
Em reunião realizada nesta terça-feira (5), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado Federal, aprovou o Projeto de Lei 213/2022, que assegura a participação de um especialista indicado pela Associação Médica Brasileira (AMB) na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto, que também prevê outras medidas, seguirá diretamente para apreciação na Câmara dos Deputados.
A CAS é presidida pelo Senador Sérgio Petecão (PSD/AC). O projeto, de autoria do Senador Rogério Carvalho (PT/SE), altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre diversos temas, como condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento de serviços correspondentes.
A relatoria foi do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que apresentou parecer favorável à proposta. No texto, Randolfe ressaltou que houve um lapso do Congresso Nacional ao não incluir um representante da AMB entre os integrantes da Conitec. Mencionou também que a entidade possui vasta experiência na análise de evidências científicas, assim como na elaboração de diretrizes de conduta diagnóstica e terapêutica para a classe médica, podendo assim contribuir para elevar o nível técnico dos debates e qualificar as decisões exaradas. Citou ainda que a inovação promovida pela Lei trará mais transparência, previsibilidade e competência técnica aos atos praticados no âmbito da Conitec.
“É importante ressaltar que esta iniciativa é mais um fruto das ações da AMB em Brasília, por meio de seu Núcleo de Atuação Parlamentar, que não mediu esforços para defender a questão junto aos congressistas”, afirma César Fernandes, presidente da AMB.
Pelo quinto ano seguido, a RAMB tem aumento em seu fator de impacto, atingindo seu maior número da história da revista

O Journal Citation Reports (JCR) divulgou nesta semanaa lista das revistas científicas com os indicadores de impacto do ano de 2021 com base em estatísticas de dados de citação. A RAMB – Revista da Associação Médica Brasileira, classificada na área de clínica médica e medicina geral, apresentou um fator de impacto de 1,712 ou seja, mais de 0,5 ponto percentual em relação à classificação anterior no ano de 2020, que era de 1,209 e o maior número na história da revista. Com esse número, a Ramb passa a integrar o Q3 (Terceiro quartil), apenas dois degraus abaixo das publicações científicas com maior número de fator de impacto, como a Lancet, New England, Jama e British Medical, entre outras.
Este é o quinto ano seguido que a revista da AMB vem registrando aumento em seu fator de impacto. “Trata-se de um número relevante e mostra que a Ramb está na direção correta na busca da excelência científica, o que vem sendo refletido através do aumento crescente e significativo em seu fator de impacto, que é uma das nossas metas a cada ano”, afirma o editor-chefe da revista, Dr. Renato Deláscio Lopes. “Isso significa também mais responsabilidade perante nossos leitores, portanto, vamos continuar elevando o nível de exigência visando melhorar ainda mais a qualidade do nosso periódico”, acrescenta. “Além disso, é importante lembrar que esse grande momento da revista é o resultado de um trabalho em equipe, com dedicação e comprometimento de muitos, incluindo os editores associados, corpo editorial, revisores e editores anteriores da revista nos últimos anos. Somente com esse engajamento e princípio de continuidade na excelência científica, juntamente como o suporte da Diretoria da AMB e das Sociedades de Especialidades, poderemos atingir resultados brilhantes e continuar colocando a RAMB na vitrine científica do mundo”, ressalta Dr. Lopes.
O fator de impacto é uma medida que demonstra a média de citações de artigos científicos publicados em determinada revista, servindo como parâmetro para avaliar e comparar periódicos de uma mesma área. Quanto maior for o fator de impacto de uma revista, maior serão as chances de o artigo ser acessado nas várias bases de dados onde a Ramb está indexada.
Além do Journal Citation Report (Science Citation), que avalia as revistas nacionais e internacionais, a Ramb também aparece no SJR SCImago (Journal & Country Rank da base de dados Scopus/Elsevier), e tem avaliação B1 no Qualis/Capes. A Revista da Associação Médica Brasileira ainda é indexada nestas que são as principais bases de dados mundiais: LILACS; PubMed (Medline); Scopus e Scielo.
Fonte: AMB, em 05.07.2022.