Metodologia de precificação de CRIs e CRAs passa por atualização
Mudança tem como objetivo aprimorar o processo e aproximá-lo da forma de cálculo das debêntures
A metodologia de precificação de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) foi aprimorada e sua nova versão entra em vigor a partir desta quarta-feira, 5 de maio. Agora, além de considerar a taxa indicativa enviada pela amostra de instituições precificadoras, o cálculo dos preços contempla também a média ponderada pelo volume dos negócios registrados no Sistema REUNE ao longo do dia.
“A mudança tem o objetivo de aumentar a aderência dos preços que calculamos aos patamares praticados no mercado secundário desses títulos”, afirma Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices. “Os aprimoramentos na metodologia também contribuem para que ela esteja mais alinhada àquela que já é adotada na precificação de debêntures”, conclui.
Com a atualização da metodologia, até 50% do preço do ativo pode ser composto pelos negócios efetivados. O percentual restante continua vindo da expectativa de preço justo enviada pela amostra de instituições precificadoras – para isso, é necessário que após a aplicação de filtros estatísticos sobre as taxas recebidas (para eliminar eventuais dados distorcidos) sobrem pelo menos três informações no dia.
+ Veja também a síntese da metodologia de precificação
Grupo Consultivo Macroeconômico aponta juros em 5,5% no fim de 2021
Economistas revisam estimativas para Selic, inflação, PIB e câmbio
A taxa de juros deve chegar em 5,5% no fim de 2021, de acordo com o Grupo Consultivo Macroeconômico, formado por economistas de instituições associadas. A projeção anterior do grupo para a Selic, divulgada após a reunião realizada em março, era de 4,5%.
Os economistas revisaram também (pela quarta vez consecutiva) as projeções de inflação para este ano, passando de 4,4% (apontada na reunião de março) para 5%. As estimativas se distanciaram ainda mais do centro da meta para 2021, que é de 3,75%.
Em relação à atividade econômica, o grupo revisou a projeção do PIB do primeiro trimestre: passou de queda de 0,4% para avanço de 0,05%. Para o segundo trimestre, o movimento foi contrário: de estabilidade (0%) foi para queda de 0,77%. O ritmo de crescimento deve voltar no segundo semestre, segundo os economistas, com estimativas do PIB a 0,67% no terceiro trimestre e de 0,60% no quarto. Para o resultado acumulado do ano, a expectativa foi mantida em 3,2%.
A melhora das contas externas ainda não teve reflexos na taxa de câmbio, de acordo com o grupo. A estimativa para o dólar no encerramento de 2021 subiu de R$ 5,30, apontados na reunião anterior, para R$ 5,40, o que corresponde a desvalorização de 3,91% da moeda local no ano.
+ Confira o relatório completo do Grupo Consultivo Macroeconômico
O Grupo Consultivo Macroeconômico é composto por 22 economistas de instituições associadas. Eles se reúnem a cada 45 dias, em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central), para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.
Fonte: ANBIMA, em 05.05.2021