Reunião aberta apresenta casos práticos de uso do investimento social privado
Encontro online será no dia 26 de março, às 10h, e é fruto de parceria entre Anbima, B3, CNseg e Febraban
Realizaremos uma reunião aberta no dia 26 de março, às 10h, para falar sobre investimento social privado na prática: apresentaremos casos reais de uso dessa técnica no setor financeiro, além conceitos, benefícios e caminhos para a implementação. O encontro será on-line, por meio do Teams, basta se inscrever para participar.
O encontro será conduzido por Luiz Pires, nosso gerente de Sustentabilidade e Inovação; Fabiana Prianti, head da B3 Social; Pedro Werneck, gerente de Sustentabilidade da CNseg; e Cintia Cespedes, gerente de Sustentabilidade da Febraban. A moderação é de Paula Fabiani, CEO do Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social).

A participação é gratuita e voltada a profissionais de instituições financeiras e empresas abertas, principalmente das áreas de sustentabilidade, responsabilidade social, RH, entre outras.
Guia de ISP
A reunião também abordará os insumos do Guia de Investimento Social Privado, que ensina o passo a passo para empresas realizarem ISP como parte das estratégias de sustentabilidade, com foco em promover impacto positivo na sociedade. O documento foi divulgado recentemente pelas entidades e tem viés educativo. O público-alvo do guia são instituições financeiras, do mercado de capitais, seguradoras e empresas abertas. Saiba mais sobre essa e outras iniciativas no nosso hub de conteúdo sobre sustentabilidade.
Sobre ISP
O ISP é uma ferramenta para direcionar recursos privados para projetos com foco social que se conectam à área de atuação de cada empresa, ou seja, ao "core business" das companhias. A abordagem permite que a companhia gere impacto social positivo e cria valor em diversas frentes, como transparência, reputação e relação com stakeholders.
Renda fixa e ETFs garantem captação positiva da indústria de fundos em fevereiro
No período, as entradas líquidas somaram R$ 48,5 bilhões
Impulsionada pelo desempenho dos fundos de renda fixa e dos ETFs, a indústria de fundos registrou captação líquida positiva de R$ 48,5 bilhões em fevereiro. No acumulado do ano, as entradas líquidas somam R$ 134,3 bilhões.
+ Confira todos os resultados no Boletim de Fundos
Os fundos de renda fixa lideraram o resultado do mês, com captação líquida positiva de R$ 55,6 bilhões, ligeiramente abaixo dos R$ 58,5 bilhões registrados em janeiro. O destaque ficou para os fundos do tipo renda fixa duração baixa soberano – que investem 100% em títulos públicos federais –, responsáveis por entradas líquidas de R$ 18,1 bilhões.
Os ETFs também apresentaram desempenho positivo, com captação líquida de R$ 5,8 bilhões, valor que supera com folga os R$ 3,3 bilhões registrados em janeiro. Os ETFs de renda fixa responderam pela maior parte do resultado, com entradas líquidas de R$ 5 bilhões, enquanto os ETFs de renda variável registraram captação de R$ 753,9 milhões. Esses fundos vêm se destacando desde 2025, quando atingiram o recorde de R$ 23,1 bilhões em captação líquida – o maior valor desde o início da série histórica da Anbima, que começa em 2004.
“Em um cenário econômico, tanto doméstico quanto internacional, marcado por incertezas, a renda fixa deve continuar sendo o principal destino dos recursos dos investidores, pela previsibilidade que oferece”, observa Pedro Rudge, nosso diretor. “A escolha de parte dos investidores por acessar essa classe por meio de ETFs evidencia a evolução da indústria de fundos, com a oferta de produtos cada vez mais eficientes do ponto de vista tributário e de custos”, complementa.
Além da renda fixa e dos ETFs, a categoria de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) também encerrou fevereiro no azul, com captação líquida de R$ 1,1 bilhão, concentrada em um fundo do setor financeiro.
Na ponta negativa, os multimercados lideraram as perdas, com resgates líquidos de R$ 7,9 bilhões, seguidos pelos fundos de ações, que registraram saídas de R$ 4,7 bilhões. Os fundos de previdência também fecharam o mês no vermelho, com perdas líquidas de R$ 1 bilhão. Na sequência, vieram os FIPs (Fundo de Investimento em Participações), com resgates de R$ 221 milhões, e os fundos cambiais, que tiveram saídas de R$ 204,1 milhões.
Tanto na categoria de ações quanto na de multimercados, os fundos do tipo livre – que não seguem uma estratégia específica – concentraram os maiores resgates, de R$ 2,6 bilhões e R$ 8,7 bilhões, respectivamente.
Apesar das saídas em fevereiro, no acumulado do ano os multimercados ainda apresentam saldo positivo de R$ 11,6 bilhões. Já os fundos de ações acumulam captação líquida negativa de R$ 6,9 bilhões no período.
Rentabilidade
Na renda fixa, os fundos do tipo duração alta soberano lideraram os ganhos, com rentabilidade de 1,30% em fevereiro.
Já na categoria de multimercados, o pódio ficou com os fundos do tipo macro, que investem em diversas classes de ativos com base no cenário macroeconômico. No mês, eles registraram retorno de 1,39%.
Entre os fundos de ações, os do tipo FMP-FGTS, que concentram investimentos em empresas ligadas a programas de privatização, obtiveram o maior retorno, de 7,82%, seguidos dos fundos mono ações, com rentabilidade de 5,53%.
Fonte: Anbima, em 09.03.2026.