Finfluence 10 traz rankings de influenciadores com certificações da Anbima e da Planejar
Nova camada do estudo destaca a qualificação dos criadores e amplia a transparência no ecossistema de finanças nas redes sociais
A 10ª edição do Finfluence, publicada nesta semana, traz dois novos rankings: o Top 10 de influenciadores com certificações da Anbima e o Top 10 com CFP® (Certified Financial Planner), certificação da Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro). Com isso, o estudo avança ao permitir a identificação de influenciadores com credenciais reconhecidas pelo mercado.
O relatório semestral, produzido pela Anbima em parceria com o Ibpad (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados), acompanha esse ecossistema há cinco anos e, nesta edição, consolida uma base que reúne 904 influenciadores e mais de 1,3 bilhão de interações no período. A novidade amplia um movimento iniciado na edição anterior, quando o estudo passou a identificar as certificações dos nomes presentes nos rankings top 10 e por redes.
“O nosso objetivo é que o investidor tenha acesso à informação de qualidade na ponta, para entender quem são os influenciadores que segue e o quanto estão qualificados. Lembrando que determinadas atividades reguladas exigem certificações específicas para serem exercidas", explica Amanda Brum, CMO da Anbima.
"Na edição anterior, quando começamos esse movimento, vimos que ainda há poucos influenciadores certificados. Por isso, agora decidimos dar mais visibilidade aos influenciadores, com rankings específicos para certificações da Anbima e Planejar. A intenção é ampliar esse recorte nas próximas edições e tornar essa camada de informação cada vez mais transparente”, aponta Brum.
Em relação às certificações emitidas pela Anbima, são consideradas aquelas que habilitam a atuação em diferentes frentes do mercado. No caso da distribuição de produtos de investimento estão CPA-10, CPA-20 e CEA e para gestão de recursos de terceiros aplicam-se CFG, CGA e CGE.
O mercado financeiro tem diversas frentes de atuação e algumas delas exigem certificações específicas. “Não é obrigatório que o influenciador tenha certificação, mas, ao sinalizar essas credenciais, o FInfluence ajuda a reconhecer quem investe em formação técnica e atua com base em critérios reconhecidos pelo mercado”, afirma Brum.
Já a certificação CFP, concedida pela Planejar, identifica profissionais qualificados para atuar com planejamento financeiro completo, incluindo organização e proteção financeira e patrimonial, gestão de riscos, tributos e definição de estratégias de longo prazo.
“É fundamental que as pessoas observem as credenciais e a trajetória dos especialistas que acompanham, para entender o nível de conhecimento e responsabilidade por trás das orientações compartilhadas. Hoje, o poder de influência sobre decisões financeiras é enorme e impacta diretamente a vida das pessoas. Por isso, dar visibilidade aos profissionais que possuem conhecimento reconhecido por certificações, como a CFP®, é uma forma de apoiar escolhas mais conscientes e seguras sobre quem seguir e em quem confiar”, afirma Ana Leoni, CEO da Planejar.
Outros rankings
A 10ª edição mantém a identificação das certificações nas listas já analisadas no relatório anterior e amplia essa sinalização. Além dos rankings inéditos da Anbima e da Planejar, a categoria de influenciadores em crescimento também passa a indicar se os creators possuem certificações do mercado financeiro, considerando, nesse caso, credenciais de diferentes entidades do setor.
Essa lista reúne perfis que ganharam audiência ao longo do semestre, avaliados por rede social e por porte. Pela primeira vez, a seção também inclui uma análise qualitativa dos conteúdos publicados, que verifica a aderência dos perfis a boas práticas de comunicação sobre finanças, como transparência, cuidado com recomendações e ausência de condutas que possam induzir o investidor ao erro.
“À medida que a influência financeira cresce precisamos olhar também para o background de quem faz o conteúdo. Queremos oferecer mais contexto para que o público, os influenciadores e o próprio mercado tenham uma percepção mais transparente desse ambiente”, afirma Brum.
Confira os rankings:
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RANKING TOP 10 ANBIMA |
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Posição |
Influenciador |
Certificações |
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1 |
Tiago Reis |
CGA, CFG e CGE |
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2 |
Felipe Tadewald |
CEA |
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3 |
Roberto Guedes Marques | Viver de Rendimentos |
CEA |
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4 |
Hugo Queiroz |
CGA, CFG e CGE |
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5 |
Elisiane Moreira |
CPA-10, CPA-20 |
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6 |
Ramiro Gomes Ferreira |
CGA, CFG |
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7 |
Daniel Carraretto |
CEA |
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8 |
Luciano Fernandes |
CEA |
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9 |
William Ribeiro | Dinheiro com você |
CEA |
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10 |
Leonardo Alves Moreira | Geração Dividendos |
CEA |
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RANKING TOP 10 CFP |
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Posição |
Influenciador |
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1 |
Renato Breia |
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2 |
Ramiro Gomes Ferreira |
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3 |
Daniel Carraretto |
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4 |
Luciana Seabra |
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5 |
Lucas Silva |
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6 |
Rodrigo Rafael de Souza | Hoje Na Bolsa |
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7 |
Fabio Louzada |
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8 |
Felipe Almeida | Seu Dividendo | |
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9 |
Investimentos com Leonardo Abboud |
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10 |
Luciano Boudjoukian França |
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RANKING GERAL |
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Posição |
Influenciador |
Certificações |
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1 |
Bruno Perini (Você Mais Rico) |
- |
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2 |
Economista Sincero |
- |
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3 |
Ricardo Amorim |
- |
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4 |
O Primo Rico |
- |
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5 |
Hermann Greb |
- |
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6 |
Café com Ferri |
- |
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7 |
Pablo Spyer |
- |
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8 |
Primo Pobre |
- |
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9 |
Nathalia Arcuri |
- |
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10 |
Tiago Guitian Reis |
CNPI, CGA, CFG e CGE |
Anbima: Mudança na adoção de IFRS S1/ S2 preocupa mercado
A ANBIMA vê com preocupação a recente alteração, promovida pela CVM, no regime de adoção dos padrões IFRS S1 e S2. A mudança, ocorrida de forma abrupta e sem amplo debate com a sociedade, pode gerar impactos negativos sobre um processo de desenvolvimento de mercado que vinha sendo construído de maneira consistente ao longo dos últimos anos, e pelo qual o Brasil tem sido reconhecido internacionalmente como referência.
Reiteramos o entendimento de que padrões consistentes de transparência e comparabilidade são fundamentais para o funcionamento do mercado de capitais e para o financiamento da economia. Informações estruturadas sobre riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas vêm ganhando relevância para decisões de investimento e alocação de recursos, além de contribuírem para o fortalecimento da governança corporativa.
A convergência para referências internacionais representa um avanço nesse processo, ao aproximar estratégia, gestão de riscos e decisões econômicas. Trata-se de um esforço construído coletivamente, com participação dos setores público e privado, que já mobilizou investimentos relevantes e contribuiu para o alinhamento do país às melhores práticas globais.
Nesse contexto, a preservação de continuidade e previsibilidade é especialmente relevante. A regulação precisa manter diretrizes claras e um horizonte estável para permitir a adequada preparação dos agentes e uma transição ordenada, reduzindo incertezas.
A ANBIMA reafirma seu apoio ao avanço desse tema no Brasil, entendendo que seu fortalecimento é importante para ampliar a capacidade de atrair investimentos, desenvolver o mercado de capitais e enfrentar os desafios associados à transição para uma economia de baixo carbono.
Seguiremos, por meio da Rede Anbima de Sustentabilidade, contribuindo ativamente, por meio de capacitação, produção de conhecimento, disseminação de boas práticas e diálogo técnico com mercado, reguladores, representantes da sociedade civil e formuladores de políticas públicas. Nosso objetivo é apoiar o aprimoramento do ambiente regulatório de forma construtiva, preservando previsibilidade e condições adequadas para sua implementação ao longo do tempo.
Rede Anbima de Sustentabilidade
Fonte: Anbima, em 02.06.2026.