre a conduta das plataformas de criptoativos — pauta do nosso grupo consultivo de inovação desde 2018 — e a atenção dedicada à cibersegurança são os destaques da 32ª edição do Radar ANBIMA.
A publicação também aborda mudanças nas regras para listagem de SPACs no Reino Unido com foco na transparência e proteção ao investidor e os resultados da ação de supervisão da Autoridade Europeia de Valores Mobiliários e Mercados (ESMA, na sigla em inglês), iniciada em fevereiro de 2020, com objetivo de avaliar o progresso dos intermediários da União Europeia na aplicação dos requisitos de suitability.
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Ofertas no mercado de capitais ultrapassam R$ 500 bi neste ano
Debêntures se mantêm como o instrumento mais utilizado pelas companhias na emissão de dívida corporativa, somando volume de R$ 224,7 bi até novembro
As ofertas das companhias brasileiras no mercado de capitais atingiram R$ 514,9 bilhões até novembro, volume 67% acima do registrado no mesmo período de 2020. De acordo com dados do Boletim de Mercado de Capitais, ainda estão em análise e em andamento operações que podem somar R$ 13,8 bilhões ao resultado deste ano.
As debêntures têm se mantido como o instrumento mais utilizado pelas empresas na emissão de dívida corporativa. Em novembro, foram captados R$ 38,1 bilhões, o que representa 66% do montante total ofertado no mercado de capitais no período. No ano, o volume chega a R$ 224,7 bilhões (44% do total). “O bom desempenho das debêntures tem sido impulsionado pelo novo ciclo de alta dos juros”, afirma José Eduardo Laloni, nosso vice-presidente.
Entre os subscritores das debêntures, os fundos de investimento têm ganhado cada vez mais participação, diante da maior atratividade dos ativos de renda fixa ao longo do ano. Eles ficaram com 39,3% das ofertas realizadas entre janeiro e novembro, atrás apenas dos intermediários e demais participantes ligados à oferta, com 43,7%. Os recursos captados pelas empresas com as debêntures foram destinados principalmente ao capital de giro (31,8%) e ao refinanciamento de ativos (23,2%).
Os demais ativos de renda fixa também apresentam alta nas emissões em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) captaram R$ 18,5 bilhões até novembro, contra R$ 10 bilhões no mesmo período de 2020 (aumento de 84%). Em seguida, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório) tiveram alta de 80%, atingindo R$ 57 bilhões, contra R$ 32 bilhões no ano passado. Já os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) dobraram o volume captado, passando de R$ 13,1 bilhões para R$ 26,5 bilhões, resultado recorde da nossa série histórica, iniciada em 2011. “São números muito significativos, especialmente porque ocorrem em um período de muita volatilidade do mercado”, avalia Laloni.
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Renda variável: emissões de novembro se concentram nas operações de follow-on
Na renda variável, as emissões somaram R$ 3,2 bilhões em novembro. O volume ficou concentrado nas operações de follow-on (ofertas subsequentes de ações). No ano, as ações são responsáveis pela captação de R$ 128,4 bilhões, o que corresponde a 25% do total emitido no mercado de capitais.
No mercado externo, foi registrada no último mês apenas uma operação de US$ 1 bilhão, correspondente à emissão de bônus. No ano, o total é de US$ 25,4 bilhões, incluindo ofertas de renda fixa e variável.
+ Confira as estatísticas completas no Boletim de Mercado de Capitais
Fonte: Anbima, em 09.12.2021.