
A Associação Médica Brasileira (AMB), representada pelo diretor científico, Dr. José Eduardo Dolci, acompanhou uma nova audiência pública realizada na Câmara dos Deputados em Brasília, nesta terça-feira (21), para debater acerca do impacto do Decreto nº 11.999 sobre a Comissão Nacional de Residência Médica – CNRM. Por unanimidade, as entidades médicas presentes na audiência, promovida pela Comissão de Educação, se declararam contra o decreto.
A luta pela exclusão da Câmara Recursal, que, de acordo com o decreto, seria conduzida somente por membros do governo federal sem a participação efetiva da sociedade civil e das entidades médicas, foi um dos pontos destacados durante a discussão. Para o Dr. José, a composição da Câmara Recursal é sinônimo de desastre.
“Estamos falando que a detenção do conhecimento, de quem ensina as especialidades na residência médica são os especialistas. A nossa posição é de que realmente essa Câmara Recursal deve ser constituída de uma forma correta ou deve deixar de existir”, pontuou o médico.
Durante a audiência, o diretor da AMB também agradeceu ao deputado Nikolas Ferreira pela iniciativa em realizar a audiência e falou sobre o crescimento acelerado e desordenado do número de escolas de medicina no Brasil que preocupa as instituições médicas devido à capacitação dos novos médicos que estão entrando no mercado de trabalho.
Se hoje já estamos no topo do número de médicos por mil habitantes, futuramente isso certamente vai extrapolar de uma maneira insensata. A nossa maior preocupação é em relação à qualidade dos médicos. Por isso, estamos sempre enfatizando sobre a importância dos estudantes de medicina realizarem a residência médica, para que se possa compartilhar o mínimo de conhecimento com esses médicos formados, e, consequentemente, para que eles consigam realizar um atendimento digno à população brasileira.
Entre as autoridades presentes na audiência, participaram o representante do Conselho Federal de Medicina (CFM) na CNRM, Dr. Mauro Ribeiro; a coordenadora-geral de Residências Médicas em Saúde, Patrícia Franco Marques; o professor e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia – SBN, o Dr. Wuilker Knoner Campos e os deputados Dr. Osmar Terra e Luiz Ovando.
Clique aqui e confira na íntegra a audiência pública na Comissão de Educação.
Diretoria da AMB se reúne com representantes da Academia Cristã de Letras em apoio ao Congresso Médico Cristão de 2024

Membros da diretoria da Associação Médica Brasileira – AMB – se reuniram na manhã desta quarta-feira (22) com representantes da Academia Cristã de Letras – ACL – para reforçar o apoio da AMB ao Congresso Médico Cristão, que será realizado entre os dias 14 e 16 de novembro deste ano, na cidade de Campinas/SP.
Na oportunidade, o atual presidente da ACL, Dr. Juarez Avelar, destacou a satisfação em estar de volta à sede da AMB, já que trabalhou na entidade durante três gestões, e pela parceria da associação em relação ao congresso.
“Viemos aqui dialogar com o Dr. César e com os diretores da AMB para fortalecer a interlocução na divulgação do nosso evento, e conseguimos total êxito nisso. Ficamos muito contentes com o resultado deste encontro. Para mim é uma dupla alegria por estar de volta ao local onde atuei durante alguns anos ao longo da minha carreira e pelo total apoio recebido da diretoria da AMB”, comentou Dr. Juarez.
Participaram da reunião pela AMB, o presidente, Dr. César Eduardo Fernandes; o diretor científico, Dr. José Eduardo Dolci; o secretário-geral, Dr. Florisval Meinão e a Dra. Márcia Etelli Coelho, primeira secretária da Academia Cristã de Letras.
Decreto 11.999 é tema de reunião entre diretoria da AMB e representantes da SAES

Nesta quarta-feira (22), foi realizada reunião, na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), entre a diretoria da entidade e representantes da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde, com o objetivo de discutir os impactos do Decreto 11.999, de 17 de abril deste ano.
O decreto aponta para um desequilíbrio na composição da Comissão Nacional de Residência Médica – CNRM, que passa a contar com o dobro de representantes do governo federal, o que afetará a equidade na tomada de decisões em favor da gestão em detrimento de posicionamentos técnicos e éticos apontados pelas entidades médicas.
Um dos pontos mais graves é a retirada da obrigatoriedade de que os membros indicados pelos Ministérios para compor a CNRM sejam médicos. As entidades médicas temem por decisões que não sejam embasadas pelos nobres propósitos da formação do médico especialista que, necessariamente, precisa adquirir as competências já aprovadas por cada uma das sociedades de especialidade, bem como ganhar a autonomia para realização, por si só, dos procedimentos que caracterizam cada uma das especialidades médicas. Não se pode conferir o título de especialista a médicos que não seguiram, rigidamente, o estabelecido em cada programa oficial de residência médica do MEC.
Outra pauta em destaque é o fato de que a CNRM sempre teve um secretário executivo que, via de regra, se tratava de um profissional capacitado, que detinha alto nível de conhecimento e capacidade analítica sobre o que é residência médica. A nova diretriz determina a desqualificação do papel do secretário executivo, que deixa de ser membro votante da Comissão para exercer funções meramente administrativas.
Estiveram presentes na reunião o presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes, o secretário executivo da Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Dr. Adriano Massuda; o diretor de Comunicação da AMB, Dr. Carlos Von Bathen; o diretor científico da AMB, Dr. José Eduardo Dolci, o segundo tesoureiro da AMB, Dr. Fernando Tallo, o presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), Dr. Pedro Eder Portari, presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e o vice-presidente do CBC, Dr. Flávio Tomasich.
Fonte: AMB, em 23.05.2024.