trata da relação médico-sociedade
O 1º Congresso de Associativismo Médico da AMB terá participação especial do ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele abrilhantará mesa que debaterá temas como o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde, o que isso traz de prejuízos aos cidadãos, a sobrecarga de atendimentos para os médicos do SUS, além dos desafios e perspectivas da rede pública.
Ao lado de Luiz Henrique Mandetta, a bancada de discussões terá Marcos Gutemberg, presidente da Federação Nacional dos Médicos, João Neves de Medeiros, presidente na Sociedade Mineira de Oftalmologia, e Jorge Carlos Curi, Diretor de Responsabilidade Social da APM.
Marcos Gutemberg pontua que “enquanto não houver financiamento adequado para políticas públicas focadas no acesso universal de fato, na oferta de leitos e postos suficientes para atender os pacientes o SUS seguirá ótimo no papel, mas não completo, na prática”.
O Congresso será 100% on-line e gratuito, inscreva-se já em tao.iweventos.com.br/cam2021. No mesmo link, você tem acesso à programação e às demais informações.
Congresso de Associativismo trata da relação médico-sociedade
Em 1º de outubro de 2021, o I Congresso de Associativismo Médico da AMB debaterá a relação do médico e a sociedade, às 16h. César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira, frisa que tanto nessa mesa específica quanto nas demais serão priorizadas a interatividade e interlocução, para congressistas esclareçam conceitos e entendimento.
Essa discussão será coordenada pelo presidente da Associação Médica de Minas Gerais, Fábio Augusto de Castro Guerra, e moderada por Luciana Rodrigues Silva, professora titular de Pediatria da Faculdade Federal de Medicina da Bahia, UFBA, e vice-presidente da AMB.
I Congresso de Associativismo da AMB debate formação Médica
Em 1 de outubro, o I Congresso de Associativismo Médico, terá mesa redonda especial sobre a formação médica. Será coordenada por Gerson Junqueira Jr, presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul, em conjunto com o Ivan Cecocconello, professor de Cirurgia do Aparelho Digestivo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Uma conferência será ministrada pelo José Eduardo Dolci, diretor científico na AMB. O debate estará sob responsabilidade de Donizetti Dimer Giamberardino Filho, chefe do Serviço de Nefrologia Pediátrica do Hospital Infantil Pequeno Príncipe, Fernando Sabia Tallo, da disciplina de Clínica Médica da Unifesp, e Antônio José Gonçalves, vice-presidente da Associação Paulista de Medicina (APM).
Estarão em pauta temas como o ensino médico e sua complexidade, a matriz curricular, sistema de acreditação de escolas médicas e a residência médica no Brasil. Lembrando que a mais recente mudança da Diretriz Curricular Nacional da Medicina, em 2014, veio junto com a lei do “Mais Médicos”, mexendo profundamente com postulados do ensino médico.
José Eduardo Dolci dá ênfase sobre a importância das discussões. “Precisamos focar na qualidade seja na formação de médicos generalistas quanto na de especialidades. Essa é uma questão que requer responsabilidade e equilíbrio”.
1º de outubro – Dia Nacional do Idoso e Dia Internacional das Pessoas Idosas
Posição da Associação Médica Brasileira sobre velhice vir a ser considerada doença na CID
A Assembleia Mundial de Saúde, órgão de governança que estrutura e apresenta as ações a serem cumpridas pela Organização Mundial da Saúde, OMS, prevê instituir a velhice como doença, na Classificação Internacional de Doenças, em sua próxima edição – a CID 11, a partir de 1º de janeiro de 2022.
A ideia que, aliás, não condiz sob hipótese alguma com o histórico e valoroso trabalho em prol da vida humana empreendido pela OMS, é contestada pela Associação Médica Brasileira (AMB), entre outras instituições lisas e sérias de todos os continentes.
César Eduardo Fernandes, presidente da AMB, vê com enorme preocupação a possiblidade de isso realmente ocorrer. Segundo ele, inúmeros problemas de registros de doenças específicas e relacionadas à idade mais avançada simplesmente serão catalogados como velhice, uma vez que assim passarão a ser considerados no Código Internacional, CID.
“Essa é uma etapa da vida de todos nós. Há questões da saúde próprias da velhice; e uma série delas depende de o organismo atingir determinada faixa etária para se manifestar. Aliás, certas pessoas, mesmo nessa fase, não apresentam tais doenças. Então catalogá-las de forma simplista pode trazer prejuízos tanto ao entendimento do que acontece na velhice quanto à elaboração de políticas de saúde baseadas em ocorrências por idade”.
Pela proposição da Assembleia Mundial de Saúde, ocorreria a inclusão do código MG2A (velhice) em substituição ao código R-54 (senilidade), no capítulo 21 da CID. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia também já se manifestou contrariamente. Informa que:
“No Brasil, cerca de 3/4 das mortes ocorrem a partir dos 60 anos, por doenças cardiovasculares, oncológicas e neurológicas, entre outras. E se todos os motivos forem resumidos à velhice, correremos o risco de faltar informação e investimento para o tratamento destas doenças”.
Um manifesto amplo de celebridades e instituições como o Centro Internacional da Longevidade – ILC Brasil pontua ser a velhice é a maior conquista social dos últimos 100 anos. Considerá-la doença, adverte o documento, “é um retrocesso e contribui para acentuar globalmente preconceitos em relação à longevidade – o quê denominamos idadismo (ou ageísmo) –, traduzidos em estigmas que marcam profundamente a saúde emocional e psicossocial das pessoas que envelhecem”.
Participe você também dessa corrente por promoção do envelhecimento com oportunidades de protagonismo, em uma sociedade na qual os mais velhos sejam respeitados e valorizados por suas potencialidades como sujeitos de direitos.
Todos seremos idosos amanhã.
Fonte: AMB, em 29.09.2021.