Atualizações no nome e no formato são algumas das novidades da edição, realizada mais uma vez em parceria com a B3
O evento bienal sobre o mercado de capitais, que realizamos desde 2018 em parceria com a B3, mudou de nome e terá uma edição com muitas novidades em setembro deste ano. O MKBR22 substitui o Congresso Brasileiro de Mercado de Capitais, inaugurando ainda o formato híbrido, com programação presencial e online.
Durante os dias 20 e 22 de setembro, os principais nomes do setor estarão reunidos em debates sobre o cenário atual e as iniciativas que estimulem ainda mais o crescimento sustentável do mercado de capitais brasileiro.
O evento começa com um encontro para o público executivo, em São Paulo, exclusivo para convidados. Já nos das 21 e 22, a programação será inteiramente online e gratuita, com transmissão multiplataformas, aberta a todos os interessados.
Mais informações serão divulgadas em breve nas redes sociais da ANBIMA e da B3.
Fundos sustentáveis: 22 produtos são registrados na nossa base de dados
Outros 45 estão em análise pela associação para ganhar a distinção nos nomes ou materiais de venda
De janeiro até julho, 22 fundos de ações e de renda fixa se identificaram como sustentáveis de acordo com as nossas novas regras do Código de Administração de Recursos de Terceiros.
Deste total, 17 têm a sustentabilidade como propósito e ganharam o sufixo IS, de Investimento Sustentável, no nome. Os outros cinco integram as práticas ESG (ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês) em seus processos de gestão, mas não têm o investimento sustentável como objetivo principal. Eles não podem usar o termo IS, mas os investidores podem reconhecê-los pela frase "esse fundo integra questões ESG em sua gestão" nos materiais de venda.
“Acreditamos que, com o tempo, esse número cresça, principalmente dos fundos que consideram práticas ESG. Essa integração se tornará cada vez mais default na indústria, enquanto os fundos com tese de investimento sustentável permanecerão como produtos de nicho, ou seja, existirão em menor quantidade, como já acontece em outros países”, afirma Cacá Takahashi, nosso vice-presidente.
Segundo ele, a maior integração ESG está atrelada à pressão dos investidores – ainda tímida no Brasil. De acordo com pesquisa da ANBIMA, apenas 4% das instituições levam em consideração os critérios ESG por conta da demanda de clientes. “Quanto mais os investidores exigirem posturas sustentáveis das empresas e dos produtos, mais esse mercado deslanchará”, explica Cacá.
Como funciona a identificação
Para usarem o sufixo IS, os fundos devem comprovar que as carteiras estão alinhadas ao propósito e que nenhum investimento pode comprometê-lo. Enquanto isso, a gestora deve cumprir uma série de exigências relacionadas ao fundo, como a definição e a divulgação dos dados e da estratégia, incluindo a metodologia. A casa deve, ainda, informar as ferramentas e o engajamento realizado pelo fundo; indicar potenciais limitações; e apontar as ações de aferição e de monitoramento dos objetivos ESG.
No caso dos produtos que integram os aspectos ESG, o compromisso de considerar essas questões no processo de gestão deve constar em documentação formal do fundo e evidenciado na metodologia. Nela, estarão detalhados os filtros, indicadores e outras métricas utilizadas nos ativos do fundo. A gestora também deve atender a requisitos com relação ao compromisso, à governança e à transparência.
As regras para identificação de fundos sustentáveis entraram em vigor em janeiro e o prazo as instituições darem início à essa adaptação terminou no dia 4 de julho. A partir daí, a ANBIMA teve 10 dias úteis para analisar os fundos e pôde, ainda, pedir esclarecimentos para a companhia. Atualmente, 45 fundos estão na “fila” ainda em análise por questões de envio de documentos ou ajustes. Destes, 31 deram entrada para adotar o sufixo IS, enquanto 14 afirmam que integram questões ESG no processo.
No momento, a ANBIMA aciona, em caráter educativo, as instituições com fundos com termos relacionados à temática ESG em seus nomes (“verde”, “impacto”, “social”, “ASG” etc.) que não se adaptaram às novas exigências. Depois deste período, caso não se enquadrem, as casas deverão excluir essas expressões do nome dos fundos ou estarão sujeitas a penalidades. A exceção são os fundos de ações classificados na atual categoria “sustentabilidade/governança”. Eles têm até janeiro de 2023 para se adaptarem.
Próximos passos
Neste mês, serão publicadas as regras para identificação de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e de FICs (fundos de cota) que invistam exclusivamente em cotas de fundos IS e/ou em fundos que integram questões ESG, constituídos no mercado local, que também poderão ser reconhecidos como sustentáveis.
As discussões sobre a identificação dos multimercados já começaram e as exigências devem ser colocadas em audiência pública para recebimento de sugestões do mercado. Na sequência, será a vez dos FIPs (Fundos de Investimento em Participações).
Grupo Consultivo Macroeconômico projeta fim do ciclo de alta dos juros, com Selic em 13,75% até dezembro
Economistas estimam ainda que a taxa deve chegar a 10,50% no encerramento de 2023
O economistas que fazem parte do nosso Grupo Consultivo Macroeconômico projetam o encerramento do ciclo de alta dos juros, com a Selic estabelecida em 13,75% até o fim de 2022. Para 2023, a mediana da projeção da taxa foi revisada de 9,75%, apontada no relatório anterior do grupo, de junho, para 10,50%. A mudança reflete a análise de que as incertezas do cenário de curto e médio prazos exigirão que a Selic esteja mais alta por um tempo maior.
As estimativas para a inflação, entretanto, foram revistas para baixo, dadas as medidas de desoneração fiscal adotadas pelo governo federal. A projeção do IPCA (Índices de Preços ao Consumidor Amplo), que estava em 9,1% no último relatório do grupo, passou para 7,2%. Para 2023, a revisão foi para cima, de 4,3% a 5,4%.
Em relação à atividade econômica, a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 subiu de 1,5%, apontado no relatório anterior, para 2%. Já para 2023, é esperada perda de tração, diante dos efeitos da política monetária restritiva na atividade doméstica e do contexto de desaceleração da economia mundial: o crescimento de 0,49% foi revisto para 0,30%.
Para o câmbio, é esperada pelos economistas uma desvalorização adicional do real frente ao dólar, por conta do aumento dos juros no mercado internacional e da redução dos preços das commodities. A projeção para o encerramento de 2022 foi revisada de R$ 5,00, apontados no relatório anterior, para R$ 5,20.
+ Confira o Relatório Macroeconômico
O Grupo Consultivo Macroeconômico é composto por 24 economistas de instituições associadas à ANBIMA. Eles se reúnem a cada 45 dias, em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.
Fonte: Anbima, em 03.08.2022.