
Uma das propostas que a Associação Médica Brasileira apresentou para suas Federadas e Sociedades de Especialidade, no primeiro semestre deste ano, foi o projeto de um Novo Modelo Associativo.
Após várias reuniões, com diversas ponderações e sugestões das Federadas e Sociedades de Especialidade, houve a necessidade de uma melhor avaliação do modelo apresentado, para que novas propostas sejam apresentadas e incorporadas em prol do futuro do associativismo médico.
Para dar andamento a este importante projeto, foi criada a Comissão de Reforma do Modelo Associativo – COREMA, composta por 12 (doze) membros, sendo 06 (seis) Presidentes de Federadas e 06 (seis) Presidentes de Sociedades de Especialidade.
A Coordenação ficou a cargo do Dr. Luiz Carlos von Bahten, representante do CBC. As demais Sociedades de Especialidade são representadas pelo Dr. João Fernando Monteiro Ferreira (SBC), Dr. Jorge dos Santos Silva (SBOT), Dr. Fernando Sabia Tallo (SBCM), Dr. Marcos Antonio Costa de Albuquerque (SBA) e Dr. Valdair Francisco Muglia (CBR). Os representantes das Federadas são Dr. José Luiz Gomes do Amaral (APM), Dr. Fábio de Castro Guerra (AMMG), Dr. Ognev Meireles Cosac (AMBr), Dra. Jene Greyce Oliveira da Cruz (AMAC), Dr. Ricardo Moreira Martins (AMRIGS) e Dr. José Albuquerque de Figueiredo Neto (AMMA).
Importante ressaltar que a participação de todas as Federadas e Sociedades de Especialidade é primordial ao êxito deste projeto. Pensando nisso, a COREMA enviou um questionário à todas as Federadas e Sociedades de Especialidade para que também participem enviando sugestões as quais serão encaminhadas à assessoria contratada pela AMB que auxilia os trabalhos da COREMA.
Com reuniões todas as segundas-feiras, a COREMA tem a importante missão de recepcionar, centralizar, avaliar e propor novas propostas para o Novo Modelo Associativo da AMB, Federadas e Sociedades de Especialidade.
AMB presente no XXIII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) promoveu, entre os dias 3 e 5 de novembro, no Windsor Convention & Expo Center, no Rio de Janeiro, o XXIII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica. Depois de uma edição híbrida em 2021, o tradicional evento da SBOC – que a partir de 2022 passa a ser realizado anualmente – retornou ao formato presencial e reuniu, em um só lugar, todos os principais players envolvidos com o cuidado do câncer.
O Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes, esteve presente no primeiro dia do evento (03/11) e foi um dos palestrantes na sessão “Economia da Saúde e Políticas Públicas”, na qual abordou o tema “Meu SUS é diferente do seu. Qual o motivo?”.
Durante a palestra, o Presidente da instituição falou sobre a realidade do Sistema Único de Saúde no tratamento de pacientes oncológicos e ressaltou que o SUS tem um bom arcabouço regulamentar para o atendimento integral desses pacientes, mas que a distribuição no Brasil não respeita a equidade, uma vez que no país existem áreas de excelência e outras de muita dificuldade. César Eduardo Fernandes também evidenciou que encontrar caminhos para melhorar essa desigualdade regional seria um dos grandes problemas do Sistema Único de Saúde, bem como a questão de financiamento, tendo em vista que se trata de um tratamento de alto custo e com drogas cada vez mais caras, o que tem dificultado o suporte orçamentário do SUS.
“A Associação Médica Brasileira se sente honrada em participar de um evento tão bem-organizado como o Congresso Brasileiro de Oncologia. O fato de termos uma Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica com competência para fazer ações como essa é motivo de orgulho para todos os brasileiros”, conclui.
Presidente da AMB participou do Congresso Brasileiro de Medicina Farmacêutica

Na última sexta-feira (4), a Associação Brasileira de Medicina Farmacêutica (SBMF) promoveu o Congresso Brasileiro de Medicina Farmacêutica. O evento foi realizado presencialmente no Intercity Paulista, em São Paulo, e abordou temas como capacitação e regulamentação da Pesquisa Clínica, avanços digitais em Pesquisa Clínica, acesso atual às novas tecnologias em saúde, transparência na relação indústria farmacêutica e classe médica e o futuro da carreira em Medical Affairs na indústria farmacêutica.
O Congresso contou, entre seus palestrantes, com a presença do Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes, que participou do Módulo V: Transparência na relação indústria farmacêutica e classe médica. O debate também teve a colaboração de Carolina Palhares Lima, representante do Ministério da Saúde, e de Ana Carolina Cagnoni, da Interfarma.
Durante o evento, o Presidente da AMB defendeu que a relação entre a indústria farmacêutica e a classe médica tem que ser transparente e pautada por princípios éticos, mas que é preciso buscar uma regulamentação.
“Nós não podemos aceitar propostas que estão sendo estudadas dentro do Ministério da Saúde que visem dar publicidade à remuneração que médicos podem ter por prestar serviços para a indústria farmacêutica. Nós achamos que isso é uma invasão de privacidade. Se existe a preocupação de que médicos estejam fazendo isso com infrações éticas, isso deve ser apurado, mas não através do médico que recebeu determinado valor pelo simples fato de ter prestado um serviço”, destacou César Eduardo Fernandes.
O Presidente da Associação Médica Brasileira ressaltou que gostariam de ser chamados a essa discussão e entender melhor as propostas do Ministério da Saúde nessa direção, para que médicos não sejam expostos. “Nós queremos transparência, queremos ética, mas queremos respeito também. Caso exista alguma infração, ela deve ser apontada. Se algum profissional da classe médica cometer alguma infração, que ele seja responsabilizado por isso. Nós não queremos encobrir nenhuma infração, mas nem por essa razão achamos que tudo o que o médico recebe deva ser evidenciado para conhecimento público”, conclui.
Fonte: AMB, em 09.11.2022.