RTM lança ferramentas para auxiliar mercado durante o trabalho em regime de contingência
Ferramentas auxiliam em tarefas do dia a dia das instituições, como na gravação de ligações de ordens de compra e venda
Em função da necessidade de adaptar as rotinas de trabalho do mercado ao momento de contingência imposto pela pandemia, a RTM (Rede de Telecomunicações para o Mercado), lançou ferramentas para auxiliar as instituições no trabalho remoto. As soluções incluem parceria com operadoras de telefonia para gravação direta na linha do celular, assim como linhas privadas que podem ser utilizadas em chamadas externas individuais ou em grupo.
Também há sistemas de comunicação colaborativa, com bate-papo, vídeo, áudio e compartilhamento de arquivos. As ferramentas estão disponíveis para uso imediato.
+ Saiba mais sobre essas ferramentas
MP do Agro permite emissão de CRA com distribuição no exterior
Foi sancionada, no último dia 7, a MP do Agro. Convertida na Lei 13.986, a medida tem objetivo de injetar dinheiro no setor e atrair investimentos estrangeiros. Entre as novidades, a lei permite a emissão de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CPRs (Cédulas de Produto Rural) com cláusula de correção por variação cambial e possibilita que os ativos sejam distribuídos no exterior. Lá fora, os papéis poderão ser registrados em entidade autorizada pelo seu país de origem.
Entre as demais medidas está a permissão de garantia de imóveis rurais (fazendas, terrenos etc) para liberação de empréstimos a bancos e fundos estrangeiros, a possibilidade de fracionar a propriedade rural para concedê-la como garantia em mais de um empréstimo - a divisão deve ter como garantia CPRs ou CIRs (Cédulas Imobiliárias Rurais) - e a permissão dos bancos privados operarem recursos do Tesouro Nacional para equalização de juros a partir da próxima safra.
Também foi criado o FGS (Fundo Garantidor Solidário), que substitui o Fundo de Aval Fraterno. Ele reunirá capital de produtores, bancos e credores com objetivo de assegurar uma eventual renegociação de dívida ou novas tomadas de crédito.
A lei entrou em vigor no dia da publicação, 7 de abril.
Iosco muda plano de trabalho para 2020 por conta dos impactos da Covid-19
Prioridades incluem assuntos relacionados à volatilidade e restrição de liquidez
A Iosco (Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários) anunciou nesta quarta-feira, dia 8, mudança no seu plano de trabalho, priorizando algumas ações no lugar de outras por conta dos impactos da Covid-19. A partir de agora, o foco serão assuntos relacionados ao financiamento via mercado de capitais, que são mais expostos ao aumento de volatilidade e à restrição na liquidez. Isso inclui uma avaliação sobre fundos de investimento e garantias para derivativos de balcão (margem bilateral). Recentemente, a Iosco e o Comitê de Basileia, entidade que busca fortalecer a solidez dos sistemas financeiros no mundo todo, adiaram por mais um ano adoção dos requerimentos de margem bilateral, que ficou para 2022. A organização ainda analisará se deve tratar outras questões que não constam em seu plano atual, como proteção ao investidor, integridade dos mercados e riscos de conduta.
Segundo a Iosco, diante das restrições operacionais das instituições financeiras e das mudanças constantes no mercado devido os efeitos da pandemia, é necessário direcionar recursos para combater a crise.
Os trabalhos sobre uso de inteligência artificial e machine learning por intermediários e gestores de recursos; o impacto do crescimento das estratégias de gestão passiva e potenciais questões de conduta na provisão de índices; questões sobre market data; e o monitoramento da implementação dos princípios internacionais foram adiados ou pausados por enquanto.
A Iosco também adiou sua conferência anual, que seria realizada em Dubai, em junho, quando seriam discutidas as principais entregas do plano com os participantes dos comitês e a diretoria.
Como era o plano de trabalho para 2020
No início do ano, a organização internacional havia definido seis prioridades, cinco das quais foram repactuadas de planejamento 2019. Eram elas: criptoativos; inteligência artificial e machine learning; investimento passivo e provisão de índices; distribuição no varejo e digitalização; fragmentação de mercados; e dívida corporativa e empréstimos alavancados.