

Clovis Constantino é o novo presidente da instituição, sucedendo Luciana Rodrigues Silva, vice-presidente da AMB
*com informações do site www.sbp.org.br
No último sábado (28), no Rio de Janeiro, ocorreu a cerimônia de posse da nova diretoria da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A sociedade tem como novo presidente Clóvis Constantino, que sucederá Luciana Rodrigues Silva, que também é vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) . Também integrarão a equipe gestora da SBP, no triênio 2022-2024, Edson Liberal (como 1° vice-presidente), Anamaria Cavalcante e Silva (2ª vice-presidente), Maria Tereza Costa (secretário-geral) e Sidnei Ferreira (diretor financeiro).
“É uma grande alegria passar a presidência para meu caro amigo Clóvis, que foi nesses seis anos meu primeiro vice-presidente. Com sua sensibilidade e sabedoria eu tenho plena convicção de que a SBP vai ampliar seus caminhos com esse novo grupo que estará à frente da nossa Sociedade, fazendo com que ela possa crescer ainda mais, assim como a nossa especialidade”, pontuou Luciana Rodrigues.
Já o novo presidente da SBP declarou que “dará continuidade ao esforço que colocou a SBP em um novo patamar como uma entidade médica que tem profundos laços com a justiça, a ética, a igualdade, o respeito aos indivíduos e a solidariedade”. Por fim, pontuou que a jornada será ampliada “tendo em mente a certeza de que é possível fazer a diferença mesmo nos momentos mais desafiadores, como o que enfrentamos durante a pandemia da Covid-19, que exigiu da SBP a capacidade de se reinventar e seguir liderando a pediatria brasileira”.
A cerimônia de posse foi prestigiada por César Fernandes, presidente da AMB, além de representantes de diversas entidades da área da saúde. “É sempre um motivo de orgulho poder prestigiar um evento de tamanha importância. Não tenho dúvidas de que a Sociedade Brasileira de Pediatria continuará tendo em seu comando profissionais ímpares e com imensa contribuição à medicina do país. Parabenizo Luciana Rodrigues pela incrível gestão à frente da SBP e desejo todo o sucesso ao novo presidente, Clóvis Constantino, e à nova diretoria que, sem dúvidas, farão com que a instituição siga no caminho de sucesso no qual se encontra”, conclui o presidente da AMB.
AMB no combate à violência contra crianças e adolescentes

Acontece de 6 a 10 de junho, a I Semana de “Conscientização e mobilização em prol do desenvolvimento saudável e de prevenção e combate à violência contra crianças e adolescentes”, intitulada como Infância Eu Abraço, uma campanha que visa a promoção de mais proteção à Infância a partir de uma específica Lei (17.738/2022) recentemente aprovada na cidade de São Paulo. A iniciativa é do Instituto Olinto Marques de Paulo (www.instituto-omp.org.br) e conta com o engajamento de associações médicas nacionais e estaduais como: Associação Médica Brasileira (AMB), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Sociedade Brasileira de Medicina, de Família e Comunidade (SBMFC), entre outras organizações de referência de apoio à infância e entidades sociais.
Você já olhou para a infância hoje?
11 crianças são agredidas ou negligenciadas por hora no Brasil (IBGE)
+160 milhões de crianças sofreram com trabalho infantil em 2021 (OIT e UNICEF)
+1,6 milhão de crianças abandonaram as escolas durante a pandemia (Fundação Abrinq)
Ações
Durante a Semana de Conscientização, todas as organizações e entidades participantes, realizarão um mutirão virtual por meio de seus portais e redes sociais. A meta é levar informações críveis e alertar milhões e milhões de cidadãos não somente do município, mas de todo o Brasil, para essa chaga social, além de dar enfoque ao desenvolvimento saudável da criança para uma sociedade igualitária, mais humana.
Médicos, educadores, psicólogos e outros especialistas também transmitirão o alerta pela mídia através de podcasts, sobre a relevância da saúde física e mental para a formação de nossas novas gerações. Complementarmente um mosaico digital com vídeos e fotos de apoiadores e cidadãos de forma geral, dentre eles, profissionais da medicina e celebridades – será colocado no ar a partir do dia 6, na página https://www.instituto-omp.org.br/infanciaeuabraco. Além disto, uma das formas de abraçar a infância é através da conservação do Meio Ambiente e construção de um mundo mais sustentável, para isso, para cada pessoa que participar do mutirão virtual, o Instituto OMP em parceria com The Nature Conservancy plantará uma muda de árvore de espécie nativa em São Paulo. Meta é chegar em 30 mil árvores plantadas.
Por fim, em 8 de junho, às 19h, a Câmara Municipal de São Paulo promoverá uma sessão especial, aberta ao público, para debater a questão, com a presença de médicos de entidades representativas, educadores, parlamentares e sociedade civil.
Agora precisamos da sua ajuda para conseguir caminhar ainda mais longe!
Gostaríamos de convidar você para participar da nossa campanha, mostrando a importância de olhar para nossas crianças e ajudando a mobilizar mais pessoas para abraçarem a infância. Quer saber como contribuir?
Divulgue o site da campanha: www.instituto-omp.org.br/infanciaeuabraco
Use o nosso filtro do Instagram, que você pode acessar no @institutoomp
Tire uma foto realizando uma atividade com uma criança, publicando no seu Instagram e marcando o @institutoomp utilizando a #EuabraçoaInfância. As fotos vão compor um mosaico com inspirações para abraçar a infância. Para métrica e plantio de árvores, para cada foto que estiver o #Euabraçoainfancia será plantada uma árvore.
Dia Mundial Sem Tabaco alerta para as ameaças ao meio ambiente provocadas pelo cigarro

Por Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB
O Dia Mundial sem Tabaco foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1987, com o intuito de alertar à população sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.
A OMS considera o tabagismo como a maior causa evitável de mortes precoces em todo o mundo, representando um dos mais graves problemas de saúde pública dos tempos atuais. É considerado uma doença crônica, devido à dependência da nicotina.
Essa dependência faz com que os tabagistas se exponham de forma contínua a aproximadamente 7.000 componentes químicos, fazendo com que o tabagismo seja fator causal de aproximadamente 50 doenças diferentes, ocasionando 8 milhões de mortes ao ano no mundo.
Em 2022 o tema escolhido pela OMS para a data é “Tabaco: uma ameaça ao meio ambiente”, com o objetivo de alertar sobre os danos ambientais provocados em razão do cultivo, produção, uso e descarte de produtos à base de tabaco. Assim, o consumo de produtos derivados do tabaco não prejudica apenas a saúde das pessoas. Ele — de seu cultivo até o seu descarte — afeta o ar, o solo e a água.
MAS COMO?
Aproximadamente 4,5 trilhões de cigarros são descartados no meio ambiente todos os anos. Pesquisas sobre o comportamento do descarte de lixo descobriram que aproximadamente 65% dos fumantes descartam pontas de cigarro de forma inadequada (por exemplo, em calçadas, praias, etc.).
No mundo, a cada ano, cerca de 3,5 milhões de hectares de terra são utilizados para cultivar tabaco, em especial nos países em desenvolvimento, o que contribui para o desmatamento, perda de biodiversidade, erosão e degradação do solo, poluição das águas e aumento das emissões de dióxido de carbono atmosférico.
O cultivo do produto geralmente envolve o uso substancial de substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, fertilizantes e reguladores de crescimento. Estes químicos podem escoar e afetar o solo e as fontes de água potável (contaminando rios e lençóis freáticos), além de causarem danos à saúde dos plantadores de fumo.
Durante o processo de produção, são geradas toneladas de lixo, tanto sólido quanto resíduos químicos (contendo substâncias como a amônia e tolueno). A fabricação e o consumo de cigarros envolvem também o uso de papéis e plástico. Há ainda todo o material utilizado na confecção do produto, além do uso adicional de fósforos e isqueiros para acender os cigarros e outros produtos de tabaco fumígenos.
A OMS divulgou alguns dados que exemplificam o impacto ambiental causado pela indústria do tabaco durante a fabricação de seus produtos: 600.000.000 árvores cortadas; 84.000.000 toneladas de emissões de gás carbônico (CO2) liberadas no ar, elevando as temperaturas globais, além de 22.000.000.000 litros de água usados.
A fumaça do tabaco também pode contribuir para aumentar os níveis de poluição do ar nas cidades. Estudos indicam que ela, que polui ambientes internos e externos, contém três tipos de gases responsáveis pelo efeito estufa — gás carbônico (CO2 ), metano (CH4 ) e óxidos nitrosos (N2O).
As guimbas ou bitucas de cigarros estão entre os resíduos mais descartados em todo o mundo e são o lixo mais comum coletado em praias e margens fluviais. Nelas, há substâncias perigosas identificadas, como arsênio, chumbo, nicotina e formaldeído. Segundo Novotny et al (2015), o principal componente dos resíduos de guimbas, o filtro dos cigarros (produzido com acetato de celulose), não é biodegradável.
Devemos considerar também os resíduos gerados com o descarte das embalagens dos produtos de tabaco, as quais possuem em sua composição papel, tinta, celofane, alumínio e cola, que podem gerar contaminação pelos seus constituintes e mais resíduos no meio ambiente.
Atualmente, há um fator relevante (e ainda pouco estudado) referente ao impacto gerado pelo descarte dos dispositivos eletrônicos para fumar que, por conterem baterias, substâncias químicas, embalagens metálicas e outras, requerem um descarte especial, já que não são biodegradáveis.
Esses produtos contêm metal, circuitos, cartuchos plásticos de uso único, baterias e produtos químicos tóxicos em líquidos eletrônicos. Os resíduos de cigarros eletrônicos são dificilmente biodegradados, mesmo sob condições severas.
Cartuchos de cigarros eletrônicos descartados nas ruas se misturam com lixo e são empurrados por eventos climáticos, acabando por se decompor em microplásticos e produtos químicos, que fluem para os bueiros, poluindo os cursos de água. Os dispositivos eletrônicos para fumar contêm substâncias perigosas como mercúrio e chumbo. As baterias de íons de lítio em dispositivos eletrônicos para fumar explodem e causam incêndios.
Dados internacionais da Truth Initiative apontam que, em 2018, os americanos geraram 2,7 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, incluindo resíduos de cigarros eletrônicos, que acabaram em aterros sanitários ou incineradores.
Todos estes dados mostram a importância do controle do tabagismo para a saúde do planeta. Cada vez mais informações demonstram que parar de fumar qualquer derivado do tabaco, incluindo cigarros eletrônicos não é uma ação isolada e sim a representação de uma melhor qualidade de vida para todos.
REFERÊNCIAS.
DROPE, J. et al. The Tobacco Atlas. Geórgia, Atlanta: 2018. Disponível em: https://pt.tobaccoatlas.org/topic/meio-ambiente/.
NOVOTNY, T. et al. The environmental and health impacts of tobacco agriculture, cigarette manufacture and consumption. Bethesda, Maryland: 2015. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4669730/.
TRUTH INITIATIVE. Tobacco and the environment. Washington, DC: 2021. Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/viewer.html?pdfurl=https%3A%2F%2Ftruthinitiative .org%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2Fmedia%2Ffiles%2F2021%2F03%2FTruth_Environment%2520FactSheet%2520Update%25202021_final_030821.pdf&clen=1413082&chunk=true.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Fact Sheet. Tobacco. [Geneva]: WHO, 2021. Disponível em: https://www.who.int/news- room/fact-sheets/detail/tobacco.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. News. Protect the environment, World No Tobacco Day 2022 will give you one more reason to quit. [Geneva]: WHO, 2021. Disponível em: https://www.who.int/news/item/13-12-2021-protect-the-environment-world-no-tobacco-day-2022- will-give-you-one-more-reason-to-quit .
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Spotlight. More than 100 reasons to quit tobacco. [Geneva]: WHO, 2020. Disponível em: https://www.who.int/news-room/spotlight/more-than-100-reasons-to-quittobacco.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO report on the global tobacco epidemic 2019. [Geneva]: WHO, 2019. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241516204.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Tobacco and its environmental impact: an overview. [Geneva]. WHO, 2017. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/255574
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Dia Mundial sem Tabaco – 31 de maio de 2022. Disponível em: https://www.paho.org/pt/campaigns/world-no-tobacco-day-2022.
Fonte: AMB, em 31.05.2022.