
A ABRAIDI celebra mais um passo de consolidação do programa Conexões ABRAIDI. Agora, com página institucional no site da Associação, o programa detalha os seus propósitos, os parceiros estratégicos e define a abrangência de atuação.
O gerente executivo da ABRAIDI, Davi Uemoto, lembra que o Conexões foi estruturado para ser um grande ecossistema de saúde no Brasil e interligar os diferentes elos da cadeia de valor em uma relação em que todos os lados se beneficiam, num mundo cada vez mais globalizado. “O objetivo do programa é apresentar as regulamentações, tendências, desafios e oportunidades do mercado de saúde brasileiro às empresas internacionais, assim como disseminar informações sobre o horizonte da tecnologia médica no mundo”, explica Davi Uemoto completando que a Associação, para viabilizar o Conexões, estruturou uma rede de contato com parceiros estratégicos e consultorias especializadas.
O gerente executivo ressalta que a ABRAIDI não presta serviços de consultoria, mas tem um papel institucional essencial de apresentar o mercado brasileiro e interligar as empresas. “A nossa equipe promove uma classificação da demanda e indica os parceiros estratégicos, que compõem o ecossistema do programa”, detalha Davi Uemoto. A nossa curadoria é extremamente rigorosa e estamos atentos aos movimentos de todas as empresas que temos listado, principalmente na eficiência e no campo ético”, completa.
Os parceiros estratégicos do Conexões ABRAIDI oferecem apoio a empresas que desejam encontrar um distribuidor local, orientação sobre dúvidas em relação ao melhor modelo de negócio para iniciar no mercado brasileiro, consultoria para implementação de fábricas no Brasil e ainda consultoria jurídica, regulatória, importação, entre outros assuntos.
Parceria com empresa britânica
Uma das novidades da nova fase do Conexões ABRAIDI é a parceria firmada com a empresa britânica SehaMed, uma plataforma de divulgação de tecnologias norte-americanas e europeias na área. “Eles seguem critérios bem específicos e qualificados para dar visibilidade ao que de mais atual exista no mundo sobre MedTech. Os associados da ABRAIDI podem ter acesso gratuito à plataforma”, conta Davi Uemoto.
“O acordo com a ABRAIDI permitirá que os distribuidores,no Brasil, descubram facilmente as novas soluções de fabricantes de confiança e contribuam para melhorar os resultados dos pacientes no mercado brasileiro de cuidados de saúde. Já para os nossos parceiros fabricantes, a aliança com a Associação proporcionará um maior acesso a distribuidores de alta qualidade, expandindo o alcance deles neste mercado substancial, ao mesmo tempo que promoverá o crescimento do negócio para todas as partes envolvidas”, resume a fundadora da SehaMed, Anne Hegmann-Weston.
Internações, cirurgias e realização de exames aumentam e impulsionam o mercado de dispositivos médicos
Foram abertos 3.511 postos de trabalho na área, alta de 2,4%. Segmento de ‘reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro’ foi o que mais cresceu

Dados do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) mostram um crescimento de 7,9% no consumo de produtos médico-hospitalares, no Brasil, nos seis primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2023. O setor também contratou mais. Foram abertas 3.511 vagas nas atividades industriais e comerciais, uma alta de 2,4%. Agora são 148.108 trabalhadores nesse mercado, número que não inclui os empregados em serviços de complementação diagnóstica e terapêutica.
O segmento com a alta mais significativa foi o de ‘reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro’, 22%, seguido de ‘próteses e implantes – OPME’, 4,2%, e ‘materiais e equipamentos para a saúde’, 2,8%. “O resultado mostra que o setor de dispositivos médicos tem suprido prontamente o sistema de saúde com os produtos necessários à intensificação no atendimento à população, nas suas necessidades, principalmente no tocante a diagnósticos em laboratórios clínicos, realização de testes rápidos (como a dengue) e exames de imagem. Também tem dado suporte com os produtos, materiais e equipamentos para a expansão da rede de atendimento privada”, analisa o presidente executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.
Apesar da demanda por dispositivos médicos ter aumentado, no primeiro semestre, a produção nacional recuou 0,7%. Quem supriu boa parte desta necessidade foram os produtos importados. O Brasil comprou 14,4% mais da indústria estrangeira do que nos seis primeiros meses do ano passado, totalizando US$ 3,9 bilhões. As exportações também cresceram: 11,6%, somando US$ 408 milhões.
Internações, cirurgias e exames
Entre janeiro e junho, foram realizadas 6,8 milhões de internações, no SUS, cerca de 4,5% acima do verificado no mesmo período de 2023. Houve um crescimento de 21,5% nas internações para ‘métodos de diagnósticos em especialidades’ e de 3,2% para ‘tratamentos clínico (outras especialidades)’, onde vale alertar para o aumento de 8,6% nas internações para ‘tratamentos de doenças bacterianas’.
As cirurgias também apresentaram alta de 7,9%, em relação ao mesmo período de 2023. Foram realizadas 2,98 milhões de procedimentos. ‘Cirurgia do aparelho da visão’ cresceu 23,9%, ‘pequena cirurgia e cirurgia de pele, tecido subcutâneo e mucosa’ teve aumento de 18,0% e ‘bucomaxilofacial’ incremento de 16,7%.
Também foram realizados 7,4% mais exames no SUS, no primeiro semestre, totalizando 655.403 milhões. Destaque para o aumento de 17,5% no ‘diagnóstico por tomografia’ e de 12,3% nas ‘ressonâncias magnéticas’.
O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.
Fonte: Abraidi, em 30.09.2024.