ABIMED participa da inauguração da Casa FIS em Brasília

A Iniciativa FIS (Fórum Inovação Saúde), inaugurou na última terça-feira (26) a Casa FIS.
O espaço em Brasília foi pensado para servir como lócus de interlocução entre diferentes atores do setor saúde, das esferas pública e privada, na busca por soluções para o fortalecimento e qualificação do SUS e da saúde suplementar.
A criação da casa na capital federal permitirá maior interação e aproximação entre os principais líderes do setor saúde e tomadores de decisão do país.
O evento reuniu representantes do governo, Congresso Nacional, agências reguladoras, organismos internacionais, entidades e empresas dos segmentos de equipamentos e dispositivos médicos, farmacêutico, hospitais, laboratórios de diagnóstico, planos de saúde, dentre outros atores. A ABIMED foi representada por seu Diretor Regional de Brasília, Felipe Carvalho.
ABIMED se reúne com seu comitê ESG para debater sustentabilidade na saúde

ABIMED promoveu nesta quinta-feira (28), mais uma reunião ordinária do seu Comitê ESG. O encontro aconteceu na sede da entidade, em São Paulo, reunindo representantes de empresas associadas engajadas na agenda ambiental, social e de governança.
O Comitê ESG, tem como missão contribuir para que o setor de dispositivos médicos esteja alinhado às melhores práticas de ESG e o cumprimento das legislações vigentes, além da adoção de políticas sociais comprometidas com o benefício da sociedade como um todo.
ABIMED participa de seminário na Câmara sobre humanização do cuidado oncológico

A ABIMED esteve representada no seminário “Pacientes com câncer: Como tratar com humanidade?”, realizado na tarde desta terça-feira (26/05) na Câmara dos Deputados, no Plenário 13. O evento foi convocado pela Comissão de Saúde em conjunto com a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, a partir de requerimento das deputadas Silvia Cristina (PP/RO) e Geraldo Resende (PSDB/MS).
Felipe Carvalho apresentou o papel dos equipamentos e dispositivos médicos em todo o percurso do tratamento oncológico: do diagnóstico por imagem à cirurgia, da radioterapia à reabilitação com órteses, próteses e dispositivos de apoio à comunicação. A fala situou a ABIMED no debate sobre acesso, ressaltando que a tabela SUS frequentemente não remunera de forma adequada as tecnologias já incorporadas pela CONITEC, o que impede que o paciente usufrua do que foi formalmente aprovado.
Carvalho também abordou a incorporação recente da cirurgia robótica pelo SUS, na última quarta-feira (25) e os ganhos que ela representa para pacientes oncológicos, com menor morbidade e recuperação mais rápida. Ponderou, porém, que incorporação sem orçamento garantido não se traduz em acesso real, e defendeu que as avaliações de tecnologia em saúde incluam critérios de qualidade de vida e comodidade de uso, além de eficácia e segurança.
O seminário reuniu oncologistas, fonoaudiólogos, nutricionistas, cirurgião-dentistas e representantes de associações de pacientes e do governo. A médica oncologista Kátia Marchetti, do Hospital Sírio-Libanês de Brasília, apresentou dados sobre imunoterapia adjuvante no câncer de cavidade oral. O cirurgião-dentista Caio Cezar Loureiro apontou que o INCA projeta 17.190 novos casos de câncer bucal por ano no triênio 2026-2028, um aumento de 14% em três anos. Mariana Pinho, da ACGB Brasil, discutiu os determinantes comerciais do tabagismo e seus vínculos com o câncer de cabeça e pescoço. A fonoaudióloga Camila Viana, do Hospital do Câncer do Maranhão, apresentou os desafios da reabilitação fonatória e pulmonar de pacientes laringectomizados, com demonstração ao vivo de dispositivos de voz. Nivaldo Barroso de Pinho, presidente da SBNO, trouxe dados do Inquérito Brasileiro de Nutrição Oncológica mostrando que 64% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço chegam à internação já desnutridos. A representante do Ministério da Saúde, Natalie Minoia, coordenadora de estratégias de atenção ao câncer do DECAN, informou que a diretriz para pacientes laringectomizados deve ser finalizada até o final de maio e encaminhada para publicação.
Um ponto recorrente ao longo do seminário foi a distância entre o que está previsto na legislação e o que chega ao paciente. Representantes da ACGB Brasil registraram frustração com a lentidão na implementação de políticas já aprovadas, como a atualização da tabela SUS para próteses bucomaxilofaciais e a criação de ambulatórios de fonoaudiologia na rede pública.
ABIMED apoia lançamento de pesquisa inédita sobre corrupção na saúde

A ABIMED participou ontem, 27 de maio, do evento de lançamento dos resultados da pesquisa “Indicadores da Percepção da Corrupção no Setor da Saúde”, realizado no Salão Nobre da FGV EAESP, em São Paulo. A pesquisa foi conduzida pelo FGVethics e pelo Instituto Ética Saúde (IES).
A associação integrou o grupo de patrocinadores que tornou possível o levantamento, ao lado de ABIIS, AdvaMed, ABRAIDI, CBDL, IBROSS e Interfarma. O presidente da ABIMED, Fernando Silveira, discursou na abertura do evento e destacou que a “Corrupção na saúde é crime” e que seus efeitos interrompem a vida, “desviando recursos, tomando atitudes equivocadas, postergando decisões críticas.”
Os resultados foram apresentados pela professora Ligia Maura Costa, coordenadora do FGVethics. A pesquisa reuniu mais de mil respondentes válidos, entre médicos, enfermeiros, distribuidores, profissionais da indústria farmacêutica, gestores de planos de saúde, auditores e usuários do sistema, e combinou questões de percepção com questões de vitimização, metodologia considerada mais precisa para mapear o fenômeno.
Os dados são expressivos. Somados, 66,8% dos entrevistados classificaram o nível de corrupção no setor como alto e 21,5% como moderado. A percepção de corrupção em instituições públicas de saúde chegou a 92,5%; no setor privado, a 88,4%. Entre profissionais vinculados a planos de saúde, o índice no setor privado foi de 100%.
O levantamento aponta ainda que 63,6% dos respondentes afirmam ter ouvido relatos ou testemunhado situações de corrupção, e que o medo de retaliação é o principal fator que inibe denúncias.
Para a professora Ligia Maura Costa, um dado revela tanto quanto os percentuais: o questionário, com 41 perguntas, gerou 282 comentários espontâneos no campo aberto – volume incomum para pesquisas dessa extensão. “As pessoas queriam falar”, disse ela. Para a pesquisadora, esse engajamento confirma a credibilidade do anonimato garantido e dá legitimidade adicional ao estudo. Ela também chamou atenção para o fato de que 8,6% dos respondentes não souberam classificar o nível de corrupção no setor – dado que, segundo ela, aponta para uma lacuna de formação: “Você precisa explicar o que é corrupção, o que é um ato corrupto. É um treinamento que nunca está na pauta.”
Para o setor de dispositivos médicos, representado pela ABIMED, a pesquisa traz dados diretamente pertinentes. Distribuidores registraram 59% de percepção de corrupção no setor privado. O relatório do IES que acompanha a pesquisa mapeia práticas recorrentes na cadeia de dispositivos, como pagamento de propinas vinculadas à indicação de produtos, contratos fraudulentos para dissimular comissões, reesterilização de materiais de uso único e cobranças indevidas de pedágios em portais de compras hospitalares.
O evento também contou com palestra de Wagner Rosário, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e ex-ministro da CGU, que contextualizou as dificuldades de mensurar corrupção e destacou a importância de pesquisas que combinam percepção e vitimização.
Os dados serão usados para a construção de indicadores de integridade aplicáveis a hospitais, operadoras e órgãos públicos. O relatório completo está disponível nos sites do IES e da FGV.
Fonte: Abimed, em 29.05.2026.