A publicação traz uma visão ampla dos reguladores internacionais sobre temas do momento nos mercados financeiro e de capitais
A nova proposta do FSB – Financial Stability Board para regulamentação dos criptoativos, com foco na estabilidade financeira, o avanço da edição de regras voltadas para a identificação de fundos ligados à sustentabilidade e a discussão dos reguladores internacionais sobre recomendações de gestão de liquidez em fundos abertos durante situações de stress do mercado são alguns dos destaques da 34ª edição do Radar ANBIMA.
O Radar ANBIMA é uma publicação quadrimestral que visa disseminar informações sobre regulação fora do país, buscando insights que proporcionem um debate atualizado de tudo que está acontecendo no mercado global. Para receber a próxima edição em primeira mão e gratuitamente em seu e-mail, basta acessar aqui e fazer seu cadastro.
Na edição de dezembro, o informativo revela ainda a preocupação dos reguladores de valores mobiliários dos Estados Unidos e União Europeia sobre o relacionamento entre gestores e provedores de preços e índices, que provocam questões de governança e conflitos de interesse.
A publicação também aborda como a evolução tecnológica e desenvolvimento de sistemas de comunicação dificultaram a distinção entre as plataformas de negociação e outros tipos de arranjos, como sistemas de comunicação que agregam preços e conectam instituições do buy e sell sides, gerando incerteza sobre o perímetro regulatório.
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Estatísticas sobre Fiagro estão disponíveis para o mercado
Dados sobre o produto são divulgados mensalmente em um dashboard informativo
Lançamos um conjunto de estatísticas para dar mais visibilidade às negociações com Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais). Por meio de dashboards interativos, será possível consultar dados sobre o produto, que apesar de ainda ser uma novidade já conta com patrimônio líquido de R$ 7,9 bilhões e volume de emissões superior a R$ 6 bilhões apenas neste ano. “Desde que surgiu, em 2021, os Fiagros têm se mostrado uma alternativa interessante para empresas e investidores. Por isso, em linha com nosso compromisso de prover informações ao mercado, estamos trazendo as novas estatísticas para dar mais transparência e auxiliar na tomada de decisões”, afirma Sergio Cutolo, nosso vice-presidente.
As estatísticas referentes à indústria de Fiagros estão disponíveis no nosso portal, com atualização sempre no 9º dia útil de cada mês. Elas estão separadas em duas áreas: em fundos de investimento (clique aqui), consulte dados sobre patrimônio líquido, captação, lista de produtos, entre outros. Já para saber sobre as emissões, o acesso é pela área de mercado de capitais (clique aqui). Além disso, é possível se inscrever para receber mensalmente as informações por e-mail: basta fazer a assinatura no formulário.
Saiba mais sobre as informações disponibilizadas em cada dashboard:
- Captação líquida mensal, trimestral e anual
- Volume mensal, trimestral e anual do patrimônio líquido, número de fundos e de contas
- Lista de fundos
- Relação do patrimônio líquido dos Fiagros sobre os fundos estruturados
- Volume mensal, trimestral e anual das emissões e do número de fundos
- Subscritores por tipo de Fiagro
- Crescimento acumulado do volume das ofertas e do número de fundos
Sobre o Fiagro
O instrumento, criado em agosto de 2021, é dividido em três categorias: os Fiagro-FII, que investem em imóveis do agronegócio; os Fiagro-FIDC, que reúnem direitos creditórios da agroindústria; e os Fiagro-FIP, com investimentos em empresas do setor.
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Brasil tem oportunidade de liderar mercado de carbono mundial
Assunto esteve em pauta durante painel do BNDES Day, com participação de Carlos Takahashi, nosso vice-presidente
O Brasil tem potencial para aproveitar e liderar o mercado verde, atendendo à demanda de países do hemisfério do Norte por créditos de carbono. Essa foi uma das conclusões dos participantes do painel Mercado de carbono brasileiro: desafios e oportunidades, no BNDES Day, evento que acontece entre quarta (7) e quinta-feira (8), no Rio de Janeiro.
“Sem sombra de dúvidas, temos uma oportunidade impressionante aqui no país quando olhamos a nossa matriz energética, o nosso ambiente como um todo”, afirma Cacá Takahashi, nosso vice-presidente que esteve no debate. “O tema ESG tem ganhado uma perspectiva enorme no Brasil nos últimos anos e essa relevância vem do lado regulatório, do lado da oportunidade e também do propósito. Tudo isso junto traz uma nova perspectiva”, complementa.

Painel contou com a participação de Henrique Ceotto (McKinsey), Lourenço Tigre (BNDES), Bruno Laskowsky (BNDES), Luciano Correa (Carbonext) e Cacá Takahashi (ANBIMA)
Para aproveitar essa oportunidade, é preciso desenvolver e aprimorar o mercado. “O Brasil tem potencial de liderar a economia verde. Ou a gente se estrutura para fazer, ou a gente perde o bonde”, afirma Henrique Ceotto, sócio da McKinsey.
Uma das peças-chave é criar padronizações e benchmarks que deem escala às negociações. “’Quando o Brasil vende soja ou petróleo, quem compra não está preocupado se é da saca A, B ou C, ou do poço A, B ou C, pois existem benchmarks para os critérios de avaliação desses produtos que permitem precificá-los e fornecem escala ao negócio”, explica Lourenço Tigre, diretor de Finanças do BNDES. É isso que precisa ser feito com o mercado de carbono. “O papel do BNDES é fundamental para criar padrões de carbono no Brasil, de forma que um crédito emitido no Acre e outro em São Paulo possam ser comparados de forma simples”, avalia.
O impacto positivo dos créditos de carbono alcança a sociedade de forma ampla. Por exemplo, um crédito emitido a partir de sequestro de carbono da atmosfera por meio de reflorestamento não envolve está restrito ao ato de reflorestar. É preciso substituir a atividade econômica da região e implementar uma agricultura sustentável, para evitar que o desmatamento que era feito ali migre para outro lugar. Isso cria desenvolvimento na ponta, com impactos no PIB e na geração de empregos. “Quando falamos de créditos de carbono, estamos falando de co-benefícios e da geração de uma série de externalidades extremamente positivas”, explica Bruno Laskowsky, diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES.
Impulsionando o mercado
Para ajudar no desenvolvimento desse mercado, foi criada a Iniciativa Brasileira para o Mercado Voluntário de Carbono, a partir da união de empresas de diversos setores da economia e com coordenação da McKinsey. Após identificar dores do setor, o grupo desenvolveu seis mecanismos para destravar e facilitar a interface da compra de carbono – por exemplo, reduzindo o tempo para certificação do ativo, uma das etapas necessárias para que ele seja negociado.
Até 17 de janeiro de 2023, é possível enviar sugestões e comentários aos mecanismos criados pela Iniciativa, que estão em consulta pública.
Papel de cada um
Não são apenas as empresas e organizações que podem atuar na compra e venda de créditos de carbono – as pessoas também podem ter maior conhecimento sobre o próprio impacto ambiental. “Cobramos muito como sociedade que é preciso chegar ao net zero (carbono zero). Mas a ação do indivíduo também faz a diferença”, aponta Lourenço, que provoca o público a medir as pegadas de carbono (cálculo da emissão de gases do efeito estufa ligados a atividades humanas) individuais e familiares, para avaliar se é possível compensar essa emissão de alguma forma, seja evitando-a ou removendo-a da atmosfera (processo chamado de offset). “Vale o exercício, pois o offset é o primeiro passo na direção de ajudar o mundo no tema climático”, finaliza Lourenço.
Fonte: Anbima, em 08.12.2022.