ANBIMA em Ação: confira o andamento das iniciativas estratégicas no 4º trimestre de 2025
Chegamos a dezembro com quase 90% das ações previstas no plano para o biênio em andamento ou concluídas
Encerramos o ano de 2025 com o ANBIMA em Ação 2025-2026 em ritmo acelerado: ao fim de dezembro, quase 90% das iniciativas estabelecidas como prioritárias para o biênio já estavam concluídas ou em andamento.
O plano foi construído a partir de ampla consulta a associados, reguladores, novos players e lideranças, e está estruturado em três pilares – representatividade, inteligência de dados e redução do custo de observância – complementados por uma agenda estratégica com temas como sustentabilidade, finanças digitais, inteligência artificial e educação.
+ Consulte aqui nosso plano de prioridades para o biênio 2025/26
+ Acesse o vídeo com o resumo das ações de 2025
Representatividade nacional e internacional
O ano de 2025 marcou a ampliação da voz da associação em fóruns globais e nacionais. Patrocinamos o PRI In Person, principal encontro internacional sobre investimentos responsáveis, realizado em São Paulo em novembro. Levamos para o evento um estande para apresentar os mercados brasileiros aos participantes e tivemos participações de nossos porta-vozes na conferência.
Ainda durante o PRI In Person, recebemos no nosso estande a CAFCI (Câmara Argentina de Fundos de Investimento), como parte de um acordo de cooperação técnica para o fortalecimento da indústria de fundos no Brasil e na Argentina com foco em autorregulação e sustentabilidade.
Nossa voz também se fez presente durante a COP 30, em Belém, onde atuamos para fortalecer o diálogo entre instituições nacionais e stakeholders como governos, entidades internacionais, bancos multilaterais e projetos sustentáveis. Nossas iniciativas na COP 30 incluíram a realização de eventos em parceria com a CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras) e a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos); participação em debates no Pavilhão Brasil, dentro das Zonas Verde e Azul (programação oficial da COP); e no Investment COP, evento organizado pela World Climate Foundation com nosso patrocínio.
Outra ação global nessa área foi a assinatura de uma parceria com a World Climate Foundation, entidade dinamarquesa que atua conectando governos, empresas, investidores e sociedade civil pelo mundo em prol da transição para uma economia mais sustentável. Nosso intuito é posicionar o mercado de capitais brasileiro como estratégico para o financiamento da transição energética e intensificar as conexões com os investidores internacionais, reforçando nossa representatividade.
As finanças sustentáveis são caminho obrigatório para o crescimento resiliente do nosso mercado. Essa é uma agenda global e colaborativa, por isso devemos aproximar cada vez mais entidades e empresas locais dos investidores internacionais, e a World Climate Foundation, por sua natureza, é um agente estratégico para isso", afirma Zeca Doherty, nosso diretor-executivo.
Em paralelo à representatividade internacional voltada à sustentabilidade, estivemos em Washington acompanhando os debates sobre os desafios globais no encontro anual do FMI e do Banco Mundial. O evento reuniu líderes globais, especialistas e representantes do setor privado para debates sobre os desafios e oportunidades que moldam o futuro da economia, das finanças, do trabalho e da saúde.
Participamos também da conferência anual da Fiafin (Federação Iberoamericana das Associações de Fundos de Investimento), com o objetivo de promover o Brasil como uma importante porta de entrada de investimentos globais na América Latina.
Em outubro, realizamos a segunda edição do ANBIMA Global Insights, com uma programação que reforçou o papel do Brasil como protagonista regional na rota dos investimentos globais e as oportunidades para os profissionais de distribuição nesse cenário de mão dupla. Cerca de 650 executivas e executivos acompanharam os debates.
A agenda de representatividade internacional dentro do ANBIMA em Ação 2025-2026 também se alinhou à agenda do mercado de capitais no agronegócio. Promovemos, em conjunto com outras entidades – IBDA (Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio), CVM, IPA (Instituto Pensar Agropecuária) e B3 – o evento “O agro e o mercado de capitais”. Um dos painéis discutiu como a ampliação dos investimentos estrangeiros no setor pode ser um relevante reforço na captação via mercado de capitais para as atividades do agronegócio. O evento também discutiu os caminhos para aproximar ainda mais o agronegócio e o mercado de capitais no Brasil.
Ainda no campo da representatividade, assinamos um acordo de cooperação com o Cenp (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário) para criar uma agenda compartilhada de fortalecimento do modelo de autorregulação no Brasil.
E não deixamos de lado a defesa da nossa indústria no Brasil. Além de mantermos a atuação em Brasília nas pautas de interesse dos mercados, defendemos publicamente a necessidade de o país ter um regulador técnico e independente. Nossa carta em defesa do Banco Central foi citada em matérias de 32 veículos de imprensa e até mostrada no Jornal Nacional.
Dados, inovação e tecnologia
Na frente de dados, lançamos no ANBIMA Data um dashboard de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que reúne em um só lugar todas as nossas informações sobre o produto. O dashboard foi desenhado para oferecer aos profissionais e instituições um acesso mais ágil, dinâmico e organizado aos dados de FIDCs.
Entre as iniciativas de inovação, lançamos um projeto-piloto de rede DLT (tecnologia de registros distribuídos) que busca impulsionar o mercado de ativos tokenizados. Pioneira no mercado de capitais brasileiro, a iniciativa visa testar, de forma prática e supervisionada, o uso de tecnologia blockchain na emissão e negociação de ativos financeiros, avaliando seus benefícios, riscos e implicações regulatórias.
Também disponibilizamos ao mercado um novo guia de boas práticas sobre IA, documento que consolida a nossa atuação no letramento digital e no apoio às instituições financeiras em suas jornadas de transformação digital e a 4ª edição do nosso Guia de Cibersegurança, documento com as principais recomendações para fortalecimento da segurança digital no mercado de capitais.
Mais facilidade, menos custos de observância
No pilar do ANBIMA em Ação 2025-2026 referente à redução de custos de observância, lançamos no quarto trimestre a versão 2.0 do SSM (Sistema de Supervisão de Mercados). Nosso principal canal de contato com as instituições que seguem nossos códigos de autorregulação completou dez anos em 2025 com uma ampla modernização. A transformação está sendo feita em fases, o que assegura uma melhor experiência para os usuários.
Educação e certificação
Estivemos em Belém com nosso programa de voluntariado, como parte da Semana Mundial do Investidor 2025 (World Investor Week – WIW). Em uma ação realizada também em São Paulo, levamos atividades para jovens e comunidades em situação de vulnerabilidade social. Nosso foco é apresentar temas como planejamento financeiro, tomada de decisão consciente e cidadania por meio do jogo de tabuleiro “Finanças em Jogo”.
E seguimos com o processo de transição das certificações de distribuição. No quarto trimestre, detalhamos as atualizações dos acordos de equivalência que mantemos com outras instituições de mercados.
Renda fixa, FIPs e FIDCs puxam a captação e indústria de fundos encerra 2025 no azul
No ano, as entradas líquidas somam R$ 88,4 bilhões
A indústria de fundos de investimento encerrou 2025 com captação líquida positiva acumulada de R$ 88,4 bilhões, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O montante ficou abaixo do registrado em 2024, quando as entradas somaram R$ 123,6 bilhões. No período, o patrimônio líquido da indústria alcançou R$ 10,7 trilhões, representando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.
Os fundos de renda fixa lideraram a captação, com entradas líquidas acumuladas de R$ 84,3 bilhões. Dentro dessa categoria, os fundos do tipo duração livre crédito livre – que podem alocar mais de 20% da carteira em títulos de médio e alto risco de crédito, tanto no mercado doméstico quanto no externo – se destacaram, com captação líquida positiva de R$ 148,4 bilhões.
+ Confira dos dados completos no Boletim de Fundos
“Mais uma vez, os fundos de renda fixa foram a locomotiva da indústria, com os investidores buscando retornos adicionais ao CDI nos fundos de crédito privado. Esse cenário tende a se manter em 2026, considerando o nível ainda elevado dos juros e uma postura mais prudente dos investidores em um ano eleitoral”, afirma Pedro Rudge, nosso diretor.
Na sequência, os maiores volumes de entradas líquidas foram registrados pelos FIPs (Fundos de Investimento em Participações), com R$ 60,1 bilhões, e pelos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com R$ 57,6 bilhões. Os ETFs aparecem logo depois, com captação líquida de R$ 22,9 bilhões – a maior desde o início da série histórica da Anbima, em 2002.
Também nossa diretora, Julya Wellisch destaca a relevância dos fundos estruturados para o desempenho do setor. “Depois dos fundos de renda fixa, FIPs e FIDCs apresentaram os melhores resultados, o que reforça o papel desses produtos como importantes financiadores da economia real e como destino de uma parcela crescente dos recursos dos investidores”, afirma. Em 2025, o número de contas de investidores em FIDCs passou de 172,2 mil em janeiro para 331,4 mil em dezembro, uma alta de 92,5%. Já entre os FIPs o crescimento foi de 23,4%.
Na ponta negativa, os fundos multimercados apresentaram o maior volume de resgates líquidos da indústria em 2025, com saídas acumuladas de R$ 58,9 bilhões. Ainda assim, o valor é significativamente inferior ao observado em 2024, quando os resgates somaram R$ 349,1 bilhões, sinalizando uma desaceleração das retiradas nessa categoria.
Os fundos de ações, por sua vez, registraram saídas líquidas de R$ 54,5 bilhões, ante R$ 16,3 bilhões no ano anterior. Depois dos fundos de ações fechados, os do tipo ações livre, que não precisam seguir uma estratégia específica, foram o que mais contribuíram negativamente para a captação da categoria.
Melhores rentabilidades de 2025
Na renda fixa, os fundos do tipo duração média grau de investimento, que aplicam ao menos 80% da carteira em títulos públicos federais, lideraram o ranking de rentabilidade, com retorno de 14,5%, superando o CDI acumulado no ano, de 14,3%.
Entre os multimercados, os destaques foram os fundos do tipo long & short, tanto neutro quanto direcional, que operam posições compradas e vendidas e conseguem gerar ganhos em cenários de alta ou queda do mercado. Os retornos foram de 22,0% e 21,5%, respectivamente, acima do IHFA (Índice de Hedge Funds ANBIMA), que subiu 15,3%. Na sequência, aparecem os multimercados de capital protegido, que buscam proteger, parcial ou totalmente, o principal investido, com valorização de 19,1%.
Na categoria de ações, os fundos setoriais apresentaram a melhor rentabilidade, com retorno de 69,3%. Também se destacaram os fundos do tipo ações índice ativo, que buscam superar o índice de referência do mercado acionário, com rentabilidade de 35,7%.
Fonte: Anbima, em 08.01.2026.