Registro retroativo de operações com títulos públicos tem prazo para ser extinto
Haverá período de adaptação de um ano e meio para o mercado. Operações compromissadas retroativas serão aceitas até o final do primeiro semestre de 2021
O Banco Central publicou na quarta-feira, 4, a Circular 3.971, que determina que o Selic não aceitará mais o registro retroativo de operações definitivas (compra e venda) com títulos públicos, a partir de 02 de janeiro de 2020.
As operações compromissadas retroativas, por sua vez, contarão com um prazo maior de adaptação ao mercado e deixarão de ser acatadas a partir de 1º de julho de 2021.
Divulgada também pelo Banco Central nesta quinta-feira, dia 5, a Carta Circular 3.988 indica que durante todo o ano de 2020, o lançamento de operações compromissadas com registro em data posterior será aceito até as 18h30. Já no primeiro semestre de 2021, o horário limite será menor: até as 12h.
Ainda de acordo com a Carta Circular 3.988, a partir de 02 de janeiro de 2020, com relação às promessas de compra ou de venda; operações a termo; e operações à vista, de compra e venda, definitiva ou compromissada, contratadas por um participante com um cliente e que não incorram em liquidação financeira no STR (Sistema de Transferência e Reservas), o prazo de registro foi ampliado e poderá ser feito até as 20h30.
O horário de divulgação da taxa Selic não será modificado.
Congresso Brasileiro de Mercado de Capitais acontecerá nos dias 25 e 26 de maio
Patrocine o evento e exponha sua marca para os principais players do segmento
A segunda edição do Congresso Brasileiro de Mercado de Capitais tem data marcada: nos dias 25 e 26 de maio, a Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, será palco das principais discussões sobre os temas mais urgentes do segmento. O evento, organizado em parceria com a B3, reunirá tomadores de decisão de instituições financeiras, do governo e das empresas que se financiam pelo mercado.
+ Conheça a programação completa no site do congresso
Grandes nomes internacionais estão confirmados: Richard Thaler, ganhador do Nobel de Ciências Econômicas em 2017; Mohamed A. El-Arian, fundador da Pimco, gestora de recursos com US$ 1,8 trilhão em ativos sob gestão; Jamil Nazarali, chefe global de Desenvolvimento de Negócios da Citadel Securities; e Jan Boomars, CEO do Grupo Optiver.
São esperadas mais de 1.200 pessoas nos dois dias de evento. A programação, que está sendo divulgada aos poucos, contará com 20 palestras no total, 60 palestrantes e 16 horas de conteúdo. As inscrições serão abertas na segunda semana de janeiro – para receber um lembrete, acesse o site e deixe seu e-mail.
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O congresso é uma oportunidade de expor sua marca a um público qualificado, que faz parte das principais empresas do mercado financeiro nacional. As cotas de patrocínio já estão disponíveis: para baixar o manual com as cotas possíveis, acesse o site e faça download do material. Você também pode falar com Thalita Correia, pelo telefone (11) 3471-4292 e e-mail
Serviço: 2º Congresso Brasileiro de Mercado de Capitais
Data: 25 e 26 de maio, segunda e terça-feira
Local: Pavilhão da Bienal
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Vila Mariana, São Paulo – SP
Inscrições: a partir de janeiro. Acesse o site e deixe seu e-mail para receber um lembrete
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Fundos de ações superam multimercados e têm a maior captação líquida de 2019
Até novembro, os ingressos líquidos nesses produtos foram de R$ 67,6 bilhões, alta de 171,9% sobre 2018
Os fundos de ações superaram os multimercados e alcançaram a maior captação líquida da indústria neste ano: até novembro, foram R$ 67,5 bilhões, com avanço de 171,9% sobre o mesmo período do ano passado. Nos multimercados, os ingressos líquidos chegaram a R$ 57,4 bilhões, alta de 46,8% na mesma base de comparação, de acordo com o Boletim de Fundos de Investimento.
Somadas, as captações das duas categorias representam pouco mais da metade dos ingressos líquidos de toda a indústria neste ano, de R$ 228,1 bilhões. O montante total é três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (R$ 69,1 bilhões) e quase duas vezes maior do que a média dos últimos cinco anos (R$ 127,4 bilhões). “O resultado de 2019 já se aproxima do recorde de captação da indústria, em 2017 (R$ 245,7 bilhões). No cenário atual de juros baixos, a tendência é que os investidores diversifiquem cada vez mais suas carteiras e utilizem o trabalho dos gestores profissionais para otimizarem as alocações”, afirma Carlos André, nosso vice-presidente.
Além dos fundos de ações e multimercados, os de previdência também seguem em alta no ano: até novembro, as entradas líquidas nesses produtos alcançaram R$ 31,6 bilhões, com aumento de 62,4% sobre o mesmo intervalo de 2018. Na outra ponta, os fundos de renda fixa continuam apresentando resgates líquidos, ainda que em patamar menor do que no ano passado. A captação negativa foi de R$ 3,9 bilhões em 2019 contra R$ 13,5 bilhões até novembro de 2018.
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Em relação às rentabilidades acumuladas no ano, os fundos de ações também são destaque. Até novembro, os tipos Small Caps (formado por ações de empresas com baixa capitalização no mercado) e Livre (que não tem o compromisso de seguir uma estratégia específica) tiveram retornos médios de 35,5% e 28,9%, respectivamente, acima do desempenho do Ibovespa no período, que foi de 23,2%.
Entre os multimercados, destaque aos tipos Investimento no Exterior (que pode investir em ativos financeiros no exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido), com alta de 12,7% no ano, e Livre (que pode adotar diversos tipos de estratégia), com 10,1%. Na renda fixa, os tipos com prazos mais longos apresentam os melhores resultados: o Duração Alta Soberano (investe apenas em títulos públicos de longo prazo) chegou a 16,4% e o Duração Alta Grau de Investimento (que investe, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos federais ou papéis privados de baixo risco de crédito com prazos maiores) a 11,6%.
Volume de ofertas no mercado de capitais é recorde em 2019
Ao todo, foram emitidos R$ 440,8 bilhões até novembro, superando a série histórica, iniciada em 2002
O ano foi positivo para o mercado de capitais. De acordo com nosso boletim, o volume de ofertas de janeiro a novembro foi recorde, com R$ 440,8 bilhões, superando a nossa série histórica, que começou em 2002. O montante também registra alta de 60,6% na comparação ao mesmo período de 2018.
"O mercado mostrou este ano sua capacidade de organização para acompanhar o crescimento das ofertas e das demandas. Ele está preparado para crescer ainda mais e, mantidas as condições atuais do cenário, as perspectivas para 2020 seguem positivas”, afirma José Eduardo Laloni, nosso vice-presidente.
+ Confira o Boletim de Mercado de Capitais completo.
O resultado foi impulsionado, principalmente, pelas ofertas de ações, que alcançaram o maior volume da história (desconsiderando o valor subscrito pelo governo federal e por entidades relacionadas na operação da Petrobras em 2010). Ao todo, as empresas brasileiras captaram R$ 78,3 bilhões até novembro – montante 593,7% superior ao ano anterior. Com o ambiente macroeconômico mais estável, 36 ofertas foram a mercado, entre IPOs e follow-ons, contra seis em 2018. O desempenho das ofertas de ações não deve ficar por aí: atualmente, outras quatro ofertas estão em andamento ou em análise na CVM.
Entre os principais compradores (subscritores) de ações, estão os fundos de investimento, com 43,5%, e os investidores estrangeiros, com 42%. Diante do ambiente de taxa de juros em patamares mais baixos e na busca por maiores retornos para os investidores, os fundos passaram a adquirir mais papéis de renda variável – em 2018, esse percentual era de 26,6%.
Com relação às emissões de debêntures, os papéis de infraestrutura (regidos pela Lei 12.431, que concede benefício fiscal às pessoas físicas) também registraram volume recorde desde a publicação da lei, em 2011. Foram captados R$ 27 bilhões, resultado 19,3% superior frente ao mesmo período de 2018. Esse boom contribuiu com o alongamento dos prazos: 33,9% das emissões tiveram vencimento acima de sete anos. As demais debêntures, sem incentivo fiscal, totalizaram R$ 126,5 bilhões e 230 operações.
Os outros produtos de renda fixa, como notas promissórias, FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) também registraram avanço no volume de ofertas. Eles movimentaram R$ 29,8 bilhões, R$ 19,7 bilhões, R$ 11,4 bilhões e R$ 10,9 bilhões, respectivamente. O destaque ficou com os fundos imobiliários (híbridos entre renda fixa e variável), que tiveram alta de 129,8% na comparação com janeiro a novembro de 2018, totalizando R$ 32,5 bilhões e 126 ofertas. As pessoas físicas permanecem ampliando a participação nesses produtos: do total emitido, 52,8% ficou com esses investidores.
No mercado externo, as captações das empresas foram mais tímidas do que no local. As operações somaram US$ 24,8 bilhões, superando o ano anterior em 61,1%.
Sistema de troca de informações com o mercado simplifica envio de documentos
Módulo do SSM foi reformulado para evitar repetições e facilitar a comunicação com as instituições
Reformulamos um dos módulos do SSM (sistema utilizado na troca de informações com o mercado) para simplificar o envio de documentos periódicos pelas instituições – como políticas de suitability, regras para contratação de terceiros, entre outras. O novo layout é mais intuitivo e elimina repetições no encaminhamento dos materiais.
Antes, era preciso acessar uma aba para cada atividade desempenhada pela instituição e hospedar o material referente a ela. Como muitas políticas são exigidas por mais de um código de autorregulação, era necessário enviar o mesmo material diversas vezes. Agora, basta a instituição subir o documento uma vez e a análise será feita com base nos códigos que ele atende.
Outra novidade é que a comunicação entre as instituições e a ANBIMA referente aos documentos passa a ser feita diretamente pelo próprio módulo. Se houver a necessidade de reenvio de algum material, ele será feito no mesmo protocolo, gerando um histórico único sobre o documento.
As mudanças atendem a pedidos das instituições, que agora contam com um sistema simplificado para os processos do dia a dia, gerando economia de tempo e evitando retrabalhos.
Conheça dez cuidados de cibersegurança para proteger sua instituição
Relatório lista recomendações feitas a partir de testes com gestoras do mercado
Lançamos hoje um relatório que consolida dez cuidados com cibersegurança que as instituições do mercado devem adotar para se proteger de ataques virtuais. O documento aborda tanto incidências simples como outras mais severas. O material traz, ainda, links de apoio com mais informações sobre cada caso.
Uma das recomendações é bloquear o máximo possível de extensões nos navegadores de internet. Elas podem ser usadas para acessar informações sigilosas do computador e, por consequência, da rede da empresa. Outra trata do recebimento de arquivos maliciosos por meio do e-mail. Para evitá-lo, é importante revisar o filtro de conteúdo de e-mail, bloquear arquivos protegidos por senha e conscientizar os funcionários com treinamentos sobre o assunto, entre outros.
Entre as incidências mais técnicas, está a persistência do ativo comprometido – traduzindo, é quando o atacante consegue infectar, também, o backup da máquina. Ou seja, mesmo depois de o computador ser revisto, o invasor consegue acessar o sistema. Isso pode ser evitado por meio de diferentes níveis de permissão para os usuários para agendar tarefas – como atualização de programas.
Construção do relatório
O material foi elaborado a partir de testes de penetração (ou seja, uma tentativa de invadir os sistemas de segurança) realizados com 15 gestoras associadas no primeiro semestre. Aplicados por uma consultoria contratada exclusivamente para isso, os testes eram direcionados e utilizavam recursos técnicos, ou seja, foram construídos com base no perfil de cada instituição – e não apenas ataques genéricos, que podem afetar qualquer empresa – para obter informações e dados sigilosos. Com isso, foi possível testar a resiliência dos controles de segurança dessas instituições.
A iniciativa, que faz parte do nosso plano de ação para 2019, permitiu a identificação das principais vulnerabilidades e, para cada uma delas, foi elaborada uma recomendação de segurança. As instituições também receberam um relatório individual com a avaliação de seus resultados durante os testes. Está em debate uma nova rodada para 2020.
Nossas ações em cibersegurança
Todo ano, elaboramos uma pesquisa que avalia o grau de maturidade dos participantes do mercado de capitais brasileiro em relação à cibersegurança. O levantamento avalia dados como a implementação de um programa básico de cibersegurança, como identificam e mensuram riscos e de que forma se preparam para um ataque.
+ Página especial reúne todas nossas ações em cibersegurança
Temos, ainda, um guia que orienta na implementação de um programa formal de segurança cibernética. Ele aborda tópicos como ações de prevenção e proteção, monitoramento, criação de um plano de resposta em casos de incidente, entre outros.