Conselho Deliberativo da AMB avalia ações e projeta próximos oito meses de gestão

A Associação Médica Brasileira (AMB) realizou, nesta segunda-feira (4), mais uma reunião do seu Conselho Deliberativo, reunindo lideranças médicas de todo o país na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), no centro de São Paulo. O encontro foi marcado por debates estratégicos, avaliação das ações em andamento e alinhamento das prioridades institucionais para os próximos meses. Estiveram presentes 30 Sociedades de Especialidade e 25 Federadas da AMB, um representante do CFM – Dr. Carlos Magno – entre outros representantes e autoridades da área médica
Durante a reunião, foram apresentados avanços importantes das pautas conduzidas pela atual diretoria, com destaque para iniciativas voltadas ao fortalecimento do associativismo, à qualificação da formação médica e à defesa profissional. Os conselheiros também discutiram projetos em fase de desenvolvimento e os desafios para sua implementação dentro do atual período de gestão.
O presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes, fez um balanço das atividades realizadas até o momento e ressaltou o compromisso da diretoria em dar continuidade às entregas previstas.
“Cumprimos o nosso papel da melhor maneira possível. Ainda temos oito meses de gestão e precisamos aproveitar esse período para tentar concluir muitos projetos que são dessa diretoria provisória. É um momento de fazer entregas e encaminhar aquilo que ainda está em andamento.”
O presidente também destacou que parte das iniciativas poderá ser consolidada apenas na próxima gestão, devido ao estágio atual de desenvolvimento dos projetos. “Alguns projetos já estão mais adiantados e podem ser implantados ainda este ano. Outros, naturalmente, precisarão de continuidade na próxima diretoria, o que faz parte de um processo institucional.”
Ao final, Dr. César reforçou o reconhecimento ao trabalho coletivo dos membros do Conselho Deliberativo e das lideranças médicas envolvidas. “Fica aqui o meu agradecimento sincero a cada um de vocês pela dedicação e pelo compromisso com a nossa entidade e com a medicina brasileira.”
A reunião reafirmou o papel do Conselho Deliberativo como instância fundamental de governança da AMB, promovendo o diálogo entre as federadas e sociedades de especialidade e contribuindo para a construção de estratégias que impactam diretamente o exercício da medicina no Brasil.
Debate qualificado e alinhamento institucional
A reunião do Conselho Deliberativo reforçou o papel da AMB como instância de articulação e definição de estratégias para a Medicina brasileira. Os temas abordados evidenciam o compromisso da entidade com a modernização de sua estrutura e com a defesa da qualidade da formação médica no país. Ao reunir representantes das federadas e das sociedades de especialidade, o encontro também fortaleceu o alinhamento institucional em torno de pautas prioritárias, consolidando a atuação da AMB como protagonista na construção de políticas que impactam diretamente a prática médica e a assistência à saúde no Brasil.





Pesquisa de avaliação sobre habilidades técnico- motoras essenciais é apresentada no Deliberativo
O 1º tesoureiro da AMB, Dr. Fernando Tallo apresentou pesquisa que desenvolveu em parceria com o departamento científico da entidade, denominada – Construção de consenso sobre habilidades técnico-motoras essenciais – que tem o objetivo de determinar habilidades técnico-motoras de alunos egressos do curso de Medicina.
Tallo explicou a ação e destacou a importância da participação de médicos especialistas nessa pesquisa que foi realizada em duas etapas. “O ponto de partida do trabalho foi identificar quais habilidades técnico motoras o aluno de Medicina deve dominar ao final da graduação. Para isso, foram convidadas as sociedades de especialidade, por meio de suas comissões de ensino, a contribuir com uma tabela inicial, dando início ao processo de validação de conteúdo”, detalhou ele.
Segundo Fernando Tallo, houve uma preocupação em estabelecer uma nomenclatura padronizada, baseada em modelos reconhecidos na educação, para definir os níveis de domínio das habilidades, distinguindo desde a execução supervisionada até a autonomia e a capacidade de ensinar. Também foram considerados níveis intermediários, como reconhecer e compreender, entendidos como parte da progressão do aprendizado, além da percepção de que, mesmo apto a executar, o médico pode ainda necessitar de supervisão em determinadas situações.

“A construção do consenso entre especialistas utilizou uma metodologia estruturada, especialmente indicada para temas com pouca evidência direta, envolvendo médicos com título de especialista em todo o país, destacou o diretor.
Ele explicou, que cada habilidade foi submetida à avaliação dos participantes, que indicaram seu grau de concordância quanto à necessidade de execução com autonomia pelo egresso, permitindo posterior análise estatística dos resultados. Foram definidos critérios objetivos: habilidades com menos de 60% de concordância foram excluídas; aquelas com mais de 75% foram incorporadas à lista final; e as que ficaram entre esses percentuais seguiram para uma segunda rodada de avaliação, que também incorporou sugestões e ajustes apontados pelos especialistas.
O projeto encontra-se atualmente na segunda rodada de consenso, com foco nas especialidades mais relacionadas a procedimentos técnico-motoras, e com expectativa de conclusão ainda neste mês.
A ideia é estabelecer uma lista nacional consensual de habilidades técnico-motoras essenciais, suprindo uma lacuna histórica no Brasil em relação a outros países que já possuem essa definição estruturada. Como apontou a iniciativa, conduzida com independência, pode contribuir para o aprimoramento da formação médica e subsidiar futuras avaliações práticas de habilidades.
“É fundamental participação dos especialistas na segunda rodada, a fim de garantir a consistência dos dados e a robustez dos resultados dessa construção coletiva”, finalizou
“Criamos a CONADEM para reduzir desigualdades e contribuir por uma Medicina mais justa, plural e representativa”, explicou Dra. Luciana Rodrigues

Em mais uma apresentação no decorrer da reunião do Conselho Deliberativo da Associação Médica Brasileira (AMB), a 1ª vice-presidente da entidade, Dra. Luciana Rodrigues falou sobre o objetivo da criação da Comissão Nacional em Defesa dos Direitos no Trabalho da Mulher Médica (CONADEM) e a sua importância.
“Criamos a CONADEM para reduzir desigualdades e contribuir por uma Medicina mais justa, plural e representativa”, explicou a médica, representando as demais diretoras mulheres da AMB, Dra. Maria Rita Mesquita e a Dra. Cláudia Navarro, que também fazem parte da gestão e desenvolvimento do projeto.
Dra. Luciana explicou os objetivos da CONADEM aos participantes. “É preciso compreender a posição das mulheres na Medicina a partir de três dimensões complementares: sua presença nos espaços formais de liderança, suas trajetórias e barreiras vividas no exercício do poder institucional, e as diferenças de carreira, trabalho, remuneração, família, discriminação e desafios profissionais entre médicas e médicos”.
Pesquisa sobre as mulheres médicas
Dra. Luciana detalhou um pouco sobre o trabalho de pesquisas junto às mulheres médicas, desenvolvidos pelo CONADEM. “Ao longo das entrevistas, ficou evidente a dificuldade que muitas médicas ainda enfrentam para se expressar, para serem ouvidas e, sobretudo, a ausência de apoio à maternidade. Esses relatos reforçam que nós, como entidade médica, precisamos avançar na construção de políticas públicas que apoiem efetivamente essas profissionais. Muitas delas, inclusive, relataram ter sido as primeiras a ocupar posições de liderança, o que evidencia a escassez de referências ao longo dessa trajetória”, explicou ela.
Os estudos já realizados nos permitiram compreender quem permanece à margem dos cargos institucionais e como as mulheres líderes vivenciam suas trajetórias. “Agora, com um levantamento nacional em andamento, buscamos ampliar esse olhar, alcançando a categoria médica de forma mais abrangente. Já contamos com milhares de respostas e seguimos investigando aspectos como formação, desafios, barreiras, discriminação, vínculos profissionais e expectativas em relação às entidades médicas”, destacou a Dra Luciana.
Ela afirmou ainda que o objetivo é claro: reduzir desigualdades e contribuir para uma medicina mais justa, plural e representativa. “Para isso, defendemos ações que envolvam governança e transparência, equidade nos processos de seleção, melhores condições de trabalho, apoio à parentalidade, igualdade salarial e oportunidades equitativas de progressão na carreira”. A Dra. Luciana também acredita no fortalecimento de lideranças por meio de mentoria, formação e mudança cultural nas instituições, promovendo uma liderança inclusiva e diversa.
“Queremos medir, monitorar e sustentar essa transformação. E, para isso, o diálogo é fundamental. Seguiremos ouvindo, refletindo e construindo, de forma coletiva, caminhos para avançarmos na promoção dos direitos da mulher médica”, reforçou ela.
As transformações demográficas, com o aumento do número de mulheres médicas no Brasil – que hoje já ultrapassa o número de médicos homens – foi um dos pontos explanados pela gestora em sua apresentação. A especialista deu destaque às desigualdades de gênero que afetam a carreira da mulher médica, sua remuneração, seu reconhecimento e cargos de liderança.
Resultados da WMA e conquistas da Comissão do Médico Jovem foram alguns dos temas debatidos durante reunião do Conselho Deliberativo
Durante sua participação, o diretor de relações internacionais da AMB, Dr. Carlos Serrano, fez um balanço dos principais resultados da 2ª Reunião Regional Aberta de Especialistas da World Medical Association (WMA)

Dando sequência às apresentações na reunião do Conselho Deliberativo da Associação Médica Brasileira, realizadas nesta segunda-feira (4), na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), foram apresentados os resultados da 2ª Reunião Regional Aberta de Especialistas da World Medical Association (WMA), no último semestre e as conquistas da Comissão do Médico Jovem.
Durante sua participação, o diretor de relações internacionais da AMB, Dr. Carlos Serrano, fez um balanço dos principais resultados da 2ª Reunião Regional Aberta de Especialistas da World Medical Association (WMA), sobre a revisão da Declaração de Taipei. A reunião foi realizada em março deste ano, em São Paulo. Ele destacou a importância da participação das sociedades de especialidade e federadas durante o encontro e quais as perspectivas após a versão revisada da Declaração de Taipei.
“O que debatemos no evento da WMA fará parte do processo de construção da versão revisada da Declaração de Taipei. Um marco histórico para as entidades médicas brasileiras e para a Medicina no mundo”, descreveu ele. Serrano lembrou que foram discutidos aspectos importantes da governança dos dados clínicos e dos espécimes biológicos de pacientes, especialmente quanto à responsabilidade sobre o uso dessas informações. Segundo ele, a revisão busca reforçar mecanismos que garantam que dados e materiais biológicos armazenados para pesquisa não sejam utilizados de forma inadequada, como em aplicações administrativas, comerciais ou políticas que possam representar riscos aos pacientes. “Os verdadeiros proprietários dessas informações são os próprios pacientes, que colaboram com pesquisas e confiam seus dados às instituições científicas”, finalizou. Saiba mais sobre o tema.
Comissão Nacional do Médico Jovem da AMB – Origem e projetos
Trazendo como tema principal ‘O Médico Jovem como Pilar do Futuro da Medicina’, o presidente da Comissão Nacional do Médico Jovem (CNMJ) da AMB, Zeus Tristão começou sua apresentação na reunião do Conselho Deliberativo na APM, nesta segunda-feira (4), explicando sobre a origem do grupo de trabalho coordenado pelo diretor acadêmico da AMB, Dr. Clóvis Constantino, composto por médicos de diversos cantos do Brasil que estão em início de carreira. O jovem citou também projetos da CNMJ, como o ‘Me formei, e agora?’, direcionado à conexão direta com a base estudantil dos cursos de Medicina, com o objetivo de preparar médicos para desafios reais.
Segundo Zeus Tristão, presidente da Comissão Nacional do Médico Jovem, “a representação estudantil nem sempre reflete toda a base, e entidades como atléticas e centros acadêmicos podem ampliar esse alcance e aproximar mais os alunos”. Ele destacou a importância dessa conexão direta: “é fundamental estarmos próximos da base estudantil, preparando médicos para os desafios reais da profissão”.
Tristão também ressaltou o avanço da comissão: “em poucos meses, passamos a ocupar espaços em que antes não estávamos, ampliando nossa presença institucional e participação em eventos”. Além disso, enfatizou iniciativas voltadas ao bem-estar: “temos promovido debates importantes, como saúde mental e burnout, temas essenciais para o médico jovem”.
Segundo o Dr. Clóvis Francisco Constantino, diretor da Comissão Nacional do Médico Jovem e diretor acadêmico da AMB, “incentivamos a adesão às nossas associações e entidades, mas ainda enfrentamos um paradoxo: muitas vezes não incluímos médicos jovens nas chapas de direção”. De acordo com ele, “sem essa participação nos cargos diretivos, torna-se mais difícil engajar essa geração no trabalho desenvolvido pela AMB ao longo de seus 75 anos”.
O médico defendeu uma mudança de postura: “é fundamental montar chapas com a presença de jovens, pois são competentes e estarão mais motivados a contribuir com as entidades”.
Diretor de Comunicação da AMB apresenta resultados expressivos e reforça a importância de estratégias para fortalecer o nome da entidade
O diretor destacou a integração do departamento de Comunicação e a ampla divulgação da AMB, que vem sendo realizada
A área de Comunicação e Marketing da Associação Médica Brasileira (AMB) apresentou um balanço detalhado das ações desenvolvidas nos últimos meses, evidenciando crescimento consistente, ampliação de alcance e fortalecimento da presença institucional. O diretor de Comunicação. Dr. Luiz Von Bahten detalhou a evolução da comunicação da AMB, como canal estratégico para a defesa da classe médica e para o diálogo com a sociedade.
Na presença nos veículos de imprensa, o diretor destacou os números alcançados pela AMB. “Temos alcançado uma média de quatro matérias por dia na imprensa, o que é extremamente significativo, sobretudo diante da crescente demanda de assuntos nas mídias públicas. Ele lembrou que a AMB teve presença relevante na maior TV do país, a Rede Globo, com inserções nos jornais de rede, da manhã, no horário do almoço e à noite, com destaque para o Jornal Nacional. “Isso amplia a visibilidade da AMB em grandes veículos de comunicação”, comentou. Houve crescimento de 65,52% no volume de publicações e aumento acima de 72% na presença da AMB na mídia fazendo um comparativo deste ano com o mesmo período do ano anterior.
Outro tópico apresentado foi o desempenho das redes sociais. No último semestre, a AMB registrou crescimento contínuo no número de seguidores e aumento relevante nos índices de engajamento. As plataformas digitais — como Instagram, Facebook, TikTok, X (antigo Twitter) e LinkedIn — vêm sendo utilizadas de forma integrada, com produção de conteúdo dinâmico e alinhado aos temas de interesse da classe médica e da população.
Ele lembrou outra iniciativa importante que são as ações de endomarketing, voltadas aos próprios colaboradores a AMB, “o que reforça o engajamento interno e fortalece o trabalho da comunicação”, lembrou ele.
Produção de conteúdo e relacionamento com associados
A estratégia editorial da entidade também foi destacada, com ênfase na produção de conteúdos institucionais, coberturas de eventos, campanhas em datas comemorativas e publicações informativas. As newsletters seguem como um importante canal de comunicação direta com os associados, reunindo os principais temas de interesse da categoria.
Comunicação orientada por dados e campanhas institucionais
A apresentação incluiu ainda iniciativas como pesquisas nacionais sobre a carreira médica e estudos de competências, que subsidiam o posicionamento institucional da entidade. Campanhas de conscientização, como Outubro Rosa e Novembro Azul, além de ações de endomarketing, também integram a estratégia de comunicação e engajamento da equipe de Comunicação e Marketing da entidade.
Equipe
Dr. Von Bahten prestigiou a equipe da comunicação e elogiou o desempenho de todos. “Quero destacar e agradecer a nossa equipe, em especial o coordenador de comunicação e marketing, Luiz Borgatto, que foi um grande aquisição, pelo trabalho que vem desenvolvendo. Também o jornalista Carlos Prado, à frente da assessoria de Imprensa e matérias do site. Assim como o trabalho expressivo realizado pela Beatriz, Marcelle, Bruno, Keyla e Gláucia, que “têm atuação constante e participativa”, detalhou.
“São sete colaboradores sempre presentes, inclusive em congressos e atividades das federadas, contribuindo diretamente para o fortalecimento da comunicação da AMB”, lembrou Von Bahten.
E ao finalizar agradeceu ao Dr. César Eduardo Fernandes, presidente da AMB pela oportunidade e colocou o departamento de Comunicação de todos à disposição para mais informações.


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Projeto da nova sede é destaque em reunião do Conselho Deliberativo da AMB
Em sua apresentação, o presidente da entidade destacou o andamento e as fases do projeto e também abordou as vitórias jurídicas contra a OMB

Dando continuidade as pautas apresentadas durante a reunião do Conselho Deliberativo da Associação Médica Brasileira nesta segunda-feira (4), um dos principais destaques foi a apresentação do presidente da entidade, Dr. César Eduardo Fernandes, que trouxe atualizações estratégicas sobre a nova sede da entidade e as ações judiciais envolvendo a Ordem Médica Brasileira (OMB).
Sobre o projeto, o presidente explicou como nasceu a ideia: “O que fizemos foi resgatar, nos próprios documentos da AMB, um projeto consistente concebido pelo professor Nelson Proença, que não chegou a ser concluído à época. A partir disso, avançamos com responsabilidade e fortalecemos de forma significativa a base financeira da entidade, condição indispensável para viabilizar uma obra dessa envergadura”, detalhou.
Nova sede: avanços e próximos passos
Durante sua exposição, o presidente detalhou o andamento do projeto da nova sede da AMB, considerada um marco institucional para o futuro da entidade. Entre os pontos destacados, está a formalização da escritura do imóvel em favor da incorporadora responsável, realizada em dezembro de 2025, juntamente com a escritura de confissão de dívida com garantia real em benefício da AMB.
Nesse contexto, ele destacou que “um projeto como esse exige solidez econômica — não se inicia sem planejamento e suporte financeiro robusto”.
Segundo ele, hoje, a construção da nova sede já está estruturada. “Concluímos negociações com a construtora, avançamos nos trâmites legais e seguimos com o projeto arquitetônico aprovado e protocolado nos órgãos competentes”, detalhou. Ele alertou ainda que é um processo complexo, especialmente em uma região valorizada como a da Rua São Carlos do Pinhal, mas que a evolução está sendo feita de de forma segura e consistente.
No campo técnico e administrativo, o projeto arquitetônico já avançou para a fase legal, com protocolos realizados junto à Prefeitura de São Paulo e ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp). A previsão é de que as próximas etapas de análise e aprovação ocorram ao longo de 2026, respeitando os trâmites legais.
O presidente também abordou intercorrências recentes, como a liminar que suspendeu temporariamente a emissão de alvarás de demolição e construção na capital paulista, posteriormente cassada pelo Supremo Tribunal Federal em abril de 2026. Segundo ele, o episódio não comprometeu o cronograma estimado, uma vez que o processo segue tramitando regularmente.
Outro ponto relevante foi a estratégia adotada em relação à mudança provisória da sede para o prédio da APM. Embora as adequações já estejam concluídas, a transferência foi temporariamente suspensa até a aprovação final do projeto, como medida de segurança para evitar que o imóvel atual fique totalmente desocupado.
Ações judiciais contra a OMB
A apresentação também trouxe um panorama detalhado das ações judiciais envolvendo a entidade denominada “OMB”, com ênfase na defesa do sistema oficial de titulação médica no Brasil.
No processo em andamento em São Paulo, a AMB busca impedir a criação de estruturas paralelas de certificação e o uso indevido de identidade institucional que possa gerar confusão com o sistema reconhecido pelas entidades oficiais.
Já no âmbito da ação que tramita em Santa Catarina, o presidente destacou importantes decisões favoráveis à AMB. Entre elas, a concessão e posterior ampliação de liminar que determina à OMB a suspensão de qualquer iniciativa relacionada à oferta, divulgação ou promoção de títulos, cursos ou certificações que possam sugerir validação técnica fora do sistema oficial.
A decisão judicial também estabeleceu a obrigatoriedade de remoção de conteúdos irregulares e fixou multa diária em caso de descumprimento, reforçando a proteção institucional da AMB e de suas sociedades de especialidade.
Segundo o presidente, tais decisões representam avanços significativos na preservação da legitimidade histórica da AMB e na defesa da qualidade da formação médica no país. Ele também ressaltou a importância do apoio das sociedades de especialidade, que atuam como amicus curiae nas ações, fortalecendo a unidade e a representatividade da entidade.
Ao final, Dr. César Eduardo Fernandes reforçou o compromisso da entidade com a valorização da medicina brasileira, destacando que os avanços apresentados são resultado de planejamento estratégico, articulação institucional e engajamento coletivo das federadas e sociedades de especialidade.
Conselho Deliberativo debate novo modelo associativo, mudanças no Estatuto e exame de proficiência
Encontro reuniu lideranças médicas de todo o país para debater temas estratégicos relacionados ao fortalecimento da entidade e rumos da Medicina

Um dos principais pontos da pauta de abertura, foi a apresentação do secretário-geral da AMB, Dr. Florisval Meinão, sobre as alterações necessárias no Estatuto da entidade para contemplar o novo modelo associativo aprovado pelo Conselho Deliberativo em reunião anterior, realizada em dezembro de 2025, em Natal (RN). Segundo Dr. Florisval Meinão, “antes de levarmos as alterações à Assembleia de Delegados, optamos por apresentá-las previamente, garantindo transparência e a possibilidade de discussão”. De acordo com ele, “o objetivo é adequar o Estatuto da Associação Médica Brasileira às decisões do Conselho Deliberativo, especialmente aquelas definidas na reunião de Natal no ano passado”.
O secretário-geral destacou ainda que “as sociedades de especialidades continuam sendo reconhecidas por meio de contrato de convênio, mas agora incluímos a possibilidade de que inscrevam seus associados como afiliados à AMB”. Ele enfatizou que “não cabe à AMB desfiliar uma sociedade de especialidade, o que traz mais segurança institucional”, acrescentando que “a eventual desfiliação está vinculada ao não reconhecimento da especialidade pelos órgãos competentes”.
Segundo Meinão, “também propomos ajustes na estrutura, como a criação de funções de apoio nas áreas científica e de defesa profissional, visando fortalecer a atuação da entidade”. Por fim, ressaltou que “as novas regras ampliam a integração no modelo associativo, ao estabelecer que os associados das sociedades de especialidades estejam vinculados a uma federada da AMB ou sejam incluídos como afiliados”. De acordo com ele, o Estatuto vigente ainda não incorpora formalmente as Sociedades de Especialidade nos moldes definidos naquela deliberação, o que torna imprescindível sua atualização. As mudanças propostas buscam justamente corrigir essa lacuna e alinhar o documento às novas diretrizes institucionais da AMB.
Entre os pontos destacados, está a necessidade de criar mecanismos estatutários que garantam a participação efetiva das Sociedades de Especialidade dentro da estrutura associativa, promovendo maior integração entre federadas e especialidades. A proposta também reforça o compromisso com a construção de um modelo mais coeso, sustentável e representativo. A expectativa é de que as alterações sejam submetidas à apreciação em Assembleia Geral Extraordinária da AMB ainda neste ano.
Para o presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes, “o modelo poderia até ser gratuito, mas não geraria no indivíduo a sensação de pertencimento. Ao se cadastrar, ele passa a se reconhecer como um associado afiliado”. De acordo com ele, “todo o processo foi conduzido com racionalidade e alinhado às decisões do Conselho Deliberativo”, destacando ainda que “foi um trabalho coletivo, com contribuições importantes para o resultado final”. Fernandes ressaltou que “nenhuma proposta é perfeita, mas sempre passível de aprimoramento”, e explicou que “este não é um momento deliberativo, pois essa etapa já foi superada no Conselho”. Lembrou que “agora o processo segue para a Assembleia de Delegados, instância responsável pela deliberação final”.
Projeto de Lei do Exame Nacional de Proficiência em Medicina
Outro destaque no início da reunião, foi a apresentação do presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes, sobre o andamento do Projeto de Lei nº 2.294/2024, que propõe a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina. De autoria do senador Marcos Pontes, o projeto altera a legislação que regulamenta os Conselhos de Medicina e tem como objetivo instituir um mecanismo nacional de avaliação para médicos recém-formados.
A apresentação detalhou a tramitação da proposta no Senado Federal, incluindo sua passagem pelas Comissões de Educação e de Assuntos Sociais, a realização de audiências públicas e a apresentação de emendas ao texto. Atualmente, a matéria segue em debate, com possibilidade de apreciação em plenário, após requerimentos de urgência e novas etapas de discussão legislativa.
O presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes, reforçou a necessidade de transformar propostas em medidas concretas e institucionalizadas. Segundo ele, boas intenções, por si só, não são suficientes para garantir avanços duradouros. “De intenções, o cemitério está lotado. Nós precisamos trazer essa intenção para o formalismo da lei.”
De acordo com o presidente, a discussão sobre a coordenação das ações não é, em si, um obstáculo. Conforme destacou, o mais importante é assegurar que as atribuições estejam claramente definidas e respaldadas legalmente. “Não importa quem vai coordenar. Se for o CFM, para nós não há problema. A coordenação tem incumbências próprias, como pautar temas e organizar os trabalhos.”
Ainda segundo César Eduardo Fernandes, o ponto central está na necessidade de garantir segurança institucional às decisões, evitando que fiquem apenas no campo das intenções. “Nós gostaríamos que isso estivesse inserido em lei, que não ficasse apenas no terreno das intenções. Não se trata de duvidar das pessoas, mas de compreender que existem diferentes visões e interesses.”
Ele também ressaltou que divergências fazem parte do ambiente institucional e refletem a própria natureza das relações humanas, o que reforça a importância de normas claras. “Há quem goste do CFM e há quem não goste. Isso é natural. Mas, quando está consignado em lei, não depende de preferências individuais.”
Conforme explicou, há modelos já existentes que podem servir de referência, como o adotado em comissões ministeriais, que contam com estrutura e especialização adequadas.
“Eu proponho o modelo da Comissão do Ministro, que já tem experiência nisso e funciona bem. A coordenação pelo CFM, para mim, não é o ponto central.” Por fim, o presidente destacou que sua avaliação está baseada no mérito das propostas, independentemente de sua origem.
“Para mim, não importa de onde venham as propostas. O que importa é analisar o mérito de cada uma delas.” Ele ainda reforçou que esse posicionamento tem sido uma constante ao longo de sua gestão à frente da AMB.
Começa nesta segunda-feira (4), a reunião do Conselho Deliberativo da AMB,
que irá debater pautas essenciais para a Medicina Brasileira
Reunião está sendo realizada na sede da Associação Paulista de Medicina. A primeira apresentação foi do diretor científico da AMB,
que destacou o número detrabalhos científicos inscritos no Congresso Brasileiro de Medicina Geral da AMB, neste ano
Teve início nesta segunda-feira (4) a primeira reunião do ano do Conselho Deliberativo da Associação Médica Brasileira (AMB). O encontro está sendo realizado na sede da Associação Paulista de Medicina, no centro de São Paulo e reúne lideranças médicas de todo o país para debater temas estratégicos relacionados ao fortalecimento institucional da entidade e aos rumos da Medicina brasileira. Estão presentes 30 Sociedades de Especialidades e 25 Federadas da AMB, um representante do CFM, entre outros representantes e autoridades da área médica.
Ao lado do secretário-geral da AMB, Dr. Florisval Meinão, o anfitrião do evento, o Dr. Antonio José Gonçalves, presidente da APM fez a abertura da reunião destacando os desafios atuais da Medicina. “As especializações e a distribuição dos médicos em nosso país, em cada um dos estados, representam desafios enormes. Fico muito contente em contar, neste encontro, com representantes do CFM, como o Dr. Carlos Magno, e com instituições que precisam estar alinhadas em seus propósitos. É justamente por isso que encontros como este são tão relevantes”, destacou Antonio.
Ele reforçou ainda a importância do fortalecimento de vínculos, alinhamento de estratégias e reafirmação de princípios — “É isso que sustenta a medicina brasileira. Sintam-se todos muito bem-vindos. Que tenhamos uma reunião produtiva, inspiradora e à altura dos desafios que se apresentam”, disse ele, dando início aos trabalhos.

Iniciando as apresentações do dia, o diretor científico da entidade, Dr. José Eduardo Dolci, afirmou que a edição deste ano do Congresso Brasileiro de Medicina Geral (CBMG) alcançou 600 trabalhos científicos inscritos. Número bem maior que na edição de 2025, quando foram inscritos 273 trabalhos.
“Um resultado muito positivo que só tem a agregar em termos de conhecimento para os congressistas, para médicos mais experientes e para a Medicina brasileira”, explicou o diretor. O congresso deste ano contará com palestrantes renomados da Medicina brasileira, tais como, o oncologista Dr. Drauzio Varella, o psiquiatra e PhD pela Universidade de Londres Dr. Ronaldo Laranjeira, e o psiquiatra forense Dr. Guido Palomba.
Em sua 4ª edição, o CBMG vai reunir 55 especialidades médicas e com aproximadamente 3 mil congressistas, promovendo integração e troca qualificada de conhecimento. Um encontro único, pensado para o médico generalista.
O evento foi idealizado com o intuito de fortalecer e contribuir no raciocínio diagnóstico, qualificar as tomadas de decisões e orientar condutas mais seguras e fundamentadas para quem vive a Medicina na prática. A programação oferece atualização científica, com aulas, painéis, discussões de casos clínicos e atividades conduzidas por especialistas de destaque no cenário da Medicina brasileira, garantindo conteúdo exclusivo e de alto nível. Mais informações e inscrições pelo site: www.cbmg.com.br


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Fonte: AMB, em 04.05.2026.