
Um evento promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), no final de agosto, discutiu os caminhos para a inovação na área de prototipagem de dispositivos médicos. A prototipagem é responsável por 17% dos projetos apoiados pela Embrapii.
Na prototipagem, a viabilidade de um produto ou serviço é testada, por meio de uma versão resumida ou simplificada. É fundamental no setor da saúde para o desenvolvimento de soluções inovadoras e seguras.
Segundo dados da Embrapii, hoje a entidade apoia 2.172 projetos, com um total de R$ 3,17 bilhões investidos. Cerca de 55% deles são de pequenas empresas. Dos 1.288 projetos concluídos, 666 geraram pedidos de propriedade intelectual. Somente na área da saúde, que responde por 12,6% do total de projetos da Embrapii, já são R$ 250 milhões investidos.
Entre as iniciativas na área de prototipagem, estão uma máscara respiratória de alta tecnologia, que será integrada a um sistema de monitoramento de parâmetros respiratórios. Outra linha de pesquisa estuda tecidos com propriedades antivirais e antimicrobianas, visando prevenir infecções hospitalares que são comuns no tratamento de feridas crônicas. Há ainda projetos para um novo desenho dos microstents – pequenos tubos implantados em artérias ou veias para melhorar a circulação sanguínea – e uma nova tecnologia para o problema da incontinência urinária.
Ações climáticas, economia circular e engajamento social como pilares ESG na associada Carl Zeiss

Uma das empresas a figurar na revista Iniciativas em ESG – Associadas ABIMED, a Carl Zeiss vem se destacando na adoção de práticas sustentáveis, como a redução de consumo de recursos naturais e a gestão adequada de resíduos, que possibilitaram a conquista da certificação ambiental ISO 14001, um verdadeiro marco para a empresa.
A Zeiss tem focado suas ações em três pilares principais: ações climáticas, como a redução da emissão de carbono; economia circular, como a redução de produção de lixo, redução do consumo energético e de recursos hídricos e engajamento social, com o voluntariado corporativo, gerando impacto positivo nas comunidades onde atua.
Na publicação, estão os principais desafios enfrentados pela empresa para implementação de sua política ESG: mudança de mentalidade e cultura; complexidade e integração; disponibilidade de dados e indicadores; complexidade regulatória; envolvimento dos stakeholders e investimento e retorno financeiro.
Os resultados já evidenciam que a empresa está no caminho certo. Em março de 2023, conquistou a certificação ISO 14001, uma norma internacional que especifica os requisitos do Sistema de Gestão Ambiental. Para ler o artigo na íntegra, acesse aqui.
Chegou a 6ª edição da Revista Vi-Tech

Acaba de ser lançada a 6ª edição da revista Vi-Tech, com informações sobre tecnologia e inovação na saúde. Em entrevista à publicação, Rubens Coello, CEO da Quality Global Alliance (QGA), conta como o foco no paciente foi fundamental para a Acreditação canadense chegar ao Brasil. A matéria de capa analisa os dados de um levantamento inédito, sobre “Quanto Custa o Câncer?”, que aponta que as despesas com tratamento em oncologia atingiram R$ 4 bilhões em 2022, um crescimento de 400% nos últimos quatros anos.
O leitor também vai encontrar as conclusões da pesquisa Termômetro ABIMED, que indica expectativas positivas para a indústria de tecnologia para saúde. Entre as associadas ouvidas, 84% indicaram crescimento na comparação com o primeiro semestre de 2022. Destaque também para uma análise do que deve mudar na saúde com a aprovação da Reforma Tributária e quais são as estratégias para o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde anunciado pelo Governo.
Acesse a edição completa da Vi-Tech 6 e boa leitura!
As principais tendências em dispositivos médicos

A tecnologia está em constante evolução para trazer novas ferramentas para que pacientes e os médicos possam monitorar sua condição clínica.
Algumas tendências estão no topo da lista:
Tecnologia vestível
Está presente em aparelhos que se conectam a outros dispositivos por meio da internet e bluetooth e que são usados no próprio corpo. A Google foi a precursora, com o lançamento do Google Glass, em 2013, um par de óculos de realidade aumentada. Hoje há modelos sendo utilizados em escolas, que permitem a leitura para alunos cegos ou com baixa visão. Depois vieram os relógios e pulseiras inteligentes e, posteriormente, as roupas desenvolvidas com tecnologia wearable.
Controle do diabetes
Sensores e aplicativos que auxiliam no controle glicêmico têm revolucionado a forma como os pacientes gerenciam o diabetes tipo 2. Os sensores são colocados sobre a pele e medem continuamente o nível de glicose no sangue. Os pacientes não precisam ser submetidos a picadas constantes e diminuem as chances de hipo ou hiperglicemia.
Novos marcapassos
Os modelos novos são seguros para ressonância magnética, o que era um problema para os pacientes com as versões antigas. Além disso, a durabilidade da vida útil da bateria foi ampliada, dilatando o prazo para a cirurgia de troca. Cientistas desenvolveram um kit do tamanho de uma pequena moeda que poderia aproveitar a energia cinética gerada pelo coração e convertê-la em energia para o marcapasso. Outras pesquisas estudam células de combustível implantáveis que utilizam o excesso de açúcar no sangue, para gerar energia. Assim, modelos de marcapasso autocarregáveis podem ser uma realidade em poucos anos.
Detectores de insuficiência cardíaca
Os pacientes com alto risco de insuficiência cardíaca podem receber um implante com um pequeno dispositivo chamado de CDI (Cardioversor-Desfibrilador Implantável) ou CRT-D (Dispositivo de Terapia de Ressincronização Cardíaca). Uma nova solução tecnológica pode ser incluída em ambos os modelos, para avisar a possibilidade de uma insuficiência cardíaca com semanas de antecedência.
Os dois lados da Internet dos Corpos

Os dispositivos que conectam o corpo humano à Internet estão revolucionando os cuidados com a saúde. A chamada Internet dos Corpos (IoB) está sob o guarda-chuva da Internet das Coisas (IoT), sendo inegável que a IoB melhora a qualidade de vida. Esses dispositivos monitoram o corpo humano, coletam dados sobre saúde e outras informações pessoais e transmitem as informações pela internet.
Os smartwatches são um bom exemplo de como essa tecnologia se popularizou. Hoje, pâncreas artificiais já auxiliam a dosar a insulina necessária para pacientes diabéticos. Dispositivos que conectam o cérebro ao computador podem permitir que amputados controlem membros protéticos pela mente. Mas, uma grande quantidade de dados está sendo coletada e, se não houver proteção e regulamentação adequada, as informações mais íntimas podem ficar expostas e causar sérios problemas.
Um dos riscos dos IoB é quanto à segurança, pois podem estar sujeitos às mesmas falhas de qualquer outra tecnologia que armazene informações em nuvem.
A questão da privacidade é outro ponto de atenção para os especialistas, pois os dispositivos IoB podem rastrear, registrar e armazenar a localização de seus usuários, atividades corporais, o que eles ouvem, veem e até pensam. Ainda há muitas questões em aberto sobre quem pode acessar tais informações e como podem ser utilizadas.
Também há dilemas éticos que os desenvolvedores de IoB ainda não conseguiram equacionar. Todos estes aspectos apontam para a necessidade urgente da regulamentação, definindo seus parâmetros de uso. Afinal, os dispositivos IoB são bastante recentes, mas estão conquistando cada vez mais adeptos e é impossível prever onde vão chegar.
Pesquisa de maturidade em compliance com empresas associadas

A ABIMED acaba de lançar uma pesquisa sobre maturidade em compliance junto às empresas associadas, como parte das iniciativas em Ética e Compliance, um dos eixos estratégicos da entidade. O projeto visa contribuir com o aprimoramento constante dos conceitos e mecanismos de governança e compliance das associadas.
A pesquisa consiste na segunda fase do projeto, destinada a avaliar o grau de conhecimento, a estrutura e a aplicação prática das regras de governança e compliance por parte das associadas ABIMED.
Fórum do MDSAP sediado pela ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sediou pela primeira vez o Fórum Anual do Programa de Auditoria Única de Dispositivos Médicos (MDSAP), entre os dias 23 e 27 de outubro, no qual os participantes tomaram conhecimento das atualizações regulatórias sobre o programa com Organismos Auditores e setor regulado. A ABIMED foi uma das preletoras, discorrendo sobre a experiência, os benefícios e os desafios na certificação via MDSAP.
As autoridades sanitárias membros do Programa tiveram a oportunidade de discutir os resultados e melhorias no MDSAP e planejar as atividades do próximo ano.
Implantado em 2017, o MDSAP é cada vez mais utilizado para certificação de plantas fabris. Em 2022, 59,7% dos Certificados de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) foram emitidos por meio do Programa. Neste ano, até o momento, já são 62,6% de projetos também beneficiados pela iniciativa.
Participação da ABIMED no Conahp ressalta a importância do investimento em tecnologia na saúde

“Pessoas que transformam a saúde”. Este foi o tema do Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp), nos dias 18 e 19 de outubro, que contou com a participação da ABIMED. Na abertura do Congresso, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou a integralidade como ponto central para os desafios como incorporação tecnológica, inovação, integração de dados.
Também estiveram no evento Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados; Antônio Britto, diretor-executivo da Associação; e Denise Santos, presidente da Comissão Científica do Conahp 2023.
Fernando Silveira Filho, presidente executivo da ABIMED, representou a entidade no painel “A atuação das operadoras de planos de saúde e da indústria para a sustentabilidade do setor”. Os debatedores discutiram a sustentabilidade do setor a partir do case apresentado pela Medtronic e o Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, único centro integrado da América Latina dedicado a oferecer atendimento para essas comorbidades.
Silveira Filho ressaltou que a indústria de dispositivos médicos tem cumprido seu papel, com uma total transversalidade na prevenção, e citou um estudo recente realizado pela entidade em conjunto com a LCA Consultores, que demonstrou que, a cada R$ 1,00 investido em tecnologia para saúde, há um impacto positivo de R$ 1,56 no Produto Interno Bruto.
Fonte: Abimed, em 27.11.2023.