Setor discute modelo experimental para ampliar acesso a consultas eletivas e exames
A Abimed esteve presente na Audiência Pública nº 52 da ANS, que debateu a proposta de implementação de um sandbox regulatório para um novo modelo de plano de saúde com cobertura de consultas eletivas e exames. Durante o evento, Filipe Carvalho, diretor da Abimed, ressaltou a importância do processo regulatório como uma ferramenta essencial para embasar decisões futuras com base em dados concretos.
Carvalho iniciou sua fala destacando que as discussões conduzidas ao longo do dia já contemplavam grande parte do pensamento do setor sobre o tema. No entanto, reforçou dois pontos essenciais. O primeiro foi a necessidade de separar a análise do método regulatório da avaliação do mérito do produto a ser testado. “Parabenizamos a ANS por utilizar essa ferramenta reconhecidamente eficaz para subsidiar políticas públicas mais assertivas. Esse é o momento de avaliar o processo, para que, posteriormente, possamos analisar, com base em evidências, se o produto faz sentido ou não para o mercado e para os consumidores”, afirmou.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de que o Sandbox considere as diferenças socioeconômicas e sanitárias das diferentes regiões do país. “A nova modalidade de plano deve ser testada considerando as diferentes realidades regionais e epidemiológicas do Brasil”, pontuou. Ele também destacou que a proposta não deve ser interpretada como precarização dos planos de saúde, mas sim como uma nova alternativa no mercado, assegurando a livre iniciativa e o direito de escolha do consumidor. “Cada cidadão deve ter a liberdade de decidir o que quer e pode pagar, e cabe ao mercado oferecer alternativas viáveis para isso”, concluiu.
A participação da Abimed no debate reforçou a importância da transparência no processo regulatório e da busca por soluções que equilibrem inovação, acesso e sustentabilidade no setor de saúde suplementar. A proposta também está sendo avaliada por meio da Consulta Pública 151, aberta até 4 de abril, para que a sociedade contribua com sugestões e apontamentos sobre a iniciativa.
ABIMED realiza reunião do Comitê de RIG para debater políticas públicas do setor de saúde
Durante a reunião, foram abordados assuntos estratégicos que afetam o ambiente de negócios e os interesses das associadas

No dia 27 de fevereiro, a ABIMED realizou a reunião ordinária do Comitê de Relações Institucionais e Governamentais (RIG). O encontro reuniu representantes das empresas associadas para discutir temas relevantes relacionados a políticas públicas, legislações e ações governamentais que possam impactar o setor de tecnologia para saúde no Brasil.
Durante a reunião, foram abordados assuntos estratégicos que afetam o ambiente de negócios e os interesses das associadas, reforçando o compromisso da ABIMED em contribuir para o desenvolvimento do setor de saúde no país e ampliar o acesso da população a produtos de alta tecnologia, eficazes, seguros e de qualidade.
Nota sobre a Reunião Ordinária do Comitê de ESG da Abimed

No dia 27 de fevereiro, a Abimed realizou a reunião ordinária do Comitê de ESG, organizada por Silvio Garcia, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais em São Paulo.
O encontro contou com a participação de associados que integram o comitê, representando o setor de tecnologia para saúde. Durante a reunião, foram discutidos temas estratégicos relacionados à sustentabilidade, governança e responsabilidade social, reforçando o compromisso das empresas associadas com a agenda ESG.
A Abimed destaca a importância da adoção de práticas ESG na indústria de dispositivos médicos, não apenas para melhorar a reputação e o valor de mercado das empresas, mas também para promover inovação sustentável, reduzir riscos e fortalecer a confiança de pacientes, profissionais de saúde e investidores. Incorporar essas práticas garante um impacto positivo no setor e na sociedade.
ABIMED lidera debates estratégicos no Welcome Saúde 2025
Evento promoveu discussões sobre inovação, inteligência artificial, economia e políticas públicas para transformar a saúde em 2025

A ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde marcou presença como co- realizadora do Welcome Saúde 2025, evento que abriu o calendário de encontros estratégicos do setor. Realizado em Brasília no dia 19 de fevereiro, o evento reuniu autoridades públicas, tomadores de decisão e líderes da saúde para debater as principais perspectivas políticas, econômicas e tecnológicas que nortearão o setor ao longo do ano.
Durante sua participação na abertura, o presidente-executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho, destacou a relevância do momento e a necessidade de transformações estruturais no sistema de saúde brasileiro.
“O ano de 2025 trará desafios que demandam soluções inovadoras e uma maior integração entre os diferentes agentes do setor. A decisão da ABIMED em realizar o Welcome Saúde vem da compreensão de que precisamos promover debates profundos e contribuir para uma agenda transformadora na saúde do país”, ressaltou.
Além disso, Fernando Silveira Filho reforçou a importância de fóruns como esse para impulsionar a transformação do setor e garantir que as principais pautas da saúde sejam debatidas no cenário legislativo:
“Antes de mais nada, é fundamental que eventos como esse aconteçam, especialmente na abertura da legislatura anual. Esse é o momento em que o setor tem a oportunidade não só de dialogar e expor suas preocupações, mas também de direcionar temas críticos que precisam, obrigatoriamente, estar na pauta do Legislativo este ano.”
A ABIMED esteve presente em painéis de grande impacto durante o evento.
Já no primeiro painel, “Economia e Saúde: perspectivas para 2025”, a ABIMED teve participação ativa em um debate essencial sobre os impactos econômicos no setor de saúde. A discussão reuniu grandes especialistas, incluindo Breno de Figueiredo Monteiro, Presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e da Federação Nacional dos Estabelecimentos e Serviços de Saúde (Fenaess), entre outros especialistas. A moderação ficou a cargo de Eduardo Winston, Managing Director da Nuvasive e Membro do Conselho de Administração da ABIMED, reforçando o protagonismo da entidade nas discussões sobre o futuro econômico da saúde no país.
O diretor regional da Associação, Felipe Dias Carvalho, moderou a mesa “A Saúde de 2025 diante das promessas tecnológicas”, que abordou os avanços e desafios da inovação na assistência à saúde. O debate contou com a participação de especialistas do Ministério da Saúde, instituições acadêmicas e representantes da indústria.
Já no painel “Perspectivas da Saúde Suplementar para 2025”, Fernando Silveira Filho contribuiu com análises sobre os impactos regulatórios e econômicos para a indústria de tecnologia para a saúde, reforçando o compromisso da ABIMED com a construção de um ambiente regulatório previsível e favorável à inovação.
No debate sobre “Política e Saúde: perspectivas para 2025”, moderado por Fernando Silveira Filho, foram discutidos os desafios políticos que podem impactar o setor e as estratégias para garantir um diálogo mais assertivo entre as instituições de saúde e os órgãos reguladores.
O evento também contou com a palestra da nova presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carla Soares, que trouxe um panorama sobre o futuro da regulação do setor.
Outro momento relevante foi o debate “Economia e Saúde: perspectivas para 2025”, que reuniu especialistas para discutir os impactos econômicos no setor de saúde, com a participação de representantes da Confederação Nacional de Saúde, da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), entre outros.
O painel “Acesso à Saúde de Excelência para Todos os Brasileiros 2050”, apresentado por Lauro Miquelin, trouxe uma visão sobre o futuro do acesso à saúde e os desafios da inclusão de tecnologias inovadoras na assistência médica.
Outro tema essencial abordado no evento foi “Aplicações da Inteligência Artificial na Saúde: Benefícios, Riscos e Regulação”, que teve a moderação de Manuel Coelho, membro do Comitê de Tecnologia e Inovação da ABIMED. A discussão destacou o impacto da IA na medicina diagnóstica, assistência clínica e gestão hospitalar, apontando os desafios regulatórios e éticos que precisam ser endereçados.
O evento encerrou com o debate “Compromissos de líderes para 2025”, que contou com a participação de representantes de hospitais, operadoras de saúde e entidades do setor, reforçando a necessidade de colaboração e planejamento estratégico para enfrentar os desafios do próximo ano.
Durante o evento, Fernando Silveira Filho também trouxe uma reflexão sobre o direcionamento do setor para 2025: “Estamos diante de um cenário em que há diversas alternativas e caminhos possíveis, mas o grande desafio é saber por onde seguir, o que resolver e como solucionar. O setor de saúde, mais do que nunca, precisa de um direcionamento claro. Se tivermos que eleger uma área de atuação prioritária para 2025, qual seria esse foco e qual o melhor caminho para viabilizar soluções?”
Com um cenário regulatório em constante evolução, a ABIMED reforçou sua posição como protagonista nos debates sobre sustentabilidade do setor, regulamentação de novas tecnologias e acesso à inovação. Ao longo do evento, a entidade enfatizou a necessidade de um ambiente regulatório equilibrado, que estimule o avanço da tecnologia sem comprometer a segurança dos pacientes e a viabilidade das empresas do setor.
A correalização do Welcome Saúde reafirma o compromisso da ABIMED em ser um elo entre a indústria, o governo e a sociedade, fomentando discussões que contribuam para o fortalecimento do setor de tecnologia para a saúde no Brasil. O evento consolidou-se como um importante espaço para o intercâmbio de conhecimento e networking estratégico, proporcionando debates de alto nível e fortalecendo o papel da indústria de tecnologia para a saúde na evolução do sistema de saúde brasileiro.
Abimed é fonte em matéria do Valor Econômico sobre inovação na saúde

A Abimed tem orgulho de ser fonte em uma importante matéria do Valor Econômico, publicada no especial Inovação na Medicina. A reportagem destaca o avanço das tecnologias na área da saúde e o papel fundamental dos dispositivos médicos na transformação digital do setor.
Como representantes da indústria de tecnologia para a saúde, reafirmamos nosso compromisso em apoiar a inovação e defender políticas que acelerem a chegada dessas soluções à população. A crescente digitalização da saúde e o uso de tecnologias como inteligência artificial, dispositivos vestíveis e monitoramento remoto são fundamentais para melhorar o acesso, a precisão dos diagnósticos e a personalização dos tratamentos.
Na reportagem, nosso presidente-executivo, Fernando Silveira Filho, ressalta que o avanço no uso desses sensores e dispositivos traz ganhos significativos para a qualidade da assistência médica. “À medida que os profissionais ganham proficiência em telessaúde e conexões sejam estabelecidas com seus pacientes por meio desses dispositivos, há uma melhora na qualidade do atendimento e na precisão do diagnóstico”, afirma.
A inovação na saúde é um caminho sem volta, e seguimos comprometidos em impulsionar o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias que beneficiem pacientes, profissionais e toda a cadeia de saúde.
Inteligência Artificial na Saúde: Tecnologia como Ferramenta para Eficiência e Qualidade
A Inteligência Artificial já é uma realidade na saúde, impulsionando eficiência e qualidade, mas ainda enfrenta desafios como regulação, interoperabilidade e viabilidade econômica. Especialistas destacam a necessidade de estratégias integradas para maximizar seu impacto no setor

A disseminação do conhecimento e a capacitação dos profissionais são essenciais para o avanço da inovação no setor de saúde. O eixo estratégico de Educação da Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (Abimed) reforça essa necessidade ao promover iniciativas voltadas à qualificação técnica e acadêmica dos colaboradores das associadas e demais interessados. Ciente da importância de acompanhar tendências e debater o impacto de novas tecnologias, a Abimed participa ativamente de eventos e discussões sobre inovação, como a recente palestra que trouxe a Inteligência Artificial (IA) como tema central.
Fernando Silveira Filho, Presidente Executivo da Abimed, destaca que a IA já é uma realidade na área da saúde e tem sido amplamente utilizada no desenvolvimento de dispositivos médicos e na otimização de processos. No entanto, ele alerta para a necessidade de uma regulação adequada, que equilibre inovação e segurança. “Ainda há muitas questões em aberto, como a validação dos algoritmos e a responsabilização em casos de erro. Precisamos de um ambiente regulatório que incentive a modernização sem criar barreiras excessivas para o setor”, afirma.
A falta de interoperabilidade entre sistemas também é um entrave para o pleno aproveitamento da IA. Fernando Torelly, Superintendente Corporativo e CEO do HCor, ressalta que o problema não está na tecnologia em si, mas na estrutura do modelo de negócios. “Os bancos fazem transações instantâneas, mas no setor de saúde ainda há obstáculos que dificultam o compartilhamento de informações entre hospitais. Isso impacta diretamente a qualidade do atendimento e a eficiência operacional”, explica.
Além da necessidade de integração entre sistemas, Torelly reforça que a digitalização da saúde precisa ser acompanhada por mudanças culturais nas instituições. “A tecnologia deve ser uma aliada do profissional e do paciente, e não um obstáculo. Hoje, muitos médicos ainda gastam mais tempo preenchendo prontuários do que interagindo com seus pacientes. A IA pode ajudar a mudar essa realidade, mas precisa ser implementada de forma estratégica”, avalia.
Lilian Hoffman, especialista em inovação e saúde digital, destaca que, apesar da ampla adoção da IA em diferentes frentes, ainda há uma fragmentação nos esforços das instituições. “Muitas vezes, cada hospital ou operadora vai resolver seu problema isoladamente. Se trabalhássemos juntos, o setor poderia evoluir muito mais rápido”, afirma. Para ela, o momento atual é de experimentação, com ganhos visíveis em produtividade, mas ainda sem uma visão estratégica consolidada.
A perspectiva econômica da IA também foi debatida por Natália Cuminale, jornalista especializada em saúde e inovação, que destacou o impacto financeiro da adoção dessa tecnologia. Para ela, um dos grandes desafios está na priorização dos investimentos. “O setor de saúde lida com restrições orçamentárias significativas. Por isso, a decisão de adotar uma nova tecnologia, como a IA, precisa ser embasada não somente na inovação, mas também na viabilidade financeira e no retorno para pacientes e instituições”, pontua.
Outro ponto relevante levantado durante a discussão foi a relação entre inovação e custo. Silveira Filho ressalta que a principal questão para muitas instituições não é o desinteresse na IA, mas sim sua viabilidade econômica. “Precisamos olhar para o retorno sobre o investimento (ROI). A IA pode ser um diferencial para melhorar a eficiência e reduzir desperdícios, mas sua implementação precisa ser sustentável e estratégica”, conclui.
A discussão aconteceu durante um evento no novo centro de experiência do cliente da Baxter, reforçando a importância de espaços que aproximam inovação e prática clínica no setor de saúde.
Fevereiro Laranja: Conscientização, Diagnóstico e Tecnologia na Luta Contra a Leucemia
Tecnologia e inovação na luta contra a leucemia: como avanços diagnósticos e terapêuticos impulsionam a medicina de precisão e ampliam o acesso a tratamentos eficazes.

Para ampliar a conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, além de destacar novas tecnologias e equipamentos nas especialidades médicas associadas a esses riscos, a ABIMED lançou, no ano passado, a campanha “Cores pela Vida”.
A iniciativa tem como objetivo divulgar informações relevantes sobre saúde, alinhadas aos meses coloridos, reforçando a importância da prevenção e do cuidado contínuo. Com essa campanha, a entidade atua na representação de suas associadas junto ao governo, órgãos regulatórios e demais stakeholders, sempre pautada pela ética e integridade. O propósito é fortalecer um ambiente de negócios favorável à inovação, assegurando a sustentabilidade do setor e ampliando o acesso da população às melhores tecnologias em saúde.
Nesse contexto, o Fevereiro Laranja é o mês dedicado à conscientização sobre a leucemia, uma doença que afeta os glóbulos brancos e compromete a produção sanguínea na medula óssea. A campanha enfatiza a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos eficazes, fatores cruciais para aumentar as chances de sucesso terapêutico. Nesse cenário, a tecnologia e os dispositivos médicos desempenham um papel fundamental, promovendo avanços significativos nos métodos de detecção e no desenvolvimento de terapias mais precisas. Como representantes da indústria de dispositivos médicos, reafirmamos nosso compromisso em apoiar a inovação e defender políticas que acelerem a chegada dessas tecnologias à população, garantindo que mais pessoas tenham acesso a diagnósticos rápidos e tratamentos eficazes.
A precisão diagnóstica é essencial no combate à leucemia. Além dos exames tradicionais, como o hemograma completo e a biópsia de medula óssea, tecnologias avançadas incorporaram-se para aprimorar a identificação da doença. O Laboratório de Imunologia da Universidade Federal da Bahia destaca que a citometria de fluxo tem sido fundamental para determinar a linhagem celular e analisar a maturação das células em neoplasias hematológicas, permitindo a identificação mais precisa dos diferentes tipos de leucemia. Segundo a publicação, essa tecnologia possibilita uma classificação mais acurada da doença, impactando diretamente na definição do tratamento a ser adotado.
Outro avanço significativo é o uso do sequenciamento de nova geração (NGS), que, segundo a revista Hematology, Transfusion and Cell Therapy, desempenha um papel essencial na identificação de mutações genéticas específicas associadas à leucemia. Essa abordagem permite a personalização do tratamento, uma vez que possibilita a escolha de terapias direcionadas de acordo com o perfil genético do paciente, aumentando as chances de resposta positiva e reduzindo efeitos adversos.
No âmbito terapêutico, a inovação tecnológica tem proporcionado tratamentos mais eficazes. A terapia celular CAR-T, por exemplo, envolve a modificação genética das células T do próprio paciente para reconhecerem e destruir as células cancerígenas. Estudos publicados na Revista Médica de Minas Gerais demonstram que pacientes com leucemia linfoblástica aguda de linfócitos B, refratários ou recidivados, apresentaram taxas de remissão completa de até 88% após a infusão de células CAR-T direcionadas ao antígeno CD19. Esse avanço representa um marco no tratamento de casos graves, especialmente em pacientes que não responderam às terapias convencionais.
Além disso, o uso de biossensores e dispositivos vestíveis (wearables) tem se tornado uma ferramenta essencial no monitoramento contínuo de pacientes oncológicos. Segundo a Revista Pesquisa FAPESP, esses dispositivos permitem a quantificação não invasiva e em tempo real de biomarcadores presentes em fluidos corporais, como saliva e suor. O artigo ressalta que essas tecnologias são capazes de detectar variações metabólicas associadas a diferentes tipos de câncer, possibilitando uma intervenção médica mais rápida e eficaz. O monitoramento remoto através desses dispositivos também contribui para um acompanhamento mais detalhado da resposta ao tratamento e pode auxiliar na personalização das terapias ao longo do tempo.
Apesar dos avanços, o acesso a essas tecnologias ainda é um desafio. O Fevereiro Laranja não somente reforça a conscientização sobre a doença, mas também revisita o debate sobre a necessidade de ampliar a incorporação de novas terapias e dispositivos no Sistema Único de Saúde (SUS) e na cobertura dos planos de saúde. Quanto mais cedo a leucemia for detectada e tratada com as melhores ferramentas disponíveis, maiores são as chances de um prognóstico favorável.
À medida que a medicina de precisão avança, a integração entre inteligência artificial, biotecnologia e dispositivos médicos continuará revolucionando o diagnóstico e tratamento da leucemia. O desafio agora é transformar esses avanços em realidade para um número crescente de pacientes, garantindo que a tecnologia esteja sempre a serviço da vida.
Evento discute desafios da Inteligência Artificial na governança corporativa

O avanço da Inteligência Artificial (IA) transforma o ambiente corporativo, trazendo ganhos expressivos para a eficiência dos negócios, mas também desafios complexos no campo da governança e da ética. Para debater essas questões, o Centro de Estudos em Ética, Transparência, Integridade e Compliance da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP), em parceria com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), promoveu, no dia 6 de fevereiro, um evento dedicado ao tema. O encontro reuniu especialistas para discutir transparência, responsabilidade e os impactos da IA na tomada de decisões empresariais, destacando a necessidade de equilibrar inovação tecnológica com práticas éticas.
O evento, realizado na sede da FGV, em São Paulo, teve como um de seus momentos-chave a assinatura de um contrato de cooperação entre o FGVethics e o IBGC, reforçando o compromisso das instituições em desenvolver diretrizes para o uso responsável da IA no ambiente corporativo.
A programação trouxe especialistas de diferentes áreas para refletir sobre os impactos da tecnologia na governança. O painel “Governança Corporativa e Ética” abordou os desafios regulatórios, as boas práticas de conformidade e a adaptação das empresas a um cenário de inovação acelerada. Participaram da discussão Patrícia Peck, CEO e sócia-fundadora do Instituto Peck de Cidadania Digital; Rodolfo Fücher, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES); e Walquíria Favero, sócia no Machado Melo e Favero Advogados, com mediação de Valéria Café, diretora-geral do IBGC. Os debates reforçaram a importância de um modelo regulatório claro e a necessidade de princípios éticos na criação de algoritmos e na automação de processos decisórios.
O encerramento contou com uma fala de Ricardo Oberlander, membro vogal do Conselho Curador da FGV, que destacou a relevância do debate para a construção de um ambiente de negócios mais transparente e seguro.
A Abimed mantém uma parceria estratégica com o FGVethics, voltada para a promoção de práticas de governança, compliance e ética no setor de saúde. Essa colaboração pretende disseminar conceitos de transparência e integridade, além de adaptar o mercado às novas tendências nesses campos. A iniciativa reforça o compromisso da indústria de dispositivos médicos em garantir que a inovação ocorra de forma ética e sustentável, alinhada às melhores práticas regulatórias.
Jorge Roberto Khauaja, Gerente de Compliance e Assuntos Regulatórios da Abimed, destacou a importância da realização do evento para a promoção de reflexões sobre inovação e ética nos negócios. Esse diálogo é essencial para refletirmos sobre como equilibrar inovação tecnológica com práticas éticas, garantindo sustentabilidade, conformidade e confiança nos negócios”, afirmou Khauaja.
A área da saúde, uma das mais impactadas pela Inteligência Artificial, enfrenta desafios específicos quando se trata de governança e conformidade. O crescimento do uso da IA em diagnósticos, automação de processos clínicos e personalização de tratamentos exige uma atenção especial à segurança dos dados, responsabilidade dos algoritmos e à interação entre tecnologia e decisões médicas. A participação da Abimed nesse debate reforça o compromisso do setor de dispositivos médicos com a inovação responsável, garantindo que a tecnologia esteja sempre a serviço da sociedade.
O evento destacou a necessidade de que transparência, compliance e ética acompanhem o avanço da tecnologia. À medida que a IA ganha mais espaço nas estratégias empresariais, cresce a importância da colaboração entre diferentes setores para assegurar que essas transformações ocorram de maneira sustentável e alinhada ao interesse coletivo.
Fonte: Abimed, em 27.02.2025.