Presidente da AMB parabeniza Socesp pelos seus 50 anos durante cerimônia de posse da nova diretoria da entidade
Na manhã desta quarta-feira (28), Dr. César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira – AMB – participou da cerimônia de posse da nova diretoria da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) para o biênio 2026/2027, realizada no Hotel Renaissance, em São Paulo. Este ano, a entidade também celebra 50 anos de existência.
“É uma honra para mim representar a AMB e prestigiar este momento de tantas celebrações para a Socesp, que comemora cinco décadas de trajetória, por meio de muitos feitos para a Cardiologia em São Paulo, e compartilha conosco a formação da sua nova diretoria. Desejo a cada um de vocês todo sucesso no novo capítulo que se inicia para essa importante instituição”, salientou Dr. César.

A nova equipe de diretores da Socesp será presidida pelo Dr. Ricardo Pavanello, cardiologista e ex-diretor de Comunicação da entidade. Durante o evento, Pavanello pontuou seus principais projetos, como o desejo de implementar uma política de eventos em macrorregiões do interior do estado.
“Precisamos levar São Paulo para as regionais, mostrar engajamento de mão dupla, que não apenas traga as diretorias locais para a Capital, mas também faça o movimento contrário”, explicou o novo gestor.
Clique aqui e confira os nomes dos membros da nova diretoria da Socesp.
Nota da Associação Médica Brasileira sobre a liberação da prescrição de antibióticos por enfermeiros
A Associação Médica Brasileira (AMB) manifesta contrariedade à liberação da prescrição de antibióticos por profissionais sem formação médica e declara apoio ao posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM).
A prescrição de antimicrobianos envolve diagnóstico clínico, avaliação de riscos, definição de dose, via e duração do tratamento – competências que exigem formação médica aprofundada.
A ampliação indevida da prescrição representa grave ameaça à segurança do paciente e um retrocesso no combate à resistência antimicrobiana, um dos maiores desafios de saúde pública no mundo. Flexibilizar atos prescritivos como esse não resolve problemas estruturais do sistema de saúde e expõe a população a riscos evitáveis.
Aos enfermeiros cabe a disponibilização de medicamentos em programas públicos e rotinas institucionais após diagnóstico médico, conforme protocolos já estabelecidos.
A AMB reitera que a ampliação de atribuições clínicas não pode ser tratada como solução simplista para problemas estruturais do sistema de saúde. A falta de médicos em determinadas regiões, a sobrecarga da atenção básica e a fragilidade do financiamento do SUS não se resolvem com a flexibilização desatinada de atos médicos, mas com políticas públicas consistentes de provimento de médicos, infraestrutura adequada e valorização profissional.
A AMB seguirá atuando junto às autoridades para garantir que a prescrição de antibióticos permaneça sob responsabilidade médica, em defesa da ciência e da segurança da população.
Associação Médica Brasileira (AMB)
Fonte: AMB, em 28.01.2026.