Nova sede da SOMERJ marca fortalecimento do associativismo médico no Rio de Janeiro

A Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro — SOMERJ — realizou, no último dia 15, a reinauguração de sua sede em um evento que reuniu diretores, entidades filiadas, parceiros e convidados. O encontro marcou um novo momento para a instituição, reforçando o compromisso com a valorização da Medicina e o fortalecimento da representatividade médica no estado do Rio de Janeiro.
A cerimônia contou com a presença de lideranças médicas e representantes de entidades parceiras, que puderam conhecer as instalações revitalizadas da sede da SOMERJ. O espaço foi preparado para ampliar a integração entre os médicos, promover encontros institucionais e fortalecer as atividades científicas e associativas da entidade.
“Hoje celebramos não apenas a modernização de um espaço, mas também um momento de fortalecimento institucional, de renovação e de reafirmação do compromisso da SOMERJ com os médicos do Estado do Rio de Janeiro, com suas filiadas, parceiros e com a sociedade”, afirmou o presidente da SOMERJ, Rômulo Capello Teixeira.
Ele lembrou que a sede sempre foi mais do que um espaço físico da SOMERJ. Representa encontros, debates, construção coletiva, convivência institucional e o trabalho permanente em defesa da Medicina e da classe médica, “Por isso, compartilhar este momento ao lado de pessoas que participam ativamente dessa trajetória torna esta reinauguração ainda mais importante e simbólica”, disse.
Dr. César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), da qual a SOMERJ é filiada, enviou mensagem de congratulações à diretoria da SOMERJ, destacando as conquistas da entidade. “Parabenizo o presidente Rômulo por esse importante feito, que certamente se consolida como um grande legado de sua gestão e de toda a diretoria da SOMERJ para a atual e as futuras gerações de médicos cariocas”.
E completou: “Trata-se de uma conquista que fortalece a Medicina, valoriza a classe médica e deixa uma contribuição permanente para a história da entidade e da Medicina do Rio de Janeiro”.
Durante a programação, os convidados participaram de momentos de confraternização e celebração, destacando a importância histórica da SOMERJ para a Medicina fluminense e brasileira. A reinauguração simboliza também um investimento na modernização da estrutura da instituição, proporcionando mais acolhimento, funcionalidade e proximidade com os associados. Com o lema “Orgulho de ser SOMERJ”, a entidade reafirmou seu propósito de seguir atuando em defesa da classe médica, promovendo iniciativas voltadas à qualificação profissional, à ética e ao desenvolvimento da Medicina.
Rômulo também destacou que a transformação da entidade é resultado de um processo coletivo de fortalecimento institucional. “Nenhuma transformação institucional acontece de forma individual. Esta gestão tem sido construída de maneira coletiva, participativa e comprometida. Cada integrante da Diretoria, cada colaborador, cada parceiro institucional e cada associação filiada participa ativamente desse processo de fortalecimento da SOMERJ”, declarou.
O presidente ainda enfatizou a importância da integração entre a SOMERJ e suas filiadas regionais e municipais. Ele destacou que há um movimento que se retroalimenta de forma positiva: as filiadas fortalecem a SOMERJ, e a SOMERJ fortalece suas filiadas, ampliando a capacidade de representação, integração e atuação institucional em benefício da Medicina e da sociedade.” Nos últimos anos, a entidade ampliou sua presença no interior do estado, fortaleceu reuniões regionais acompanhadas de atividades científicas e institucionais, reformulou seu Estatuto em 2024 e consolidou iniciativas como o XIII Congresso SOMERJ, realizado em Vassouras, além da criação do Fórum SOMERJ, realizado em Búzios. A nova estrutura da sede também recebeu investimentos em modernização administrativa e operacional, com aquisição de novos equipamentos, renovação do mobiliário, melhoria dos espaços de trabalho e implantação de um novo sistema de cadastro e gestão, proporcionando maior eficiência e melhor relacionamento com associados e filiadas.
Durante o evento, Rômulo também destacou a aproximação institucional da SOMERJ com a Associação Médica Brasileira. Segundo ele, a entidade tem participado ativamente das discussões nacionais da Medicina, integrando a diretoria da AMB e fortalecendo sua presença nos principais fóruns médicos do país.
A cerimônia também contou com mensagem do presidente do CREMERJ, Antonio Braga Neto, que encaminhou congratulações à entidade pela reinauguração.
Por unanimidade, Comissão de Assuntos Sociais aprova PL que atualiza o piso salarial de médicos no Brasil
Dia histórico para a Medicina brasileira. Nesta quarta-feira, 20 de maio, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 1365/2022, que modifica o salário-mínimo dos médicos cirurgiões-dentistas brasileiros, previsto na Lei nº 3.999, de 15 de dezembro de 1961.
A proposta estabelece piso nacional de R$13.662,00 para jornadas de 20 horas semanais, reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de atualização dos valores de hora extra e adicional noturno e novas garantias trabalhistas para a categoria.
O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. César Eduardo Fernandes celebrou esse importante passo para a classe médica. “Mais uma vitória para a classe médica brasileira que precisa ser celebrada e compartilhada. Sou médico há mais de 40 anos, e defender a boa Medicina é lutar também para que médicos e médicas tenham melhores condições de trabalho”, disse o gestor.
O líder da entidade médica salientou o trabalho que a Associação Médica Brasileira realiza em prol da Medicina, através de seus núcleos e comissões, como o Núcleo de Apoio Parlamentar – o NAP, que acompanha as votações e projetos de leis e demais questões que englobam a Medicina no país.
“A AMB é uma entidade que defende médicos e médicas, que trabalham incansavelmente em hospitais, postos de saúde e consultórios, cuidando da saúde da população. E há 75 anos seguimos nesse objetivo, de que a Medicina seja exercida com qualidade e segurança aos pacientes. Parabéns por mais essa conquista e contem sempre conosco”, finalizou Dr. César.
O Projeto de Lei
Segundo o relator da matéria, o senador Fernando Dueire, a atualização de um piso nacional adequado pode contribuir para reduzir desigualdades regionais na distribuição de médicos e dentistas, fortalecendo a presença desses profissionais em municípios menores e regiões remotas.
O projeto ainda prevê o acréscimo do adicional noturno para 50% e a adequação do pagamento de horas extras aos percentuais estabelecidos pela Constituição Federal. Apesar do impacto financeiro significativo, o parecer defende que a medida representa uma correção histórica diante do subinvestimento na valorização dos profissionais da saúde, destacando ainda a importância do financiamento complementar pelo Fundo Nacional de Saúde para assegurar a sustentabilidade dos entes subnacionais.
Jornal O POVO - Luciana Rodrigues: O paradoxo das médicas no Brasil

O Brasil atravessa uma transformação histórica na medicina. Pela primeira vez, as mulheres são maioria entre os médicos em atividade no País: representam 50,9%. Do total, segundo a Demografia Médica 2025. Em 2010, eram 41%, e a tendência é. De crescimento contínuo — até 2035, devem alcançar 56% da força de trabalho médica.
O avanço numérico reflete maior acesso a formação, ampliação de oportunidades e. Mudança cultural importante. No entanto, os dados revelam um descompasso: a. Presença feminina cresce, mas a igualdade de condições ainda não acompanha. Esse movimento. Hoje, menos de 30% dos cargos de liderança na medicina são ocupados por mulheres. Em hospitais, universidades e entidades de classe, médicas ainda. Enfrentam barreiras para ascender profissionalmente. Relatos de assédio moral e. Sexual persistem, assim como dificuldades para conciliar carreira e responsabilidades familiares — desafio que continua recaindo de forma desproporcional sobre elas.
A desigualdade de gênero impacta diretamente a qualidade da medicina. Ambientes diversos são mais inovadores, produzem decisões mais equilibradas e. Refletem melhor a sociedade ignorar esse cenário é limitar o potencial do sistema de saúde.
Foi diante dessa realidade que a Associação Médica Brasileira criou a Comissão. Nacional em Defesa dos Direitos do Trabalho da Mulher Médica (Conadem), voltada ao enfrentamento de questões como equidade salarial, combate ao assédio,. Garantia de condições adequadas durante gestação e amamentação e estímulo à. Presença feminina em cargos de liderança.
A mudança já era visível nas universidades as mulheres representam a maioria. Entre os estudantes de medicina desde a década passada: eram 53,7% em 2010 e. Chegaram a 61,8% em 2023. O futuro da profissão já tem rosto majoritariamente feminino.
O desafio agora é transformar presença em protagonismo, influência e poder de. Decisão. Para isso, é fundamental ampliar a produção de dados, fortalecer políticas. De inclusão e construir ambientes mais justos. Valorizar a mulher médica não é apenas atender a uma demanda da categoria, mas fortalecer o sistema de saúde e melhorar a assistência prestada à população.
Fonte: AMB, em 21.05.2026.













