Dr. Rômulo Capello participa de mesa-redonda sobre ‘Compliance e suas Dimensões’ no
XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia

No último sábado (10), o diretor cultural da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Rômulo Capello Teixeira, foi um dos palestrantes do XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia, realizado pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN), no Rio de Janeiro, entre os dias 6 e 10 de outubro.
Em sua participação, Dr. Rômulo apresentou o tema ‘O que podemos esperar para o futuro’ na mesa-redonda sobre ‘Compliance e suas Dimensões’. “Foi uma honra poder representar a AMB nesse grandioso evento da Neurologia, e debater sobre um assunto de suma importância para o exercício da Medicina”, destacou Capello.
O evento
O XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia contou com uma programação de cinco dias, trazendo como tema central “Neurologia do Futuro”. O evento contou com a participação de membros da ABN e de especialistas das principais instituições neurológicas do país.
Diretores da AMB participam do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro

O Dr. Rômulo Capello, diretor cultural da Associação Médica Brasileira (AMB); o Dr. Florisval Meinão, secretário-geral da entidade, e a Dra. Cláudia Navarro, vice-presidente da Região Sudeste da AMB, participaram do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em parceria com o World Congress of Cardiology. O evento ocorreu entre os dias 8 e 10 de outubro, no Riocentro, na cidade do Rio de Janeiro.
No primeiro dia do evento, Dr. Florisval integrou o Fórum dos Residentes para falar sobre o tema ‘Aspectos legais do TEC e a importância da titulação’. No segundo dia do congresso, Dr. Rômulo fez parte da mesa-redonda sobre Defesa Profissional, Advocacy, Gestão em Saúde para apresentar o tema ‘Estatuto do direito dos pacientes: o que pode mudar?’.
A Dra. Cláudia Navarro participou da abertura do congresso e compôs o time feminino de especialistas em uma miniconferência sobre ‘Liderança e Carreira’, trazendo para debate o tema ‘Mulher na Medicina – Cenário atual no Brasil’.
A AMB segue em parceria com suas sociedades de especialidades, com o objetivo de ampliar conhecimento na área médica e fortalecer a Medicina brasileira.



O congresso
O 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia contou com a presença de especialistas renomados de diferentes países, em uma jornada que reuniu ciência, inovação e networking. Uma oportunidade exclusiva, que possibilitou aos médicos do Brasil e do mundo vivenciar o que há de mais atual na ciência cardiovascular.
Comunicado aos associados da Associação Médica Brasileira
O encerramento de um ciclo e o compromisso permanente com o associativismo médico
Prezados associados,
A recente Assembleia que apreciou a proposta de reforma do Estatuto da Associação Médica Brasileira (AMB), destinada à criação da categoria de sócio afiliado, marcou o encerramento de um importante ciclo de trabalho e reflexão sobre o futuro do nosso movimento associativo.
Embora tenha recebido o apoio da maioria dos votantes, superando 50% dos votos favoráveis, a proposta não alcançou o quórum regimental de dois terços necessário à sua aprovação. Esse resultado, expressão legítima do processo democrático que rege nossa instituição, deve ser acolhido com respeito e serenidade.
Encerra-se, assim, um trabalho desenvolvido ao longo de aproximadamente seis anos, durante os quais nos dedicamos à construção de uma alternativa que acreditávamos representar um passo importante para a modernização, a ampliação da representatividade e o fortalecimento institucional da AMB.
Desde sua concepção, a iniciativa esteve fundamentada na convicção de que a força do associativismo médico depende da integração, da cooperação e do reconhecimento da importância de todas as entidades que compõem nosso sistema associativo.
A proposta buscava aproximar ainda mais a AMB, suas Federadas e as Sociedades de Especialidades, reunindo-as em um projeto institucional mais abrangente, sob a coordenação da Associação Médica Brasileira, preservando integralmente a autonomia, a identidade e as prerrogativas de cada entidade.
A criação da categoria de sócio afiliado permitiria incorporar à AMB médicos vinculados às Sociedades de Especialidades, mediante contribuição simbólica e com direitos estatutários restritos, sem direito a voto ou à candidatura aos cargos eletivos. A participação nesse novo modelo seria facultativa, respeitando a liberdade de adesão de cada entidade.
Mais do que uma alteração estatutária, tratava-se de uma iniciativa de aproximação e fortalecimento coletivo, concebida para enfrentar um desafio que merece a atenção de todos: a progressiva redução do número de associados da AMB e suas consequências para a representatividade e a sustentabilidade institucional.
Acreditamos que a força da AMB constitui um patrimônio compartilhado por suas Federadas e Sociedades de Especialidades. Sua preservação é essencial para que possamos continuar exercendo, com legitimidade e independência, nossas responsabilidades na defesa da Medicina e dos médicos brasileiros.
Entre essas responsabilidades, destaca-se a participação da AMB, em conjunto com suas Sociedades de Especialidades, no sistema de concessão dos títulos de especialista, uma conquista histórica de extraordinário valor para a Medicina brasileira.
Ao longo das discussões, diferentes opiniões, preocupações e perspectivas foram apresentadas. Todas merecem respeito, pois refletem a diversidade de experiências e visões existentes entre as entidades que integram a AMB.
É próprio da vida associativa que propostas de transformação suscitem debates e posicionamentos distintos. Essa diversidade integra a construção democrática e deve ser valorizada como expressão de nossa convivência institucional.
Embora a proposta não tenha alcançado a aprovação necessária, permanece nossa convicção de que foi concebida com espírito construtivo, responsabilidade e genuíno propósito de contribuir para o futuro da AMB e de todas as entidades que a integram.
É com esse sentimento que encerramos este capítulo, respeitando a decisão da Assembleia e reconhecendo o empenho de todos que participaram desse longo processo de reflexão e construção.
O trabalho realizado não perde seu significado pelo fato de a proposta não ter sido aprovada. Permanecem as ideias debatidas, as experiências compartilhadas e, sobretudo, a consciência de que os desafios do associativismo médico exigem atenção permanente e disposição para buscar novos caminhos.
A modernização e o fortalecimento da AMB continuam sendo responsabilidades coletivas, que ultrapassam propostas específicas e exigem diálogo, cooperação e compromisso com o futuro.
Seguiremos trabalhando com a mesma dedicação que sempre orientou nossa atuação, respeitando as diferenças e valorizando aquilo que nos une: a defesa da Medicina brasileira, a valorização dos médicos e o fortalecimento de suas entidades representativas.
Ao concluir este ciclo, renovamos nossa confiança na capacidade da AMB, de suas Federadas e de suas Sociedades de Especialidades de construir, pelo entendimento e pela união, um futuro cada vez mais sólido para o associativismo médico brasileiro.
Encerra-se uma proposta, mas permanecem nossos ideais, nossa confiança no diálogo e nosso compromisso inabalável com a AMB e com a Medicina brasileira.
Atenciosamente,
Associação Médica Brasileira – AMB
Fonte: AMB, em 13.10.2026.