Campanhas de agosto reforçam papel do diagnóstico precoce no cuidado à saúde

O calendário da saúde reúne, ao longo de agosto, diferentes campanhas de conscientização identificadas por cores específicas. O Agosto Laranja chama atenção para a esclerose múltipla, o Agosto Verde-Claro aborda os linfomas, o Agosto Branco é dedicado ao câncer de pulmão e as campanhas Azul e Vermelho reforçam cuidados relacionados à saúde vascular.
Embora tratem de doenças com características e perfis distintos, essas iniciativas compartilham uma mensagem central: o diagnóstico realizado no momento adequado pode ampliar as possibilidades terapêuticas, favorecer melhores resultados clínicos e contribuir para a qualidade de vida dos pacientes.
Nos diferentes cenários clínicos, a identificação precoce depende da combinação entre conhecimento sobre sinais de alerta, acompanhamento de grupos de risco e acesso a tecnologias diagnósticas adequadas.
Nos casos de linfoma, por exemplo, sintomas como aumento persistente dos linfonodos podem ser inicialmente associados a condições comuns, o que reforça a importância da investigação clínica e de exames complementares. Métodos de imagem e análises laboratoriais auxiliam no diagnóstico e na definição da estratégia de tratamento.
No câncer de pulmão, tema do Agosto Branco, o desafio é ainda maior porque a doença frequentemente apresenta manifestações clínicas em estágios mais avançados. O uso de tecnologias como a tomografia computadorizada de baixa dose tem sido apontado como ferramenta importante para identificar alterações precocemente em populações com maior risco.
A esclerose múltipla, foco do Agosto Laranja, também evidencia o papel dos recursos diagnósticos. A doença, que afeta o sistema nervoso central e costuma surgir em adultos jovens, depende de avaliações clínicas e exames de imagem, especialmente a ressonância magnética, para identificação das lesões e acompanhamento da evolução da condição.
Já na saúde vascular, doenças como trombose e alterações arteriais muitas vezes evoluem de forma silenciosa. Exames como o ultrassom Doppler permitem avaliar o fluxo sanguíneo e identificar fatores de risco antes da ocorrência de complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.
O acesso ao diagnóstico é um dos elementos mais importantes para a efetividade do cuidado em saúde. Identificar uma doença precocemente pode reduzir a necessidade de intervenções mais complexas, ampliar as possibilidades terapêuticas e contribuir para uma utilização mais eficiente dos recursos do sistema de saúde.
Além dos benefícios clínicos para os pacientes, estratégias voltadas à detecção precoce têm potencial impacto sobre a sustentabilidade do SUS e da saúde suplementar. Em um contexto marcado pelo aumento das doenças crônicas e pelo envelhecimento populacional, iniciativas que favoreçam a prevenção e a identificação antecipada de agravos ganham relevância crescente.
Nesse cenário, tecnologias diagnósticas desempenham papel fundamental ao transformar sintomas inespecíficos em informações que apoiam decisões clínicas mais precisas, contribuindo para a qualidade da assistência e para melhores desfechos em saúde.
As campanhas de conscientização realizadas em agosto reforçam uma tendência cada vez mais presente na saúde contemporânea: a valorização do diagnóstico precoce como ferramenta para ampliar acesso, eficiência e qualidade do cuidado.
O tema está diretamente relacionado aos esforços de fortalecimento da prevenção, da medicina personalizada e da incorporação de tecnologias capazes de apoiar o cuidado baseado em evidências. O acesso adequado a exames diagnósticos e a infraestrutura necessária para sua realização permanece um fator relevante para reduzir desigualdades, melhorar resultados assistenciais e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.
As campanhas de agosto reforçam que, independentemente da doença abordada, a capacidade de diagnosticar precocemente continua sendo um dos principais fatores para promover cuidado mais oportuno, eficiente e sustentável.
Nova lei do complexo da saúde amplia papel da produção local no SUS

A publicação da Lei 15.471/2026 inaugura uma nova etapa da política industrial voltada à saúde no Brasil. Em vigor desde julho, a norma institui a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (ENSCEIS), que busca fortalecer a capacidade produtiva em território nacional em áreas consideradas estratégicas para o abastecimento do sistema de saúde.
Os possíveis efeitos da legislação para a indústria de dispositivos médicos foram tema do Saber ABIMED realizado em 13 de agosto, em São Paulo. O encontro reuniu especialistas para analisar as mudanças introduzidas pela nova política e seus reflexos sobre investimentos, inovação, compras públicas e desenvolvimento produtivo.
Entre as principais novidades da lei está a criação da figura da Empresa Estratégica de Saúde. O novo instrumento permite a celebração de parcerias de desenvolvimento produtivo entre empresas privadas, sem a participação obrigatória de laboratórios públicos, requisito presente em modelos anteriores.
Outra mudança relevante está relacionada às compras governamentais. A legislação amplia hipóteses de dispensa de licitação e estabelece margens de preferência para produtos fabricados em território nacional em determinadas condições. Na prática, a presença produtiva local ganha peso estratégico para empresas que atuam ou pretendem atuar no mercado público de saúde, pontua Benny Spiewak, sócio gestor da SPLaw.
O debate também destacou que o conceito de produção nacional adotado pela lei não se restringe à fabricação de equipamentos completos. Componentes, peças, partes e tecnologias consideradas críticas passam a integrar a discussão sobre conteúdo local e desenvolvimento produtivo, ampliando as possibilidades de inserção das empresas na política industrial.
Poucos dias antes do encontro, o Ministério da Saúde instituiu a Câmara Técnica de Equipamentos Médicos do SUS, responsável por apoiar a elaboração do Plano de Investimentos em Equipamentos Médicos para o período de 2026 a 2031. O colegiado reúne representantes de órgãos governamentais, entidades públicas de fomento e da Anvisa para subsidiar o planejamento de investimentos na área.
Durante as discussões, também foram levantadas reflexões sobre a relação entre produção local e inovação. A advogada Camila Parise, do Pinheiro Neto, questionou se a política vai gerar inovação no país ou apenas garantir a fabricação local. Especialistas destacaram que ampliar a fabricação nacional e estimular a transferência de tecnologia são objetivos relevantes, mas que nem sempre resultam automaticamente na construção de capacidades permanentes de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A nova legislação surge em um contexto de crescente preocupação com a resiliência das cadeias de suprimento em saúde e com a capacidade de resposta do país diante de desafios sanitários e tecnológicos. O fortalecimento da produção em território nacional pode contribuir para ampliar a disponibilidade de produtos estratégicos e reduzir vulnerabilidades associadas à dependência externa.
Ao mesmo tempo, as alterações nas compras públicas podem influenciar a dinâmica competitiva do setor. A perspectiva de contratos mais robustos e de maior escala tende a aumentar a relevância de cada processo de aquisição, exigindo planejamento estratégico por parte das empresas e maior atenção às exigências regulatórias e produtivas.
Para o sistema de saúde, a combinação entre capacidade produtiva em território nacional, inovação e planejamento de investimentos pode ter impactos sobre a disponibilidade de tecnologias, a modernização da infraestrutura assistencial e a sustentabilidade do atendimento prestado à população.
O debate sobre a implementação da Lei 15.471/2026 está diretamente relacionado aos desafios de longo prazo da saúde brasileira, que incluem o envelhecimento populacional, o aumento da demanda por tecnologias mais avançadas e a necessidade de garantir sustentabilidade econômica ao SUS e à saúde suplementar.
Para a indústria de tecnologia para saúde, a regulamentação da nova política ajudará a definir como serão estruturados os incentivos à produção em território nacional, à inovação e ao acesso ao mercado público nos próximos anos. Os desdobramentos poderão influenciar decisões de investimento, desenvolvimento tecnológico e formação de cadeias produtivas mais integradas.
A ABIMED acompanha o tema devido aos potenciais impactos sobre o ambiente de negócios, a inovação em dispositivos médicos e o acesso da população a tecnologias seguras e eficazes. O debate promovido pela entidade contribui para ampliar a compreensão do setor sobre um marco regulatório que poderá influenciar a organização da indústria e das compras públicas de saúde no país.
Reforma tributária: mais do que uma nova alíquota, uma mudança estrutural para a saúde

A partir de 2027, o Brasil inicia uma das maiores transformações de seu sistema tributário. A substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pela CBS e pelo IBS não representa apenas uma mudança de nomenclatura. Trata-se de uma nova forma de tributar o consumo, com efeitos relevantes para toda a cadeia da saúde.
Segundo Bernard Appy, secretário extraordinário da Reforma Tributária, o sistema atual acumula impostos ao longo da cadeia, a cumulatividade, e transforma parte dele em custo escondido no preço. Esse acúmulo encarece investimentos e exportações. Estudos citados por ele estimam perda de 4% a 6% do PIB só por esse efeito.
Grande parte do debate público tem se concentrado na alíquota dos novos tributos. No entanto, para empresas que atuam no desenvolvimento, produção, importação e distribuição de tecnologias para saúde, o impacto mais significativo está na adoção de um modelo efetivamente não cumulativo, permitindo maior recuperação de créditos ao longo da cadeia.
No sistema atual, tributos acabam sendo incorporados ao custo dos produtos em diferentes etapas de produção e comercialização, gerando distorções econômicas e aumentando o custo final. Com a reforma, a tributação passa a ocorrer de forma mais transparente, concentrando sua incidência no consumo final e reduzindo efeitos que hoje comprometem a eficiência econômica.
A mudança também modifica decisões empresariais. Estruturas logísticas, centros de distribuição e modelos operacionais historicamente influenciados por incentivos fiscais tendem a ser reavaliados sob uma lógica de eficiência, produtividade e proximidade do mercado.
Para o setor de dispositivos médicos, há avanços importantes. A legislação prevê redução de 60% da alíquota para parte dos produtos considerados essenciais. Entretanto, ainda permanecem desafios relevantes. Nem todos os dispositivos médicos regularizados pela Anvisa foram contemplados nas listas atualmente previstas, e componentes, partes e peças ficaram fora de diversos enquadramentos tributários. A revisão periódica dessas listas será fundamental para garantir coerência regulatória e equilíbrio concorrencial.
Outro aspecto relevante é a desoneração integral das exportações, medida que pode aumentar a competitividade da indústria brasileira e estimular investimentos, inovação e inserção internacional das empresas do setor.
Ao mesmo tempo, a transição exigirá elevado grau de preparação. Até 2033, empresas conviverão simultaneamente com regras do sistema atual e do novo modelo, demandando adaptações em processos, sistemas, contratos, precificação e gestão tributária.
Permanecem ainda discussões relevantes sobre mecanismos operacionais, como o split payment, que poderá afetar o fluxo de caixa das empresas, além das definições relacionadas ao Imposto Seletivo e seus potenciais reflexos sobre determinados produtos e cadeias produtivas.
Para a ABIMED, a sustentabilidade do sistema de saúde depende da construção de um ambiente tributário que promova inovação, previsibilidade e acesso. Mais do que discutir alíquotas, é necessário avaliar como as novas regras influenciarão a incorporação de tecnologias, a competitividade da indústria nacional e a capacidade do sistema de oferecer soluções cada vez mais seguras e eficientes aos pacientes.
No fim, a reforma tributária não é apenas uma agenda fiscal. Para a saúde, ela representa uma oportunidade de tornar a cadeia mais eficiente e sustentável, desde que os mecanismos de implementação preservem o acesso da população às tecnologias que salvam vidas.
IPT testa segurança elétrica e compatibilidade eletromagnética de eletromédicos

Os equipamentos eletromédicos precisam passar por ensaios de segurança elétrica e de compatibilidade eletromagnética antes de chegar ao mercado. O Laboratório de Gestão e Usos Finais de Energia (LGE), na Unidade de Energia do IPT, faz esses ensaios e apoia as empresas de dispositivos médicos no desenvolvimento e na entrada de seus produtos no mercado.
O laboratório é acreditado pelo Inmetro, sob o código CGCRE-045, e reconhecido internacionalmente pela Ilac. Nos ensaios de compatibilidade eletromagnética, verifica se o equipamento não gera interferência excessiva e se suporta perturbações do ambiente, conforme a norma IEC 60601-1-2, dos eletromédicos.
Para isso, o LGE tem câmara semi-anecoica full-compliance, sistemas para análise de fontes de ruído e simulação numérica para otimização eletromagnética. Atende desde protótipos até produtos voltados à exportação.
Na segurança elétrica, o laboratório avalia equipamentos como respiradores e produtos odontológicos, pela norma NBR IEC 60601-1, o que ajuda no desenvolvimento e na adequação dos produtos para chegar ao mercado.
A ligação com a saúde vem de longe. Durante a pandemia, o laboratório trabalhou no desenvolvimento de ventiladores pulmonares, e a equipe reúne especialistas na área. Outro laboratório da unidade já testou a fadiga de materiais em próteses e órteses.
Antônio Gentil, gerente técnico do laboratório, destacou a simulação computacional no desenvolvimento de produtos. Segundo ele, a ferramenta “entra como um elemento de aceleração do processo de desenvolvimento”, que permite criar pré-protótipos em ambiente virtual antes da fabricação.
As empresas de dispositivos médicos chegam a esses laboratórios pela parceria entre a ABIMED e o IPT, firmada em setembro de 2025, que abre às associadas o acesso à infraestrutura técnica do instituto.
Sobre o IPT
Com 127 anos de história, o IPT é referência nacional e internacional em inovação aplicada, conectando ciência e mercado para resolver desafios reais da indústria e do setor público. Vinculado ao Governo do Estado de São Paulo, atua em pesquisa, desenvolvimento e serviços tecnológicos com infraestrutura de ponta. São mais de 1.000 especialistas e 150 mil m² de laboratórios. Atende empresas de todos os portes em todo o Brasil e em mais 16 países. Reconhecido pela excelência técnica, transforma conhecimento em soluções práticas.
Plano de governo para a saúde e iniciativas do Observatório Permanente da Saúde – OPS 2050 pautam encontro na ABIMED

A ABIMED realizou nesta sexta-feira (28) um encontro com Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde e atual coordenador das propostas para a área da saúde da campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). A iniciativa reuniu associados e convidados para um debate sobre os desafios estruturais do sistema de saúde brasileiro, as prioridades para os próximos ciclos de governo e as contribuições que podem fortalecer a sustentabilidade e a eficiência da saúde no país.
Durante a agenda, a Associação apresentou as iniciativas do Observatório Permanente da Saúde – OPS 2050, projeto que reúne recomendações voltadas à construção de uma agenda estratégica de longo prazo para a saúde brasileira. Na ocasião, Mandetta recebeu uma publicação institucional do Observatório contendo 21 iniciativas para implementação no curto prazo, visando uma evolução sustentável da Saúde do Brasil.
Luiz Henrique Mandetta compartilhou os principais pontos relacionados à saúde presentes no plano de governo do candidato Ronaldo Caiado. O encontro proporcionou um espaço para discussão sobre temas como sustentabilidade do sistema, fortalecimento da gestão, acesso da população aos serviços e tecnologias em saúde, inovação, prevenção e os desafios decorrentes do envelhecimento populacional e do aumento da demanda por cuidados de maior complexidade.
A agenda contou também com a participação de Patrícia Ellen, membro do Conselho Consultivo da ABIMED, que acompanhou as discussões juntamente com representantes do setor e associados da entidade.
Entre os assuntos tratados estiveram os desafios para ampliar a eficiência do sistema de saúde, a necessidade de planejamento de longo prazo e a importância de iniciativas capazes de contribuir para a qualificação da assistência, o fortalecimento da prevenção e a ampliação do acesso da população a tecnologias seguras e eficazes.
A discussão sobre os planos de governo para a saúde ganha importância em um contexto marcado pelo crescimento das doenças crônicas, pela transição demográfica e pela necessidade de garantir a sustentabilidade financeira tanto do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto da saúde suplementar. Nesse cenário, a construção de agendas que conciliem inovação, ampliação do acesso, eficiência assistencial e equilíbrio econômico tem sido um dos principais desafios do setor.
A aproximação entre iniciativas técnicas e as propostas apresentadas por diferentes candidaturas contribui para qualificar o debate sobre políticas públicas e prioridades para a saúde. Ao reunir representantes do setor para discutir caminhos e perspectivas para os próximos anos, o encontro favorece a troca de experiências e a reflexão sobre medidas que podem impactar pacientes, profissionais, gestores, indústria e demais atores do ecossistema da saúde.
O encontro marcou o início de uma série de agendas promovidas pela ABIMED com representantes de candidaturas à Presidência da República. A proposta é criar um espaço de diálogo sobre os planos de governo para a saúde e sua convergência com as iniciativas reunidas pelo Observatório Permanente da Saúde – OPS 2050, contribuindo para a reflexão sobre desafios estruturais e perspectivas de longo prazo para o sistema de saúde brasileiro.
Dando continuidade a esse ciclo de discussões, a Associação realizará na próxima terça-feira, 1º de setembro, um encontro com o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, ocasião em que serão apresentadas as propostas para a área da saúde vinculadas à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, além de uma nova apresentação das iniciativas do Observatório Permanente da Saúde – OPS 2050. A agenda reforça o compromisso da ABIMED com a promoção do diálogo técnico e com a discussão de temas estratégicos para o futuro da saúde no Brasil.
ABIMED reúne seus comitês para discutir temas estratégicos para o setor

Ao longo da semana, a ABIMED se reuniu com quatro três dos seus comitês para debater tópicos relevantes para o setor de dispositivos médicos.
Iniciando na terça-feira (25), ocorreram as reuniões do Comitê de Inteligência Regulatória (CIR) e CIR LATAM. O comitê atua como um espaço permanente de acompanhamento, análise e debate sobre a regulamentação de dispositivos médicos no Brasil. O grupo promove o alinhamento técnico entre as associadas, contribui para a construção de posicionamentos setoriais e acompanha iniciativas regulatórias, incluindo consultas públicas, diálogos setoriais e demais mecanismos de participação social.
Na quarta-feira (26), teve-se o encontro do Comitê Tributário, que discutiu questões relacionadas ao cenário fiscal, regulatório e tributário, buscando compartilhar informações e avaliar possíveis impactos sobre as operações das empresas. O encontro permitiu a troca de experiências e a análise de temas que exigem acompanhamento constante diante das transformações em curso no sistema tributário brasileiro.
ABIMED participa e apoia Seminário LIDE Saúde sobre inovação e capacitação na saúde

Na terça-feira (25), a ABIMED participou e apoiou o Seminário LIDE Saúde, promovido pela TV LIDE, em São Paulo. O evento contou com dois painéis para discutir sobre tecnologia na saúde e capacitação na saúde primária.
O primeiro painel abordou a aplicação da tecnologia na saúde, com foco em telemedicina, inteligência artificial e medicina de precisão. Participaram João Bezerra Leite, médico ortopedista e Chief Medical Officer da Exvia Saúde; João Paulo Souza, CEO da GE Healthcare do Brasil e Conselheiro da ABIMED; Conrado Cavalcanti, Vice-presidente Comercial da Amil; Adriana Costa, CEO da Siemens Healthineers e Conselheira da ABIMED; Teresa Sacchetta, Diretora de Saúde da InterSystems Brasil; Edson Amaro, Coordenador da área de Big Data do Hospital Israelita Albert Einstein; e Fernando Maluf, cofundador do Instituto Vencer o Câncer.
Os expositores apresentaram usos da tecnologia no diagnóstico, na gestão de dados e no tratamento do câncer. O debate destacou o papel da inteligência artificial como apoio à decisão médica e a necessidade de ampliar o acesso da população a essas ferramentas.
O segundo painel abordou a saúde primária, a medicina primária e a capacitação médica frente à tecnologia. Participaram Carlos Pedrotti, Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde (SDB); Alexandre Valim, Diretor de Operações Médicas da DASA; Giovanni Guido Cerri, Presidente do InovaHC e Conselheiro Consultivo da ABIMED; Lúcia Rossato, CEO da Medley; Luciana Borges, Diretora de Cuidado Público do Sistema de Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein; e Gonzalo Vecina Neto, Professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e ex-presidente da Anvisa.
Os participantes trataram da atenção primária como porta de entrada do sistema, da interoperabilidade de dados e da formação de profissionais para o uso de ferramentas digitais. O grupo apontou a capacitação médica como condição para incorporar essas tecnologias no atendimento.
O presidente executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho, também participou do encontro. Durante sua apresentação, destacou que a Associação completará 30 anos em 2026 e reforçou sua atuação no acompanhamento de temas estratégicos relacionados à tecnologia para saúde. Fernando também falou a respeito do Observatório Permanente da Saúde – OPS 2050, iniciativa estruturada em sete eixos estratégicos que influenciam o futuro da saúde brasileira e que utiliza modelagem de cenários prospectivos para apoiar reflexões sobre os desafios de longo prazo do setor. Ao abordar o papel da inovação na transformação da assistência à saúde, ressaltou que “a tecnologia é meio, não é fim”.
Para assistir ao seminário completo, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=Cybsm4CCaWs
Fonte: Abimed, em 28.08.2026.