O passo a passo do investidor na hora de aplicar em fundos é tema do próximo ANBIMA Debate
Evento exclusivo e gratuito para associados tratará dos resultados do nossa pesquisa Jornada do Investidor. Bate-papo é no dia 22 de agosto
A pesquisa qualitativa Jornada do investidor estará em pauta no próximo ANBIMA Debate. O levantamento buscou entender como os brasileiros investem em fundos, o que eles entendem do produto, quais informações sobre o assunto eles têm acesso e como escolhem suas aplicações. O evento discutirá os resultados para ver como a indústria pode se aproximar dos clientes e facilitar a trajetória deles na hora de investir.
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As inscrições estão abertas, são gratuitas e exclusivas para associados. O encontro será no dia 22 de agosto e é possível participar presencialmente, no escritório da ANBIMA em São Paulo – as vagas são limitadas – ou assistir à transmissão online. O link de acesso será enviado por e-mail no dia do evento.
A apresentação dos resultados será feita por Ana Leoni, superintendente de Educação e Informações Técnicas. O debate contará com Claudio Sanches, do Itaú Unibanco, e Carlos André, nosso vice-presidente, com a moderação de Aquiles Mosca, presidente do Grupo Consultivo de Educação.
Sobre a Jornada do investidor
Feita com apoio da consultoria Na Rua, a pesquisa teve três fases, começando com entrevistas com investidores em São Paulo e Pernambuco para entender a relação deles com dinheiro, investimento e como escolheram aplicar em fundos. Também foram feitas reuniões com especialistas no tema e um workshop com membros do antigo Comitê de Educação de Investidores e da equipe interna da Associação.
Serviço: ANBIMA Debate – A jornada do investimento em fundos
Data: 22 de agosto, quinta-feira
Horário: 14h30 às 16h30
Local: online e presencial no escritório da ANBIMA, em São Paulo
Endereço: Av. das Nações Unidas, 8.501, 21º andar, Pinheiros, São Paulo
Inscrições: gratuitas e exclusivas para associados
Investimentos das pessoas físicas batem a marca de R$ 3 trilhões
Clientes de varejo e de private banking somam 73 milhões de contas no primeiro semestre, de acordo com estatísticas da ANBIMA
Os investimentos dos brasileiros bateram a marca de R$ 3 trilhões no primeiro semestre de 2019. O volume representa avanço de 5% em relação a dezembro e de 11,2% na comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com as nossas estatísticas, o total corresponde ao saldo das 73,8 milhões de contas de clientes atendidos pelas áreas de varejo e de private banking das instituições.
+ Confira as estatísticas de varejo e de private
“Tivemos uma grata surpresa no semestre com a marca de R$ 3 trilhões em investimentos, com concentração de cerca de 61% no varejo. A facilidade de acesso, a disseminação de informações e os modelos de negócios dos agentes de mercado contribuem para que o brasileiro invista mais”, afirma José Ramos Rocha Neto, presidente do nosso Fórum de Distribuição. A maior parte dos recursos está alocada nas 73,7 milhões de contas do varejo, que acumulam R$ 1,9 trilhão (alta de 2,7% sobre dezembro e de 8,1% sobre junho do ano passado). O varejo alta renda se destaca, com avanço de 11% em relação ao fim de 2018, para R$ 968,7 bilhões. Já o varejo tradicional registrou queda de 4,8% na mesma base de comparação, para R$ 912,7 bilhões. O enquadramento dos clientes entre varejo tradicional e alta renda fica a critério de cada instituição.
Entre os produtos escolhidos pelos investidores do varejo, os fundos de investimento tiveram a maior alta do período, de 5,1% sobre dezembro de 2018, acumulando R$ 626 bilhões. Os títulos e valores mobiliários avançaram 4,2%, para R$ 525,6 bilhões. “A queda na taxa básica de juros levou o investidor a tomar mais risco”, disse Rocha. A caderneta de poupança, no entanto, continua liderando a preferência do investidor brasileiro, com R$ 729,8 bilhões, mas os aportes caíram 0,1% em relação ao encerramento do ano passado.
No private banking (que engloba os investidores com, no mínimo, R$ 3 milhões aplicados em ativos financeiros) foram contabilizadas 117,6 mil contas ativas, totalizando R$ 1,2 trilhão. Os dados mostram avanço de 8,8% sobre dezembro e de 16,4% sobre junho do ano passado. Os ativos de renda variável foram os que mais cresceram no primeiro semestre, de 17,4%, atingindo R$ 172,7 bilhões sob gestão. Os fundos de investimento cresceram 9,1%, para R$ 590 bilhões. Completam as carteiras do private banking os ativos de renda fixa, com R$ 278 bilhões; em previdência aberta, com R$ 125,9 bilhões; e em outros produtos diversos (incluindo a poupança), com R$ 9,7 bilhões.
Saldo por região
O Sudeste permanece com o maior volume e o maior número de contas do país, tanto no varejo quanto no private banking. A região concentra R$ 1,2 trilhão de investimentos no varejo, a partir de 38,5 milhões de contas. Na sequência aparecem o Sul, com R$ 325,6 bilhões em investimento e 11,4 milhões de contas; o Nordeste, com R$ 202 bilhões e 14,6 milhões contas; o Centro-Oeste, com R$ 112,3 bilhões e 5,5 milhões contas; e o Norte, com R$ 39,7 bilhões e 3,6 milhões contas.
“A concentração dos clientes no Sudeste reflete a própria distribuição do PIB brasileiro. O crescimento do Centro-Oeste no private banking, que teve variação de 11,5% no período, está ligado à expansão das atividades do agronegócios típicas da região”, afirma Rocha.
No private banking, 85,9 mil contas somam patrimônio de R$ 925,6 bilhões no Sudeste. As demais regiões se dividem em: 15 mil contas no Sul (R$ 150,4 bilhões), 8,7 mil contas no Nordeste (R$ 61,4 bilhões); 6,9 mil contas no Centro-Oeste (R$ 31,6 bilhões), e mil contas no Norte (R$ 7,3 bilhões).
Ofertas de ações representam 73% do volume de negociações do mercado de capitais em julho
Cinco operações de follow-on somaram R$ 20,8 bilhões no mês
As operações de follow-on de ações foram responsáveis pela captação de R$ 20,8 bilhões em julho deste ano, representando 73% do volume total de emissões no mercado de capitais no período (R$ 95,9 bilhões). Nosso boletim mostra que, apesar do crescimento nas emissões desses papéis, não houve nenhum IPO (Oferta Pública Inicial de Ações) no mês. A queda da taxa básica de juros e a perspectiva de mais cortes até o final do ano estimulam o movimento de migração dos investidores da renda fixa para a renda variável, começando a tomar mais risco em busca de maiores rendimentos.
+ Confira o Boletim de Mercado de Capitais na íntegra
No acumulado do ano, o mercado de capitais cresceu 35%, chegando a R$ 206,8 bilhões de janeiro a julho de 2019 frente a R$ 153 bilhões no mesmo período do ano passado. No entanto, o número de operações caiu 10,1%: foram 473 este ano perante 526 até julho de 2018.
O aumento das emissões de fundos imobiliários destaca o potencial de crescimento do produto, frente a uma expectativa de recuperação mais consistente do segmento imobiliário no país. As ofertas deste ano somam R$ 12,8 bilhões, volume 37,8% maior na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 9,3 bilhões). No total de captações do ano, entretanto, esses papéis representam 6,2%, praticamente a mesma parcela de todo o ano passado (6,0%).
Entre os demais produtos, os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) tiveram captação líquida de R$ 2,3 bilhões, seguidos pelas notas promissórias, debêntures e CRAs (Certificados de Recebíveis Agrícolas), com R$ 1,8 bilhão, R$ 1,5 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.
No mercado externo, seis operações movimentaram US$ 2,8 bilhões em julho. No acumulado de 2019, o total captado foi de US$ 15,7 bilhões, superando o volume do ano passado, de US$ 15,3 bilhões. Desse montante, quase a totalidade (US$ 14,5 bilhões) foi para operações de renda fixa.
Indústria brasileira de fundos é uma das mais seguras do mundo
Papel do gestor, transparência e diversidade de agentes contribuem para segurança do segmento. Declaração do nosso presidente, Carlos Ambrósio, foi feita em evento da Empiricus
A segurança da indústria de fundos de investimento, por conta de uma estrutura robusta e equilibrada, foi detalhada pelo nosso presidente, Carlos Ambrósio, em debate no Shark Summit, evento promovido pela Empiricus na terça-feira, dia 6. Em apresentação para uma plateia de investidores, ele apontou o conjunto de regras – tanto da regulação quanto da autorregulação –, a diversidade de agentes e a transparência na divulgação das informações como aspectos que contribuem para que a indústria brasileira de fundos seja uma das mais seguras do mundo. Ambrósio também destacou a importância do gestor como fator de segurança, por se tratar de um profissional qualificado responsável pela tomada de decisão.
Ele explicou o papel da ANBIMA e da autorregulação do mercado e defendeu nossas pautas em favor do segmento, entre elas o fim do come-cotas. “É uma pauta permanente da Associação”, disse, mencionando estudos que mostram que a redução gradual da tributação não traria grande impacto para a arrecadação.
Ao longo do painel, mediado pela jornalista Luciana Seabra, Ambrósio respondeu perguntas da plateia ao lado de Guilherme Cooke, da Cepeda Advogados, que deu ênfase aos aspectos regulatórios. As dúvidas dos investidores giraram em torno de temas como ETFs, FIDCs, suitability e documentação dos fundos. Ambrósio explicou que trabalhamos em parceria com a CVM para aprimorar a regulamentação dos fundos, sempre buscando a melhor forma de dar informações para o investidor. “Temos um esforço contínuo para dar a melhor informação, que ajude na tomada de decisão do investidor”, disse.
Captação líquida dos fundos de investimento mais que triplica em 2019
Volume de R$ 161,7 bilhões foi registrado de janeiro a julho deste ano. Multimercados e ações lideram os aportes
A indústria de fundos alcançou R$ 161,7 bilhões de captação líquida de janeiro a julho deste ano, valor 226% maior que o registrado no mesmo período do ano passado (R$ 49,6 bilhões). De acordo com nosso boletim, os aportes foram liderados pelos fundos multimercados e de ações, que somaram R$ 37,9 bilhões e R$ 32,6 bilhões, respectivamente.
+ Confira o Boletim de Fundos do mês de julho
“O mercado tem refletido a expectativa de permanência da taxa básica de juros nas alocações dos ativos por um período mais prolongado”, explica Carlos André, nosso vice-presidente. “Até 2016, os fundos de renda fixa tinham uma captação maior na comparação com outras classes. Com a redução da Selic em 2017, houve uma procura maior dos investidores por alternativas de investimentos em fundos – e as classes de multimercados e de ações vêm ganhando cada vez mais relevância”, analisa.
O mês de julho refletiu o cenário recente da indústria. Os multimercados puxaram a captação do segmento, com 71% (ou R$ 16 bilhões) dos R$ 22,5 bilhões somados por todas as classes. Na sequência, estão os fundos de ações, com R$ 6,7 bilhões, os de previdência, com R$ 5 bilhões, e os de renda fixa, com R$ 2,4 bilhões.
A aprovação do texto da reforma da previdência em primeiro turno e a confirmação de um ambiente de juros menores fez com que grande parte da indústria apresentasse rentabilidade positiva no mês. Na classe ações, em julho, dez dos 12 tipos registraram variação positiva. Entre eles, destacam-se os tipos de investimento no exterior, com ganhos de 4,76%, índice ativo, com 4,12%, e livre, com 3,58%.
Todos os multimercados tiveram retornos positivos: o maior, de 1,52%, ficou com o tipo long and short direcional, que investe em ativos e derivativos ligados à renda variável. Os fundos multimercados livre (que podem adotar diversos tipos de estratégia) e macro (que definem as estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos) renderam 1,14% e 0,67%, respectivamente.
Tecnologia e inovação no relacionamento com os clientes estarão em pauta no Seminário de Private
No dia 11 de setembro, as tendências do segmento serão discutidas por grandes nomes do mercado
O impacto da tecnologia no private banking é o foco do próximo Seminário ANBIMA sobre o segmento. No dia 11 de setembro, experts do mercado se reunirão para entender as mudanças, mostrar como os profissionais podem se beneficiar delas e inovar nas formas de relacionamento com os clientes. O evento tem desconto para nossos associados e para profissionais CFP.
+ Inscreva-se já para o Seminário ANBIMA de Private
A abertura do evento tratará do papel do private frente ao cenário macroeconômico atual: aspectos importantes da regulação, o contexto histórico e atual da indústria. Ainda durante a manhã, o olhar se volta para o futuro: quais as perspectivas e tendências para o segmento no Brasil, além das oportunidades de investimento e os desafios dos profissionais.
Outra mesa-redonda discutirá como os profissionais podem se manter atualizados num mercado tão dinâmico. Na sequência, um bate-papo com representantes da Planejar (entidade que certifica os profissionais CFP – Certified Financial Planner) e bankers terá como tema expectativas dos clientes e como atendê-las. Para encerrar o evento, jovens empreendedores do ramo compartilharão suas experiências de carreira.
Entre os palestrantes confirmados, estão André Xavier, do BCG, Guga Stocco, do Grid, e Gustavo Arruda, do BNP Parribas, entre outros nomes que serão confirmados em breve.
Serviço: 7º Seminário ANBIMA de Private
Data: 11 de setembro, quarta-feira
Horário: das 9h às 18h
Local: Hotel Unique
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4700 - Jardim Paulista, São Paulo - SP