Dr. César Fernandes fala sobre ‘Terapia hormonal em paciente com risco cardiovascular’ no 34º Congresso Ginecologia e Obstetrícia de Ribeirão Preto

O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. César Eduardo Fernandes, compôs a grade de palestrantes do último dia do 34º Congresso Ginecologia e Obstetrícia de Ribeirão Preto – evento realizado pela Fundação Maternidade Sinhá Junqueira – entre os dias 11 e 13 de março. O especialista compôs a mesa de discussão voltada para o tema ‘Climatério’.
Em sua participação, Dr. César falou sobre ‘Terapia hormonal em paciente com risco cardiovascular’. Foram abordados tópicos como efeitos da Terapia Hormonal (TH) no climatério sobre o risco cardiovascular, estratificação do risco cardiometabólico na menopausa, TH em Risco Intermediário ou Elevado e Terapia de Reposição Hormonal (TRH) após Infarto Agudo do Miocárdio (IAM): efeitos sobre fatores de risco.
Alguns estudos – como o Gerenciamento da Menopausa para Mulheres com Doença Cardiovascular (Management of Menopause for Women with Cardiovascular Disease) – também foram explanados pelo presidente da AMB ao longo de sua apresentação.
“Nos preocupamos com o atendimento que será feito à população por médicos com pouca qualificação”, pontuou o presidente da AMB durante audiência pública sobre ‘Resultados do Enamed 2025’
Na tarde desta terça-feira (17), o professor, ginecologista e presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. César Eduardo Fernandes participou de audiência pública promovida pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados em Brasília, para debater sobre ‘Resultados do Enamed 2025’ e seus desdobramentos para a formação médica, a regulação dos cursos e o provimento de profissionais, considerando impactos sobre a qualidade da assistência no sistema de saúde brasileiro. O encontro foi proposto pela deputada Adriana Ventura.
Dr. César agradeceu a deputada pela iniciativa da realização do debate em torno da qualidade do ensino médico no Brasil e iniciou sua fala pontuando que a possibilidade de realizar dois exames distintos poderia causar conflitos do ponto de vista ético e de natureza jurídica. “Temos que ter a sabedoria de seguir em uma única direção”.
O gestor também falou sobre a importância de o ensino médico ter aulas práticas, em campos de estágio, e hoje, com o excesso de escolas médicas funcionando no país, não há espaço para atender aos mais de 50 mil formandos por ano, nem há docentes suficientes para atender essa demanda.
“Nos preocupamos com o atendimento que será feito à população por médicos com pouca qualificação. Dessa forma, precisamos avaliar as instituições de ensino. O ensino na graduação médica não se faz apenas com aulas teóricas”, completou o médico.
O ginecologista também mencionou o papel do Enamed, destacando que o exame é visto como um instrumento relevante para indicar a qualidade da formação, ao avaliar o desempenho dos egressos e, indiretamente, das escolas. Entretanto, Dr. César destacou que o exame não substitui uma avaliação completa das instituições e que seus resultados devem levar a medidas rigorosas de regulação.
“O Enamed é importante, mas é necessário aprimorar e complementar esse exame, muito provavelmente com a criação de um conselho em que entrariam as unidades formadoras. Nele estariam entidades como a AMB, o Conselho Federal de Medicina, e, claro, contaria com a participação do Ministério da Educação. Essas instituições deveriam compor um grupo que poderia ser o orientador do Enamed”, analisou o presidente da AMB.
Convidados da audiência
Também estiveram presentes durante a audiência pública o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES), Dr. Bruno Coimbra; Elizabeth Guedes, presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen); Dra. Maria Dulce Garcez Leme Cardenuto, representante da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Dr. Paulo Pêgi Fernandes, vice-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Dr. Juliano Griebeler, presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), e José Luiz Gomes Amaral, secretário-executivo da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP).
Confira a audiência pública na íntegra aqui.
‘Panorama atual do ensino médico no Brasil’ é apresentado pelo presidente da AMB em reunião clínica da disciplina de Ginecologia da FMUSP

O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), professor e ginecologista, Dr. César Eduardo Fernandes foi convidado a participar de uma das reuniões clínicas que são realizadas por meio da disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Durante a sua apresentação, o especialista falou sobre o tema ‘Panorama atual do ensino médico no Brasil’.
Entre os pontos abordados na palestra, Dr. César explanou sobre o crescimento acelerado e desordenado de escolas médicas no Brasil nos últimos anos e a desigualdade na distribuição desses profissionais nas regiões do país.
“O Brasil já tem mais de 635 mil médicos e pode chegar a 1,1 milhão em 2035, segundo dados da Demografia Médica que foi lançada em março de 2025. E a maioria se encontra nos grandes centros, principalmente, nas Regiões Sul e Sudeste. Uma grande preocupação para a classe médica, já que muitas escolas, em especial as privadas, apresentam estruturas precárias para a formação na graduação do estudante de medicina”, explicou Fernandes.
O professor também compartilhou dados sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em 2025, criado para avaliar, de forma indireta, a formação médica no Brasil. O resultado da primeira edição da prova mostrou que dos 351 cursos de medicina avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2. “Escolas com baixo desempenho sofrerão sanções, como a redução de vagas e suspensão total do ingresso de novos estudantes”, completou o médico.
O crescente descompasso entre número de formados e vagas de residência médica, a validade vitalícia do título de especialista e a necessidade de atualização contínua dos médicos também foram pontos debatidos durante a apresentação do presidente da AMB na disciplina de Ginecologia da FMUSP.
Confira a palestra na íntegra aqui.
Fonte: AMB, em 18.03.2026.