Fique atento! Vem aí o terceiro episódio do Videocast FIA | Diálogos ABIMED

Na sexta-feira (30), foi gravado o terceiro episódio da série de videocasts FIA | Diálogos ABIMED, com a participação de Vital Ribeiro, Presidente do Conselho do Projeto Hospitais Saudáveis (PHS), e Danielle Coimbra Moreira, Gerente da Divisão de Mudanças Climáticas da CETESB. Ao lado dos convidados, Fernando Silveira Filho, Presidente Executivo da ABIMED, conduziu uma conversa sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde.
O projeto marca o início de uma jornada de debates qualificados sobre caminhos para um modelo de saúde mais sustentável e orientado por políticas de Estado. A iniciativa integra um programa mais amplo organizado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), com curadoria da ABIMED.
A série conta ainda com o apoio oficial do programa Encontros com o Futuro, promovido pelo World Observatory e pela Produtora Brasileira, em parceria com o Pacto Global da ONU Brasil, o PRIME (programa da ONU para universidades de negócios), o CRA-SP e a Aberje. O objetivo é promover o alinhamento entre toda a cadeia da saúde – pública e privada – na construção de um modelo sustentável que fortaleça e impulsione o setor.
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Comitês de Comex, Tecnologia & Inovação e ESG se reúnem na ABIMED

Na quinta-feira (29), a ABIMED realizou reuniões ordinárias dos Comitês de Comércio Exterior (Comex), Tecnologia & Inovação e ESG, na sede da Associação, em São Paulo.
O Comitê de Comércio Exterior promoveu a troca de informações entre as associadas sobre temas relacionados às atividades de importação no setor.
O Comitê de Tecnologia & Inovação reuniu representantes das empresas para dialogar sobre assuntos ligados ao avanço tecnológico no segmento de dispositivos médicos.
Encerrando o dia, o Comitê de ESG tratou de temas relacionados às práticas ambientais, sociais e de governança, reforçando a importância do desenvolvimento responsável no setor.
ABIMED participa de podcast sobre o Welcome Saúde

A ABIMED participou da gravação do podcast Grupo Mídia Cast, que abordou o Welcome Saúde e reforçou a presença da Associação no evento que será realizado em 24 de fevereiro, em Brasília. O Welcome Saúde inaugura o calendário da saúde em 2026 e conta com a curadoria da ABIMED.
O episódio contou com a participação de Fernando Silveira Filho, presidente-executivo da ABIMED, e mediação de Edmilson Caparelli, presidente do Grupo Mídia, e Tainá Manna, diretora editorial.
Reunindo autoridades, lideranças empresariais e especialistas, o Welcome Saúde busca promover um ambiente institucional dedicado à análise dos principais temas que devem influenciar o setor ao longo do ano.
Para saber mais sobre o evento, conferir a programação, e se inscrever, clique aqui.
Plano de Ação em Saúde de Belém: saúde e clima no centro da agenda ESG

Lançado na COP30, o Plano de Ação em Saúde de Belém inaugura uma estratégia estruturada para adaptar os sistemas de saúde às mudanças climáticas e reforça a integração entre saúde, sustentabilidade e governança.
O lançamento do Plano de Ação em Saúde de Belém representa um avanço institucional relevante na forma como o Brasil passa a enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde pública. Apresentado durante a COP30, o Plano consolida uma abordagem inédita ao reunir, em um único instrumento, diretrizes práticas para adaptação, prevenção e resposta dos sistemas de saúde a riscos climáticos que já afetam populações em todo o país e no mundo.
Mais do que um marco político, o documento sinaliza uma mudança de patamar na integração entre saúde, sustentabilidade e governança. Ao tratar a crise climática como um fator estrutural da saúde pública, o Plano reforça que eventos extremos, alterações no perfil epidemiológico e pressões sobre a infraestrutura sanitária deixaram de ser exceções. Passaram a exigir planejamento contínuo, coordenação institucional e visão de longo prazo.
Um dos eixos centrais do Plano está no fortalecimento da vigilância em saúde informada pelo clima. A integração entre dados epidemiológicos, ambientais e meteorológicos busca ampliar a capacidade de antecipação de riscos, apoiar sistemas de alerta precoce e orientar decisões mais eficientes na organização dos serviços. Trata-se de um movimento que contribui para uma lógica de atuação mais preventiva, com potencial de reduzir impactos sobre populações vulneráveis e aumentar a resiliência do sistema de saúde.
O Plano também destaca a importância de políticas públicas baseadas em evidências e do fortalecimento das capacidades institucionais em todos os níveis. A adaptação climática passa a ser tratada de forma transversal, incorporando princípios de equidade, justiça climática e governança participativa. Essa abordagem amplia o diálogo entre saúde, meio ambiente e desenvolvimento, reconhecendo que respostas eficazes aos desafios climáticos dependem de coordenação intersetorial e da inclusão de diferentes atores sociais.
Outro ponto relevante é o estímulo à inovação, à produção e à saúde digital como vetores estratégicos da adaptação. O Plano reconhece a necessidade de tornar cadeias produtivas, logística, infraestrutura e sistemas digitais mais preparados para operar em cenários de maior instabilidade climática. A promoção da telessaúde, o fortalecimento da conectividade e a atenção à continuidade do cuidado reforçam o papel da tecnologia como aliada da sustentabilidade e do acesso à saúde.
Ao incorporar explicitamente a saúde mental e o apoio psicossocial entre suas prioridades, o Plano amplia o olhar sobre os efeitos das mudanças climáticas. Reconhece impactos menos visíveis, porém profundos, sobre o bem-estar das comunidades e dos profissionais de saúde. A adaptação climática, nesse contexto, envolve não apenas infraestrutura e serviços, mas também cuidado com as pessoas que sustentam o sistema no dia a dia.
O Plano de Ação em Saúde de Belém posiciona a saúde como um dos pilares centrais da adaptação climática e reforça o papel do Brasil na construção de respostas globais a esse desafio. Sua implementação cria um novo referencial para políticas públicas, investimentos e decisões estratégicas, ao aproximar saúde, sustentabilidade e governança em uma agenda comum.
A ABIMED acompanha esse processo com atenção e responsabilidade, reconhecendo que a integração entre saúde e clima é um tema central da agenda ESG. A entidade reafirma seu compromisso com o diálogo institucional, com a qualificação técnica do debate e com a construção de soluções que promovam inovação, acesso, previsibilidade e responsabilidade socioambiental, contribuindo para o fortalecimento de um sistema de saúde mais resiliente e sustentável.
Welcome Saúde 2026: agendas estratégicas da saúde

Com curadoria da ABIMED, o Welcome Saúde abre 2026 reunindo lideranças para discutir cenário político, econômico e institucional que deve orientar decisões e estratégias do setor ao longo do ano.
O início de 2026 impõe ao setor de saúde um ambiente de decisões sensíveis, marcado por restrições fiscais, agenda regulatória intensa, desafios de financiamento e a necessidade crescente de coordenação entre poder público, iniciativa privada e indústria. É nesse contexto que o Welcome Saúde 2026 se consolida como um espaço de leitura antecipada das prioridades que devem orientar o ano, reunindo lideranças em um debate orientado à tomada de decisão.
Realizado pelo Grupo Mídia, o Welcome Saúde abre o calendário estratégico da saúde no Brasil e, desde 2018, reúne autoridades públicas, executivos C-level, gestores hospitalares, indústria e especialistas para discutir cenários político, econômico e regulatório. Ao longo das edições anteriores, o encontro se firmou como um ambiente institucional de convergência entre conteúdo qualificado, relacionamento estratégico e alinhamento de agendas que impactam diretamente o setor.
Em 2026, o evento acontece no dia 24 de fevereiro, em Brasília, e contará com a ABIMED como curadora, reforçando seu papel institucional na construção de debates técnicos, plurais e conectados aos desafios reais do ecossistema de saúde. A curadoria da Associação contribui para garantir densidade analítica aos painéis e foco em soluções que dialoguem com a sustentabilidade do sistema e com o ambiente de negócios.
A programação reflete temas centrais para o ano, como o cenário econômico para 2026, o papel do SUS na ampliação do acesso, os novos caminhos da saúde suplementar, os desafios da indústria da saúde, a formação de ecossistemas colaborativos de inovação e o contexto político que influenciará decisões regulatórias e institucionais. São agendas que impactam diretamente no planejamento, investimentos e estratégias das organizações do setor.
O Welcome Saúde 2026 reunirá lideranças empresariais, executivos C-level, gestores públicos, especialistas e autoridades, reforçando o caráter transversal do debate. Mais do que apresentar diagnósticos, o encontro busca oferecer referências para a ação, conectando diferentes visões em torno de prioridades comuns para o sistema de saúde brasileiro.
Para a ABIMED, participar da curadoria do Welcome Saúde reafirma o compromisso da Associação com um modelo de atuação baseado em diálogo institucional, cooperação e construção de soluções equilibradas. A Entidade segue contribuindo para um ecossistema de saúde mais previsível, sustentável e orientado ao valor, apoiando suas associadas e fortalecendo a interlocução com os diversos atores do setor.
A programação completa e as informações para inscrição estão disponíveis no site do evento.
Corte de incentivos fiscais: implicações da Lei Complementar 224/2025

Publicada no fim de 2025, a nova lei altera critérios de incentivos federais e exige acompanhamento técnico do setor de saúde ao longo de 2026.
A publicação da Lei Complementar nº 224/2025, no final de dezembro, introduziu novas regras para a concessão, prorrogação e manutenção de incentivos e benefícios fiscais federais. A norma estabelece critérios mais restritivos, reduz de forma linear parte dos benefícios vigentes e inaugura um novo modelo de avaliação baseado em metas econômicas, sociais e ambientais, com efeitos relevantes a partir de 2026.
Entre as principais mudanças, a lei altera a Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) para exigir que novos incentivos ou prorrogações sejam acompanhados de estimativas de beneficiários, prazo máximo de vigência, metas objetivas de desempenho e mecanismos de monitoramento. Benefícios que não cumprirem essas metas ou que não sejam avaliados passam a não poder ser prorrogados.
Além disso, a legislação determina uma redução linear de 10% em diversos incentivos e benefícios federais relacionados a tributos como PIS/Pasep, Cofins, IRPJ, CSLL, IPI, Imposto de Importação e contribuição previdenciária patronal, observados critérios específicos para cada modalidade de desoneração. A aplicação ocorrerá de forma escalonada, respeitando os princípios constitucionais da anterioridade, com parte dos efeitos a partir de janeiro e outros a partir de abril de 2026.
Para o setor de dispositivos médicos, a medida pode gerar impactos diretos e indiretos. Entre os efeitos diretos estão alterações em benefícios aplicáveis a equipamentos e insumos utilizados em hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e campanhas de saúde pública, incluindo produtos classificados em posições específicas da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Também são alcançados itens como cadeiras de rodas e aparelhos assistivos, que hoje contam com regimes diferenciados.
Do ponto de vista sistêmico, merece atenção a interação entre a legislação federal e benefícios estaduais vinculados a convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), especialmente aqueles cuja fruição está condicionada à existência de isenção ou alíquota zero em tributos federais. Alterações neste enquadramento podem gerar efeitos em cascata sobre custos, contratos e planejamento tributário ao longo da cadeia da saúde, exigindo análise individualizada por parte das empresas.
Outro aspecto relevante diz respeito à previsibilidade e ao planejamento de médio e longo prazo. O setor de dispositivos médicos é intensivo em tecnologia, opera com ciclos longos de investimento e depende de estabilidade regulatória para viabilizar inovação, produção e logística. Mudanças nos incentivos fiscais reforçam a necessidade de acompanhamento técnico contínuo e de avaliação cuidadosa dos impactos sobre investimentos, formação de preços e acesso às tecnologias em saúde.
Diante desse cenário, a Lei Complementar nº 224/2025 inaugura uma nova etapa na política de incentivos fiscais federais, marcada por maior exigência de transparência, avaliação de resultados e alinhamento com objetivos econômicos e sociais. Para o setor de dispositivos médicos, o momento exige atenção redobrada à regulamentação, às interações entre esferas federal e estadual e aos impactos potenciais sobre custos, investimentos e acesso às tecnologias em saúde.
A ABIMED segue acompanhando os desdobramentos da legislação, oferecendo suporte técnico às associadas e mantendo diálogo institucional com os órgãos competentes, com o objetivo de contribuir para a previsibilidade regulatória e a sustentabilidade do sistema de saúde.
Janeiro Branco: Tecnologia como aliada na promoção da saúde mental

Neste mês, o debate sobre saúde mental ganha novas perspectivas com o uso responsável de tecnologias que apoiam prevenção e cuidado contínuo.
A saúde mental ocupa hoje uma posição central nos desafios de saúde pública no Brasil. O país lidera os índices de transtornos de ansiedade no mundo e apresenta elevada prevalência de depressão, cenário agravado nos últimos anos por fatores sociais, econômicos e pela pandemia. Nesse contexto, o Janeiro Branco reforça a importância de ampliar o diálogo, reduzir estigmas e fortalecer políticas de prevenção, diagnóstico e cuidado contínuo, agenda à qual a ABIMED se soma por meio da campanha Cores pela Vida.
O avanço das tecnologias em saúde tem ampliado as possibilidades de resposta a esse desafio. Soluções digitais, plataformas de telessaúde, dispositivos vestíveis e aplicações baseadas em inteligência artificial passaram a apoiar o monitoramento de sinais precoces de sofrimento psíquico, a ampliação do acesso ao cuidado e a continuidade do acompanhamento, especialmente em regiões com menor oferta de serviços especializados. Para o Sistema Único de Saúde e para a atenção primária na saúde privada, essas ferramentas representam um vetor relevante de capilarização e eficiência.
A inteligência artificial, em particular, tem sido utilizada no apoio à identificação de padrões associados a alterações de humor, sono e níveis de estresse, além de viabilizar intervenções digitais de suporte emocional. Chatbots terapêuticos, aplicativos de autocuidado e sistemas de análise de dados clínicos contribuem para ampliar o alcance das estratégias de promoção da saúde mental, desde que utilizados de forma responsável e integrada à prática profissional.
Ao mesmo tempo, o uso dessas tecnologias exige cautela. Questões relacionadas à privacidade de dados sensíveis, vieses algorítmicas, segurança do paciente e limites da automação estão no centro do debate ético e regulatório. Organismos internacionais e a literatura científica são claros ao afirmar que a tecnologia deve atuar como ferramenta de apoio, e não como substituta do cuidado humano. Empatia, escuta qualificada e julgamento clínico permanecem insubstituíveis na atenção à saúde mental.
Nesse equilíbrio entre inovação e responsabilidade, o setor de dispositivos médicos e tecnologias para a saúde tem papel estratégico. Desenvolver soluções que ampliem o acesso, respeitem princípios éticos, assegurem a proteção de dados e contribuam para a sustentabilidade do sistema é parte essencial dessa agenda. A incorporação responsável da tecnologia fortalece não apenas a eficiência assistencial, mas também a confiança da sociedade nas inovações em saúde.
Por meio da campanha Cores pela Vida, a ABIMED reafirma seu compromisso com a promoção da saúde mental, o estímulo à prevenção e o acesso a tecnologias seguras e eficazes. A entidade segue atuando de forma ética, propositiva e colaborativa para fortalecer um ecossistema de saúde que valorize a inovação, sem abrir mão da humanização do cuidado e da qualidade de vida da população.
Fonte: Abimed, em 29.01.2026.