Já está a todo vapor o andamento do ANBIMA em Ação, conjunto de atividades que elegemos como prioritárias para o biênio 2025/2026. Ao todo, foram listadas 30 iniciativas a partir de uma ampla consulta aos nossos associados, novos players, reguladores e lideranças da ANBIMA que resultou em uma agenda apoiada em três pilares: representatividade, inteligência de dados e redução do custo de observância.
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Com foco na ampliação da nossa representatividade incluímos as consultorias independentes no nosso quadro de associados. A consultoria tem ganhado relevância na oferta e na democratização de produtos de investimento graças às mudanças pelas quais tem passado a indústria de investimentos nos últimos anos.
"Ter consultores em nossas mesas é uma situação em que todos ganham. A presença deles traz à Associação uma diversidade maior e uma visão mais abrangente do mercado, enquanto os consultores se beneficiam da nossa forte representação junto aos reguladores e outros players do mercado", avalia Zeca Doherty, nosso diretor-executivo.
Em outra frente, saímos em defesa do aumento da clareza na regulação de ativos virtuais. No final de fevereiro, respondemos às consultas públicas do Banco Central sobre a regulamentação de ativos virtuais. "Nossas sugestões buscaram alinhar os textos com as práticas dos tipos de prestadores de serviço existentes, adequando a este novo modelo de negócio", conta Zeca Doherty.
Foi celebrado também um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Previdência Social, com objetivo de fomentar o intercâmbio de conhecimento, capacitar profissionais dos RPPSs (Regimes Próprios de Previdência Social) e disseminar boas práticas.
"Essa colaboração representa um avanço significativo no fortalecimento do mercado de capitais e de previdência no Brasil, gerando impactos positivos que beneficiam tanto os profissionais do setor quanto a sociedade em geral", afirma nosso diretor-executivo.
E com foco na ampliação da nossa representatividade ao redor do mundo, marcamos presença na Conferência Global de Gestão de Ativos, promovida pela ALFI (Associação da Indústria de Fundos de Luxemburgo). O evento – realizado nos dias 25 e 26 de março e que contou com a presença de Gilles Roth, ministro das Finanças de Luxemburgo – discutiu temas como dívida privada, fundos tokenizados, investimentos alternativos e inteligência artificial, bem como o panorama econômico para 2025.
A conferência reforçou o papel do Brasil como um mercado em transformação, com potencial para atrair mais capital estrangeiro e promover parcerias com gestores internacionais.
Inteligência de dados
Para gerar valor para nossos associados, minimizar riscos e evitar desperdício de tempo e recursos, criamos um centro de excelência de dados e IA para mapear os principais desafios dos nossos stakeholders no mercado de capitais e nortear a elaboração e implementação de soluções de inteligência artificial.
Considerando as iniciativas definidas no ANBIMA em Ação, as prioridades da Associação para este e o próximo ano, e a nossa estratégia de transformação de processos para aumentar a eficiência operacional, uma equipe multidisciplinar escolheu os cases âncoras que serão desenvolvidos ao longo de 2025.
“Estamos caminhando de forma consistente e planejada, baseada numa arquitetura sustentável que vai impactar os negócios dos nossos associados e os processos da ANBIMA, otimizando fluxos de trabalho e reduzindo custos”, afirma Zeca Doherty, nosso diretor-executivo. “A IA juntamente com a IA generativa podem simplificar processos, elevando a produtividade das equipes, reduzir erros e melhorar o processo de tomada de decisões, possibilitando a inovação em produtos e serviços”, completa ele.
O primeiro projeto é a ferramenta apelidada de Oráculo, um chatbot baseado em inteligência artificial generativa e especializado na autorregulação de fundos de investimento da ANBIMA.
Do lado da distribuição, atualizamos o nosso documento de perguntas e respostas para as principais dúvidas sobre as regras de transparência na remuneração de distribuidores. O objetivo foi adequar o material a esclarecimentos divulgados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) após questionamentos do mercado em relação à Resolução 175, marco regulatório de fundos, e às divulgações aplicáveis a ofertas públicas.
Já no front da inovação, a Rede ANBIMA marcou presença em Austin, Texas, para acompanhar o SXSW 2025, um dos eventos mais aguardados do ano no campo da inovação e tecnologia. Entre os dias 7 e 15 de março, tivemos uma cobertura exclusiva do festival para discutir tendências e insights para os mercados financeiro e de capitais.
Disponibilizamos vídeos para nossas redes sociais e nosso canal no YouTube, explorando os principais aprendizados sobre temas como o avanço da inteligência artificial, a ascensão da computação quântica e as novas possibilidades proporcionadas pela blockchain e pela tokenização de ativos.
Certificação
No fim de março, demos início à aplicação das provas-piloto das novas certificações de distribuição CPA, C-Pro R e C-Pro I. O projeto faz parte das mudanças nas certificações (CPA-10, CPA-20 e CEA) e tem como objetivo validar os novos formatos de questões de prova e dinâmica dos exames, antes da implementação oficial, prevista para 2026.
O teste permite avaliar a qualidade das questões, o tempo de prova, a jornada e a experiência dos participantes, garantindo um processo seguro, transparente e alinhado às melhores práticas do mercado. Além disso, os resultados ajudarão a ANBIMA a identificar possíveis ajustes para aprimorar ainda mais os exames.
Foram anunciados também preços menores para as inscrições nas novas certificações, visando democratizar o acesso aos exames sem onerar profissionais e instituições. As mudanças valem tanto para o público que migrará automaticamente e de forma gratuita do modelo vigente para o novo e precisará, em algum momento, renovar suas certificações, como para quem pretende realizar exames com a finalidade de conquistar as novas certificações a partir do ano que vem.
A partir do próximo ano, a atualização obrigatória dessas certificações passa a ser anual. O foco será no desenvolvimento profissional, a partir de estudos pelo ANBIMA Edu, a plataforma de qualificação gratuita da Associação.
Ainda no campo da educação, o destaque fica por conta do Programa de Voluntariado da ANBIMA. Instituições associadas puderam cadastrar suas equipes para participarem de ações durante a Global Money Week, em março, e da Semana Enef, em maio. Lançado em 2024, o projeto tem o objetivo de promover educação financeira, de forma lúdica e gratuita, a jovens de 15 a 21 anos vinculados a organizações sociais de todo o país.
+ Assista como foi o andamento do ANBIMA em Ação em 2024
Confira termos de compromisso firmados com instituições que seguem códigos ANBIMA
O objetivo é sanar indícios de irregularidade relacionados ao Código de Ofertas Públicas e ao Código de Administração e Gestão de Recursos de Terceiros
Firmamos Termos de Compromisso (TCs) com três instituições que seguem voluntariamente os nossos códigos de autorregulação. As medidas visam corrigir indícios de irregularidades na aplicação do Código de Ofertas Públicas e do Código de Administração e Gestão de Recursos de Terceiros (AGRT).
+ Confira as instituições que seguem voluntariamente nossos códigos
A Terra Investimentos e a Trustee DTVM apresentaram indícios de descumprimento do Código de Ofertas Públicas na atividade de estruturação de ofertas de valores mobiliários. Ambas assumiram o compromisso de revisar controles e políticas internas e treinar as equipes envolvidas na estruturação das ofertas. As instituições também farão contribuições financeiras, sendo R$ 660 mil no caso da Terra e R$ 350 mil no da Trustee. Os valores serão destinados a eventos e ações educacionais promovidos pela ANBIMA. Confira as ementas:
Já a Monetar firmou compromisso relacionado ao cumprimento do Código AGRT. As falhas identificadas estavam relacionadas à provisão para perdas em direitos creditórios (PDD) em FIDCs, incluindo a ausência de justificativas para o não provisionamento, uso de réguas de atraso sem embasamento técnico e adoção de metodologias inadequadas.
Neste caso, a instituição terá 240 dias para adotar as medidas previstas no termo, como a capacitação de, no mínimo, 90% dos profissionais das áreas de risco, administração fiduciária, compliance e controles internos sobre o tema de PDD, além da reavaliação das metodologias adotadas, em conjunto com auditor independente. A instituição também fará uma contribuição de R$ 300 mil, destinada a eventos e ações educacionais promovidos pela Associação. Confira o documento:
Selic realiza leilões simulados de operações compromissadas no Piloto Drex
Testes com ofertas de títulos públicos tokenizados aos participantes do piloto da moeda digital brasileira aconteceram em fevereiro e março
Como parte do projeto do Selic Digital, a fase de testes do Piloto Drex que envolve títulos públicos federais tokenizados (TPFt), foram realizados em fevereiro e março quatro leilões simulados de operações compromissadas com LTN e LFT. Participaram dos leilões os integrantes do Piloto Drex, que reúne instituições financeiras para testar diferentes temas relacionados à moeda digital brasileira. O objetivo dessa etapa é simular casos de uso que apoiem ensaios de política monetária utilizando a moeda digital.
As simulações, que ocorreram entre 5 de fevereiro e 26 de março, foram realizadas no Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), que é operacionalizado pelo Demab (Departamento de Operações do Mercado Aberto) do Banco Central com apoio da ANBIMA. Durante os testes, as instituições participantes do piloto fizeram propostas fictícias que foram registradas em uma rede DLT (Distributed Ledger Technology, sigla em inglês que denomina as tecnologias de registro distribuído). “Por ser o depositário central dos títulos públicos federais, o Selic participa das simulações do Piloto Drex oferecendo um ativo tokenizado que pode ser utilizado para testar casos práticos de utilização da moeda digital brasileira”, explica Francisco Vidinha, superintendente do Selic na ANBIMA.
Os testes com leilões de operações compromissadas fazem parte da Fase 2 do Piloto Drex. Na Fase 1, foram realizadas outras simulações com TPFt, como operações de compra e venda definitiva, resgate e outras.
Saiba mais: Selic registra os primeiros títulos públicos tokenizados do Brasil
Entenda o Piloto Drex
O Piloto Drex, promovido pelo Banco Central do Brasil, é a fase de testes das operações com a moeda digital brasileira. O piloto envolve uma série de simulações, incluindo negociações simuladas com títulos públicos federais. O objetivo principal é verificar questões de programabilidade e privacidade envolvendo o ambiente descentralizado da rede DLT. Participam do Piloto Drex 16 grupos, que reúnem instituições financeiras e empresas de tecnologia, para simular as operações.
Saiba mais sobre o Selic
O Selic é o sistema responsável pelo registro e liquidação de negócios com títulos públicos federais do Tesouro Nacional. É administrado pelo Demab (Departamento de Operações do Mercado Aberto) do Banco Central, com apoio da ANBIMA, há 45 anos. Conheça nossa página especial sobre o Selic
Fonte: Anbima, em 08.04.2025.