
Assim como em outras profissões, a medicina é uma área ampla, em constante evolução, que vem passando por transformações que exigem novas habilidades. A tecnologia é uma das que lideram essa lista. Pesquisa realizada pela consultoria Deloitte com médicos no Brasil indica que as principais mudanças estão ligadas à capacitação em inovação, como competências relacionadas ao uso de dados (44%) e o treinamento em novas tecnologias (43%). Soluções como inteligência artificial, big data, internet das coisas (IoT), robotização e outras já incorporadas à medicina têm levado profissionais de saúde e médicos buscarem capacitação e especialização para se adequarem com as atividades cotidianas do mercado de trabalho em saúde. Até porque a jornada do paciente em uma instituição de saúde modernizada é permeada por tecnologia de ponta a ponta.
Porém, os desafios na educação médica são significativos e complexos. Formar profissionais altamente qualificados em um mercado competitivo exige tempo, investimento e uma abordagem inovadora. A integração de tecnologias avançadas está remodelando o ensino em saúde, melhorando a experiência e a eficácia do aprendizado. Nessa esteira, a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo está investindo cerca de R$ 70 milhões para uma nova faculdade. O objetivo é chegar a 2.500 alunos na graduação em um prazo de 7 a 10 anos. Inicialmente, serão ofertados alguns cursos de curta duração e pós-graduações na área da saúde, com uma visão de médio prazo em direção à graduação em Enfermagem e Psicologia, previstas para 2026, e em Medicina, para 2027, além de outras áreas da saúde futuramente. O aprendizado de tecnologia será incluído nos cursos pela instituição por entender que ela transforma a maneira como se gera valor na área da saúde.
Muitas empresas do segmento de equipamentos e dispositivos médicos acreditam que profissionais de saúde devem ter acesso a programas de educação médica continuada para se manterem atualizados nos avanços científicos e tecnológicos em sua área. Entre essas organizações está a Boston Scientific, associada ABIMED, que desenvolveu a plataforma de educação médica Educare: ferramenta de educação médica com um conjunto abrangente de programas de educação e treinamentos para profissionais de saúde, apoiando as práticas diárias e melhoria no atendimento ao paciente. Após o cadastro, o acesso é instantâneo a recursos educacionais criados por líderes de opinião, a qualquer hora, e materiais conforme as especialidades e tópicos de interesse. Acesse aqui para saber os próximos eventos educacionais.
Empresas de saúde buscam ações sustentáveis para reduzir impacto ambiental

A recente tragédia enfrentada pelo Rio Grande do Sul devido às enchentes evidencia a importância das empresas e de todo a sociedade de avançar com os esforços para a sustentabilidade ambiental e desenvolver ações para reduzir o impacto de eventos climáticos extremos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mudanças climáticas estão intensificando os problemas de saúde, como doenças respiratórias, desnutrição e infecções. Estima-se que 24% da carga global de doenças e 23% das mortes são atribuíveis a fatores ambientais, como poluição do ar e da água. O relatório da Health Care Without Harm (HCWH) apontou que os sistemas de saúde respondem por 4,4% da emissão global de dióxido de carbono (CO₂) e a pegada climática dos cuidados de saúde é equivalente às emissões anuais de emissões de gases de efeito estufa de 514 usinas a carvão.
Um primeiro passo foi dado com empresas do setor da saúde estarem trabalhando para a redução de emissões de gases do efeito estufa em suas operações logísticas, incluindo o uso de veículos 100% elétricos e caixas retornáveis. A Siemens Healthineers, associada ABIMED, por exemplo, tem atuado na economia de baixo carbono, desenvolvendo equipamentos com menor uso de recursos, como o hélio, inclusive para melhorar o acesso à saúde com tecnologias portáteis. Outra associada que acredita que a sustentabilidade na saúde é viável e necessária é a Johnson & Johnson MedTech, que tem como meta ser carbono zero até 2030.
O investimento em sustentabilidade é uma demanda dos consumidores. Além de ética, as práticas ESG devem estar presentes no plano de negócios das empresas, para impulsionar o setor para um futuro mais verde e acessível. O presidente-executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho, comenta que associadas à entidade anunciaram investimentos superiores a R$ 1 bilhão para este ano em aquisições, sustentação de ativos existentes, aumento de capacidade e em projetos greenfield. Esses, por sua vez, têm um grande potencial para serem alinhados com os princípios de ESG e muita sinergia, devido sua natureza de desenvolvimento e a oportunidade de incorporar práticas sustentáveis desde o início, a partir do uso de tecnologias e materiais de construção sustentáveis, como energia solar, sistemas de reaproveitamento de água e construção verde, reduzindo a pegada de carbono e o impacto ambiental, além de implementar sistemas de gestão de resíduos que minimizem os efeitos ambientais, incluindo reciclagem e descarte adequado.
Conheça experiências de sucesso de empresas associadas na revista “Iniciativas ESG – Associadas ABIMED”.
Inteligência artificial contribui para a evolução da medicina diagnóstica

A medicina diagnóstica está em plena evolução com as soluções disruptivas da inteligência artificial (IA), que tem apoiado os médicos na identificação de doenças com mais assertividade por meio de dados e sistemas de rastreamento, contribuindo para diagnósticos precoces e tratamentos mais precisos. As novas tecnologias também tem otimizado o trabalho dos profissionais de saúde, acelerando a análise de exames e de tarefas repetitivas, para haver maior disponibilidade do médico para o fortalecimento da relação com os pacientes.
Para se ter uma ideia da contribuição da IA na medicina diagnóstica, por meio de técnicas de machine learning, os algoritmos treinados para reconhecer padrões em conjuntos de dados, incluindo imagens de exames, registros de pacientes e informações clínicas, permitem diagnósticos mais rápidos e específicos, contribuindo para o avanço da prática médica. Além disso, a agilidade na obtenção de resultados aumentam as chances de sucesso nos tratamentos. Como os algoritmos de machine learning estão se tornando mais sofisticados, considerando também fatores genéticos e características individuais dos pacientes, tem sido possível análises mais específicas, levando a tratamentos mais personalizados, abrindo o caminho para a era da medicina de precisão.
Outra aplicação impactante da IA é na radiologia na nuvem. Algoritmos analisam tomografias e ressonâncias magnéticas de forma automatizada, identificando anomalias e auxiliando na interpretação de exames. A rapidez e a precisão resultantes da automação beneficiam diretamente os pacientes, proporcionando diagnósticos mais rápidos e eficientes. Essas tecnologias também automatizam processos como agendamento, triagem de pacientes e organização de resultados, reduzindo a carga de trabalho dos profissionais de saúde e otimizando recursos disponíveis.
Plataforma da OMS pretende impulsionar o acesso à tecnologia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o primeiro centro de compensação global de acesso aberto para informações sobre dispositivos médicos: a plataforma on-line MeDevIS (Medical Devices Information System). Projetada para dar suporte a governos, reguladores e usuários em suas tomadas de decisão sobre seleção, aquisição e uso de aparelho e instrumentos para diagnósticos, testes e tratamento de doenças e condições de saúde, a ferramenta inclui 2.301 tipos de dispositivos médicos usados para uma ampla variedade de problemas de saúde, incluindo doenças não transmissíveis, como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e infecciosas, como a Covid-19; saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil.
Atualmente, são mais de 10 mil dispositivos médicos diferentes usados para proteção, prevenção, diagnóstico, tratamento ou reabilitação globalmente, com informações produzidas separadamente por grandes organizações internacionais, órgãos reguladores e agências doadoras. No MeDevIS, os usuários podem verificar os dispositivos que precisam, incluindo o tipo, o nível de sistemas de assistência médica para dar suporte (como hospitais comunitários ou especializados), o escopo e a infraestrutura necessária, entre outras categorias. Também substitui a busca bibliográfica baseada em papel em várias publicações com nomes não padronizados, o que pode aumentar a complexidade, e ainda ajuda a simplificar a nomenclatura de dispositivos médicos. Segundo a OMS, o objetivo da plataforma é fornecer um balcão único de informações internacionais, que podem ser inestimáveis para aqueles que tomam decisões sobre tecnologias médicas que salvam vidas, especialmente em ambientes com recursos limitados, e para melhorar o acesso. O MeDevIS está disponível na páginahttps://medevis.who-healthtechnologies.org/.
Iniciativas estratégicas podem garantir ética nas indústrias de dispositivos médicos

Entidades e associações têm um papel importante na promoção da ética na saúde. Elas podem implementar diversas estratégias e iniciativas para garantir que padrões éticos, de compliance e de governança sejam mantidos e promovidos na cadeia produtiva da saúde, dos fabricantes de equipamentos e dispositivos, aos distribuidores, profissionais de saúde, organizações do setor e governos. As recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na qual a entrada do Brasil está em andamento, mas já permite que o país participe de comitês da entidade e de inúmeras ações, incentiva a conduta ética nos negócios para haver integridade e sinergia com as iniciativas entre os países para fomentar lisura e condutas adequadas nos negócios, inclusive no setor da saúde.
As interações éticas melhoram o acesso dos pacientes ao uso seguro e eficaz de tecnologias médicas; promovem a inovação e o desenvolvimento contínuo de inovações em saúde; e facilitam ambientes de negócios abertos e transparentes, livres dos elevados custos da corrupção, aumentando a capacidade das empresas participarem e competirem nos mercados globais. Inclusive, a Coalizão Interamericana de Ética nos Negócios no Setor de Tecnologia Médica – grupo que inclui entidades da Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, México, Peru, Venezuela, além do Brasil, que tem a ABIMED como uma das associações participantes –, recomenda que as indústrias do setor de dispositivos médicos, empresas, profissionais de saúde, autoridades governamentais e outras partes interessadas devem: implementar códigos de ética consistentes com os princípios estabelecidos e medidas adicionais para incentivar a adoção desta orientação até entre seus funcionários; incentivar o desenvolvimento de políticas e práticas alinhadas aos princípios éticos, de transparência e de governança; comunicar as orientação e outras políticas relevantes internamente e ao público externo; incentivar os reguladores e as autoridades a reconhecerem e apoiarem essas práticas; e implementar orientações eficazes para relações éticas com terceiros.
A ABIMED tem a ética e o compliance como ações preponderantes em sua atuação. Em 28 anos, a entidade criou diversas iniciativas, evidenciando seu compromisso com as normas de integridade e a ética, lançando ainda, em 2006, seu Código de Conduta, que estabelece diretrizes para os associados e o mercado, o qual vem sendo aprimorado continuamente, tendo sua última revisão publicada em 2022. Possui, desde 2019, seu Canal de Denúncias, que reforça o seu sistema de governança, garantindo a confidencialidade das informações e confidencialidade ao denunciante. Ainda disponibiliza um programa de educação a distância para auxiliar as empresas a aprimorarem seus códigos de ética e compliance, e, em 2021, criou a Comissão de Ética Independente, composta por profissionais das áreas acadêmica, jurídica e médica, em uma iniciativa inédita do setor. Essas ações visam beneficiar o paciente, que está na ponta do ecossistema, por meio de uma indústria cada vez mais consciente de seu papel junto à sociedade.
Uso de inovação na rastreabilidade de produtos de saúde evita fraudes

A rastreabilidade na cadeia produtiva da saúde é um instrumento relevante à segurança, qualidade e sustentabilidade dos produtos e à ética e transparência no setor. Esse processo envolve o registro e o monitoramento detalhado da origem de insumos, materiais e componentes desde sua produção até a incorporação nos equipamentos e dispositivos médicos, por exemplo. Várias ações podem ser adotadas para assegurar a ética e o princípio sustentável para o sistema de saúde, como a adoção de certificações e padrões reconhecidos internacionalmente; auditorias e avaliações de fornecedores; monitoramento da cadeia de suprimentos; parcerias com fornecedores alinhados aos princípios ESG (boas práticas ambientais, sociais e de governança); transparência nos processo de aquisição de materiais, bens ou serviços por uma empresa podem garantir a qualidade e segurança dos produtos, bem como contribuir para um impacto positivo no meio ambiente e na sociedade.
Cada vez mais, a tecnologia pode ajudar a melhorar a transparência, rastreabilidade e eficiência dos processos, reduzindo significativamente o risco de fraude no segmento de equipamentos e dispositivos médicos, inclusive de órteses, próteses e materiais especiais (OPME). A inteligência artificial (IA), como o uso de machine learning, pode analisar grandes volumes de dados e identificar padrões anômalos que possam indicar fraudes e detectar discrepâncias nos preços; sistemas de informação integrados permitem a centralização e compartilhamento de dados entre diferentes departamentos e instituições de saúde, melhorando a transparência e facilitando a auditoria e fiscalização dos processos; tecnologias de autenticação e segurança, como a implementação da UDI – Unique Device Idetification (Identificação Única dos Dispositivos Médicos), permite a identificação inequívoca de um dispositivo específico no mercado; entre outras inovações. Instituições que utilizam a tecnologia para a rastreabilidade dos equipamentos e dispositivos médicos e evitar fraudes estão à frente na prática essencial que sustenta a ética no setor da saúde, proporcionando a segurança dos pacientes, promovendo a transparência, responsabilizando os fabricantes, garantindo conformidade regulatória, facilitando a gestão de equipamentos e incentivando a inovação.
Indústria brasileira apresenta propostas para fortalecer cooperação com a China

Visando fortalecer a parceria estratégica entre Brasil e China, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, levou 16 propostas prioritárias da indústria brasileira a empresários e governo do país asiático. A diretoria da entidade integrou a missão comercial do governo brasileiro ao país e à Arábia Saudita, em junho, liderada pelo vice-presidente da República e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. O encontro faz parte da estratégia da indústria brasileira de estreitar ainda mais a relação com a China, principal parceiro comercial do Brasil e 8º maior investidor direto no país. Em 2023, as exportações brasileiras para o país asiático somaram US$ 104,3 bilhões, com aumento de 16,97% em relação ao ano anterior, quando o valor foi de US$ 89,4 bilhões.
Para a CNI, era o momento para estruturar a agenda de cooperação industrial com os chineses, especialmente nas áreas científica, tecnológica e de inovação, para atração de investimentos. Entre as propostas apresentadas em diferentes áreas, mapeadas junto às empresas, estão ações em energia renovável, transferência de tecnologias para mobilidade sustentável, expansão da cooperação espacial, cooperação regulatória em inspeção farmacêutica e biotecnologia agrícola, hubs de descarbonização para a indústria siderúrgica, desenvolvimento de cadeias de suprimento do hidrogênio verde brasileiro, eliminação de barreiras comerciais, fomento a projetos de bioeconomia e intercâmbio técnico e outras. Durante o evento, foram anunciados memorandos de entendimento entre entidades chinesas e a CNI, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Euvaldo Lodi. Os acordos propõem facilitar a expansão das empresas brasileiras no mercado chinês e criar um grupo de CEOs de alta tecnologia; viabilizar a formação de executivos em setores estratégicos e promover a inovação na indústria; fortalecer a cooperação entre as entidades; e criar ações para trocas de tecnologia e formação de competências técnicas.
Antes da visita à China, a delegação passou por Riad, na Arábia Saudita, em um momento em que o país quer fortalecer a relação comercial com o Brasil. O território brasileiro foi escolhido como parceiro estratégico para investimentos desde 2019 e, desde aquele ano até 2023, os setores que mais receberam anúncios de investimentos do país no Brasil foram os de energia renovável e combustíveis fósseis. Segundo a CNI, as transações comerciais com os árabes podem saltar dos atuais US$ 8 bilhões para US$ 20 bilhões até 2030.
Setor espera que Senado Federal aprove ajustes para que Reforma Tributária seja justa e equilibrada

Após a regulamentação da Reforma Tributária, aprovada na Câmara dos Deputados, em 10 de julho, que trouxe uma série de preocupações significativas para o setor de equipamentos e tecnologia para a saúde, a ABIMED tem a expectativa que o Senado Federal, quando retomar os trabalhos sobre este assunto, seja sensível à questão da saúde, em particular dos dispositivos médicos, e promova os ajustes necessários para a aprovação de uma nova legislação tributária de forma justa e equilibrada. A entidade esclarece que se for mantido o texto atual sem ajustes, o novo modelo tributário brasileiro acarretará um aumento significativo da carga tributária para o segmento de equipamentos e dispositivos médicos, impactando negativamente todo o setor da saúde. Segundo a associação, a mudança elevará os custos para toda a cadeia produtiva, pressionando ainda mais a sustentabilidade de um setor essencial à vida das pessoas.
Entre os pontos de atenção está o fato de a solicitação do Ministério da Saúde ao grupo de trabalho (GT) da Câmara dos Deputados de inclusão de determinados dispositivos médicos na lista de produtos com 100% de desconto frente à alíquota padrão do IBS/CBS, devido à sua importância para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a saúde suplementar, não ter sido foi contemplada na aprovação do texto do projeto complementar (PLP) 68/2024. Há, ainda, dispositivos médicos que não constam em nenhuma das listas para redução da alíquota padrão, nem na de redução de 60%, nem na de 100%. Com isso, esses itens não serão elegíveis para o desconto de 100% nas compras públicas, onerando municípios, estados e a própria União. A ABIMED defende que os dispositivos médicos que não constem em nenhuma das listas também tenham um desconto de 60%. Aliás, o modelo de listas estabelecido para a definição desses produtos apresenta-se problemático, apesar do prazo de 120 dias para esta revisão no texto da regulamentação da Reforma Tributária, pelo fato de diariamente novos produtos entrarem no mercado. Por isso, a entidade solicita que o desconto de 60% seja aplicado a todos os dispositivos médicos regularizados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem prejuízo do desconto de 100% para a lista restrita.
Outro ponto fundamental para a associação é a extensão do benefício das compras públicas que não contemplou entidades filantrópicas e beneficentes que prestam serviços para o SUS. Além disso, a aplicabilidade dos descontos para aquisição de partes, peças e acessórios dos equipamentos e dispositivos médicos desonerados não foi incluída, o que prejudicará a manutenção e os upgrades necessários para o bom funcionamento dos produtos. Também defende que seja facultado aos estados e ao Distrito Federal a criação de mecanismos de restituição acelerada dos saldos credores de ICMS como forma de atração de investimentos para implantação ou expansão de empreendimentos econômicos de caráter industrial, ou comercial, inclusive com a possibilidade de transferência a terceiros. E chama atenção que na aprovação da regulamentação da Reforma Tributária na Câmara, não foi contemplada a não incidência do CBS/IBS nas movimentações não-onerosas, como a consignação e o comodato. Dessa forma, a ABIMED entende que esses pontos são cruciais para que a Reforma Tributária reconheça a essencialidade do setor, traga segurança jurídica e capacidade de ampliação de investimentos, e evite mais oneração à área da saúde, que tem tanta importância para o desenvolvimento do país.
Fonte: Abimed, em 30.07.2024.