em Fórum Médico Interativo da Amrigs

Nesta quarta-feira (2), o secretário-geral da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Florisval Meinão participou do Fórum Médico Interativo, realizado pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Durante o encontro, o médico especialista falou sobre o Projeto de Lei nº 2.294/24, que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina para oferecer uniformidade e elevar os padrões da prática médica no Brasil.
“O debate foi muito rico. Como representante da AMB um dos pontos que destaquei foi a importância dos médicos generalistas realizarem o exame. É absolutamente necessário para a segurança do paciente. Há médicos recém-formados, de algumas instituições, que não têm conhecimento suficiente para realizar atendimento adequado”, explicou Dr. Florisval.
O debate reuniu médicos da capital gaúcha com o intuito de discutir sobre a implementação do exame, que segue em análise no Senado Federal. A mediação do evento foi feita pelo Dr. Gerson Junqueira Jr., presidente da Amrigs.

Mesa
Além do secretário-geral da AMB, compuseram a mesa a Dra. Rosylane Nascimento das Mercês Rocha, segunda vice-presidente CFM; Dra. Lúcia Kliemann, diretora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Famed/UFRGS); Dr. Francisco Arsego de Oliveira, diretor regional sul da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem); Dra. Bruna Chaves Lopes, coordenadora do curso de Medicina da UFRGS, e o Dr. Vitor Feuser da Rosa, presidente da Associação dos Médicos Residentes do Rio Grande do Sul (AMERERS).
O exame
Assim com as demais entidades médicas, a AMB se preocupa com questões como o número descontrolado de abertura de escolas médicas no país que comprometem a boa formação dos médicos e, consequentemente, com o atendimento de qualidade à população.
O Exame Nacional de Proficiência em Medicina apresenta como proposta central avaliar os profissionais em conhecimentos teóricos, competências práticas e éticas, além de habilidades clínicas. O resultado passará a ser critério obrigatório para o registro nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e no exercício da medicina.
AMB cria Projeto Anticalote para auxiliar classe médica em casos de calote e
atrasos de pagamentos por serviços prestados

A Associação Médica Brasileira (AMB), em parceria com a sua Comissão Nacional de Médico Jovem (CNMJ) e a Associação Paulista de Medicina (APM), desenvolveu a Projeto Anticalote com o objetivo de melhorar o enfrentamento aos diversos casos de calotes que têm ocorrido em diferentes localidades do Brasil.
“Um dos graves problemas enfrentados pela classe médica é a questão da remuneração. Infelizmente o atraso nos pagamentos já é comum, mas muitas vezes isso vai além do atraso. O médico simplesmente não recebe pelos serviços e plantões, o que é muito mais complicado”, explica o diretor da AMB, Dr. Fernando Tallo.
Segundo o presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes, a ideia é dimensionar esse grave problema, propor estratégias às vítimas e tomar providências nos casos coletivos. “Nosso departamento jurídico vai avaliar caso a caso, oferecer orientações, e em alguns casos acionar o Ministério Público ou mesmo propor ações coletivas”, explica o Dr. César.
A AMB e a APM vêm acompanhando casos de calote e de atrasos no pagamento de plantões em diferentes regiões do Brasil, situações que têm gerado preocupação entre a classe médica. Para o Dr. Tallo, as denúncias oficiais ainda são poucas e muitos devedores têm saído impunes, transferindo o prejuízo para os profissionais. “Estimamos que os valores cheguem a dezenas de milhares de reais”, avalia ele.
Como participar
Para participar da campanha, basta que o médico ou médica responda a um formulário. O intuito da coleta de dados é o mapeamento dos problemas relacionados à falta ou ao atraso de pagamento enfrentados pelos médicos em todo o país. As ações que serão definidas pelas entidades médicas poderão ser diferentes e dependerão da identificação do impacto coletivo ou individual dos problemas.
O foco dessa ação serão os problemas coletivos e/ou de maior escala, o que não significa que denúncias individuais serão ignoradas – elas são essenciais para a compreensão do real cenário dos calotes.
Se o profissional, em algum momento no exercício de seu trabalho, foi vítima de algum golpe, é só preencher a ficha para que a AMB, APM e CNMJ possam ajudar nesse processo.
Clique aqui e preencha o formulário para participar e relatar sua história.
Informações Importantes
Os dados pessoais dos médicos serão tratados com sigilo e confidencialidade, sem qualquer divulgação. Serão mantidos apenas em arquivo para proteger as entidades desenvolvedoras da pesquisa de eventual questionamento acerca da veracidade dos dados. A Lei Geral de Proteção de Dados será respeitada em sua total integridade.
Todas as informações enviadas serão analisadas. Em caso de judicialização, as entidades médicas poderão apenas representar os médicos que forem associados à AMB ou a alguma de suas federadas.
Associação Médica Brasileira
Fonte: AMB, em 03.04.2025.